Homenagem aos Geraizeiros em Movimento e a [email protected] @s que lutam pelo direito ao território

Yo pregunto a los presentes
si no se han puesto a pensar
que esta tierra es de nosotros
y no del que tenga más.

Yo pregunto si en la tierra
nunca habrá pensado usted
que si las manos son nuestras
es nuestro lo que nos den.

¡A desalambrar, a desalambrar!
que la tierra es nuestra,
tuya y de aquel,
de Pedro, María, de Juan y José.

Si molesto con mi canto
a alguien que no quiera oír
le aseguro que es un gringo
o un dueño de este país.

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‘Obrigar gestação de anencéfalo é torturar a mulher’

Autor da ação que defende o aborto nesse caso, advogado afirma que situação impõe sofrimento inútil e evitável

FELIPE RECONDO / BRASÍLIA – O Estado de S.Paulo

Passados mais de sete anos desde que chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF), a ação que defende o aborto de fetos anencefálicos será julgada nesta quarta-feira. A tendência do tribunal, conforme ministros, é liberar a interrupção da gravidez.

Autor da ação, o advogado Luís Roberto Barroso afirma, em entrevista ao Estado, que o julgamento desta semana não é uma etapa para a liberação do aborto. E critica aqueles que afirmam ser a interrupção da gravidez nos casos de anencefalia um primeiro passo para a eugenia. “Equiparar a antecipação de parto no caso de feto anencefálico com a eugenia é um abuso verbal, quase um uso imoral da retórica”, disse.

A ação foi protocolada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde (CNTS) em 2004. Naquele mesmo ano, o relator do processo, ministro Marco Aurélio, deu uma decisão provisória (liminar) para a liberação do procedimento médico de interromper a gravidez nesses casos. Três meses depois, a liminar foi cassada. Em 2008, o STF convocou uma audiência pública para ouvir médicos, cientistas e organizações religiosas sobre o assunto (mais informações nesta página). A seguir, os principais trechos da entrevista concedido ao Estado: (mais…)

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Alerta por criminalización del movimiento indígena en América Latina

Por Marielle Cauthin

Para la CIDH es sintomático que atropellos contra los derechos humanos, hostigamiento, agresión y ataques van en aumento a medida que se incrementan los conflictos con “sectores de gran poder económico, como lo son las empresas que lideran proyectos de las industrias extractivas”; de hecho, la CIDH ha ubicado los conflictos sobre megaproyectos en la misma categoría de países con quiebres democráticos, conflicto armado interno o enfrentamiento con grupos del crimen organizado.

Golpistas, terroristas, opositores y saboteadores, entre otros han sido los calificativos que gobiernos de la región han usado estos últimos años para referirse a las acciones del movimiento indígena en Sudamérica; consecuente con esto, líderes indígenas, activistas y organizaciones de apoyo en su defensa han denunciado ser víctimas de persecución política y judicial, a tal extremo que la Comisión Interamericana de Derechos Humanos (CIDH) ha hecho una mención especial a la situación de riesgo de líderes y lideresas indígenas e hizo pública su preocupación sobre las sistemáticas agresiones, amenazas y actos de hostigamiento que padecen[1].

Las cifras demuestran la magnitud de estas aseveraciones: organizaciones indígenas de Ecuador denuncian el procesamiento de 194 indígenas por sabotaje y terrorismo; mientras en Bolivia 24 altos dirigentes y dirigentas indígenas y no indígenas -que participaron de una marcha en 2011- son investigados por delitos de secuestro e intento de homicidio. A esto se suman situaciones crónicas como la peruana: los últimos diez años se han abierto procesos penales contra decenas de dirigentes y campesinos peruanos por delitos de secuestro, lesiones y daños a la propiedad provocados durante manifestaciones contra empresas privadas; por la misma causa en Chile más de cien mapuches han sido acusados al amparo de la Ley Antiterrorista y se han abierto causas contra el pueblo rapa nui. (mais…)

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Não se pode curar o que não é doença

Regina Teixeira da Costa

Recebi há poucos dias um artigo interessante e bem articulado, enviado pelo Conselho Regional de Psicologia de São Paulo e o Federal. Esse artigo aponta, melhor ainda, tenta esclarecer e alertar os profissionais dos preconceitos e equívocos praticados quando se trata a homossexualidade como doença. E esclarece como nós, psicanalistas, e também os psicólogos devemos lidar eticamente com a questão.

Essa discussão já antiga é ainda bastante polêmica. Se por um lado os homossexuais finalmente conquistaram o direito civil a um Contrato de União Estável – avanço que sustenta a dignidade desse amor – por outro, há ainda quem o condene como pecado, doença a ser curada. Há também os que perseguem, espancam, matam homossexuais, talvez por inveja, sabe-se lá os motivos de cada um. Esses são casos de polícia.

Nesse artigo lançado pelo conselho a proposta é sustentar a concepção adotada pela psicologia e seus profissionais a respeito do assunto: não se trata de uma doença. Essa concepção de curar e tratar homossexuais para mudar a orientação sexual é um equivoco, um preconceito sustentado por alguns segmentos da Igreja Evangélica. (mais…)

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La radiación se instaló en Tokio

La capital de Japón, la más poblada del planeta, sufre las consecuencias de los núcleos fundidos de los reactores de Fukushima: son imparables.

