Dom Antônio Elizeu Zuqueto e Dom Carlos Alberto são acusados de quererem tomar terra de um quilombola

Dom Antônio Elizeu Zuqueto e Dom Carlos Alberto são acusados de quererem tomar terra de um quilombola do Extremo-Sul da Bahia
Dom Antônio Elizeu Zuqueto e Dom Carlos Alberto são acusados de quererem tomar terra de um quilombola do Extremo-Sul da Bahia

“Esta situação é grave e ainda dizem que a fazenda Instância Holandesa é para beneficiar os pobres, mas está alugada para plantador de melancia”, disseram familiares de “Tonhão”

Por Repórter Coragem

 Teixeira de Freitas – Segundo o Movimento Quilombola do Extremo-Sul da Bahia, que está à frente em defesa da posse da propriedade dos herdeiros de Alcebíades Levino, “A igreja constituía uma organização que se estendeu por todo o mundo cristão, mais poderosa, maior, mais antiga e duradoura que qualquer coroa. Tratava-se de uma era religiosa, e a igreja, sem dúvida, tinha um poder e prestígio espiritual tremendo. Mas, além disso, tinha riqueza, no único sentido que prevalecia na época – em terras. A igreja foi a maior proprietária de terras no período feudal. Homens preocupados com a espécie de vida que tinham levado, e desejosos de passar ao lado direito de Deus antes de morrer, doavam terras à igreja; outras pessoas, pensando que a igreja realizava uma grande obra de assistência aos pobres e doentes, desejando ajudá-las nessa tarefa, davam-lhe terras; alguns nobres e reis criaram o hábito de, sempre que venciam uma guerra e se apoderavam das terras do inimigo, doar parte delas à igreja, que, assim, se tornou proprietária de um terço e metade de todas as terras da Europa Ocidental; bispos e abades se situaram na estrutura feudal da mesma forma que condes e duques. Isso, a nosso ver, até os dias atuais ainda perdura em nossa sociedade. Onde está a DEMOCRACIA, O PRINCÍPIO DA DIGNIDADE HUMANA E O DIREITO DE PROPRIEDADE? (mais…)

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“Mas é carnaval, vadia!” – ou quando os homens chegam ao fundo do poço, por Leonardo Sakamoto

Blog do Sakamoto

Adoro carnaval de rua. E São Paulo está ótima com os blocos que polvilham a cidade.

É claro que, em meio a essa fauna exuberante, há sempre alguns com a velha tática de “conquista” da idade da pedra lascada, que consiste em “abater a presa e consumi-la ainda viva”.

Juro que não sei onde enfiar a cara de vergonha quando um rapaz agarra o braço de uma moça e insiste que só o largará quando receber um beijinho. Ou quando o piolho dá um “armlove” e, insano, tenta arrastar a moça até ser contido por outros foliões – ou não. Presenciei uma cena patética e recorrente: depois de receber uma miríade de respostas desabonadoras, e sem soltar o braço de uma mulher bastante educada, um deles pediu “por favor, por favor, me dá um beijo”. Cara, cadê sua dignidade? Isso é o fundo do poço! O amor próprio é o primeiro a morrer quando a alcateia está olhando.

Mas, em comparação a outros carnavais, tenho a grata impressão de que há mais pessoas conscientes e sentindo-se empoderadas para não deixar barato esse tipo de assédio sexual. Fiquei sabendo de casos em que a polícia foi acionada e pôs água no chope dos desmiolados que achavam que a bunda alheia é patrimônio público. Não sei o que aconteceu, mas torço para que o boletim de ocorrência tenha sido devidamente registrado. Vai que o dito resolve prestar um concurso público no futuro…

