Informativo da Aty Guasu contra Genocídio sobre reunião na aldeia Jaguapiru

Aty Guasu oca

Informativo do conselho da Aty Guasu: centenas de lideranças /representantes Guarani-Kaiowá de tekoha terras indígenas em litígio/conflito do Cone Sul do Estado de Mato Grosso do Sul, dos territórios tradicionais em processo de demarcação pelo governo se encontram em movimento/mobilização e se reúnem no dia 26 /06/2013 na aldeia Jaguapiru-Dourados-MS. A reunião é para discutir e deliberar as posições concretas dos povos indígenas Guarani-Kaiowá que serão encaminhados ao Fórum instituído pelo governo e justiça federal. Segue as pautas dos Aty Guasu Guarani-Kaiowá em manifestação étnica e pacífica.

1- INFORMES GERAIS- O tema principal da reunião é avaliar o cronograma/prazo de conclusão de identificação e demarcação de terras indígenas Guarani-Kaiowá já esgotado, conforme o tempo limitado pelo TAC MPF/FUNAI/2007.

2- Avaliar e buscar as efetivações de todos os direitos indígenas nacionais e internacionais. (mais…)

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Polícia do CE entrará em protesto e convoca PMs de todo o país para mudar imagem truculenta

Tropa de Choque entrou em confronto com manifestante em Fortaleza na última semana
Tropa de Choque entrou em confronto com manifestante em Fortaleza na última semana

Por Igor Resende e Thiago Arantes, de Fortaleza (CE), para o ESPN.com.br

Acabar com a imagem de truculência, sair da sombra do militarismo e acrescentar a segurança pública nas reivindicações. Por tudo isso, a Associação dos Cabos e Soldados Militares do Estado do Ceará (ACSMEC) vai entrar nos protestos da próxima quinta-feira em Fortaleza, antes da partida entre Espanha e Itália, pela semifinal da Copa das Confederações. (mais…)

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Pelo fortalecimento de políticas públicas para a população negra

A Cor da Marcha

No decênio 2003-2013, houve uma série de avanços na concepção de políticas governamentais dirigidas à população negra. Entre esses, podemos destacar a criação da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR); o Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR); a Lei n. 10.639/03 (que torna obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana); o Decreto n. 4993/2003 (que regulamenta a titularidade das terras quilombolas); a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra; o reconhecimento da constitucionalidade das cotas para negros nas universidades pelo Supremo Tribunal Federal; e a Lei n. 12.711/2012 (que obriga a adoção de cotas sociais e raciais nas Instituições de Ensino Superior).

No entanto, isso ainda é, indiscutivelmente, pouco diante das necessidades que temos, dos problemas que enfrentamos e do tanto que já contribuímos para o desenvolvimento do Brasil. Os negros (pretos e pardos) correspondem a 51% da atual população brasileira, segundo dados oficiais. Somos a maioria dos cidadãos, mas não temos acesso de forma equitativa à riqueza, aos bens e serviços existentes no país. Representamos 70% dos brasileiros que vivem na extrema pobreza. Os nossos jovens morrem 2,5 vezes mais que o jovens brancos. Enfrentamos sérios entraves e limitações para ter acesso à terra seja no campo, seja na cidade. Correspondemos a 70% dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), que sofre com os ataques sistemáticos voltados ao seu desmantelamento. Nossas famílias têm investido muitos esforços para rompermos o déficit educacional a que nossos pais e avós foram submetidos. Somos alvos privilegiados de discursos de rebaixamento e agressão à nossa humanidade transmitidos pelos jornais, novelas, cinema, publicidade, livros didáticos, entre outros. (mais…)

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Rio perdeu o pudor de adotar o terrorismo de Estado como política pública

Leonardo Sakamoto

O governo do Estado do Rio de Janeiro enlouqueceu. Não há outra forma de descrever o comportamento de suas forças de segurança nas últimas semanas. E olha que quem escreve é um morador de São Paulo, que possui uma das polícias mais meigas do país. Não estou surpreso com a violência desmesurada ou com o pouco respeito à vida e à dignidade, mas pelo fato do governo ter perdido o pudor e não se preocupar mais em esconder as besteiras que faz.

Primeiro, a selvageria contra manifestantes que marchavam em paz no Centro da capital carioca sem nenhum constrangimento, ignorando que o comportamento de um grupo de idiotas não pode justificar o tratamento ignóbil dispensado à imensa maioria pacífica. Os policiais não atuavam entre os que causavam danos ao patrimônio público, mas intimidavam ostensivamente qualquer um que não estivesse em casa vendo a novela. Isso sem contar as bombas de gás, balas de borracha e spray de pimenta lançados contra quem protestava pacificamente próximo ao estádio do Maracanã.

Somado a isso, o pânico provocado no Complexo da Maré com a operação que deixou, pelo menos, dez mortos – inclusive um policial. Supostamente, em busca de supostos responsáveis por um arrastão e, depois em clara vingança pela morte de um sargento, a força pública esculachou moradores, invadiu casas, abusou da autoridade, enfim. Centenas se reuniram para protestar contra a presença do Bope na favela e a própria polícia – pasmem – reconheceu que inocentes foram mortos. (mais…)

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As elites vândalas, a imprensa baderneira e os policiais bandidos

Alceu Luís Castilho* – Outro Brasil

Vejam qualquer edição do Jornal Nacional, neste junho de 2013. E contem quantas vezes Wiilliam Bonner repete as palavras “vândalos” e “baderneiros”. Mas também “bandidos”. Observem como quase não há variações: vândalos, baderneiros, bandidos. Vândalos. Baderneiros. Baderneiros, bandidos, vândalos. E como ele fala com ênfase, como se estivesse falando de figuras que ali sempre estiveram. Personagens de todos os dias nas ruas e nos jornais, como “políticos”, “administradores”, “vendedores”, “donas de casa” etc. Os vândalos. Os baderneiros.

