Para uma nova semana construindo o caminho…

“Cantares” tem música de autoria do próprio Joan Manuel Serrat e letra baseada em versos de Antonio Machado, a quem é dedicada. O vídeo é de 1987.

“Todo pasa y todo queda/ pero lo nuestro es pasar,/ pasar haciendo caminos,/ caminos sobre la mar.
Nunca perseguí la gloria/ ni dejar en la memoria/ de los hombres mi canción;/ yo amo los mundos sutiles,/ ingrávidos y gentiles/ como pompas de jabón.
Me gusta verlos pintarse/ de sol y grana, volar/ bajo el cielo azul, temblar/ subitamente y quebrarse.
Nunca perseguí la gloria.
Caminante son tus huellas/ el camino, y nada más;/ caminante, no hay camino,/ se hace camino al andar.
Al andar se hace camino,/ y al volver la vista atrás/ se ve la senda que nunca/ se ha de volver a pisar.
Caminante no hay camino/ sino estelas en la mar.
Hace algún tiempo en ese lugar/ donde hoy los bosques se visten de espinos/ se oyó la voz de un poeta gritar
“caminante no hay camino,/ se hace camino al andar.”
Golpe a golpe, verso a verso…
Murió el poeta lejos del hogar,/ le cubre el polvo de un país vecino./ Al alejarse le vieron llorar/ “caminante, no hay camino,/ se hace camino al andar.”
Golpe a golpe, verso a verso…
Cuando el jilguero no puede cantar./ Cuando el poeta es un peregrino./ Cuando de nada nos sirve rezar/ “caminante, no hay camino,/ se hace camino al andar.”
Golpe a golpe, verso a verso/ Golpe a golpe, verso a verso…/ Golpe a golpe, verso a verso…”

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Que entidades sociais, ambientalistas e acadêmicas aprovaram a posição do Brasil na Rio+20? E qual é ela?

Oficina sobre desenvolvimento sustentável promovida pelo CDES, em agosto, em São Paulo, reuniu mais de 100 instituições representativas da sociedade civil

Tania Pacheco

O Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social encaminhou à Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e ao Ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, co-presidentes da Comissão Nacional Organizadora da Rio+20, um documento chamado Acordo para o Desenvolvimento Sustentável à Comissão Nacional que organiza a Rio+20.

Segundo o CDES, ele “é o primeiro resultado efetivo da parceria do CDES com expressivo leque de entidades  da sociedade civil para estabelecer posicionamento comum que possa não só auxiliar o governo brasileiro para Conferência, mas cooperar com o estabelecimento de compromisso político com o desenvolvimento sustentável”. O “expressivo leque” é formado por “70 instituições que subscreveram o documento – organizações sociais, ambientais, acadêmicas, empresariais e de trabalhadores”.

70 instituições que defendem, para o Brasil, um posicionamento totalmente baseado em duas expressões: uma já totalmente desgastada; outra, a falácia da moda. Falo, é claro, de “desenvolvimento sustentável”  e de “economia verde”.

“Desenvolvimento sustentável” está presente 43 vezes nas 12 páginas do documento (em espaço 1,5), o que só é possível na medida em que é usada em quase todos os parágrafos, o que já deveria deixar claro seu amplo valor conceitual. Considerando isso, interessa mesmo é a segunda, usada de forma bem mais parcimoniosa.

Ela já está presente no segundo parágrafo da Introdução – “Entre os dias 4 e 6 de junho de 2012, o Rio de Janeiro deve atrair a atenção do mundo para o Brasil e para os temas em debate: a economia verde no contexto da erradicação da pobreza e a estrutura de governança para o desenvolvimento sustentável no âmbito das Nações Unidas” -, o que deixa explícita a centralidade que lhe é atribuída. (mais…)

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Índio pataxó é executado em via pública em Porto Seguro

A motivação e os autores do crime permanecem desconhecidos pela delegacia do município, que investiga o homicídio

Um índio da tribo pataxó foi executado a tiros em Porto Seguro, no Sul da Bahia, quando caminhava por uma rua da cidade na noite de sexta-feira (7), de acordo com a polícia.

Três homens em uma moto teriam sido responsáveis pela execução de João Carlos Vieira França, de 31 anos, segundo informações da TV Bahia. Os suspeitos teriam passado no local atirando contra a vítima, que era da aldeira Caramuru-Paraguaçu e morava em Porto Seguro.

A motivação e os autores do crime permanecem desconhecidos pela delegacia do município, que investiga o homicídio. O corpo de João Carlos permanece no Instituto Médico Legal da cidade e deve ser sepultado neste domingo.

http://www.correio24horas.com.br/noticias/detalhes/detalhes-1/artigo/indio-pataxo-e-executado-em-via-publica-em-porto-seguro/

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Fundador de acampamento rural é assassinado no Pará

Um dos fundadores de um acampamento de trabalhadores rurais foi encontrado morto anteontem em Rondon do Pará, a 538 km de Belém. José Ribamar Teixeira dos Santos, 49, foi assassinado a pauladas e com golpes de faca em sua casa. A reportagem é de Aguirre Talento e Felipe Luchete e está publicada no jornal Folha de S. Paulo, 09-10-2011.

