Nota Pública: Agentes da CPT sofrem ameaças no Maranhão

cptA Diretoria e Coordenação Executiva Nacional da Comissão Pastoral da Terra, CPT, mais uma vez vem a público denunciar agressões, ameaças e intimidações contra seus agentes no Maranhão.

No dia 4 de novembro, o Padre Marcos Bassani, coordenador da CPT da diocese de Grajaú, foi intimidado em tom de ameaça, em sua própria residência, pelo fazendeiro Pedro Gaúcho, o Gauchão, no povoado Alto Brasil, onde reside. Ameaça repetida em outro ponto do povoado. As ameaças se deram porque o padre publicara no jornal Grajaú de Fato matéria sobre trabalho escravo, na qual relata que um adolescente morreu envenenado, enquanto trabalhava em condições subumanas, no Parque Gauchão. O padre questionava por que um rapaz de 16 anos trabalhava em condições análogas às de escravo, de segunda a segunda, numa fazenda tão conhecida, bem perto da cidade de Grajaú. Além disso, padre Marcos questionou, também, porque é tratada como normal a situação em que o seu Pedro Gaúcho continua puxando água do povoado Remanso, para abastecer o seu gado, enquanto a própria população local não tem garantida a água em seu dia a dia.

O fazendeiro afirma que o padre o responsabiliza pela morte do rapaz, o que não é dito, em momento algum, na matéria.

No dia 06 de novembro, em plena audiência de Conciliação, Instrução e Julgamento, na comarca de Humberto Campos, MA, lavradores, acompanhados pelo advogado da CPT, Diogo Diniz Cabral, foram ameaçados diante do próprio conciliador, Lúcio Paulo Fernandes Soares. (mais…)

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PF e Brigada Militar fazem operação de busca e apreensão na comunidade Kaingang de Kandóia, no RS

operacao KandoiaCimi Regional Sul – Equipe Porto Alegre

Na madrugada desta segunda-feira (17) a Polícia Federal (PF) e a Brigada Militar ocuparam a estrada em frente à comunidade Kaingang de Kandóia, município de Faxinalzinho, no Rio Grande do Sul. Numa operação que mobilizou centenas de homens equipados com armamentos pesados, viaturas, helicópteros, cães e cavalos as Polícias executaram mandados de busca e apreensão na área, relativos ao inquérito policial que investiga as mortes de dois agricultores ocorridas no mês de abril na região.

O que chamou a atenção dos indígenas nessa mega-operação foi a desproporcionalidade: contingente superior a 200 homens, cavalaria montada, 70 viaturas, policiais acompanhados de cães, helicópteros, Corpo de Bombeiros, armamento pesado e a presença da mídia. Assim como ocorreu por ocasião da prisão de cinco lideranças, em 9 de maio, a RBS e outros veículos de imprensa estavam acompanhando a polícia.

Os policiais adentraram nas casas a partir das 6h, mas não encontraram nada. Levaram um veículo de um morador da aldeia e fotografaram todos os homens da comunidade, incluindo adolescentes. Obrigaram a todos o fornecimento de saliva, possivelmente para a realização de análise genética. (mais…)

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Estudantes afirmam que Ufes tem histórico de discriminação

jacqueline_silva_ufesA pró-reitora de Assuntos Estudantis e Cidadania, Jacqueline Silva, reconhece que alguns processos são mais morosos, mas garante que nada deixa de ser apurado

Mariana Carvalho, Século Diário

O caso do professor da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) que declarou em sala de aula que “detestaria ser atendido por um médico ou advogado negro” ganhou repercussão nacional e causou revolta na comunidade acadêmica. Entretanto, a denúncia de racismo contra Manoel Luiz Malaguti, docente do curso de Economia, está longe de ser o primeiro caso de preconceito dentro Ufes.

Apesar do caso de Malaguti ter provocado grande repercussão, a universidade tem um histórico de discriminação.