Em outro momento, depois de dar um tapa na cara de um sujeito que tentara lhe beijar à força, uma colega ouviu em alto e bom tom, quase como uma crítica social: “Mas é carnaval, vadia! Quem está aqui sozinha é porque quer isso”. O sujeito aprendeu com amigos e família, viu na televisão, ouviu no rádio, que este é um momento em que as regras de convivência estão suspensas e todos procuram sexo. Para ele, a rua é um imenso Tinder offline (não que todos usem o app dessa forma, mas o desespero de alguns por lá é deprimente). Daí, quando rejeitados, expressam toda a sua perplexidade em bordões como “vagabundas”, “vadias” e “piranhas”. (mais…)

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Afastadas pela poluição, lavadeiras do Rio Itacorubi testemunham crescimento desordenado do bairro

Aos 89 anos, Geraldina Tomé hoje apenas acompanha o trabalho das filhas. Foto: Fernando Mendes
Aos 89 anos, Geraldina Tomé hoje apenas acompanha o trabalho das filhas. Foto: Fernando Mendes

Poucas famílias do bairro mantêm lavação de roupas para clientes mensalistas, em tradição repassada de mãe para filha desde a época dos quilombolas que formaram primeira comunidade do morro

Por Edson Rosa, em Notícias do Dia

O rio ainda passa ao lado da casa delas, mas Geraldina Nunes Tomé, 89, e Ida Marina da Silva, 82, moradoras mais antigas da rua do Quilombo, nunca mais viram a água cristalina que descia pela vertente oeste do morro da Lagoa da Conceição. Matriarcas das duas últimas famílias das tradicionais lavadeiras do Itacorubi, elas também são testemunhas da degradação ambiental causada pelo crescimento desordenado e falta de saneamento básico no bairro.

“Está tudo contaminado, muitas pessoas despejam esgoto e jogam entulhos. Nosso rio está morto”, lamenta Geraldina, sem saber que o assoreamento do leito do Itacorubi é consequência dos desmatamentos da mata ciliar e ocupação desordenada. “Antigamente, era largo, tinha peixe pulando. Agora, é só um fiapo de água”, completa a lavadeira. (mais…)

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Cerveja: o transgênico que você bebe

cerveja de milhoSem informar consumidores, Ambev, Itaipava, Kaiser e outras marcas trocam cevada pelo milho e levam à ingestão inconsciente de OGMs

Por Flavio Siqueira Júnior e Ana Paula Bortoletto*, em Outras Palavras

Vamos falar sobre cerveja. Vamos falar sobre o Brasil, que é o 3º maior produtor de cerveja do mundo, com 86,7 bilhões de litros vendidos ao ano e que transformou um simples ato de consumo num ritual presente nos corações e mentes de quem quer deixar os problemas de lado ou, simplesmente, socializar.

Não se sabe muito bem onde a cerveja surgiu, mas sua cultura remete a povos antigos. Até mesmo Platão já criou uma máxima, enquanto degustava uma cerveja nos arredores do Partenon quando disse: “era um homem sábio aquele que inventou a cerveja”.

E o que mudou de lá pra cá? Jesus Cristo, grandes navegações, revolução industrial, segunda guerra mundial, expansão do capitalismo… Muita coisa aconteceu e as mudanças foram vistas em todo lugar, inclusive dentro do copo. Hoje a cerveja é muito diferente daquela imaginada pelo duque Guilherme VI, que em 1516, antecipando uma calamidade pública, decretou na Bavieira que cerveja era somente, e tão somente, água, malte e lúpulo.

Acontece que em 2012, pesquisadores brasileiros ganharam o mundo com a publicação de um artigo científico no Journal of Food Composition and Analysis, indicando que as cervejas mais vendidas por aqui, ao invés de malte de cevada, são feitas de milho.

Antarctica, Bohemia, Brahma, Itaipava, Kaiser, Skol e todas aquelas em que consta como ingrediente “cereais não maltados”, não são tão puras como as da Baviera, mas estão de acordo com a legislação brasileira, que permite a substituição de até 45% do malte de cevada por outra fonte de carboidratos mais barata.