De acordo com informações de integrantes da Fetagri (Federação dos Trabalhadores na Agricultura), a orelha direita de Santos teria sido decepada.

Pai de quatro filhos, Riba, como era conhecido, foi um dos fundadores do acampamento Deus é Fiel, em 2006.

O acampamento ocupa parte de uma fazenda. Segundo os trabalhadores rurais, a propriedade é proveniente de grilagem.

A Polícia Civil confirmou a ocorrência, mas ainda não sabe dizer se a morte foi motivada por questões agrárias. (mais…)

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Las 25 Noticias Más Censuradas 2010/2011 (N° 1): Mueren más soldados de Estados Unidos por suicidio que en combate

Foto: Fuente: AP / Cpl. Daniel J. Redding - Una ambulancia cargada con soldados muertos. Los todavía "afortunado" que hacen el trabajo mortuorio realizan su tarea horrible mientras luchan por aferrarse a su propia cordura.
Ernesto Carmona (especial para ARGENPRESS.info)

Durante 2010 -y por segundo año consecutivo- más soldados de Estados Unidos murieron por suicidio (468) que en combate (462). Los estragos del suicidio entre las tropas expedicionarias del imperio estadounidense fue la noticia elegida como la más censurada entre las 25 “historias top” seleccionadas este año por el anuario Censurado 2012, lanzado el 4 de octubre 2011 por el Proyecto Censurado que encabezan académicos de la Universidad Sonoma State de California y otras casas de estudios superiores, liderados por Peter Phillips y Mickey Huff, en colaboración con 105 profesores y 244 estudiantes de 19 universidades.

Esta noticia, ocultada celosamente por el aparato militar estadounidense, no fue publicada en ningún medio “importante”. Proyecto Censurado la obtuvo de diversas fuentes y autores independientes, la investigó, confirmó y validó. Entre otras publicaciones, apareció relatada por Chris Hedges, de Truthdig, el 21 de marzo 2011, bajo el título “Muerte y Después en Iraq” y por Cord Jefferson, de Good, el 27 de enero 2011, con el título “Más soldados de Estados Unidos mueren por suicidio que en combate en 2010”. (mais…)

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MP vai ao Conselho Nacional de Justiça pedir celeridade no trâmite das ações de hidrelétricas e PCHs

“O art. 5°, inc. LXXVIII, da Constituição da República Federativa do Brasil (CRFB), prevê a garantia fundamental da razoável duração do processo, de sorte que a “teoria do fato consumado” assola o direito discutido na lide – ação – afrontando essa garantia do cidadão.” Entrevista com a Promotora de Justiça Audrey Thomaz Ility

Telma Monteiro

No último dia 07, o Ministério Público do Estado de Mato Grosso, através da 3ª Promotoria de Justiça Cível de Sinop, fez um pedido inédito e corajoso ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ).  Trata-se de um Pedido de Providências ao CNJ e Poder Judiciário Brasileiro para que recomendem maior eficiência e efetiva eficácia na tramitação das ações civis públicas sobre hidrelétricas e PCHs.

Assinada pela Promotora de Justiça, Titular da 3ª Promotoria de Justiça Cível de Sinop, Audrey Thomaz Ility[i], o pedido ao CNJ vem atender às inúmeras reclamações do MP e de ONGs com relação à morosidade com que vêm sendo tratadas as ações sobre irregularidades nos processos de licenciamento ambiental das UHEs e PCHs.

“A Ação Civil Pública (ACP) visa a defesa da sociedade e pode até mesmo transcender as fronteiras nacionais.O MP atua como um substituto processual de toda a sociedade, pois se cada indivíduo ajuizasse uma ação haveria um número infinito delas”, disse a promotora Audrey Ility.

O sistema judiciário brasileiro está se mostrando inoperante quanto à celeridade no julgamento das ACPs que questionam os projetos hidrelétricos. As ações que tramitam no judiciário, como as do rio Madeira, de Belo Monte, das usinas no rio Teles Pires ou de PCHs no Mato Grosso, são campeãs num jogo de empurra-empurra e tecnicidades que visam protelar decisões e acabar em “fato consumado”.

A promotora Audrey Ility atendeu minha solicitação para falar sobre o Pedido de Providências (PP) ao CNJ e sobre as ações de UHEs e PCHs que tramitam morosamente no Poder Judiciário. Confira a entrevista: (mais…)

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Fundos de Pensão e capitalismo selvagem – Quando trabalhador explora trabalhador!!

