Juiz deixa toga e salário de R$ 24 mil para sair em busca do ideal

Raul diz que ainda não encontrou a profissão ideal e abandona a magistratura

De Barra do Garças – Ronaldo Couto

Um fato inusitado aconteceu em Aragarças-GO, divisa com Barra do Garças: um juiz de 30 anos de idade que está há um ano no judiciário pediu exoneração e informou que está à procura da profissão ideal. Raul Batista Leite, que assumiu em outubro a comarca aragarcense, surpreendeu a todos ao anunciar no início do mês a sua decisão de abandonar a magistratura.

Com salário de R$ 24 mil, Raul dá adeus a uma profissão cobiçada por muitas pessoas e comentou com alguns amigos que não se identificou com a função de juiz.

Por telefone, ex-juiz que se formou em Goiânia-GO, disse ao Olhar Direto que vai continuar participando de concursos públicos à procura de outra carreira. E participar de concursos públicos realmente é o forte de Raul. Antes de ser juiz, ele passou no concurso público para promotor e policial federal.

“Eu vou continuar participando de concursos”, salientou Raul, citando que gostaria de ser professor universitário. Perguntado sobre a questão financeira, porque um professor no nível máximo (com doutorado) ganha R$ 10 mil, bem abaixo do que ele ganhava, o ex-juiz disse que dinheiro não é tudo e que a pessoa precisa se sentir bem na função. (mais…)

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Sem necessidade de legendas ou palavras. Só de sentimento…

Trecho do filme Midway, de Chris Jordan, enviado por Juraci Marcelino. Para quem se interessar – e vale! -, é só clicar AQUI e ver muitos outros vídeos feitos por ele, acompanhando ao longo do tempo os albatrozes do atol do Pacífico. Nem todos são tão belos ou chocantes. Mas é o modo que ele encontrou para contribuir por um mundo melhor. Um modo que merece todo o respeito, pois a mesma mão que joga no mar o plástico mortal sem dúvida é capaz de gestos equivalentes em relação a outros seres vivos, humanos ou animais. TP.

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Povos indígenas convidados a debater exploração de minério em Espigão do Oeste

Dezenas de povos indígenas de Rondônia são esperados nesta quinta-feira (25) na Câmara de Vereadores de Espigão do Oeste para se manifestar sobre a exploração de minério em terra indígena, atividade promovida pela Comissão Especial  instituída na Câmara dos Deputados para oferecer um parecer ao Projeto de Lei (PL 1610/96) que trata do aproveitamento de minérios nessas áreas. O seminário esta previsto para começar às 14 h.

O presidente da Comissão Especial, deputado federal Padre Ton (PT-RO), espera que o maior número possível de indígenas compareça ao seminário, formato de evento encontrado pela Comissão que permite ouvi-los diretamente sobre o assunto.

“A regulamentação da mineração irá ocorrer, não tenho dúvida, mais cedo ou mais tarde. A Constituição diz que é tarefa do Congresso Nacional decidir sobre isso. Então, queremos dar oportunidade dos povos indígenas se manifestar nesse processo de construção do parecer”, diz Padre Ton.

No dia 10 de maio, o deputado e o relator da proposta, deputado Édio Lopes (PMDB-RR) estiveram em São Gabriel da Cachoeira (AM), quando cerca de 400 pessoas – índios e não índios – compareceram ao auditório do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas para debater o assunto. (mais…)

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Seminário ‘Na Rota da Superação do Racismo’ em São Luís

O evento ocorre nesta quarta e quinta, das 16 às 21h, no Teatro João do Vale (Praia Grande)

SÃO LUÍS – O seminário Na Rota de Superação do Racismo, promovido pelo grupo Okun de Cultura Afro-brasileira em parceria com as Secretarias de Estado da Igualdade Racial (Seir) e da Cultura (Secma), será realizado nesta quarta (23) e quinta-feira (24), das 16h às 21h, no Teatro João do Vale (Praia Grande).

A abertura será marcada pelo Painel “Avanços da Política de Promoção da Igualdade Racial”. Os interessados podem se inscrever durante o seminário.

Nos dois dias, temas como a Política da Igualdade Racial e a Lei nº 12. 288 serão discutidos com o objetivo de promover a reflexão e o debate sobre as estratégias de combate ao racismo e às discriminações correlatas como, por exemplo, a intolerância religiosa e o racismo institucional.

