Mais três líderes rurais ameaçados de morte no Triângulo Mineiro

O MLST deverá pedir proteção policial para os agricultores acampados em Miraporanga

Gabi Santos – Do Hoje em Dia

A liderança do Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST) poderá pedir proteção policial para três agricultores que estão acampados nas terras da fazenda São José dos Cravos, no município de Prata, a 60 quilômetros de Uberlândia, no Triângulo Mineiro. Eles teriam sido ameaçados de morte dias antes do triplo assassinato de integrantes do MLST, ocorrido na manhã do último sábado (24), no distrito de Miraporanga. 

Os agricultores ameaçados são Ismael Costa, Robson dos Santos Guedes e Vander Nogueira Monteiro. Eles teriam sido procurados por estranhos, que estavam em uma caminhonete e visitaram o acampamento. A polícia está atrás dos homens, que podem estar envolvidos no triplo homicídio. (mais…)

Ler Mais

Europa: racismo e tragédia

Vitor Gomes Pinto*

Desde a constituição da Comunidade Econômica Européia há 54 anos, o velho continente nunca esteve ao mesmo tempo tão desunido e tão solidário como hoje. No momento em que Mohamed Merah, um francês de 23 anos e origem argelina, disparou com suas Colt 45 para fazer sete vítimas na escola israelita Ozar Hatorah em um bairro residencial de Toulouse, alguma coisa voltou a mudar numa Europa cada vez mais pressionada pela xenofobia e pelo terrorismo. Embora tenha agido só, Merah, que vestia um colete a prova de balas por debaixo da djellaba negra, a típica túnica árabe, estava em uma jihad, ou seja, numa guerra santa contra inimigos do Islã. Cercado pela polícia em seu apartamento na mesma Toulouse onde nasceu, optou por sair atirando até que uma bala certeira na cabeça o matou. Tornou-se um soldado de Alá nas escolas preparatórias do Afeganistão e do Paquistão, para onde já viajara por duas vezes. Um resultado imediato de tanta loucura é a virada nas preferências do eleitorado a um mês do pleito presidencial, favorecendo os candidatos da direita: o atual presidente Nicolas Sarkozy que busca a reeleição e Marine Le Pen da ultrarradical Frente Nacional. O socialista François Hollande, até aqui o favorito, parece sem forças para enfrentar a nova onda racista que varre a França contra os imigrantes e o que chamam de islamização, a favor da segurança, da política de mão dura e do nacionalismo. (mais…)

Ler Mais

Un país, dos realidades y un Estado mudo

Convocado para abordar la situación de los pueblos originarios, ante la Comisión Interamericana de Derechos Humanos (CIDH), el Estado argentino reivindicó la política oficial para los pueblos indígenas y no respondió a las preguntas del organismo continental. Organizaciones de derechos humanos denunciaron la criminalización y represión del Estado y del modelo extractivo

Por Darío Aranda

“El Estado ha tomado nota y con mucho gusto responderemos por escrito previa consulta a las autoridades competentes”. Fue el inesperado cierre (cuando en realidad debía responder preguntas), del representante del Estado argentino en la audiencia ante la Comisión Interamericana de Derechos Humanos (CIDH), donde se expuso la situación de los pueblos indígenas de Argentina. La audiencia había sido solicitada por organizaciones de derechos humanos y comunidades indígenas, que denunciaron el incumplimiento de la legislación indígenas, la criminilización y represión, y el avance de empresas mineras, petroleras, forestales y del monocultivo de soja.

“Pesa a la obligación del Estado de proteger los territorios indígenas, siguen los desalojos. Hay numerosos casos en Tucumán afectados por vitivinícolas y mineras, veinte casos en Neuquén por petroleras, hay graves impactos por los desmontes, por ejemplo en Salta. Esta falta de definición de los derechos territoriales indígenas, y la lucha por el territorio, deriva en graves sucesos de violencia como en Neuquén, Tucumán y Formosa. Existen graves represiones, con indígenas seriamente heridos y asesinados”,  denunció Silvina Zimerman, del Centro de Estudios Legales y Sociales (CELS), y señaló la “paradójica situación” que se vive en Argentina, donde las comunidades indígenas son perseguidas “acusadas por usurpación de sus propias tierras”. (mais…)

Ler Mais

MT – Funcionários da FUNAI sofrem tentativa de assassinato na TI Urubu Branco

“Aconteceu mais uma tentativa de homicídio contra os funcionários da FUNAI, que prestam serviços na Terra Indígena Urubu Branco. O veículo no qual estavam os quatros servidores foi atingido do lado de motorista pela bala disparada  pelos posseiros invasores, que se encontram descontentes com a ação [de desocupação].

Ninguém se feriu, porém, é importante que a FUNAI, AGU, Ministério Público e a Polícia Federal, saibam da situação. Que se abra um inquérito de investigação pela Polícia Federal, para que essa pessoa seja apreendida e condenada pela atitude de violência e tentativa de homicídio.

