Ainda não tem onde ficar durante a Cúpula?

Com poucas opções e preços estratosféricos de acomodação, esquemas de hospedagem solidária no Rio são boas opções (foto: Wikimedia Commons)

Uma dica para quem não quer perder a Cúpula dos Povos na Rio+20, mas está assustado com os preços estratosféricos dos hoteis da cidade: a Prefeitura do Rio de Janeiro, juntamente com a RioTur, criou a Hospedagem Domiciliar – uma parceria com redes de hospedagem no sistema bed and breakfast, inspirado no modelo irlandês: você pode se hospedar na casa de um morador da cidade cadastrado no site e obter, a preços acessíveis, acomodações e café da manhã.

No Rio de Janeiro, há duas redes de hospedagem que mantêm esse esquema e que assinaram com a Prefeitura a Carta Carioca de Hospitalidade – documento que garante o mínimo de qualidade e de infraestrutura necessário para receber turistas. As redes cadastradas são a BBBrasil e a Cama & Café.

Nos sites, você pode conferir preços e opções de acomodação – quarto privativo ou comunitário, se terá banheiro individual ou não etc. Alguns anfitriões postaram fotos dos locais onde você ficará hospedado, caso opte por eles. Uma dica bastante curiosa – e útil – é que no site da Cama & Café há uma listagem de parceiros na qual você pode conseguir descontos e promoções para aproveitar sua estadia na cidade sede da Cúpula dos Povos! (mais…)

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Entidades lançam Boletim da Convergência de Comunicação da Cúpula

Movimentos e entidades que participam da Cúpula lançaram no último dia 22/5 a segunda edição do Boletim da Convergência dos Movimentos na Cúpula dos Povos. O boletim, divulgado em texto e em áudio, apresenta as pautas mais importantes que serão discutidas ao longo do evento, a ser realizado entre os dias 15 e 23 de junho, no Rio de Janeiro, em paralelo à Rio+20 oficial.

Questões como justiça ambiental e a proposta de Criar um Tribunal Internacional de Justiça Climática entraram na pauta. A reforma agrária e o direito ao uso comunitário da terra, são assuntos que têm se arrastado por décadas, embora nenhuma medida enérgica seja tomada por parte dos governo para resolver de vez a questão. Para entender o ponto de vista de entidades da Cúpula e sobre as causas dessa situação, leia o boletim na íntegra aqui (pdf em espanhol).

http://cupuladospovos.org.br/2012/05/entidades-lancam-boletim-da-convergencia-de-comunicacao-da-cupula/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+CupulaDosPovosNaRio20+%28C%C3%BApula+dos+Povos+na+Rio%2B20%29

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Em São Paulo, manifestantes protestam contra trabalho escravo em frente à loja Gregory

Elaine Patricia Cruz, Repórter da Agência Brasil

São Paulo – Com correntes penduradas no pescoço e muitas bandeiras da União Geral dos Trabalhadores (UGT), manifestantes fizeram, no início da tarde de hoje (24), um protesto em frente à loja Gregory, localizada na Avenida Henrique Schaumann, em Pinheiros, zona oeste da capital.

A motivação do protesto, segundo os manifestantes, é porque, recentemente, foi divulgado que a grife de roupas femininas está sendo investigada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) por ter contratado oficinas de confecção que utilizam trabalho escravo. Durante a manifestação, a loja fechou suas portas.

“A Gregory foi pega [usando trabalho escravo], há cerca de dez dias, e está sendo acusada, na denúncia do Ministério Público do Trabalho, por trabalho escravo. No setor de produção das oficinas, há trabalho escravo, principalmente de imigrantes bolivianos”, disse o diretor de relações sindicais do Sindicato dos Comerciários de São Paulo, Josimar Andrade.

Durante blitz em quatro oficinas, fiscais da Superintendência Regional de Trabalho e Emprego de São Paulo flagraram um grupo de 23 trabalhadores, a maioria bolivianos, que estariam trabalhando em situação análoga à escravidão. (mais…)

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Ministra da Igualdade Racial representa o governo brasileiro na I Cúpula sobre a Diáspora em Johannesburgo

Encontro acontece no Dia da África – 25 de maio – e reúne chefes de estado e de governo na África do Sul, onde será divulgada a declaração e o programa de ação com propostas que darão consequência à Cúpula

Johannesburgo, maior cidade da África do Sul, sedia até amanhã (25), a I Cúpula Africana Global sobre a Diáspora. Participam do encontro Chefes de Estado e de Governo do Caribe, da América do Sul e Latina, além de representantes da diáspora africana.

A ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Luiza Bairros, representa o governo brasileiro na Cúpula, que será concluída com a divulgação de uma Declaração e de um Programa de Ação com propostas de cooperação entre os países participantes.

A abertura do evento terá pronunciamento do presidente do Benin e da União Africana, Thomas Boni Yayi, do presidente da África do Sul, JG Zuma, e de representações da Diáspora Africana. A solenidade contará também com uma breve exposição sobre a Integração da Diáspora no Continente em homenagem ao Dia da África.