A programação destaca, no período da tarde, painéis e apresentação de vídeos. À noite, acontecerão as atividades culturais na “Hora da Arte e da Cultura”, com apresentação de espetáculos de teatro e dança, intervenções artísticas e shows. (mais…)

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Organização denuncia participação de médicos na ditadura argentina

Relatório elaborado pela organização argentina “Médicos com Memória” afirma que mais de mil e duzentos profissionais da saúde colaboraram nas salas de tortura e cometeram crimes de lesa humanidade durante a ditadura militar. Com isso, sustenta a organização, não só colaboraram com o horror de uma época, mas avalizaram, com seu silêncio, o sistema de saúde privatizante imposto pelo neoliberalismo desde março de 1976. Muitos médicos ainda permanecem impunes.

Francisco Luque – De Buenos Aires

Buenos Aires – Embora seu juramento ético estabeleça que devam velar pela saúde e a vida das pessoas, muitos fizeram o contrário. Segundo um relatório elaborado pela organização argentina “Médicos com Memória”, mais de mil e duzentos profissionais da saúde colaboraram nas salas de tortura e cometeram crimes de lesa humanidade durante a ditadura militar. Com isso, sustenta a organização, não só colaboraram com o horror de uma época, mas avalizaram, com seu silêncio, o sistema de saúde privatizante imposto pelo neoliberalismo desde março de 1976. Muitos médicos ainda permanecem impunes.

“A imposição do sistema repressivo por parte das forças armadas contou não só com o silêncio de uma sociedade ameaçada, mas com a participação ativa e a cumplicidade de civis, como é o caso da intervenção de médicos e outros profissionais da saúde”, explica em um relatório esta organização, criada em 2009, cujo objetivo tem sido elucidar o funcionamento do sistema de saúde durante a ditadura e identificar médicos, enfermeiros, psicólogos e técnicos médicos – civis e militares – envolvidos em crimes de lesa humanidade. Formada por vítimas da repressão, a “Médicos com Memória” decidiu procurar a verdade e denunciar os profissionais da saúde que colaboraram com a ditadura. (mais…)

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Manaus participa do Festival Cinema pela Verdade, sobre ditadura militar

A exibição de 'Condor' contará com a presença do diretor do filme, Roberto Mader (Foto: Divulgação)

O Festival irá levar para 81 universidades filmes sobre a Ditadura Militar. Em Manaus, serão exibidos ‘Cidadão Boilesen’, ‘Hercules 56’ e ‘Condor’.

A capital amazonense irá participar do ‘I Festival Cinema pela Verdade’. O evento será realizado nos meses de maio e junho, nas principais universidades do país, com filmes nacionais retratando o período da ditadura militar e suas consequências. Em Manaus, o festival entra na programação do Cine & Vídeo Tarumã, nos dias 30 e 31 de maio e 1º de junho, na Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

Ao todo, o evento vai percorrer todas as 27 capitais federativas e passar por 81 universidades, promovendo exibições gratuitas, seguidas de debate com a presença de convidados e diretores/realizadores de cada obra. Os filmes selecionados para exibição na UFAM são: ‘Cidadão Boilesen’, ‘Hercules 56’ e ‘Condor’.

As exibições ocorrerão no Auditório Rio Negro, localizado no Instituto de Ciências Humanas e Letras – ICHL, Coroado I, Campus Universitário e a entrada é gratuita. Para maiores informações, consulte o blog do Cine & Vídeo.

O festival é uma realização do Instituto Cultura em Movimento (ICEM) em parceria com o Ministério da Justiça, via Comissão de Anistia. Em Manaus, o evento conta com o apoio do Cine & Vídeo Tarumã, do Núcleo de Antropologia Visual e Instituto Cultura em Movimento e tem o aval do Comando Local de Greve dos docentes, que incorporou as exibições ao seu calendário grevista. (mais…)

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Da Margem ao Centro: o outro lado do desenvolvimento – 4 vídeos

A postagem, esta manhã, do vídeo MG – Mineração: Devastação sem Compensação, provocou uma resposta imediata de Sonia Missagia, na lista do Cedefes. Escreveu ela: “e as montanhas, assim “pulverizadas”, deixam um lastro desolador, causando sérios  impactos diretos, desde as nossas minas aos portos. Um pouco da outra ponta pode ser visto no vídeo, litoral fluminense, e na ganância dessas mesmas empresas no litoral capixaba”. Junto, enviava o link para os vídeos abaixo, realizados em 2009. Embora a realidade tenha mudado para pior, nestes três anos, vale vê-los, não só pelas denúncias, como pelos comoventes depoimentos. A apresentação é do PACS, que os produziu. TP.