Agora pense na quantidade de cerveja que você já tomou e na quantidade de milho que ela continha, principalmente a partir de 16 de maio de 2007. (mais…)

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Conheça a história de como o cartunista Henfil conseguiu driblar a ditadura com desenhos

Juliana, à esquerda do tio Henfil, e a irmã mais nova, Gilda
Juliana, à esquerda do tio Henfil, e a irmã mais nova, Gilda

O cartunista Henfil conseguiu contar com desenehos para a cunhada, presa e torturada, que a filha estava bem

Por Daniel Camargos, em EM

O Estado de Minas conta duas histórias que pouca gente conhece, mas que mostram bem a tensão e o terror dos anos de chumbo que se seguiram após a queda do presidente João Goulart (1919-1976), em 31 de março 1964. A ex-militante Gilse Cosenza, cunhada do cartunista Henfil, e a artista plástica Yara Tupinambá são as personagens principais dessas histórias narradas nesta edição, dentro da série iniciada pelo EM no domingo passado para lembrar os 50 anos do Golpe de 1964, que levou os militares ao poder.

Graúna, o bode Francisco Orelana, o Capitão Zeferino e os frades Cumprido e Baixim são todos geniais personagens de Henfil, mas, apesar de marcarem  a história do cartum brasileiro, nenhum deles conseguiu ser tão politizado e passar uma mensagem certeira como um desenho do irmão do Betinho, que para a maioria dos leitores soou despretensioso. Uma criancinha advertida em uma tirinha publicada em jornal:  “Juliana, chega de comer sorvete com morango, pois você vai ter caganeira”.  (mais…)

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O amor é a verdadeira revolução: palavra de um grande filósofo, Alain Badiou

France - "Vous aurez le dernier mot" - TV SetAos 75 anos, o pensador marxista escreveu um livro inesperado em que exalta o empenho do casal e a fidelidade: “O sexo é consumo. O sentimento é invenção contínua”.

A reportagem é de Stuart Jeffries, publicada na revista italiana Panorama, 06-07- 2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

“O amor – diz o maior filósofo francês vivo – não é um contrato entre dois narcisistas. É muito mais do que isso. É uma construção que obriga os participantes a ir além do narcisismo. Para que o amor dure, é preciso se reinventar”.

Alain Badiou, 75 anos, venerável maoísta e participante do 1968, e que na França é uma figura tão controversa que a revista Marianne lhe dedicou um artigo intitulado “Badiou: o astro da filosofia é um bastardo?”, sorri na sala do seu apartamento parisiense. “Todos dizem que o amor é encontrar a pessoa certa para mim, e depois tudo vai ficar bem. Mas não é bem assim. Isso envolve trabalho. É um homem idoso que lhes diz isso!”.

Em seu novo livro, Elogio dell’amore (Ed. Neri Pozza, 160 páginas), Badiou escreve: “Só uma vez na minha vida eu renunciei a um amor. Foi o meu primeiro amor, e depois, gradualmente, eu percebi que esse passo tinha sido um erro. Eu tentei recuperar aquele amor inicial tardiamente, tarde demais – a morte da minha amada estava se aproximando –, mas com uma intensidade e um senso de necessidade únicos”. Essa renúncia e a tentativa de recuperação marcaram todas as relações amorosas do filósofo: “Houve dramas, dores de amor e dúvidas, mas eu nunca abandonei um amor de novo. E eu me sinto realmente encorajado pelo fato de que as mulheres que amei eu as amei para sempre”.

Mas faz sentido se envolver nesta época de prazeres preconfeccionados e de amantes facilmente descartáveis? “Não! Eu insisto nisto: resolver os problemas existenciais do amor é a grande alegria da vida”, diz o escritor. Depois, ele olha para a sua intérprete, Isabelle Vodoz, sentada à mesa, e, com um sorriso meio irônico, diz: “Há um tipo de serenidade no amor que é quase um paraíso”, acrescenta, rindo. Ela também dá uma risada: “Eu não sou apenas a sua tradutora”, me diria ela mais tarde. (mais…)

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Gana – Agbogbloshie: o maior depósito de e-lixo do mundo, em fotos

Reportagem do The Guardian, traduzida por Tania Pacheco

Quem se descarta de aparelhos eletrônicos espera que eles sejam reciclados apropriadamente. Mas quase todos eles contêm materiais químicos tóxicos que tornariam sua reciclagem bastante cara. Por isso, o descarte ilegal tornou-se um negócio lucrativo.

