Disputa por terras entre Forças Armadas e quilombolas será tema da Cúpula dos Povos da Rio+20

Isabela Vieira, Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – Para dar visibilidade a violações de direitos de comunidades quilombolas em conflito com as Forças Armadas, o tema será levado à Cúpula dos Povos, evento da sociedade civil paralelo à Rio+20, em junho. A disputa nasce da ocupação tradicional de áreas de interesse militar na Bahia, no Rio de Janeiro e Maranhão.

De acordo com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), o impasse é um entrave para emissão de títulos de propriedade para as comunidades Marambaia (RJ) e Rio dos Macacos (BA), que convivem com bases da Marinha, e Alcântara (MA), onde a Aeronáutica tem uma base de lançamento de foguetes.

A dificuldade de conciliar direitos de remanescentes de quilombos com  interesses das Forças Armadas paralisa a regularização das terras. De outro lado, as comunidades denunciam que sofrem invasão de domicílio, ameaça a lideranças e outros atos de violência.

Cerca de 800 lideranças vindas de todo o país prometem reforçar, durante o encontro paralelo à Rio+20, as denúncias e cobrar do poder público uma solução para pôr fim a anos de conflitos. (mais…)

Ler Mais

Comunidades tradicionais do sul de São Paulo temem despejo por decisão judicial

Daniel Mello, Repórter da Agência Brasil

São Paulo – Comunidades tradicionais, em sua maioria caiçaras, que vivem na região da Jureia, litoral sul paulista, estão sob a ameaça de serem despejadas devido a uma decisão judicial. A determinação vem de uma ação do Ministério Público Estadual que pede a demolição de pelo menos 40 casas construídas dentro da Estação Ecológica da Jureia-Itatins. O governo do estado, que está obrigado a fazer a remoção, recorreu da decisão, e conseguiu ampliar o prazo inicial de 120 dias, para um ano. O tempo, entretanto, esgota-se no início de julho.

Criada em 1986, a estação ecológica desconsiderou a existência das comunidades tradicionais que vivem há até 400 anos na região. Esse tipo de unidade de conservação não pode ser habitada. Por isso, o governo estadual enviou no início de 2012 uma proposta que transforma duas das áreas habitadas da estação ecológica em reservas de desenvolvimento sustentável (RDS).

A situação indefinida deixa, no entanto, as comunidades da região inseguras sobre o futuro. “Está todo mundo apreensivo”, ressalta a vice-presidenta da União dos Moradores da Jureia (UMJ), Adriana Souza Lima. Medo que aumenta com ações paralelas da Fundação Florestal para retirar moradores considerados não tradicionais ou invasores de terra. “Tem ação de demolição de casas na Barra do Una [um dos principais núcleos populacionais], e a comunidade não entende muito bem essa questão, que são coisas diferentes”, explica Adriana. (mais…)

Ler Mais

Mundo: ¿Economía Verde o el futuro en nuestras manos?

Por Ricardo Natalichio*

En el año 1997, el Protocolo de Kyoto estableció el sistema de Bonos de Carbono como uno de los Mecanismos para un Desarrollo Limpio. Este sistema, planteado como una de las soluciones al Cambio Climático, en realidad ha convertido a la emisión de gases de efecto invernadero en un nuevo negocio para el mercado. Por lo que está muy lejos de convertirse en una solución y más bien ha sido un paso importante, para convenir algunas reglas internacionales de mercantilización de la naturaleza.

Es decir que, en lugar de tender a proteger a la naturaleza como bien común de todos los habitantes del planeta, se ha ido por el camino opuesto. Su mercantilización.

Este año, entre el 20 y el 22 de junio, se celebrará en la ciudad de Río de Janeiro, Brasil, Río+20, una nueva Conferencia de las Naciones Unidas, sobre Desarrollo Sustentable.

