
Ontem postamos um filme sobre a história da comunidade negra no Rio Grande do Sul. Seu título era “O Grande Tambor”, e ele começava falando do “tambor de sopapo”, trazido da África e parte de uma cultura, de uma tradição e de uma religiosidade que sobreviveram até mesmo à versão que os vencedores deram e dão aos fatos e à própria História.
O filme começava mostrando não só o “sopapo” como seu principal “fabricante” e tocador: Mestre Baptista. Ele era também personagem de uma pequena matéria, ao pé do filme, e de dois pequenos vídeos a seu respeito, que postamos novamente abaixo.
Acontece que Mestre Baptista, que nos foi apresentado ontem por Sérgio Botton Barcellos, morreu hoje em Pelotas, sua cidade. Como escreveu Sérgio, ” Foi tocar sopapo com outros irmãos em outros lugares. Muita força e luz para ele!” Que assim seja, Sérgio. E obrigada por nos possibilitar conhecê-lo antes disso. TP.
Em Pelotas, Mestre Batista entrega o Sopapo para um grupo da Rede Sopapo. Um encontro de Griôs (mestres da cultura oral do povo negro), um instrumento histórico, um som magnífico, em dois pequenos vídeos.
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