Perú: Pobladores de Chipta dan testimonio de maltrato policial

Servindi – Compartimos el reporte televisivo sobre los abusos cometidos por efectivos de la Dirección de Operaciones Especiales (Diroes) que trabajan en las instalaciones de minera Antamina contra pobladores de Chipta (distrito de San Marcos, Huari, en Áncash).

Los testimonios fueron difundidos en el programa Radicales Libres de Canal 11, el jueves 17 de mayo. Los pobladores, que sufren constantes presiones y viven colindantes al área de explotación, han efectuado reiteradas veces la denuncia sin que hasta el momento intervengan las autoridades.

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SP – 1º Seminário Estadual sobre o amianto: Do uso em larga escala ao banimento – amanhã, 21/05, a partir das 9h

Amanhã, 21 de maio, no Auditório Luis Mussolino (Av. Dr. Arnaldo, 351), São Paulo, será realizado 0 1º Seminário Estadual sobre o amianto: Do uso em larga escala ao banimento. As implicações para a saúde pública decorrentes da exposição ao amianto será o tema do Seminário, que pretende discutir o risco à saúde relacionado à utilização do amianto e apresentar as ações empreendidas pelos órgãos públicos para o cumprimento da Lei nº 12.684/07.

A lei estadual estabelece a cessação da exposição ao amianto a partir da proibição de seu uso nos processos de produção e consumo, representando para o Estado de São Paulo um importante passo em direção ao banimento desse mineral, reconhecidamente cancerígeno, responsável por várias doenças respiratórias graves, e que já foi totalmente proibido em 58 países.

A inalação da poeira de amianto pode causar asbestose, cânceres de pulmão e do trato gastrointestinal e mesotelioma de pleura. Estas são doenças de caráter progressivo, irreversíveis, de difícil tratamento e que, na maioria das vezes, levam ao óbito. (mais…)

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O algoz quer equivalência com as vítimas

Por Saul Leblon

Nesta terça-feira, dia 22, a Comissão da Anistia julgará um dos casos mais desconcertantes do ciclo da ditadura militar brasileira: o caso do Cabo Anselmo. José Anselmo dos Santos foi um dos líderes da mobilização dos marinheiros nos anos 60. Em 25 de março de 1964 emprestou sua voz a um dos discursos mais inflamados da crise que levaria ao golpe de 64. Depois tornou-se um traidor convicto; um membro do aparato repressivo que admite ter sido responsável pela prisão ou morte de cerca de 200 militantes políticos, inclusive a morte da própria companheira, Soledad Barrett Viedma — que denunciou ao delegado torturador Sergio Fleury, grávida de sete meses. Soledad seria executada então com mais cinco militantes em Pernambuco, em janeiro de 1973. O braço-auxiliar de Fleury quer agora uma reparação do Estado brasileiro.

Anselmo reivindica o direito à aposentadoria militar pela Marinha. No momento em que o governo instala uma Comissão da Verdade e algumas vozes na mídia – e na própria comissão – tentam vaporizar a história brasileira, dissolvendo-a em uma fornalha de suposta equivalência entre opressão e resistência nos marcos de uma ditadura militar, esse pode ser um julgamento referencial.

A Comissão de Anistia tem a responsabilidade de delimitar claramente o campo histórico e dentro dele distinguir as forças que perfilaram como algozes, daquelas que tombaram como vítimas, na resistência à opressão e à injustiça.  (mais…)

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Vale estuda vender reservas de minério no exterior

Por Pedro Soares, do Rio.

O novo diretor-executivo de Fertilizantes e Carvão da Vale, Roger Downey, afirmou que os negócios da mineradora em carvão térmico (insumo para geração da energia) não são “o foco” estratégico da mineradora e que a empresa estuda colocar à venda reservas do mineral na Colômbia.

O executivo disse que não há ainda uma decisão sobre o assunto, mas reiterou que o principal negócio da Vale é o carvão metalúrgico (usado na produção de aço). “Temos ativos de excelente qualidade e com ótima logística em carvão metalúrgico, que é o nosso foco”, disse, em referência às minas em Moçambique.

Um dos possíveis interessados nas minas em fase de exploração na Colômbia é o grupo do empresário Eike Batista, que tem negócios em carvão naquele país.

A Vale reavalia ainda dois outros importantes projetos: o de potássio (insumo para fertilizantes) na Argentina e o de minério de ferro na Guiné. (mais…)

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Pab’una, por Stefano Figalo

Quando a perda de identidade territorial aflora – o senso de cuidado com o patrimônio público e responsabilidade social desaparecem.

Pab’una, uma série de produção multimídia que apresentará em quatro momentos aspectos sócio-culturais de um dos bairros mais antigos da cidade do Rio de Janeiro. Este vídeo abre a série de ensaios críticos do Momento I – Abandono.

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Domenico De Masi: “As mulheres vão dominar”

Domenico De Masi não tem meias palavras. Ataca o Brasil por estar seguindo um modelo norte-americano, ataca a construção da Cidade Administrativa, que só vai agravar o problema do trânsito na capital e prega o teletrabalho, uma realidade que parece distante. Domenico De Masi é sociólogo, professor e escritor, de 74 italiano, autor de “O Ócio Criativo”. Entrevista de Helenice Laguardia.

O senhor vem ao Brasil há mais ou menos 30 anos. De lá para cá, quais as principais mudanças que observou na nossa economia e nas relações de trabalho?

 Hoje, há mais autoestima na população. Essa é a principal mudança. A segunda é que, agora, o Brasil está se parecendo mais com os Estados Unidos. Mas renunciar à própria identidade é sempre algo terrível. E renunciar à identidade brasileira é um delito.

