Ainda há esperança na Justiça: Juiz Wilson Witzel dá parecer de que Aldeia Maracanã deve ser devolvida a indígenas!

Se você não acompanhou os fatos da noite de ontem e desta madrugada, sugerimos leia antes as seguintes matérias: (1) BLOG URGENTE! Indígenas da Aldeia Maracanã fazem uma “retomada” do Museu do Índio, em Botafogo, exigindo a reintegração de seu território; (2) Manifesto de ocupação pacífica e cultural da Aldeia Maracanã na Funai – Museu do Índio de Botafogo; (3) PEDIDO DE AJUDA URGENTE: Museu do índio está cercado pela tropa de choque desde as 3 horas da madrugada, com rua das Palmeiras fechada ao tráfego; e (4) Juiz entra em acordo com indígenas e irão todos agora para prédio da Justiça Federal, para coletiva.

Tania Pacheco – Combate ao Racismo Ambiental

Afinal, parecia que o dia começava bem. O juiz federal de plantão neste domingo, Wilson José Witzel,  cumpriu fielmente sua palavra. Garantiu a ida em segurança dos indígenas e de seus apoiadores para o prédio do Tribunal de Justiça, onde o auditório foi aberto primeiro para a realização de uma entrevista coletiva com os indígenas. Urutau (José) Guajarara fez uma defesa veemente da Aldeia e dos direitos indígenas, como pode ser visto em três vídeos que postarei e poucos minutos. Em seguida, o próprio Wilson Witzel fez questão de esclarecer que a ocupação do Museu do Índio se dera de forma totalmente pacífica. Que tinha diante de si um pedido de reintegração de posse da Aldeia e que, embora não tivesse acompanhado o assunto, dava início naquele momento a uma audiência pública, para a qual já solicitara as presenças da Presidente da Funai (que já estaria a caminho, com chegada do avião prevista para cerca das 10:30h), os Ministérios Públicos Federal e Estadual e outras autoridades do estado. Mais: que tomaria para si construir uma solução adequada para a questão, e que o faria ainda hoje. (mais…)

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Juiz entra em acordo com indígenas e irão todos agora para prédio da Justiça Federal, para coletiva

Tania Pacheco, com informações de Mônica Lima

Felizmente sem violência, o grupo da Aldeia Maracanã e seus apoiadores conseguiram um acordo e estão saindo agora do Museu do ìndio, em dois micro ônibus, em direção à Justiça Federal (prédio da Avenida Venezuela 134, na Praça Mauá), onde darão uma coletiva à imprensa. Os jornalistas estavam também sem acesso à rua das Palmeiras, retidos na esquina.

A promessa do Juiz Wilson é de que, após a entrevista, todos serão liberados, não havendo ameaça de prisão. Ao contrário do que escrevemos ontem e esta manha, não adianta, pois, ir para Botafogo. Abaixo, um vídeo postado na internet por Paula Kossatz sobre a situação neste final da madrugada.

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PEDIDO DE AJUDA URGENTE: Museu do índio está cercado pela tropa de choque desde as 3 horas da madrugada, com rua das Palmeiras fechada ao tráfego

Tania Pacheco, com informações de Mônica Lima

Desde as 3 horas da madrugada, o Museu do Índio, ocupado ontem à tarde pelos indígenas expulsos da Aldeia Maracaná, está cercado por tropas de choque, que ameaçam invadir e retirar o grupo e seus apoiadores (cerca de 50 pessoas) de qualquer jeito. O advogado Arão, da Aldeia Maracanã, foi a única pessoa a conseguir entrar durante a madrugada, depois de muita discussão.

Um juiz (Dr.  Wilson) e uma procuradora federais estão dialogando com os indígenas, assim como um representante da Funai (finalmente!). A Polícia Federal também está no local, e a proposta é colocarem [email protected] num ônibus (também parado à porta do Museu) e levá-los não se sabe para onde, embora até mesmo a hipótese de eles voltarem para a Aldeia Maracanã tenha sido levantada. O Conselho indígena não crê nisso, entretanto, considerando a forma como as coisas vêm sendo conduzidas.

Os indígenas que foram para o abrigo estão sendo usados como reféns. para pressionar os ocupantes, e algumas pessoas do movimento já foram ameaçadas.

O pedido do grupo é no sentido de o máximo possível de pessoas se dirigirem para lá, de forma a dar visibilidade à questão e impedir mais violência e arbitrariedades.

Quem puder, faça contatos com amigos, imprensa, autoridades ligadas a Direitos Humanos etc. E, por favor, se possível vamos para a Rua das Palmeiras (entre São Clemente e Voluntários, entre Rua da Matriz e Sorocaba), dar o nosso apoio!

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