CIR participa da reunião do Comitê Gestor da PNGATI em Brasília

CIRO Conselho Indígena de Roraima (CIR), membro da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB) com representação no Comitê Gestor da Política Nacional de Gestão Ambiental e Territorial de Terras Indígenas (PNGATI), criado por meio da Portaria Interministerial nº117, 22 de abril de 2013 pelo Ministério do Meio Ambiente e Ministério da Justiça, participa de mais uma reunião do Comitê, iniciada na segunda-feira, 24, em Brasília.

Participam da reunião os membros de órgãos federais e membros indígenas, conforme indicados pelas organizações indígenas que compõe o Comitê: Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB); Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (APOINME); Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Pantanal (ARPINPAN); Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Sul (ARPINSUL); Articulação dos Povos Indígenas do Sudeste (ARPINSUDESTE); Grande Assembleia do povo Guarani (ATY GUASU); e Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB).

O coordenador geral do CIR, Mário Nicacio, membro titular (RR) e Jaqueline Alves dos Santos, membro suplente (PA) representam os povos indígenas da Amazônia com direito a voz e voto, além de lideranças indígenas de outras regiões.   (mais…)

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Em Lages, Olimpia Gayo visita o diabo

IMG_4432Livro que conta a vida da freira franciscana que organizou as mulheres prostituídas de Lages será lançado dia 28 de março, na Praça Joca Neves

Elaine Tavares – Palavras Insurgentes

“Faz calor em Vacaria, interior do Rio Grande do Sul. São pouco mais de duas da tarde e, talvez por ser ainda tão cedo, os bares estejam vazios. Dois deles estão quase em frente à famosa Casa do Povo, um projeto arquitetônico de Oscar Niemayer. São modestos. Um balcão de madeira velha, algumas mesas de lata, cortinas de pano desbotado. Ali “se faz a vida” como diz a Irmã Olímpia, freira franciscana que desde os anos 80 se dedica a organização das mulheres marginalizadas. E é bem em frente a eles que a irmã para o carro e desce para uma visita. Do fundo do balcão os olhos de Sabrina se acendem. Ela abre os braços e corre para a porta pronta para enlaçar o corpo da freira num apertado abraço. Olímpia pergunta da família, das outras moças, conta histórias, dá boas risadas e se deixa ficar. Sabrina pergunta das reuniões, do encontro que vai acontecer em Caxias, para o qual ela e outras mulheres já estão se preparando. Elas combinam coisas, trocam informações e lá se vai Olímpia de novo, para outro bar”. (mais…)

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Câmara aprova projeto que reserva 20% de vagas em concursos públicos a negros

Resultado da votação foi 314 votos a favor, 36 contra e 6 abstenções; a matéria vai para análise do Senado

Erich Decat – O Estado de S. Paulo

BRASÍLIA – O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira, 26, projeto que reserva 20% das vagas em concursos públicos da administração direta e indireta da União a candidatos negros que assim se declararem na inscrição. O resultado da votação foi de 314 votos a favor, 36 contra e 6 abstenções. A matéria vai para análise do Senado.

A reserva de vagas será aplicada sempre que o número de vagas oferecidas no concurso público for igual ou superior a três. De acordo com o texto, a reserva de vagas a candidatos negros deverá constar expressamente dos editais dos concursos públicos, que deverão especificar o total de vagas correspondentes à reserva para cada cargo ou emprego público oferecido. Poderão concorrer às vagas reservadas a candidatos negros aqueles que se autodeclararem pretos ou pardos no ato da inscrição no concurso público, conforme o quesito cor ou raça utilizado pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE). (mais…)

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Apesar de bem planejadas, duas ações da ditadura militar não saíram do papel

No final da década de 1960, duas organizações – o Comando de Libertação Nacional (Colina) e a Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) – tramaram o assassinato de Gary Prado, o militar boliviano responsável pela prisão de Che Guevara na Bolívia

Daniel Camargos – Estado de Minas

No final da década de 1960, duas organizações – o Comando de Libertação Nacional (Colina) e a Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) – tramaram o assassinato de Gary Prado, o militar boliviano responsável pela prisão de Che Guevara na Bolívia. Quando Che foi assassinado, em outubro de 1967, os algozes do revolucionário argentino – que foi um dos comandantes da Revolução Cubana, em 1959, e estava na selva boliviana tentando implementar um foco guerrilheiro – se tornaram os alvos prediletos das organizações de esquerda. Afinal, o principal ícone e espelho de todos aqueles que brigavam para derrubar os governos militares havia sido assassinado.

Do outro lado do espectro ideológico uma trama de morte também deu errado. O plano quase levado a cabo pelo o ex-delegado do Departamento de Ordem Político Social (DOPS) do Espírito Santo, Cláudio Antônio Guerra, era matar o ex-governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola (PDT), um ícone da resistência ao golpe, que havia voltado ao país com anistia e preparava sua candidatura para o governo do Rio de Janeiro. (mais…)

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