A comunidade Apyãwa (Tapirapé) pede segurança para os Líderes  e os Servidores da FUNAI que estão atuando na fiscalização da Terra Indígena Urubu Branco.

Quero informar que a comunidade Apyãwa, já está esgotando a paciência. A vida da nova geração do Povo Apyãwa, está praticamente comprometida devido a morosidade da justiça. É vergonhoso isso, pois todos os cidadãos sabem que vivemos no país democrático. É preciso que seja respeitado o direto do Povo Apyãwa. Pois estamos reinvindicando território imemorial e tradicional dos nossos antepassados. Queremos que seja garantido o nosso direito”.

Kamoriwa’i Elber Tapirapé” (mais…)

Ler Mais

Museu Afro-digital será lançado na UFMA

Evento acontece no dia 29 de março de 2012, às 18h, no CCH

São Luís – Com o objetivo de estimular a memória social de minorias étnicas e de memórias nacionais, a Universidade Federal do Maranhão (UFMA), por meio do Programa de Pós-graduação em Ciências Sociais, lançará, no dia 29 de março de 2012, às 18 horas, no Auditório A (Mário Meireles) do Centro de Ciências Humanas (CCH), o Museu Afro-digital, que conta com coleções que tratam de religiões, cultura popular, quilombos, movimentos negros e exposições.

Concomitantemente a este evento, haverá a Aula Inaugural “Da Filologia à Antropologia: percursos de um profissional itinerante”, dos cursos de Pós-graduação em Ciências Sociais de 2012, ministrada pelo professor doutor Hippolyte Brice Sogbossi, associado da Universidade Federal de Sergipe (UFS). Em seguida, haverá também o lançamento da Revista Pós Ciências Socias Nº 16, cujo dossiê versa sobre “Religiões Afro-americanas”, organizada pelos professores doutores Sergio Ferretti (UFMA) e Hippolyte Sogbossi.  (mais…)

Ler Mais

Formação destinada a lideranças negras busca qualificar ações para impactos no SUS e direito à saúde das mulheres negras

O primeiro dia da Atividade da formação “interseccionalidades de raça, gênero e geração nas Políticas Públicas e no Orçamento Público, com foco na saúde das mulheres negras”organizado pelo UNFPA e CRIOLA, que se estende até o dia 31 de março de 2012 em Brasília/DF, revela no término de seu primeiro dia, grandes expectativas, além de um rico e denso debate rumo a apropriação de novos conhecimentos. A formação destinada a lideranças negras das cinco regiões do Brasil, busca qualificar ações para impactos nas políticas públicas de saúde destinadas à população negra brasileira, em que pese o direito à saúde das mulheres negras.

O resgate coletivo do ativismo histórico das lutas sociais, sem perder o foco nas mulheres negras e na saúde, gerou a estruturação de uma linha do tempo dos marcos históricos significativos para as/os participantes. À frente desta dinâmica, estiveram Fernanda Lopes (UNFPA) e Lúcia Xavier (CRIOLA) que instigaram a identificação das/os várias/os sujeitos políticos que lutam pelos Direitos Humanos (sociais, políticos, econômicos, culturais entre outros).

Lúcia Xavier (CRIOLA), apropriando de uma metodologia didática de alcance a todas/os, com sensibilidade e respeito às diversidades físicas, sexuais, geracionais presentes na atividade, fez de sua exposição um poema de fácil assimilação, quando tratou da harmonização de conceitos e abordagens sobre a Construção dos Sujeitos Políticos e sobre Direitos Humanos. Abriu e aprofundou discussão em torno do conceito de Kimberle Crenshaw (criado no processo da Conferência de Durban 2001), onde o uso metodológico das interseccionalidades foi primeiramente apresentado, com o objetivo de refletir sobre o alcance dos direitos às diferentes mulheres no mundo. (mais…)

Ler Mais

O racismo a serviço do império euroamericano

por Mauro Santayana

Podemos talvez encontrar a origem do racismo, a partir do equívoco bíblico, de que Deus fez o homem à sua imagem e semelhança. Levando a idéia ao pé da letra, nasceu a paranóia da intolerância ao outro. A imagem negra de Deus é a de seus deuses africanos, a imagem judaica de Deus é a de um patriarca hebreu, na figura de Jeová. Os muçulmanos não deram  face a Alá, nem veneram qualquer imagem de Maomé, mas isso não os fez mais santos. Desde a morte de Maomé, seus descendentes e discípulos se separaram em seitas quase inconciliáveis, que se combatem,  todas elas reclamando o legado espiritual do Profeta. Os muçulmanos, como se sabe, reconhecem Cristo como um dos profetas.

Os protestantes da Reforma também prescindiram de imagens sagradas, o que, sem embargo, não os impediu de exercer intolerância e violência contra os católicos, com sua inquisição – em tudo semelhante à de seus adversários.