Semanas antes do episódio, que resultou no afastamento do professor da sala de aula, Malaguti se envolveu em outro caso de discriminação. Pelas redes sociais, um estudante cadeirante denunciou Malaguti por estacionar seu carro em local irregular, obstruindo a rampa de acesso ao prédio para o qual o estudante se direcionava. “Passados 30 minutos, o senhor professor [Malaguti] dono do veículo aparece de forma irônica e desrespeitosa se achando dentro da razão, e nos ataca de forma verbal”, escreveu o estudante em um grupo da Ufes.

Num outro caso recente, alunas do curso de Comunicação Social promoveram o ato “Respeite a Moça”, após a publicação de estudantes do curso comparando pejorativamente uma colega a um personagem do cinema através das redes sociais. As alunas caminharam por toda a universidade com cartazes e palavras de ordem, protestando contra o machismo. (mais…)

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Aty Guasu: Carta da comunidade Guarani-Kaiowá de tekoha Kurusu Amba destinada à Justiça e Governo do Brasil

Foto reproduzida da página da Deputada Erika Kokay
Foto reproduzida da página da Deputada Erika Kokay

Amanhã 18/11/2014, completam 3 anos de assassinato de cacique Nísio Gomes pelos pistoleiros das fazendas, cadáver de Nísio continua escondido pelos assassinos. Diante do fato, nesta semana começa manifestação pública do povo Guarani Kaiowa no MS, pedindo o cadáver de cacique Nísio Gomes, ao mesmo tempo os povos indígenas no MS se articulam para apoiar RESISTÊNCIA GUARANI KAIOWA. (Aty Guasu)

Carta da comunidade Guarani-Kaiowá de tekoha Kurusu Amba-município de Coronel Sapucaia -MS para a Presidenta Dilma Rousseff, Presidente do Tribunal Regional da 3ª Região São Paulo (TRF3), Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), sociedades nacionais e internacionais:

Nós comunidades Guarani-Kaiowá originárias de tekoha KURUSU AMBA, no dia 15/11/2014, fomos comunicadas pela Justiça Federal de Ponta Porã-MS que em menos de 5 (CINCO) dias, nós povo Guarani-Kaiowá seremos atacados, massacrados e expulsos de nossa tekoha (terra tradicional) pela mega-operação da Força Armada e Polícia Federal . Diante de autorização de massacre, dizimação e morte coletiva Guarani-Kaiowa pela Justiça Federal de Ponta Porã-MS, reafirmamos que vamos RESISTIR E MORRER TODOS PELA NOSSA TERRA ANCESTRAL KURUSU AMBA, se não temos mais direitos às nossas terras e sem mais direitos às vidas dignas preferimos ser todos mortos aqui na terra pela operação da Justiça Federal e Governo brasileiro. Pedimos à Justiça Federal para enterrar/sepultar nós todas juntas crianças, mulheres e homens aqui em nossa terra Kurusu Amba após mortos pela operação policial. (mais…)

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Gustavo, de 10 anos, dá uma aula de cidadania e contra o racismo

Rede TVT

Gustavo Gomes Silva dos Santos é aluno do CEU Vila Curuçá em São Paulo. A equipe da Rede TVT o conheceu durante as atividades do “Leituraço” de contos africanos e afro brasileiros promovido pela prefeitura de São Paulo. Assista o que ele tem a dizer sobre a importância da ação no combate diário ao racismo.

Enviada para Combate Racismo Ambiental por Ediney Santana.

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Paraguay: Crece la tensión en colonia Santa Teresa

ceferino-kregui-indigena-de-la-parcialidad-ache-_860_573_1159492Por Antonio Caballero, corresponsal – ABC

ABAÍ. La tensión crece en la colonia Santa Teresa de este distrito del departamento de Caazapá, debido a que el Indert sigue con la intención de reubicar a un grupo de supuestos sintierra, los pobladores acompañados de indígenas custodian el lugar.

