Adeptos de vários terreiros de Candomblé se uniram e caminharam pelas ruas da cidade, pedindo o fim da intolerância.
Month: novembro 2011
MST perde Egídio Brunetto, companheiro de todas as frentes de batalha

Da Direção Nacional do MST
É com um sentimento profundo de tristeza e de grande dor, que informamos a perda do companheiro Egídio Brunetto, dirigente do MST que atuava no Mato Grosso do Sul, em um acidente na rodovia MS 164 (que liga o município de Maracaju a Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai), na tarde desta segunda-feira (28/11), quando ele se dirigia ao assentamento Itamaraty.
Egídio foi um ser humano muito especial. Filho de camponeses sem terra, trabalhou desde a infância na roça e, sempre muito esperto e indignado, envolveu-se com a pastoral da terra na região de Xanxerê, em Santa Catarina, e se transformou em militante do MST desde a década de 80.
Desde então, contribuiu com a organização do Movimento em todo o país e com as lutas dos trabalhadores rurais pela terra, pela Reforma Agrária e por transformações sociais.
Militante exemplar, preocupava-se sempre com os cuidados de cada militante. Foi uma pessoa generosa e solidária com todos. (mais…)
Frente à COP 17 – Durban e Rio+20: NÃO aos mecanismos de mercado como solução para o enfrentamento da crise ambiental e climática
Declaração dos Movimentos e Organizações da Sociedade Civil Brasileira
Brasília, 22 de Novembro de 2011
Apesar dos sucessivos fracassos em relação às soluções de mercado propostas nos últimos quase 20 anos das negociações da UNFCCC, alguns governos, entre eles o Brasil, continuam insistindo em promover os mecanismos de mercado dentro do marco regulatório de clima para solução da crise climática, bem como rumo a economia verde proposta para ser discutida na Rio+20, em junho do próximo ano.
Desde a sua criação em 1992, o objetivo da Convenção de Clima é o de reduzir as emissões de gases de efeito estufa de modo que não implique em risco aos sistemas naturais do planeta Terra, de acordo com o texto da UNFCCC que visa “a estabilização das concentrações de gases de efeito estufa na atmosfera num nível que impeça uma interferência antrópica perigosa no sistema climático”. Este objetivo não conseguiu nem de perto ser atendido. Ao contrário, o único instrumento jurídico vinculante, o Protocolo de Kyoto, que definiu o corte ínfimo de apenas 5,2% das emissões dos países do Norte (em relação aos níveis de 1990) para um período até 2012, corre o risco de não ter seu segundo período aprovado. (mais…)
Carta de Belém (2009)
Somos organizações e movimentos sócio-ambientais, trabalhadores e trabalhadoras da agricultura familiar e camponesa, agroextrativistas, quilombolas, organizações de mulheres, organizações populares urbanas, pescadores, estudantes, povos e comunidades tradicionais e povos originários que compartilham a luta contra o desmatamento e por justiça ambiental na Amazônia e no Brasil. Reunimos-nos no seminário “Clima e Floresta – REDD e mecanismos de mercado como solução para a Amazônia?”, realizado em Belém em 02 e 03 de outubro de 2009, para analisarmos as propostas em curso de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD) para a região à luz de nossas experiências sobre as políticas e programas implementados na região nas últimas décadas. Nesta Carta vimos a público manifestar nossa reivindicação que o governo brasileiro rejeite a utilização do REDD como mecanismo de mercado de carbono e que o mesmo não seja aceito como compensação às emissões dos países do Norte.
