MST/RJ – Denúncia e pedido de pressão para apurar quem são os culpados

Coordenador do acampamento Luiz Maranhão, localizado no parque industrial da Usina Cambahyba, Campos dos Goytacazes-RJ, Cícero Guedes dos Santos, de 54 anos, foi assassinado com mais de dez tiros na cabeça por pistoleiros na madrugada desta sexta-feira (25), em Campos dos Goytacazes. Ele participou de uma reunião na noite anterior no acampamento e foi baleado em uma emboscada quando retornava de bicicleta para sua casa no assentamento Zumbi dos Palmares. Cícero fazia parte da Direção Estadual do MST no Rio de Janeiro. (mais…)

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Amanhã, 28, dia de Manifestações pela erradicação do Trabalho Escravo

Carolina Gonçalves e Alex Rodrigues – Agência Brasil

BRASÍLIA – Amanhã, 28 de janeiro, manifestantes de várias partes do país devem tomar as ruas de pelo menos 15 cidades brasileiras para pedir a erradicação do trabalho escravo e cobrar o julgamento dos envolvidos no caso que ficou conhecido como Chacina de Unaí. Há nove anos, três auditores fiscais de trabalho e um motorista do Ministério do Trabalho foram assassinados durante uma fiscalização em fazendas da cidade mineira de Unaí, distante 160 quilômetros de Brasília. Até hoje, a Justiça não conseguiu concluir o processo.

O caso motivou as autoridades a instituírem a data de 28 de janeiro como o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo. Várias manifestações populares vêm sendo realizadas neste dia ao longo dos últimos anos, organizadas pela população e, principalmente, por profissionais que atuam direta ou indiretamente no combate à este tipo de condição ilegal de trabalho.

Em Belo Horizonte, no início da tarde será realizado um Ato Público pelo julgamento dos acusados da Chacina de Unaí, em frente ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região. O mesmo protesto deve ser realizado em todos os estados em frente às Superintendências Regionais do Trabalho de cada capital, organizados pelo Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) e Associação dos Auditores-Fiscais do Trabalho de Minas Gerais (Aafit-MG). (mais…)

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RS – Prefeitura de Santa Maria pede apoio voluntário de profissionais da saúde

A prefeitura de Santa Maria está convocando psicólogosenfermeiros e demais profissionais da área de saúde para atuarem como voluntários no apoio às famílias das vítimas, que estão no Centro Desportivo Municipal (CDM). A orientação é para irem ao CDM, na Rua Appel, 795, e se apresentarem no portão principal, levando carteira de identificação profissional.

No local, também pode ser feita a doação de água, papel higiênico, máscaras, álcool gel e luvas. Os voluntários devem chegar próximo as 19h para estabelecer um turno de revezamento com os que já estão auxiliando no local.

Para quem está em outras cidades ou estados, uma Central de Apoio está funcionando no endereço que pode ser acessado AQUI. Após as notícias, na maioria locais exceto pelo parágrafo anterior, há uma lista de pessoas se oferecendo para ajudar, inclusive viajando para lá de outros locais . Os oferecimentos envolvem desde a ida de psicó[email protected] [email protected] em morte e luto, até uma empresa, oferecendo um caminhão para levar doações até a cidade.

Por outro lado, no Centro Desportivo Municipal está sendo feito um cadastramento dos familiares que estão em busca de informações sobre vítimas de outras cidades. Nesses casos, a prefeitura está disponibilizando o encaminhamento para hotéis da cidade, sendo que as despesas com hospedagem e alimentação ficarão por conta do poder público municipal.

No entanto, a Defesa Civil aconselha que só passe pelo local somente quem realmente tem alguma relação com as vítimas, pois o acúmulo de curiosos pode acabar dificultando o trabalho.

A Defensoria Pública também está mantendo plantão, para auxiliar as famílias em questões legais.  Link da Central de Apoio: http://wp.clicrbs.com.br/tragediaemsantamaria/, compartilhado por Ricardo Horto Machado.

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A maior tragédia de nossas vidas

Por Fabrício Carpinejar

Morri em Santa Maria hoje. Quem não morreu? Morri na Rua dos Andradas, 1925. Numa ladeira encrespada de fumaça.

A fumaça nunca foi tão negra no Rio Grande do Sul. Nunca uma nuvem foi tão nefasta.

Nem as tempestades mais mórbidas e elétricas desejam sua companhia. Seguirá sozinha, avulsa, página arrancada de um mapa.

A fumaça corrompeu o céu para sempre. O azul é cinza, anoitecemos em 27 de janeiro de 2013.

As chamas se acalmaram às 5h30, mas a morte nunca mais será controlada.