Esses terríveis vilões. Figuras pré-existentes, velhos conhecidos do apresentador, adormecidos desprezíveis que só estavam aguardando a hora para ir às ruas e “depredar”. Bonner só estava à espera dessa massa. Conhece-os todos, há tempos, já os mapeou. Com eles a Globo explica a história do Brasil e as convulsões sociais, a questão urbana e a lógica das multidões, a primavera e o cansaço, a revolta e o transbordamento. A política e a ética, a rua e a ordem. A partir deles o apresentador se sente mais justo, mais cidadão, mais honrado, mais Bonner.

Bonner precisa dos baderneiros e vândalos para sua narrativa. Sem eles, como ficaria? Órfão. Num mundo pré-baderna, pré-vandalismo: o horror. Mas é preciso notar uma extrema coincidência nessa narrativa de Bonner: os vândalos e baderneiros são sempre gente do povo. Nenhum deles usa terno e gravata! Não ficamos sabendo de nenhum vândalo do colarinho branco, nenhuma pessoa jurídica que seja baderneira. Bonner olha com desprezo para aquelas figuras frenéticas (sinistras, pensa ele) e sentencia: “Esses… esses bandidos!” (mais…)

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CE – Entidades denunciam “higienização social”

Thatiany Nascimento – O Estado

Cerca de 30 moradores de rua foram recolhidos, compulsoriamente, na Beira Mar e em logradouros públicos, no Centro de Fortaleza, desde o dia 14 deste mês, e levados para locais desconhecidos.

A denúncia, feita pela representação local do Movimento Nacional da População de Rua do Ceará, segue sendo apurada pelo Núcleo de Direitos Humanos e Ações Coletivas (NDHAC) da Defensoria Pública do Ceará. Segundo as acusações, na ação irregular de higienização social, que ocorre durante a madrugada, os supostos responsáveis utilizam fardas do Exército. A instituição, integrante das Forças Armadas, diz desconhecer o fato e nega qualquer participação nos atos.

As ações, conforme o coordenador do Movimento da População de Rua, Marcelo Conde, ocorreram na Av. Tristão Gonçalves, nas proximidades da Estação de Metrô; onde 20 moradores foram recolhidos; na Praça da Sé; com cinco recolhimentos; e na Beira Mar, onde houve quatro ocorrências. Na Praça José de Alencar, segundo Marcelo, também foram registradas irregularidades, porém, os demais moradores, que alegaram ter fugido durante o procedimento, não conseguiram mensurar quantas pessoas foram levadas. (mais…)

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Dilma, o povo não está para brincadeiras

Correio da Cidadania – O governo Dilma parece ter muita dificuldade para entender a gravidade da crise social instalada, abusa da paciência do povo e duvida da inteligência da juventude. As cinco providências anunciadas com pompa e circunstância revelam o total despreparo da ordem estabelecida para responder às demandas postas pelas gigantescas manifestações que clamam por igualdade substantiva e seriedade no uso dos recursos públicos.

As propostas para resolver os problemas da saúde, transporte e educação ignoram o problema central que emperra o gasto em serviços sociais: a pesada carga que representam as despesas com juros e amortização da dívida pública das três esferas de governo. Para enfrentar a reivindicação das ruas, já seria um primeiro passo anunciar a renegociação da dívida da União com os estados e municípios e revogar a Lei de Responsabilidade Fiscal. Enquanto o gasto social funcionar como variável de ajuste das contas públicas, não haverá recursos para educação, saúde e transporte. No entanto, ao reafirmar o compromisso com a geração de mega superávits primários, o governo insiste em priorizar os banqueiros e a plutocracia. A presidente parece ter ouvidos moucos, o povo pede exatamente o contrário. (mais…)

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Rede Globo, o povo não é bobo

Plínio de Arruda Sampaio Jr.* – Correio da Cidadania

Assustada com as mobilizações populares que romperam duas décadas de marasmo político e letargia social, após um momento de perplexidade e desorientação, a ordem estabelecida deu uma primeira resposta à revolta social que toma conta do Brasil. Seu ponto de vista aparece na estética e no discurso da grande mídia falada e escrita. Não por acaso, as grandes redes de televisão tornaram-se um dos alvos preferenciais da fúria popular, ao lado de outros símbolos do poder burguês e da modernidade fútil – os prédios públicos, os bancos, as concessionárias de automóveis.

Por representar o que há de mais comprometido com o capitalismo selvagem, a perspectiva da Rede Globo é emblemática de como a plutocracia enxerga as mobilizações populares que ameaçam seus privilégios seculares. As imagens da Rede Globo são quase que invariavelmente feitas a partir de duas perspectivas: do alto das coberturas dos prédios e dos helicópteros ou atrás da tropa de choque. É uma metáfora de como a burguesia lida com o conflito social: distante dos problemas da população e em oposição frontal a quem luta por direitos coletivos.

Preocupados com a possibilidade de que a revolta popular se transforme numa revolução política, a grande mídia martela dia e noite palavras de ordens que têm como objetivo neutralizar o potencial subversivo das ruas. No “fim da história”, as rebeliões não podem ter causa. Daí a insistência em instrumentalizar a ira contra os partidos da ordem – PT, PSDB, PMDB, PSB, etc. – para estigmatizar todo e qualquer partido e para banir toda e qualquer bandeira política que possa dar um horizonte revolucionário à energia humana que brota de baixo para cima. (mais…)

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