Lamentablemente cada año venimos observando como estas Cumbres Internacionales, que deberían aportar las soluciones o al menos marcar el camino para detener y revertir la peor crisis que atraviesa la humanidad como especie, ha ido siendo cooptada por los países desarrollados, transnacionales, instituciones financieras internacionales como el Banco Mundial y el FMI, y las grandes ONGs que utilizan para enmascarar sus comportamientos genocidas. (mais…)

Ler Mais

Brasil: Video registra escenas de indígenas aislados en TI Yanomami

Servindi – En el Territorio Yanomami de Brasil viven hoy día algunos grupos indígenas aislados. Poco se sabe de ellos, ya que evitan el contacto con los yanomami y también con la población no indígena. En el pasado, los yanomami tuvieron contacto con los Moxi Hatëtëa, uno de estos grupos aislados.

Hoy, 20 años después de la ratificación del Territorio Indígena Yanomami en Brasil, los Moxi Hatëtëa están en peligro. De acuerdo a la Fundación Nacional del Indio (FUNAI), hay mineros que trabajan ilegalmente a sólo 15 km. de sus aldeas. (mais…)

Ler Mais

América Latina: Libro sobre “Suicidio adolescente en pueblos indígenas” disponible en internet

Servindi, 27 de mayo, 2012.- El  Grupo Internacional de Trabajo sobre Asuntos Indígenas (IWGIA)  ha puesto a disposición en su portal el libro “Suicidio adolescente en pueblos indígenas. Tres estudios de caso”, que observa de forma comparativa casos entre la juventud indígena del pueblo Awajún (Perú), Guaraní (Brasil) y Embera (Colombia). Los interesados pueden hacer la descarga pulsando ACÁ.

El volumen editado por el Fondo de las Naciones Unidas para la Infancia (UNICEF) con el auspicio de l Agencia Española de Cooperación para el Desarrollo (AECID) registra los preocupante informes de las oficinas locales de salud que coinciden en que la frecuencia de suicidio adolescente se ha acentuado de manera alarmante.

La continua discriminación a indígenas, los cambios drásticos en su entorno, la violación sistemática de sus derechos y la impotencia frente a las decisiones que afectan su desarrollo, originan situaciones con traumáticas consecuencias individuales y colectivas.

Una de las respuestas a estas situaciones de desesperanza es el incremento de las muertes por suicidio entre niños y jóvenes indígenas. Algunos de los pueblos indígenas –como los Guaraní de Brasil- alcanzan cifras 30 veces superior a la media nacional. (mais…)

Ler Mais

MA – Plantios de soja inviabilizam agricultura familiar em Chapadinha

Monocultura de soja: empecilho para pequenos agricultores familiares, quilombolas e muitos outros

Com o tema “Sociedade e Agricultura Familiar” foi encerrada na última quinta-feira, dia 24, a Reunião Regional da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), no auditório da Universidade Federal do Maranhão (Ufma), no Campus da cidade de Chapadinha-MA.

Nas atividades de encerramento da Reunião foi realizada uma mesa- redonda com o tema “Os impactos do agronegócio na região do Baixo Parnaíba”, que teve como palestrantes o superintendente regional do Incra no Maranhão, José Inácio Rodrigues, o técnico da Embrapa Meio-Norte, Milton José Cardoso e o professor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Alberício de Andrade.Produção – Na sua palestra o professor Alberício de Andrade, destacou a problemática na região com o avanço da soja, do eucalipto e da utilização de produtos transgênicos. “Não importa só produzir, mas ter o conceito de saúde dentro do que se produz, além da preocupação de agregar inclusão e justiça social”, afirmou Andrade. (mais…)

Ler Mais

Exploração em grandes obras do governo


Funcionários da usina de Belo Monte, no Pará, já fizeram três greves desde o início das obras, em junho do ano passado. Foto: Cristiano Trad

Joelmir Tavares, enviado especial

Altamira e Porto Velho. Trabalhadores são explorados em obras que têm a participação direta ou indireta do governo federal, em vários Estados. Um dos principais projetos da gestão petista, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) tem registros de descumprimentos de legislação trabalhista e convenções coletivas, má-fé de empresas terceirizadas, perseguições e represálias a grevistas, fiscalização insuficiente e até escravidão.

