A revisão de Lovelock, artigo de Roberto Malvezzi (Gogó)*

[EcoDebate] James Lovelock, o cientista da teoria de Gaia, surpreende mais uma vez. Agora, fazendo uma revisão da mais pavorosa previsão sua a respeito do aquecimento global, afirma textualmente que ele “não está acontecendo na velocidade prevista”. Em outras palavras, a previsão que até o final desse século só haveria seres humanos nas regiões geladas onde hoje estão os pólos, foi refeita.

Em si, a afirmação de Lovelock é um alívio. Afinal, a extinção massiva da vida, inclusive da humana, já não aparece num horizonte tão curto em termos históricos.

Diante dessa revisão logo surgiram as hienas do status quo, afirmando que as previsões das mudanças climáticas estão sendo enterradas. Entretanto, a afirmação do cientista é que elas “estão acontecendo, mas numa velocidade mais lenta que as que ele previa”.

Portanto, não é hora de continuarmos com a emissão de CO2 na quantidade agora emitida, na derrubada das florestas, nas mudanças do Código Florestal, sob o pretexto que as mudanças climáticas são mais lentas que o previsível. Essa é a filosofia das cabeças que se recusam a encarar os fatos. (mais…)

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Guatemala: denuncian que Hidro Santacruz estaría implicada en asesinato de indígena

Servindi, 8 de mayo, 2012.- La Coordinadora Andina de Organizaciones Indígenas (CAOI) denunció que la empresa hidroeléctrica Hidro Santa Cruz estaría implicada en el atentado contra tres líderes comunitarios, ocurrido el 1 de mayo en Santa Cruz Barillas, Guatemala, donde perdió la vida un indígena y quedaron heridos sus dos acompañantes.

Según CAOI, el primero de mayo a la 1 de la tarde, unos hombres armados interceptaron a los indígenas Andrés Francisco Miguel, Pablo Antonio Pablo y Esteban Bernabé cuando regresaban a su comunidad ubicada en las cercanías de Posa Verde lugar donde la empresa Hidro Santa Cruz planea instalar una central hidroeléctrica.

En el atentado, falleció Andrés Francisco Miguel y sus dos acompañantes resultaron gravemente heridos, precisa el comunicado de CAOI.

Según el pronunciamiento, uno de los heridos se habría negado a vender sus tierras a la empresa, por lo que “ha sufrido persecución legal por parte de empresa”, denunció. (mais…)

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Perú: Piden 10 años de prisión para policías que torturaron a campesinos en Majaz

Servindi, 8 de mayo, 2012.- Catorce miembros de la Policía Nacional (entre ellos dos coroneles), fueron acusados ayer por la primera fiscalía Mixta Corporativa de Huancabamba por torturar a 28 campesinos que protestaban pacíficamente contra el proyecto minero Río Blanco en el año 2005.

Han pasado casi siete años desde agosto de 2005 cuando los integrantes de diferentes comunidades campesinas de Piura y Cajamarca fueron brutalmente amedrentados de participar en su protesta pacífica, agredidos física y mentalmente. (mais…)

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PEC 438: ”O Brasil tem que romper de vez com sua cultura escravocrata”. Entrevista especial com Pedro Abramovay

Querem naturalizar a escravidão. O Brasil, que conseguiu feitos tão extraordinários nos últimos anos, não pode mais conviver com essas práticas do século XIX”, declara o advogado.

Mais de um século depois da aprovação da Lei Áurea, o trabalho escravo volta à pauta de discussão do Congresso Nacional, porque a escravidão “continua presente na sociedade”, diz Pedro Abramovay à IHU On-Line.

A expectativa é de que o Congresso vote hoje a PEC 438, que propõe o confisco de propriedade em que forem encontrados casos de escravidão. De acordo com Abramovay, somente na última década “mais de 35 mil escravos foram libertados. Mas há reações dos setores conservadores, sobretudo no Congresso, que insistem em dizer que jornadas de 18 horas baseadas em dívidas impagáveis, que prendem o trabalhador a uma propriedade, não é escravidão”.

