Ministra da Cultura vê ascensão das mulheres, mas diz que ainda há machismo em altos escalões

Lourenço Canuto, Repórter da Agência Brasil

Brasília – A ministra da Cultura, Ana de Hollanda, disse hoje (8), Dia Internacional da Mulher, que vê uma mudança significativa na representatividade que a mulher está assumindo na sociedade, mas ainda há o que ela chamou de “sub-representação feminina” na área política.

Embora veja como ponto positivo para o país o fato de a população eleger uma mulher para presidenta da República e também presenciar, no Judiciário, a presença feminina tomando corpo– que já teve uma mulher na presidência do Supremo Tribunal Federal, a ex-ministra Ellen Gracie e, agora com a ministra Cármen Lúcia na presidência do Tribunal Superior Eleitoral –, Ana de Hollanda disse constatar que “ainda há, no país, uma cultura machista, principalmente em relação a funções de alta responsabilidade [que poderiam ser assumidas pelas mulheres]”.

A ministra ressaltou que essa cultura remete a um passado em que as próprias mulheres desconfiavam da capacidade de outra mulher em certas funções. Mas Ana de Hollanda lembrou que isso vem mudando e que, hoje, a mulher é reconhecida por suas habilidades. “A mulher, por ser mãe, talvez, além de ter aptidões técnicas, destaca-se como administradora e tem mentalidade ponderada em relação a todo tipo de demanda”, observou.

“Não estou dizendo que a mulher faz as coisas melhor que o homem, mas que tem que ser considerada da mesma forma que o homem o é”.

Edição: Lana Cristina//A matéria foi alterada para correção de informação às 17h14

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