Rechaçamos os mecanismos de mercado como instrumentos para reduzir as emissões de carbono, baseados na firme certeza que o mercado não é o espaço capaz de assumir a responsabilidade sobre a vida no planeta. A Conferência das Partes (COP) e seus desdobramentos mostraram que os governos não estão dispostos a assumir compromissos públicos consistentes, transferem a responsabilidade prática de cumprimentos de metas, além do que notoriamente insuficientes, à iniciativa privada. Isso faz com que, enquanto os investimentos públicos e o controle sobre o cumprimento de metas patinem, legitima-se a expansão de mercado mundial de CO2, que aparece como uma nova forma de investimento de capital financeiro e de sobrevida a um modelo de produção e de consumo falido. (mais…)
Comunicado às organizações sobre encaminhamentos do Seminário sobre REDD e PSA x Bens Comuns (BSB, 20 a 22/11/2011)
As organizações que compõem o Grupo Carta de Belém vêm através deste comunicado agradecer a participação de cada um/a dos/as representantes de movimentos sociais e organizações do campo crítico da sociedade civil organizada da “Oficina de nivelamento sobre Capitalismo verde e mecanismos de mercado sobre a natureza”, realizada no dia 20 de novembro, assim como do Seminário sobre REDD e Pagamento por Serviços Ambientais X Bens Comuns, que ocorreu entre os dias 21 e 22 de novembro de 2011, em Brasília.
Ambas as atividades realizadas tiveram como principal objetivo fortalecer e ampliar o campo político da crítica ao ambientalismo de mercado e a financeirização da natureza, no qual se enquadra o grupo Carta de Belém, assim como definir estratégias e ações conjuntas em defesa dos Direitos dos Agricultores e dos Direitos Humanos frente ao processo de regulamentação dos mecanismos em debate na Convenção do Clima (CQNUMC) – REDD+ – e na Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) – TEEB e Pagamento por Serviços Ambientais-, os quais vem sendo aceleradamente construídos e implementados em âmbito doméstico para serem apresentados como “dever de casa” para a Rio +20, sem as devidas consultas apropriadas aos movimentos sociais e à sociedade civil organizada. (mais…)
Autores negros terão edições eletrônicos de suas obras co-editadas pela Biblioteca Nacional em parceria com a Seppir
Ação está prevista em acordo de cooperação assinado hoje entre a Seppir e a FBN, marcando adesão à campanha Igualdade Racial é pra Valer
Obras do acervo da Biblioteca Nacional, escritas por autores afrodescendentes, serão co-editadas em formato eletrônico e para domínio púbico. A ação está prevista no acordo de cooperação assinado hoje (28) entre a Fundação Biblioteca Nacional do Ministério da Cultura (FBN/MinC) e a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), visando a adesão da FBN à campanha Igualdade Racial é pra Valer. Além deste, vários outros projetos com o mesmo foco serão implementados pela instituição.
Para cada iniciativa proposta, será assinado um termo de cooperação específico. O primeiro deles, firmado hoje, prevê a implantação em áreas habitadas por povos e comunidades tradicionais afro-brasileiros, de cinco Pontos de Leitura denominados ‘Ancestralidade Africana no Brasil‘. Este será o primeiro de uma rede, para a qual serão doados mais cinco acervos temáticos pela FBN. A Fundação se compromete com a oferta, a cada um dos grupos contemplados, de mais de 600 obras voltadas para o tema, além de material de informática e mobiliário. (mais…)
Ato em Defesa das Florestas
Na próxima terça-feira, 29, a partir das 9h, o Ato em Defesa das Florestas promove a entrega de assinaturas contra as alterações do Código Florestal para a presidente Dilma no Palácio do Planalto.
O ato pretende reunir movimentos sociais, universitários, formadores de opinião, defensores em geral da causa ambiental, além de representantes das quase 200 organizações que integram o Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável, que vão marchar do Congresso Nacional até o Palácio do Planalto.
Ao mesmo tempo, um grupo de 800 crianças levará à presidente Dilma uma mensagem em defesa das florestas brasileiras. São crianças de escolas de Brasília que irão colorir de verde o céu da praça com milhares de balões verdes e biodegradáveis.
Serviço:
Ato em Defesa das Florestas
Brasília
Dia 29/11
Horário: Das 9h às 13h
Enviada por Vania Regina Carvalho.