Trabalho duro e doenças do trabalho para uns...

Luiz Müller

Ontem sexta-feira, realizamos a 6ª e ultima Conferência Regional do Trabalho Decente em Passo Fundo. As conferências regionais são preparatórias à Conferência Estadual do Emprego e trabalho Decente e à Conferência Nacional. Em Passo Fundo há várias unidades da empresa Perdigão, da Brasil Foods S/A. Na fala dos representantes do Ministério do trabalho e Emprego, ficamos sabendo que esta empresa é recordista de afastamentos provocados por doenças no trabalho, sendo a maior causa as lesões por esforço repetitivo. O número é estarrecedor.

A empresa tem 3.600 trabalhadores e 1.200 estiveram afastados apenas neste ano por doenças no trabalho.  Quando se fala em “capitalismo Selvagem” o modelo Perdigão/Brasil Foods parece querer ser exemplo. Mas a maior tragédia disto, no meu entendimento, é o fato de que os acionistas majoritários e que decidem neste caso, são os Fundos de Pensão. Fundos de Pensão são instrumentos de funcionários e trabalhadores de determinadas empresas, que tem por finalidade complementar a previdência e a seguridade social destes. No caso, estamos falando destes que descrevo abaixo: (mais…)

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“Economia Verde”, do que estamos falando?

Ricardo Verdum

A expressão “economia verde” está cada vez mais presente em discursos corporativos, governamentais, de agências internacionais e no âmbito da chamada sociedade civil. Aqui e acolá aparece metida em falas e textos, associada com produtos e serviços, com a geração de emprego e renda, ou relacionada com novas modalidades de financiamento e de doação financeira. De maneira aparentemente caótica, o termo vai sendo disseminado e sendo adotado em diferentes meios; tem ganhando espaço na grande mídia, chegando nas revistas descoladas, de moda e até esportivas, as últimas de olho nos megaeventos de 2014 e 2016. A chamada “economia verde” entitula um dos temas centrais da Conferência Rio+20, evento internacional a ser realizado no Rio de Janeiro em meados de 2012. É parte também dos temas promovidos pelo Governo Brasileiro na preparação da posição oficial do país para essa Conferência.

Entre os inúmeros debates e disputas em curso relacionadas ao termo, um é se o que vem sendo chamada de “economia verde” por alguns de seus promotores, como o Banco Mundial, mas também algumas ONGs conhecidas no nosso meio, é uma evolução em relação à noção de “desenvolvimento sustentável”, que ganhou destaque ainda nos anos 1980 e se disseminou com força na Conferência Rio92; ou se, ao contrário, é um reducionismo, um avanço da velha racionalidade econômica e do economicismo, ressucitados com novos contornos e feições rejuvenecidas.

Outro dia deparei com com uma revista que traz um conjunto de artigos escrito por autores que se esforçam por abordar o tema de uma perpectiva “crítica”, menos interessada em desenvolver uma reflexão que alguns chamam de “mais pragmática”. Na medida que essa última perspectiva tem ganho cada vez um maior espaço nos vários meios, se tornando quase que hegemônica, um limite ao imaginário possível de reflexão e para a ação de muitas pessoas, às vezes sem que o saibamos ou desejemos, compartilho a referida revista. É possível identificar que alguns autores esgrimam com argumentos de validade duvidosa, mas vale a pena ao menos passar os olhos no conteúdo que ela traz. Cientistas não dogmáticos e artistas criativos compartilham ao menos uma coisa em comum: a certeza de que a “dúvida” é a chave da mudança.

Clique aqui para ler a revista ALAI – El cuento de la “economia verde”.

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Silêncio amazônico

Lúcio Flávio PintoPor Lúcio Flávio Pinto*

Em março deste ano, toda imprensa nacional – e também do exterior – se interessou intensamente pela hidrelétrica de Jirau, que está sendo construída no rio Madeira, no Estado de Rondônia, no extremo oeste do Brasil, Milhares de trabalhadores, de um total de 18 mil, se amotinaram e destruíram o acampamento.

A violência não teve paralelo na história dos “grandes projetos” na Amazônia. Nem se justificou por causas explícitas. Não havia um movimento reivindicatório associado à explosão de protesto. O acampamento foi reconstruído e um mês depois as obras foram retomadas, embora com atraso de cinco meses no cronograma. Não houve mais interesse por Jirau.

Agora, sob silêncio quase total, três fatos ainda mais importantes se sucederam no mês passado em Jirau e na outra barragem do complexo hidrelétrico do Madeira. As águas começaram a ser represadas pela represa de Santo Antônio, no baixo curso do rio, no dia 15 de setembro. A partir daí começou a ser formado o reservatório da hidrelétrica, que alcançará, quando completamente cheio, área de 546 quilômetros quadrados. (mais…)

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