A cúpula é motivada, entre outras razões, pela necessidade de estabelecimento de parcerias ??entre o continente africano e sua Diáspora por meio do diálogo sustentável e efetiva colaboração entre os governos e povos de diferentes regiões do mundo. O encontro considera a necessidade de celebrar e preservar a herança compartilhada entre a África e os povos de ascendência africana na Diáspora, bem como a premência de conferir uma correta perspectiva à história africana. (mais…)

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Trabalho escravo: será que vai levar mais dez anos?

Foi aprovada a PEC do trabalho escravo, que cria formas mais rigorosas de punição para os empregadores dessa exploração

Apresentada pela primeira vez em 2001, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do Trabalho Escravo já se arrasta há mais de dez anos no Congresso. Apesar disso e da tentativa de alguns parlamentares da bancada ruralista tentarem esvaziar o quórum, a PEC passou , em 22/5, na Câmara e agora segue para o Senado, para reajuste no texto e para nova votação.

De acordo com a proposta, caso os fiscais do governo comprovem a existência do trabalho escravo ou formas análogas de exploração de mão-de-obra em determinada propriedade, seja ela rural ou urbana, imediatamente o dono perde a posse do imóvel, sem o pagamento de indenização. As terras confiscadas serão destinadas à reforma agrária. Caso irregularidades sejam encontradas em ambiente urbano, as propriedades serão destinadas a programas de habitação social.  Juntamente a essa ação, o dono daquele território sofrerá sanções econômicas e penais, também previstas na PEC.

De acordo com dados da ONU, mais de 40 mil pessoas que trabalhavam em condições semelhantes á escravidão foram liberadas nos últimos 16 anos. Só neste mês, o Congresso recebeu um documento com mais de 60 mil assinaturas de pessoas que são favoráveis à aprovação de leis mais duras contra o trabalho escravo.

O que se espera é que, assim como a Câmara, o Senado cumpra seu papel e finalize de vez a questão do trabalho escravo no Brasil, aprovando a lei que prevê a punição adequada para quem ousar desrespeitar os direitos humanos dos trabalhadores rurais ou urbanos. E que, principalmente, não seja necessário mais dez anos para que medidas enérgicas sejam tomadas à respeito desta questão.

http://cupuladospovos.org.br/2012/05/trabalho-escravo-sera-que-vai-levar-mais-dez-anos/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+CupulaDosPovosNaRio20+%28C%C3%BApula+dos+Povos+na+Rio%2B20%29

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ONG encaminha ao governo abaixo-assinado que pede veto total ao Código Florestal

Yara Aquino, Repórter da Agência Brasil

Brasília – Uma petição com 2 milhões de assinaturas em favor do veto total ao texto do Código Florestal, colhidas pela organização não governamental Avaaz, foi entregue hoje (24) às ministras do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e ao ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho.

As assinaturas foram colhidas virtualmente no site da Avaaz, entidade que organiza campanha em todo o mundo desde o início da tramitação do texto no Congresso Nacional. Dos 2 milhões de assinaturas, um total de 800 mil foram feitas após a aprovação do texto na Câmara.

O diretor de campanhas da Avaaz, Pedro Abramovay, considerou importante a atitude do governo de reunir três ministros para receber as assinaturas em reconhecimento à ampla mobilização social sobre o tema. Ele defendeu o veto total do código como a melhor alternativa para garantir a preservação ambiental. “O texto do Código Florestal representa um retrocesso para o Brasil e o mundo. É baseado em um modelo em que é preciso desmatar para desenvolver. O texto aprovado é o do desmatamento, é a cara do Brasil antigo e queremos o Brasil novo”, disse.

A mobilização pela coleta das assinaturas não se restringiu ao Brasil. Cerca de 1,7 mil delas são de outros países, principalmente da França e Alemanha. O abaixo-assinado segue até o momento em que a presidenta Dilma Rousseff assinar a sanção ou estabelecer os vetos ao Código Florestal. (mais…)

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Pedra fundamental de aldeia indígena da Rio+20 será lançada hoje

Vitor Abdala, Repórter da Agência Brasil

A pedra fundamental da Kari-oca 2, espaço dedicado aos índios na conferência Rio+20, será lançada nesta quinta-feira, no Rio. A “aldeia”, que será montada na Colônia Juliano Moreira, em Jacarepaguá, terá cinco ocas (casas indígenas). Nelas, os participantes da conferência poderão discutir temas relacionados aos seus povos, dormir e se alimentar.

Segundo Marcos Terena, articulador indígena da Rio+20, o lançamento da pedra fundamental será acompanhado por um ritual tradicional indígena. Duas das ocas da aldeia serão construídas por kamaiurás, povo que vive na região do Alto Xingu, em Mato Grosso.

Para a construção das ocas tradicionais, os kamaiurás levaram madeira de sua região. “Falamos para a prefeitura que, quando terminar a Rio+20, vamos doar para ela todo esse patrimônio, como uma contribuição para a educação ambiental”, disse Terena.

