
Tania Pacheco
Semana passada, a Prefeitura de Minaçu, extremo norte de Goiás, enviava aos quatro ventos da internet notícia que tinha por título “POPULAÇÃO DE CIDADE GOIANA FARÁ MOBILIZAÇÃO GIGANTE EM DEFESA DO AMIANTO”. Assim mesmo: na caixa alta que odeio e que por isso mesmo mantenho em homenagem ao alcaide, embora ele não assinasse o documento. Como contatos para a festa de ontem, 26, três nomes: o de um possível funcionário (talvez representando a laicidade), o de um pastor (Antonildo) e o de um padre (André), num ecumenismo que seria comovente se não fosse trágico. O texto curto merece ser citado, e os destaques são meus:
“A população inteira de uma cidade — Minaçu, no extremo norte de Goiás — pede passagem para participar de uma discussão por enquanto restrita aos gabinetes ministeriais e tribunais. Com a possibilidade de o Supremo Tribunal Federal (STF) julgar nos próximos dias uma ação sobre proibição do uso do amianto, a cidade, que tem na mina de amianto crisotila sua principal fonte de renda, decretou feriado na próxima segunda-feira (26), para mostrar ao país e ao mundo que o Brasil atingiu a meta de “risco zero” na exploração desse mineral.
A manifestação vai envolver a população num gigantesco abraço no sopé da mina de Cana Brava, a terceira maior mina de amianto crisotila do mundo. Para se ter uma idéia, a mina, a céu aberto, ocupa uma área total de 4,7 mil hectares. Segundo garantem seus organizadores, a mobilização terá participação dos segmentos da cidade, indistintamente: igreja católica, igrejas evangélicas, trabalhadores, comerciantes, estudantes e ambientalistas locais. A idéia é desmitificar um assunto que, segundo eles, vem sendo tratado com preconceito e tomando-se por base dados que não correspondem à realidade. (mais…)




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