O fotógrafo Kevin McElvaney documentou o que acontece em Agbogbloshie, um antigo pântano em Accra, Gana, que foi transformado no maior depósito de e-lixo do mundo. Meninos e jovens destroem os materiais eletrônicos para retirar metais, especialmente cobre. Queimaduras, feridas não tratadas, danos aos olhos pulmões e coluna se misturam com náusea crônica, anorexia, dores de cabeça e problemas respiratórios. A maioria dos trabalhadores morre de câncer aos 20 anos de idade. (mais…)

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PA – Prefeitura de Jacareacanga demite 70 professores Muduruku das escolas indígenas do Alto Tapajós

Munduruku e outros povos assistem revoltados à instalação da comissão da PEC 215. Foto: internet
Munduruku e outros povos assistem revoltados à instalação da comissão da PEC 215. Foto: internet

Por Bebel Gobbi

A Prefeitura de Jacareacanga, Pará, demitiu 70 professores Munduruku que atuam nas escolas indígenas do Alto Tapajós, usando para isso uma lei municipal que contraria todos os princípios e diretrizes da Educação Escolar Indígena Diferenciada, de regulamentação federal.

Exigir que os professores indígenas tenham formação em nível superior é um contrassenso e desrespeita a legislação nacional que rege a Educação Escolar Indígena. As demissões, portanto, são completamente arbitrárias.

NÃO À COLONIZAÇÃO DAS ESCOLAS MUNDURUKU!

PELO RESPEITO À EDUCAÇÃO ESCOLAR INDÍGENA DIFERENCIADA!

Abaixo, a lista [email protected] [email protected] [email protected], com a alegegação de não terem a “formação mínima exigida” pela Prefeitura de Jacareacanga: (mais…)

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Wichís procesados en Formosa por reclamar justicia

Wichís

Nadie procesa a los ciudadanos que se sirven de sus territorios para discriminarlos, violarlos, matarlos. Pero en el caso en que a los Wichí se les ocurra reclamar por su derecho y justicia, por los crímenes que padecen, el Estado, sus gobernantes y poderes sí los contemplan para procesarlos y ajusticiarlos por no soportar en forma silenciosa y pasiva el plan sistemático de exterminio indígena que continúa vigente desde los inicios del Estado, con la crueldad del daño acumulado y la gravedad de que los hechos en torno constituyen crímenes a la vista de todos, de organismos de DDHH nacionales e internacionales, Defensorías, todo tipo de instituciones y ONG’s, más la población civil, profesionales, funcionarios, representantes de todos los poderes del estado, todos, sin que una sola de las causas judiciales en torno a la cuestión sea para los responsables, y todas contra las víctimas. Declamaciones aparte los resultados están a la vista. (mais…)

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Liderança Guarani Kaiowá denuncia ataque de pistoleiros ao tekoha Pyelito Kue

 

Pyelito Kue. Foto: Amanda Cury
Pyelito Kue. Foto: Amanda Cury

Cimi

A comunidade Guarani Kaiowá do tekoha – lugar onde se é – Pyelito Kue/Mbarakay, em Iguatemi (MS), está desde a manhã deste sábado, 1 de março, sob ataque de pistoleiros. A denúncia é de Líder Solano Lopes, liderança do tekoha: “Homens passam de moto na frente da porteira e atiram na direção da aldeia. Começaram cedo e agora que escureceu ficou mais forte”.

Líder pede proteção às autoridades, pois não é a primeira vez que o grupo é atacado. No tekoha, retomado no último dia 12 de fevereiro, vivem cerca de 250 Guarani Kaiowá. Incidente sobre Pyelito Kue/Mbarakay, a área onde estão os indígenas é parte da fazenda Cambará, com cerca de 1.200 hectares.  (mais…)

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