A construção da aldeia deve terminar dois ou três dias antes do início das atividades oficiais da Rio+20, em 13 de junho.

 http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-05-24/pedra-fundamental-de-aldeia-indigena-da-rio20-sera-lancada-hoje

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São Paulo não aguenta novos shoppings!

por Raquel Rolnik

Desde o mês passado os paulistanos acompanham pelos jornais a novela sobre a inauguração do Shopping JK Iguatemi, no bairro da Vila Olímpia. Prevista para o dia 19 de abril, a inauguração do empreendimento foi proibida pela Justiça porque as obras exigidas pela Prefeitura de São Paulo para minimizar seus impactos no trânsito não foram concluídas. Além do shopping, o empreendimento inclui duas torres comerciais, uma reforma no prédio da loja Daslu, que passará a abrigar um teatro e um banco.

É importante esclarecer que qualquer grande empreendimento em São Paulo que se enquadre como polo gerador de tráfego, antes de iniciar suas atividades, precisa realizar uma série de obras, a fim de minimizar os impactos no trânsito do seu entorno. No caso do Shopping JK, até agora, das exigências feitas, já foram realizadas a ampliação de uma ciclovia e o alargamento da Marginal Pinheiros. Faltam ainda uma passarela e um viaduto.

Na semana passada, o shopping voltou ao noticiário porque a Procuradoria-Geral do Município de São Paulo emitiu um parecer dizendo que é possível inaugurar o shopping, dividindo em etapas a entrega das obras viárias exigidas pela prefeitura. O entendimento da Procuradoria é de que, como o complexo inteiro só ficará pronto em 2014, as obras viárias podem ser concluídas também neste prazo.

O que o noticiário não explicou é que o empreendimento já está dividido em etapas e que as obras mitigadoras exigidas foram estudadas a partir do impacto de cada etapa. A 1ª fase, correspondente ao edifício do Banco Santander, já foi concluída: as medidas mitigadoras foram entregues e o alvará emitido. A 2ª fase inclui justamente o Shopping JK Iguatemi, as duas torres comerciais e a reforma no prédio da Daslu. (mais…)

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Um GPS chamado Sophia Loren

Ou como descobri que meu destino era um ovo de cristal azul

Eliane Brum

Eu nunca tinha usado um GPS até minha última viagem, neste mês de maio. Antes, tudo o que eu sabia desse aparelho é que eles tinham arruinado meus deslocamentos de táxi, com aquela voz, em geral feminina e rouca, ordenando que o motorista dobre à esquerda ou à direita ou siga em frente ou dê a volta de imediato. Eu, que sempre gostei de me perder, era instada a me achar, mesmo sem dirigir. Desta vez, porém, a viagem de trabalho exigia muitos endereços em país estrangeiro. E alugamos uma dessas bússolas guiadas por satélite para orientar-nos pelas ruas da Itália onde, como disse uma amiga, “as regras de trânsito são uma questão de opinião”.

Mantive a voz feminina programada por um viajante anterior porque a achei parecida com a da Sophia Loren dos filmes. E, por muito tempo, considerei Sophia Loren “la donna più bella del mundo”. De súbito, porém, me tornei dependente da minha Sophia de ângulos retos e fabricação chinesa. Sentia-me incapaz de rodar um quilômetro sem que ela me dissesse para onde ir. Logo, tive ganas de andar com ela no bolso para me carregar também quando caminhava a pé. Era tranquilizador alguém com uma voz tão bem modulada me dizer para onde ir… Até então, mesmo na infância, raramente eu desfrutara das alegrias da obediência.

Passei a conversar com Sophia como se fosse uma amiga de confidências com quem desenvolvi uma gratidão desmedida e até mesmo um certo afeto. Nós, brasileiros, com a cordialidade de que falava Sérgio Buarque de Holanda, queremos ser amados mesmo em breves encontros, uma cultura que se confronta com quase todas as outras, muito mais pragmáticas e menos dependentes do olhar alheio – ou, ao menos, dependentes de outra forma. (mais…)

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Indígena formada pela UEMS apresenta trabalho acadêmico em congresso na França

Dourados informa/FB

Montpellier, França. É esse o destino de mais uma egressa indígena da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) que dá mais um passo importante em sua vida profissional. Rejane Miguel da Silva que foi aluna do curso de Enfermagem da UEMS/Dourados, recebendo apoio do Programa Rede de Saberes durante a graduação, participa do 13th Congress of the International Society of Ethnobiology (ISE 2012), que acontece no período de 20 a 25 de maio de 2012.

A enfermeira apresenta no evento o trabalho intitulado “The use of medicinal plants in the healing process in Terena communities in Mato Grosso do Sul” – (O uso das plantas medicinais e o processo de cura nas comunidade Terena de Mato Grosso do Sul). “Esta é uma oportunidade para mostrar a sabedoria dos usos das plantas consideradas medicinais pelo povo Terena, cujos conhecimentos passam de geração a geração”, diz.

Este trabalho foi elaborado como pré-projeto para ingresso no curso de Mestrado na UnB e agora foi aprovado para ser apresentado neste importante evento da área da Etnobiologia.

http://www.midiamax.com/noticias/798982-indigena+formada+pela+uems+apresenta+trabalho+academico+congresso+franca.html

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