Essa idéia que associa as diferenças étnicas e teológicas à filiação divina, tem sido a mais perversa assassina da História. Os povos, ao eleger a face de seu Deus, fazem dele cúmplice e protetor de crimes terríveis, como os de genocídio. O Deus de Israel, ao longo da Bíblia, ajuda seu povo, como Senhor dos Exércitos,  a “passar pelo fio da espada” os inimigos, com suas mulheres e seus filhos. Quando Cortés chegou ao México, incitou os seus soldados ao invocar a Deus e a São Tiago, com a arenga célebre:  “adelante, soldados, por Dios y San Tiago”. (mais…)

Ler Mais

Novo Código Florestal deve ser votado em abril

Governo terá trabalho para convencer a base rebelada a votar com o texto da Lei da Copa, prevista para ser votada nesta quarta

Depois de um dia de intensas negociações, o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), anunciou na noite desta terça-feira acordo para votar quarta-feira a Lei Geral da Copa e, até o fim de abril, o novo Código Florestal. Avisou, no entanto, que não há entendimento no que se refere ao mérito das propostas. Com isto, o governo terá trabalho para convencer sua base rebelada a votar com o texto da Lei da Copa encampado pelo Palácio do Planalto.

“Desta forma, a negociação estanca a crise e faz com que o Congresso volte a andar”, declarou Maia, por meio de sua assessoria. A maior polêmica do projeto é a venda de bebida alcoólica nos 12 estádios que vão sediar os jogos da Copa da Fifa. O texto enviado ao Congresso apenas suspenderá durante os eventos da Fifa o artigo do Estatuto do Torcedor, que proíbe a venda, e a entidade terá de negociar diretamente com Estados onde há leis contrárias.

Para fechar o entendimento, Maia informou ter negociado com representantes ruralistas de 12 partidos diferentes, fundamentais para interromper a obstrução promovida pelos próprios aliados. Mas isto não resolve o problema com a bancada evangélica, que não aceita a venda de bebida nos estádios. (mais…)

Ler Mais

Nota Pública da Comissão Pastoral da Terra, MG, sobre violação de direitos humanos de atingidos pela mineradora Anglo Ferrous

A Comissão Pastoral da Terra, de Minas Gerais – CPT/MG – presta esclarecimentos e denuncia a violação dos direitos humanos dos atingidos causados pelo projeto de Mineração da Anglo Ferrous Minas-Rio S.A em Conceição do Mato Dentro, Minas Gerais.

A Comissão Pastoral da Terra do Estado de Minas Gerais vem a público declarar que a empresa Anglo Ferrous Minas-Rio Mineração S.A. (Anglo American) que está implantando a mineração de Ferro em Conceição do Mato Dentro, MG, utiliza o nome da Comissão Pastoral da Terra de forma equivocada e não autorizada, para legitimar sua ação junto aos atingidos, reassentados e órgãos ambientais. A postura da Anglo American é uma estratégia para encobrir o não cumprimento pela empresa dos acordos firmados com as comunidades atingidas.

A CPT sub-região Leste assessorou as comunidades atingidas nos processos que resultaram nos acordos indenizatórios de um grupo de atingidos, em setembro de 2010.

Na recente visita de representantes da CPT ao local, através de contato com as populações atingidas, considerando os relatos delas e documentos encaminhados a diversos órgãos públicos, avaliamos que a Anglo American vem causando uma série de transtornos, como o desrespeito aos direitos dos atingidos e não cumprimento de acordos assinados. (mais…)

Ler Mais

Ministério das Cidades promove workshop internacional sobre deslocamentos involuntários

Comentário de Ricardo Verdum, ao enviar a notícia: “Primeiros passos para uma ‘regulamentação’ brasileira para deslocamentos involuntários”. TP.

Especialistas e representantes de movimentos populares participam entre hoje (27) e amanhã (28) do Workshop Internacional Deslocamentos Involuntários, promovido pelo Ministério das Cidades em Brasília. O objetivo é buscar soluções aos desafios postos pelo desenvolvimento de infraestrutura no Brasil, intensificado pela realização de grandes eventos esportivos (Copa 2014 e Olimpíadas 2016).

Na abertura, o ministro das Cidades Aguinaldo Ribeiro lembrou que este governo nasceu de uma base social muito forte, por isso sabe a responsabilidade que tem de ouvir para saber as necessidades do povo. Ressaltou a solidez e estabilidade econômicas a que o Brasil chegou, mas que ainda precisa combater muitas desigualdades. “Não podemos sob o pretexto do desenvolvimento atropelar o que de mais importante temos que é o ser humano”, concluiu.

O secretário-geral da Presidência, ministro Gilberto Carvalho, ressaltou o papel do governo de ouvir populações deslocadas involuntariamente, com seus problemas acarretados, e disse estar feliz na promoção deste workshop que busca um método de escuta democrático. O ministro aposta na mudança de paradigma nas grandes intervenções de infraestrutura, que passam a ser realizadas com a participação da população envolvida e não mais apesar dela. (mais…)

Ler Mais