Morri porque tenho uma filha adolescente que demora a voltar para casa.

Morri porque já entrei em uma boate pensando como sairia dali em caso de incêndio.  (mais…)

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O Cantar do Cid, por José Ribamar Bessa Freire

O que o Cid Gomes, governador do Ceará, tem em comum com o Cid Campeador, herói da literatura espanhola?

Cid é acusado de roubo. Fica com fama de ladrão. Seus bens são bloqueados e sequestrados. Ele é desterrado. Para recuperar a riqueza e a honra, o nosso herói pega em armas, participa de campanha militar, derrota os mouros que ocupavam a Península Ibérica, puxa o saco do rei para quem manda um montão de presentes caros e, desta forma, é anistiado. Consegue reaver seus bens e, mesmo sendo fidalgo de nivel inferior, casa suas filhas – Elvira e Sol – com príncipes, um do Reino de Navarra e o outro de Aragón.

Esse é o Cid Campeador, cujas façanhas heroicas são narradas em um poema épico de quase quatro mil versos, escrito há mais de 800 anos. Trata-se de uma joia da literatura espanhola – o Cantar de Mio Cid – uma canção de gesta, recitada na época medieval com acompanhamento musical por jograis e menestréis, para uma audiência variada formada por pessoas de vários níveis sociais, desde os nobres na corte, até camponeses e artesãos analfabetos nas feiras e mercados. Esse é o Cid Espanhol. Mas no Ceará não tem disso não.

No Ceará, o Cid é outro. O Cantar de Mio Cid cearense, que poderia muito bem ser recitado como literatura de cordel nas feiras de Sobral, na realidade é o cantar de Ivete Zangalo, contratada pelo governador Cid Gomes (PSB) por R$ 650 mil para um único show de inauguração de um hospital em Sobral, terra de Cid. Quem paga, é claro, não é o dito cujo, mas o contribuinte. Agora, o Ministério Público Federal entrou na Justiça na última quinta-feira contra o governador pedindo a devolução da grana, que pague o cachê da Ivete Zangalo com dinheiro dele. (mais…)

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Índios do Brasil 1 – Quem são eles?

A série “Índios no Brasil” mostra a relação da população indígena brasileira com a natureza, com o sobrenatural e com os não-índios. Ao contar a história do Brasil, muitas vezes o índio é tratado como um ser que parou no passado. Além disso, relacionado a atraso, preguiça e selvageria. Este episódio apresenta quem são e como vivem os indígenas no Brasil atual, tomando como foco a relação deles com os outros brasileiros. Pessoas das tribos Krenak, MG; Kaxinawá, AC; Ashaninka, AC; Yanomami, RR; Pankararu, PE e Kaingang, SC, conversam sobre o assunto. [ E alguns racistas canalhas, em maior ou menor grau, também dão a sua opinião. TP. ].

Compartilhado por Andrei Danilo Guarani Kayowá.

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Ausência de movimentos sociais marca marcha de abertura do Fórum Social Temático

Mariana Jungmann, Repórter da Agência Brasil

Brasília – Cerca de 800 pessoas compareceram hoje (26) à marcha de abertura do Fórum Social Temático (FST), em Porto Alegre (RS), conforme estimativa da Brigada Militar do estado. A maior parte dos participantes este ano, no entanto, foi formada por sindicalistas ligados a quatro centrais, e não pelos movimentos sociais, como ocorreu em anos anteriores.

“Parece mais um movimento sindical que um movimento social”, admitiu o diretor de Direitos Humanos da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Mário Silva. Ele reconheceu que a participação dos militantes que tradicionalmente compunham o Fórum Social Mundial e os temáticos foi reduzida, mas reafirmou a crença de que o fórum deste ano irá ocorrer com sucesso. “Com certeza diminuiu a participação de alguns movimentos mais ligados à CUT [Central Única dos Trabalhadores]. Mas nós estamos aqui, o fórum está acontecendo”, completou Silva.

Em meio às bandeiras e a militantes uniformizados da Força Sindical, UGT, Central dos Trabalhadores do Brasil e Nova Central, pequenos grupos ligados a movimentos sociais independentes compareceram à marcha. Astreia Mendes Abal, por exemplo, participou da marcha com cerca de dez amigos para pedir por uma nação mais fraterna. “Nós fazemos parte de um movimento chamado Nação Pacha Mama e viemos semear o nosso sonho de liberdade. Nós lutamos contra o sistema e acreditamos em uma nação mais fraterna, com um pouco mais de ternura. Viemos dar um basta, precisamos olhar o outro com compaixão e não com competição”, disse. (mais…)

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