Depois de degradar a região da Luz, Governo de São Paulo quer se livrar dos viciados em crack da área
Por Raquel Rolnik*
Sexta-feira passada, a Folha divulgou na coluna da Mônica Bergamo que o governador Geraldo Alckmin e a vice-prefeita Alda Marco Antonio estão planejando enviar viciados em crack que vivem na região da Luz para suas cidades de origem.
Diante de uma ideia “incrível” como esta, é preciso lembrar que a chamada “cracolândia” é produto da política municipal e estadual para o bairro da Luz. Onde existia um bairro, o poder público construiu uma terra de ninguém, demolindo uma parte e degradando a área. A Luz foi simplesmente abandonada pela prefeitura, que parou de recolher o lixo, de cuidar das ruas, da iluminação, fechou o shopping Fashion Luz, que gerava um grande movimento comercial, e com isso essa área, que ficou semi-abandonada, passou a atrair pessoas semi-abandonadas.
O problema das pessoas que vivem nas ruas da região da Luz não é urbanístico; precisa ser enfrentado no âmbito da assistência social e da saúde mental, onde há profissionais capacitados para cuidar dessas pessoas que, pelas mais diversas razões, acabaram numa situação limite entre a vida e a morte. Mas o delicado trabalho que começou a ser feito por profissionais de saúde para aproximar essas pessoas sempre foi desfeito pela ação truculenta da polícia, que bate e ameaça os moradores de rua. (mais…)
Urgente! Tentativa de desalojo de Ocupação na Travessa do Outeiro, Glória
FIST – Frente Internacionalista dos Sem – Teto
A FIST foi chamada, em último momento, para apoiar uma Ocupação na Travessa do Outeiro, 51, antiga Ladeira do Russel, na Glória.
A Defensoria Pública estava acompanhando o caso, mas, infelizmente, a reintegração de posse foi dada para uma empresa chamada SERTENGE.
Há muitas famílias que moram lá, com crianças e idosos, e precisamos de todo apoio possível.
Pedimos para que as pessoas compareçam na Travessa do Outeiro, 51, Glória, amanhã, dia 29 de novembro, às 8h da manhã (quanto mais cedo, melhor), para lutarmos juntos contra a remoção dessas famílias.
Ocupar, resistir, lutar para garantir!
Mais informações no número 9606-7119
Luta pela saúde pública passa pelo combate ao racismo
Sandra Martins*
Discutir o racismo como uma das principais causas da desigualdade no tratamento entre brasileiros, comprometendo a saúde e a vida de mais da metade da sociedade, foi o mote da conferência Saúde da população negra em debate: uma política do SUS, realizada no dia 23/11, no salão internacional da Escola. A existência de uma política específica para a população negra é evidência dessa questão e busca corrigir as distorções que impedem um tratamento igualitário de negros e negras. “Sendo assim, não temos uma vida tão saudável porque o racismo não permite. Adoecemos mais e, com maior gravidade, assim como morremos mais. Para nós, tem sido mais difícil diagnosticar, tratar, prevenir e promover a saúde. É isso que aborda a política relacionada à saúde da população negra: o racismo faz mal à saúde para quem é vítima do racismo”, disse Jurema Werneck, da ONG Criola, durante o encontro.
A conferência teve como cenário o Ano Internacional dos Afrodescendentes e o Dia da Consciência Negra e apoiou a Mobilização Pró-Saúde da População Negra. Estimular a discussão sobre a importância de políticas públicas que contemplem a população de afrodescendentes, incluindo a sua saúde, foi a proposta do evento, organizado pela Assessoria de Cooperação Social da ENSP e que contou com as presenças de Isabel Cruz, do Núcleo de Estudos sobre Saúde e Etnia Negra (Nesen/UFF) e membro titular do Comitê Nacional de Saúde da População Negra do Ministério da Saúde, e de Jurema Werneck, coordenadora da ONG Criola e do Conselho Nacional de Saúde. (mais…)

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