“No foco do filme está a contraditória realidade das Baías de Sepetiba e da Ilha Grande, no Rio de Janeiro. O progresso tem colocado em risco cenários onde a natureza cultivou a beleza e o vigor das mais diversas formas de vida. A expansão de grandes projetos privados tem colocado em risco direitos essenciais das populações. Da margem ao centro – o outro lado do desenvolvimento mostra de forma sensível a sabedoria e a simpatia de pessoas que resistem à poluição atmosférica, à contaminação das águas, ao extermínio da mata atlântica, dos manguezais e da fauna marinha. O filme denuncia, emociona e encanta ao provar que existe outro modelo de desenvolvimento possível.

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ONGs cobram medidas do MP sobre repórter da Band-BA que ofendeu jovem negro

Atitude de repórter causou revolta em ONGs ligadas aos direitos humanos

A polêmica envolvendo a postura da repórter Mirella Cunha da Band-BA contra um jovem negro durante programa “Brasil Urgente” gerou críticas de ONGs que pretendem tomar medidas em defesa ao rapaz.

Segundo o portal iG, a ONG Quilombo X vai entrar com ação no Ministério Público para defender o jovem. “Foi ferida a dignidade dele. Ele foi vítima de preconceito. Isso ocorreu não só essa vez. É um fato que acontece dariamente”, afirmou o coordenador da organização Hamilton Borges.
Rafael Dias, pesquisador da ONG Justiça Global, aponta que a ofensa da jornalista foi resultado “de uma concepção equivocada em que a jornalista pode ter acesso livre nas delegacias e fazer um julgamento midiático”. Dias espera que o Ministério Público e a Secretaria da Segurança do Estado se pronunciem a respeito do caso.
Em carta aberta direcionada ao governo do Estado da Bahia, um grupo de jornalistas pediu uma ação no Ministério Público, além de lamentar a postura da repórter e de toda a equipe da emissora. O comunicado pede uma posição do governo “para pôr fim às arbitrariedades; e punir seus agentes que não respeitam a integridade dos presos”. (mais…)

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Mostra “Social em Movimentos Rio+20”, de 7 a 10 de junho (SP) e de 13 a 17 de junho (RJ)

Na véspera da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável , a Rio +20, e da Cúpula dos Povos, a mostra “Social em Movimentos” traz, através de filmes e debates, a oportunidade de discutir algumas das principais questões ambientais e sociais contemporâneas.

Uma temática diferente estará em pauta a cada dia:  Nossa Água, Nossa Comida, Nosso Consumo e Nosso Clima.

A mostra acontecerá na Matilha Cultural em São Paulo do dia 7 até o dia 10 de junho e na semana seguinte, a CAIXA Cultural apresenta a Mostra “Social em Movimentos Rio+20” do dia 13 até dia 17 no Rio de Janeiro.

Veja a programação e todos os detalhes no site do Festival: www.socialmovimentos.com e no Facebook !

Realização: Autres Brésils e Refinaria Filmes

Enviado por Valdir Guedes.

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Lo que está en juego en Río+20

Informe del Grupo de articulación internacional de la Cumbre de los Pueblos por Justicia Social y Ambiental

Por la unidad y la movilización de los pueblos en defensa de la vida y los bienes comunes, la justicia social y ambiental, contra la mercantilización de la naturaleza y la “economía verde”

A un mes de la conferencia de Naciones Unidas Río+20, los pueblos del mundo no vemos resultados positivos del proceso de negociación que se está realizando en la conferencia oficial. Allí no se está discutiendo un balance del cumplimiento de los acuerdos tomados en Río 92 ni cómo cambiar las causas de las crisis. El foco de la discusión es un paquete de propuestas llamado engañosamente “economía verde” y la instauración de un nuevo sistema de gobierno ambiental internacional que lo facilite.

La verdadera causa estructural de las múltiples crisis es el capitalismo, con sus formas clásicas y renovadas de dominación, que concentra la riqueza y produce desigualdades sociales, desempleo, violencia contra los pueblos, criminalización de los que lo denuncian. El sistema de producción y consumo actual – representado por las grandes corporaciones, los mercados financieros y los gobiernos que garantizan su mantenimiento – produce  y profundiza el calentamiento global y la crisis climática, el hambre y la desnutrición, la pérdida de los bosques y la diversidad biológica y sociocultural, la contaminación química, la escasez de agua potable, el aumento de la desertificación de los suelos, la acidificación de los mares, el acaparamiento de tierras y la mercantilización de todos los aspectos de la vida en las ciudades y en el campo.

La “economía verde”, al contrario de lo que pretende sugerir su nombre, es otra fase del proceso de acumulación capitalista. Nada en la “economía verde” cuestiona o sustituye la economía basada en el extractivismo y los combustibles fósiles, ni sus patrones de consumo y producción industrial, sino que extiende la economía explotadora de la gente y el ambiente a nuevos ámbitos, alimentando el mito de que es posible un crecimiento económico infinito. (mais…)

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