Estamos falando sobre mudanças de valores. Qual é o melhor caminho para isso?
A sociedade rural tinha seus valores próprios. A sociedade industrial também. E a sociedade pós-industrial vai ter seus próprios valores. Quando se muda, cria o fenômeno que chamamos de “cultural gap”, no qual você administra a realidade nova com as regras e os valores anteriores. (mais…)

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Artista baiano e assistente são barrados na Espanha

Menelaw Sete e seu assistente Paulo Coelho fazem parte do grupo de brasileiros impedidos de entrar no país europeu. Medida pode agravar a crise entre os dois governos.

Bruna Sensêve

Brasília – Na semana em que o chanceler espanhol José Manuel García-Margallo visitou o Brasil e firmou o compromisso de resolver a crise entre os dois países, mais turistas brasileiros ficam retidos no Aeroporto de Bajaras, em Madri. Sem a permissão de seguir viagem pelo território europeu, o artista plástico baiano Menelaw Sete, de 47 anos, e seu assistente Paulo Coelho já estão de volta a Salvador. Ambos faziam parte do grupo de sete cidadãos do Brasil barrados, na última sexta-feira, sob a alegação de não terem a documentação necessária para entrada na Espanha. Desde o dia 2 de abril, a relação entre os dois países se tornou ainda mais espinhosa com a reciprocidade de tratamento aplicada pelo governo brasileiro aos turistas espanhóis que visitam o Brasil.

Na última quarta-feira, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Antonio Patriota, cobrou do colega espanhol um tratamento “correto e respeitoso” aos brasileiros que chegam àquele país. Como resposta, obteve o compromisso de Margallo de que as equipes espanholas trabalhariam, a partir daquele momento, para que as dificuldades fossem resolvidas de forma imediata. No entanto, não é essa a história que os familiares de Menelaw Sete relatam. O artista embarcou no Aeroporto Internacional de Salvador, na quinta-feira, às 21h50, com destino à cidade italiana de Milão, onde o pintor iniciaria uma temporada de exposições pela Europa. (mais…)

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Norte e Nordeste de Minas enfrentam uma das piores secas da história

Evangelista de Andrade caminha pelo leito da lagoa que evaporou

EM percorre municípios na região. Pelo caminho, encontra uma população acuada pela estiagem que começou cedo demais e já consumiu quase toda a reserva de água, fazendo Lavoura e gado definharem.

Luiz Ribeiro

Espinosa, Mamonas, Monte Azul e Porteirinha – O sertanejo é antes de tudo um forte. A constatação de Euclides da Cunha não deixou de ser verdade, mas nem a resistência que chamou a atenção do autor de Os sertões tem sido capaz de vencer o desânimo frente a uma das maiores secas de todos os tempos no Norte e Nordeste de Minas. No seus 78 anos, Celestina de Andrade, moradora da comunidade de Cabeceiras, na zona rural de Mamonas, calejada pelas dificuldades, jamais viu coisa igual. Estiagem houve outras. Muitas. Mas nada, nenhuma, como agora. “Antigamente, a gente perdia os mantimentos (plantações), mas o rio corria. Agora secou. Não tem mais água”, diz a aposentada. A barragem do Rio Cabeceiras está lá, no fundo da casa, para provar. Antes responsável por fornecer água para abastecimento da cidade, está vazia. Com isso, para os 6,3 mil habitantes do município, água, só a que brota dos caminhões-pipa. E ela é pouca.

O drama em Mamonas é apenas uma das consequências daquela que já é apontada pelos meteorologistas como uma das maiores estiagens da história do estado. A mancha de sede que ela espalha pelo mapa de Minas só faz crescer: já engoliu 96 municípios, todos em estado de emergência, a grande maioria no Norte e no Vale do Jequitinhonha. No seu rastro, a lavoura teve perda que supera 70%; quando não morre, o gado mingua com fome e sede; prefeituras escavam o solo atrás de água para a população, mas pouco encontram. Quando acham, em muitos casos o líquido que chega à superfície é salobro. Banho virou luxo, mantido graças a água de aspecto duvidoso, buscada cada vez mais longe. (mais…)

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EUA – Vítimas de esterilização compulsória lutam para receber indenizações

Mulheres protestam contra política de esterilização nos anos 70 nos EUA; principais alvos eram negros e outras minorias

Durante 74 anos, leis que autorizavam a esterilização compulsória de pessoas consideradas “incapazes” vigoraram nos Estados Unidos. Como resultado dessas políticas de eugenia, que miravam principalmente mulheres, negros e pessoas consideradas mentalmente incapacitadas, aproximadamente 60 mil norte-americanos foram privados do direito à reprodução. Amaparados por suas famílias, os sobreviventes dessas ações lutam agora pelo direito de serem indenizadas.

Embora muitos desses Estados tenham pedido formalmente desculpas por esse capítulo de suas histórias, até hoje, apenas a Carolina do Norte tem dado passos para compensar as vítimas financeiramente. Em janeiro, um grupo de trabalho do governo estadual recomendou um valor de 50 mil dólares para cada pessoa atingida, e o governador Bev Perdue separou 10,3 milhões de dólares para cobrir o custo. Cerca de 2 mil afetados que continuam vivos podem ser beneficiados.

Ironicamente, esse Estado foi um dos principais aplicadores dessa política (cerca de 7.600 habitantes foram esterilizados entre 1929 e 1974 – muitos nem tiveram ciência de que estavam sendo submetidos a essas operações). Essas pessoas eram consideradas “deficientes mentais” e “impróprias para a reprodução”. Dentre eles, 48% eram mulheres e 40% eram negros ou índios. (mais…)

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