Por Javier Rodríguez Pardo *

Las evacuaciones por los sucesos de Fukushima rondan las cien mil personas, pero el efecto multiplicador de la radiación en todo el territorio  japonés no tiene límites.  Muestras tomadas al azar en suelos de la capital japonesa contienen niveles de radiación que en Estados Unidos se considerarían como residuos radiactivos.

Mientras viajaba por Japón, el ingeniero nuclear Arnie Gundersen (Especialista en jefe consultor de Fairewinds Associates, ex nuclear ejecutivo de la industria de fisión y testigo opinante del accidente nuclear de Three Mile Island, Pensilvania), tomó muestras del suelo de Tokyo en parques públicos, en parques infantiles, en jardines y azoteas de edificios, descubriendo que contenían niveles de radiación que en Estados Unidos se considerarían como residuos radiactivos.  (mais…)

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Comemoremos! Movimento Geraizeiro faz retomada de seu território tradicional

Na madrugada deste sábado, cerca de 70 famílias das comunidades Geraizeiras de Cabeceira do Macaúba, Cutica, Morrinhos, Buracão, Martinópolis, Entroncamento e Laginha, dos Municípios de Fruta de Leite e Novorizonte, Região Norte do Estado de Minas Gerais, retomaram parte de seu território tradicional, ocupando uma área de carvoejamento da empresa Siderúrgica União S.A.

A maior parte do território tradicional destas comunidades é composta por terras devolutas que, na década de 70, foram tomadas dos geraizeiros pelo Governo do Estado de Minas Gerais e repassadas à empresa Florestaminas para o cultivo da monocultura de eucalipto, por meio da celebração de contratos de arrendamento. Apesar de todos os contratos já terem vencido, a empresa se recusa a devolver às comunidades suas terras, obrigando o Instituto de Terras do Estado de Minas Gerais a acionar o Judiciário.

Enquanto o ITER/MG trava uma longa e lenta batalha no Judiciário, as mesmas terras pretendidas foram objeto do mais escandaloso processo de grilagem, jamais visto no Estado de Minas Gerais. É que em 2007, a família família Meneghetti,  proprietária da empresa DESTILARIA MENEGHETTI LTDA, começou a comprar dezenas de pequenas glebas de, no máximo, 20 ha. Depois de formalizados os registros destas aquisições,  requereu a retificação administrativa de todas as glebas junto ao Cartório de Registro de Imóveis de Salinas/MG. Com isso, áreas de 03 hectares transformaram-se em 200 hectares; áreas de 05 foram transformadas em 400 ha; áreas 10 transformaram-se em 900 hectares… (mais…)

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Usina hidrelétrica causa danos à bacia do rio São Francisco

O desmatamento e a ocupação desordenada das margens também contribuem para a degradação do rio

A perda da vazão natural afeta populações ribeirinhas e a reprodução de várias espécies de peixes

Iêva Tatiana – Do Hoje em Dia

“O rio São Francisco é, hoje, um cano com água, que atende prioritariamente ao setor hidrelétrico.” A denúncia é do presidente da Sociedade Socioambiental do Baixo São Francisco – Canoa de Tolda e coordenador da Câmara de Baixo do Comitê da Bacia Hidrográfica do São Francisco (CBHSF), Carlos Eduardo Ribeiro Júnior. Para manter nove usinas em operação, o regime hídrico da bacia do rio passou a ser controlado tecnologicamente, alterando a vazão natural.

Segundo Carlos Júnior, o problema teve início há 30 anos, com a instalação da usina de Sobradinho (BA), que teria afetado o ciclo das cheias e prejudicado as comunidades ribeirinhas do Baixo e do Médio São Francisco, tradicionais agricultoras de arroz, milho e feijão. “Todo mundo sabia que com a usina o rio ia mudar, isso era óbvio, mas a primeira preocupação foi com a geração de energia elétrica”, relata ele. (mais…)

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Belo Monte: greve e ameaça de morte

por Rodrigo Vianna e Juliana Sada

Ruy Sposati é um jovem jornalista paulistano. Largou a metrópole pra trás e, há um ano, embrenhou-se na Amazônia. Cumpre a solitária tarefa de cobrir o dia-a-dia da construção de uma das maiores obras no Brasil de Dilma: a usina de Belo Monte.  Sposati, que vive em Altamira, Pará, escreve para o movimento Xingu Vivo para Sempre e paga caro pelo trabalho que faz. Ano passado foi ameaçado de morte e nesta semana foi alvo de uma ação que poderíamos definir como censura judicial.

Escrevinhador conversou, por e-mail, com o jornalista sobre a sua delicada situação. Sposati (foto) conta ainda como está a situação dos trabalhadores. Após uma semana de greve geral, os operários decidiram suspender a paralisação na última quinta (5).

Ano passado você foi ameaçado de morte. Por quê? Quem ameaçou? Agora, as ameaças voltaram? O que está acontecendo?

Sim, fui ameaçado de morte por dois homens não identificados, enquanto cobria a demissão de, ao menos, 80 trabalhadores que haviam participado de uma greve uma semana antes, no final de 2011. Consegui fotografar a placa do veículo em que os homens estavam. Depois descobri, com a ajuda do povo do Twitter, que o carro era propriedade da Polícia Militar do Pará. Há uma reportagem no Terra Magazine que expõe bem o contexto em que as coisas aconteceram. (mais…)

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