Na entrevista a seguir, concedida por e-mail, Abramovay esclarece que o perfil dos trabalhadores escravos é variado e atinge homens, mulheres e crianças. Embora os casos estejam historicamente associados ao setor rural, é crescente o número de acusações de trabalho escravo no setor têxtil, afinal, aponta, “trata-se de um setor dinâmico, criativo, ligado à inovação típica do século XXI, mas que tem uma parte considerável de sua cadeia produtiva ancorada em oficinas de costura que se utilizam largamente da mão de obra escrava”. (mais…)

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A cada duas horas, uma mulher é assassinada no Brasil

A cada duas horas, uma mulher é morta no Brasil. Na maioria dos casos, o assassino é o namorado, marido ou ex-companheiro, que mata dentro de casa, após já ter cometido pelo menos um ato de agressão. Os dados constam do Mapa da Violência de 2012 – Homicídio de Mulheres e mostram que, em uma lista de 87 países, o Brasil é o sétimo que mais mata. Em 2010, foram 4.297 casos ou 4,4 assassinatos por 100 mil habitantes.

A reportagem é de Adriana Ferraz e publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, 08-05-2012.

Na comparação por faixa populacional, o Espírito Santo é o primeiro do ranking. Com taxa de 9,4 mortes, representa o dobro da média brasileira e o triplo do índice de São Paulo, o penúltimo da lista. O Estado do Piauí é o menos violento, de acordo com o estudo elaborado pelo sociólogo Julio Jacobo, com base nos dados do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde.

No mapa das capitais, as Regiões Norte e Nordeste são as mais problemáticas. Porto Velho, Rio Branco, Manaus e Boa Vista, por exemplo, têm mais de dez mortes por grupo de 100 mil habitantes. Na contramão, Brasília registra 1,7. Mas, seja qual for a região, as principais vítimas são, normalmente, mulheres de 20 a 29 anos. (mais…)

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Onde a vida não valia nada

“Tentei me desvencilhar do aperto e não consegui. O caboclo magro, de meia-idade, estava ligeiramente embriagado. Daí a dificuldade para encontrar a faca. Provavelmente ele estava ali havia um bom tempo, esperando o ônibus chegar”, escreve José de Souza Martins, sociólogo, professor emérito da Faculdade de Filosofia da USP e autor do livro “Fronteira – A degradação do outro nos confins do humano”, em depomento publicado no jornal O Estado de S. Paulo, 06-05-2012.

“Eu não era o bispo. Ele teimava. Disse-lhe que era um professor, que estava apenas visitando a região. Ele duvidava e não me soltava. Fui levando a conversa com o fôlego que restava, tentando convencê-lo a me soltar e a tomar um café comigo. Ele foi relaxando e finalmente escapei”, relata o sociólogo sobre a ameaça de morte ao ser confundido com Dom Pedro Casaldáliga. Eis o artigo.

Mal desci do ônibus e entrei no armazém para tomar um café quando o sujeito veio por trás de mim e com o braço esquerdo me deu uma gravata, imobilizando-me pelo pescoço, quase me sufocando. Ao mesmo tempo, com a mão direita, procurava a faca de ponta escondida atrás das costas e enfiada por dentro da cintura, como é costume no sertão. E anunciava: “Vou te matar”. As pessoas que estavam por perto, num segundo, sumiram. Ficamos só nós dois sob o telheiro, chão de terra batida, onde um ônibus caindo aos pedaços fazia uma parada para merenda dos passageiros, na viagem de um dia inteiro entre Barra do Garças e São Félix do Araguaia, no Mato Grosso. O lugar ermo, perdido no campo, à beira da poeirenta estrada de terra, tinha o simpático nome de Bate-Papo. (mais…)

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O poder do agronegócio sobre os Estados na Rio+20

A agroecologia, pouco mecanizada, é o futuro da agricultura, segundo economista (foto: IRRI Images/CC BY-NC-SA 2.0)

por Eduardo Sá, no Brasil de Fato

Com vasta experiência na área agroecológica no Brasil, o economista Jean Marc Von Der Weid* participou junto à sociedade civil da ECO 92 e vem acompanhando desde a década de 1980 os movimentos ambientais no Brasil.