Nos canteiros de obras de quatro dos principais empreendimentos do PAC, O TEMPO ouviu queixas e denúncias de brasileiros que se submetem a condições precárias de trabalho. A partir de hoje, uma série de reportagens narra dramas de operários das usinas hidrelétricas de Belo Monte (na região da cidade de Altamira, no Pará), Jirau e Santo Antônio (ambas em Porto Velho, capital de Rondônia) e de conjuntos habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida em Minas Gerais. (mais…)

Ler Mais

O racismo à brasileira e a estudante angolana Zulmira Borges de Souza

Haroldo Oliveira*

É insutentável o discurso de que no Brasil não existe racismo, ou que ele é social. A postura desta sociedade corrupta, irracional e violenta tende ao cinismo ao assim se pronunciar contra cotas, ou qualquer iniciativa que venha a tentar corrigir erros históricos, que estão causando danos irreparáveis à maior parte da população brasileira, sendo negra e sistematicamente empurrada para a pobreza.

A estudante angolana Zulmira Borges de Souza foi covarde e barbaramente assassinada indiscutivelmente por crime de origem racial e inveja. (mais…)

Ler Mais

Acampamento Terra Livre, Cúpula dos Povos e a Conferência Rio+20: Chamado Global

O ano de 2012 será decisivo para as questões da saúde do nosso planeta. De 20 a 22 de junho, o mundo estará voltado para as discussões na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, evento global que reunirá milhares de participantes de todo o mundo e dezenas de Chefes de Estados de todos os Continentes com o objetivo comum de encontrar saídas para a crise planetária em que vivemos.

O movimento indígena marcará presença por meio da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil – APIB e as organizações que a compõem, APOINME, ARPINSUL, ARPINSUDESTE, ARPINPAN, ATIGUASSÚ e COIAB, na realização do Acampamento Terra Livre – ATL 2012, numa valorosa parceria com os movimentos indígenas latino-americano através da Coordenação Andina das Organizações Indígenas – CAOI e Conselho Indígena da Centro América – CICA, que juntamente com a sociedade civil organizada, ONGs socioambientalistas e população local unirão forças na Cúpula dos Povos no Aterro do Flamengo na cidade do Rio de Janeiro.

No espaço do ATL serão discutidos três temas principais: (1)  Território; (2) Consentimento livre prévio e informado; e (3) Impactos dos grandes empreendimentos e exploração de recursos naturais.

Parentes, a violência do capitalismo que invade os nossos territórios precisa ser denunciada em todos os níveis. Os órgãos internacionais de defesa e promoção dos direitos humanos precisam tomar conhecimento das nossas realidades. Para os povos indígenas o modelo de desenvolvimento adotado no país vem valorizando os grandes negócios e violando direitos constitucionais. (mais…)

Ler Mais

Crianças deixam de ir à escola por falta de documentos

Quase 11 mil crianças indígenas da região do Alto Rio Negro não possuem certidão de nascimento, informou Tarcísio dos Santos Luciano que é índio e representante da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro – uma associação civil e sem fins lucrativos. O relato foi feito durante a visita da comitiva do projeto Cidadania, Direito de Todos à aldeia Potira Kapuamo, ocorrida no primeiro final de semana de maio.

O projeto Cidadania, Direito de Todos foi criado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em parceria com a Coordenação-Geral de Promoção do Registro Civil de Nascimento da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, para facilitar o acesso dos índios à documentação civil básica. A visita a essa e outras aldeias de São Gabriel da Cachoeira, município do Brasil com a maior concentração de indígenas, realizada no último fim de semana, teve por objetivo estudar a realização de um mutirão para a concessão desses documentos.

A comunidade Potira Kapuamo – que significa Ilha das Flores em português – fica às margens do Rio Negro e reúne índios de diversas etnias. Tarcísio relatou que muitas crianças estão sem estudar justamente por não possuírem a certidão de nascimento. O documento é exigido para a matrícula no ensino fundamental. “O mesmo problema ocorre para o ensino médio, para o qual se exige a apresentação de RG, que pode levar até três meses para ser retirado”, acrescentou Tarcísio. Ele explicou que os índios podem até assistir às aulas, mas seus dados não são incluídos no censo escolar. A falta do documento também é um empecilho para obtenção do diploma ao final do curso. (mais…)

Ler Mais