Atualmente é coordenador de Políticas Públicas da ONG Agricultura Familiar e Agroecologia (AS-PTA) e membro da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA).

Nesta entrevista, ele fala sobre a perspectiva de fracasso da Rio+20, as forças políticas e interesses que estão em xeque, a falsa visão ambiental da economia verde e aponta a agroecologia como solução para muitos problemas climáticos e energéticos no planeta. Segundo o estudioso e militante, a tendência é uma regionalização da cadeia produtiva alimentar e a potencialização da agricultura familiar para garantir a alimentação dos povos. (mais…)

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Brasil: Obstetricia moderna y parteras, una alianza necesaria

Maria dos Prazeres de Souza, partera, oficio que actualmente se busca rescatar en las comunidades tradicionales.

Por Fabiana Frayssinet

RÍO DE JANEIRO, 3 may (IPS) – María dos Prazeres de Souza perdió la cuenta de la cantidad de nacimientos “sin ninguna muerte” que atendió como partera, oficio que actualmente se busca rescatar en las comunidades tradicionales de Brasil a las que el Estado no llega o que su accionar no es del todo comprendido culturalmente.

De Souza tiene 74 años y cuenta que hasta 2008 intervino en 1.000 partos, tanto en Jaboatão dos Guararapes, el municipio que habita, como en el resto del estado de Pernambuco y en otros vecinos del Nordeste.

Aunque reconoce el dolor de la mujer en todo alumbramiento, aún continúa sorprendiéndose por ese cambio de la expresión del llanto al placer.

“La mujer en trabajo de parto siente dolor, pero cuando nace el bebito sonríe y llora de alegría”, describió a IPS al recordar todas las lágrimas que ella misma derramó de emoción en cada nacimiento.  (mais…)

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ONU-HABITAT: América: Região de distribuição de água privilegiada, mas desigual

Rio de Janeiro, Brasil. 2012 – Trabalho apresentado no Fórum Mundial da Água deste ano, a Agenda de Águas das Américas apresenta o estado de utilização e gestão de água, os desafios enfrentados para a gestão sustentável e orientações estratégicas para o futuro para as cidades da América Latina e no Caribe.

O documento foi elaborado por mais de 40 organizações reunidas em seis grupos de trabalho temáticos. A Agenda reconhece diferenças entre os países da região, como o desenvolvimento econômico elevado e água no Canadá e os EUA, a distribuição irregular espacial e temporal dos recursos hídricos em países menos desenvolvidos e os diferentes modelos de governança.

“A publicação permite experiências de gestão do conhecimento em outras cidades e que abre uma forma de divulgar diferentes abordagens e formas de superar os desafios colocados pela gestão da água” , diz Chefe do Programa de Água e Saneamento para cidades latino-americanas e no Caribe da ONU-Habitat, Victor Arroyo. (mais…)

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Extrema pobreza e racismo possibilitam trabalho escravo no Brasil, diz debatedor

Agência Câmara de Notícias

O presidente da União de Negros pela Igualdade (Unegro), Edson França, defendeu há pouco políticas públicas para o combate à extrema pobreza e ao racismo no Brasil, como forma de acabar com o trabalho escravo contemporâneo no País.

“A aprovação da PEC do Trabalho Escravo (438/01) é fundamental, mas, além disso, precisamos de políticas públicas para combater a extrema pobreza e o racismo”, disse. Ele ressaltou ainda a necessidade de punição para o trabalho escravo contemporâneo e a efetiva implementação do Estatuto de Igualdade Racial (Lei 12.288/10).

A declaração foi dada no seminário sobre os entraves e as soluções para as questões étnico-raciais no Brasil, promovido pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias, no auditório Nereu Ramos.

A PEC do Trabalho Escravo prevê a expropriação, sem indenização, de propriedades rurais ou urbanas onde for constatado trabalho escravo. (mais…)

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