Los habitantes de este asentamiento junto con indígenas de la parcialidad Mbya Guarani y Aché de la zona se encuentran realizando guardia en forma permanente en la ruta de acceso a la mencionada localidad para evitar la invasión de sus propiedades.

Los pobladores de Santa Teresa aseguran que en dicha localidad no hay tierra sin ser ocupada o utilizada y que dentro del grupo de supuestos sin tierra ya fueron identificadas personas que tienen propiedades en localidades vecinas como Campo Azul o quienes vendieron sus tierras en la zona de María Auxiliadora del distrito de Tavaí para volver a invadir otras propiedades, pero esta vez con la ayuda del Indert. El grupo de supuestos campesinos se encuentran acampado a unos 10 kilometros de la colonia Santa Teresa a orilla de un sojal. (mais…)

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‘Utopia comunista’, vila espanhola se mantém com ação direta e empregos sazonais

Marinaleda, vilarejo com pouco mais de 2.700 habitantes no sul da Espanha, se tornou referência por governo coletivo e participação ativa da população na resolução dos problemas da cidade, sem a presença da polícia

Liam Barrington-Bush e Jen Wilton, no Opera Mundi

No sul da Espanha, a rua é a sala de estar coletiva, onde vizinhos se juntam para conversar sobre os acontecimentos do dia até tarde da noite. No verão, o calor chega facilmente a superar 40 graus centígrados e o cheiro de frutos do mar emerge de cozinhas e restaurantes à medida que começa a se aproximar o horário tardio do jantar.

A cena acima descreve bem Marinaleda, na região de Andaluzia. A princípio, a comunidade não se distinguiria de várias outras localidades vizinhas nas montanhas de Sierra Sur, no sul do país, não fosse por alguns sinais reveladores: os nomes de suas ruas (Ernesto Che Guevara, Solidariedad e Praça Salvador Allende, por exemplo); o grafite (foices e martelos desenhados à mão ao lado de As envoltos em um círculo); ou o rosto enorme de Che adornando a parede externa do estádio esportivo local. (mais…)

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MST reocupa fazenda grilada pela Cutrale, no interior de São Paulo

Da Página do MST

Na manhã deste domingo (16), cerca de 300 pessoas ocuparam novamente a Fazenda Santo Henrique, pertencente a empresa Cutrale, entre os municípios de Iaras, Borebi e Lençóis Paulista, no interior do estado de São Paulo.

Os Sem Terra denunciam a grilagem de 2,6 mil hectares de terra pela Cutrale.

Há nove anos que a área é objeto de ação reivindicatória pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), já que em 2005 o órgão federal notificou a empresa para que desocupasse a área, pelo fato das terras terem sido reconhecidas como públicas. A Cutrale, no entanto, ignorou a notificação.

“Já ocupamos essa fazenda inúmeras vezes, e continuaremos ocupando até que essas terras sejam destinadas à Reforma Agrária. Não há outra saída a não ser a desapropriação dessa área”, disse Kelli Mafort, da direção nacional do MST.

A Fazenda Santo Henrique faz parte do conhecido Núcleo Colonial Monções, que tem cerca de 40 mil hectares, reconhecidos como terras pertencentes à União. (mais…)

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Conferência do Greenbuilding Brasil Introduz LEED-UP: Favelas como Modelo de Sustentabilidade Urbana

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Jessica Goodenough – Rio On Watch

Vale Encantado, uma favela no coração da Floresta da Tijuca, que faz parte da maior floresta urbana do mundo localizado no Alto da Boa Vista, foi o estudo de caso para demonstrar o potencial das favelas como modelos de desenvolvimento sustentável durante a conferência internacional e feira de negócios de construção sustentável Greenbuilding Brasil, realizada em São Paulo no início de agosto. O exemplo do Vale Encantado foi usado para ilustrar o potencial de sustentabilidade nas favelas e assim, de forma sustentável, ampliar as soluções em assentamentos informais por todo o mundo. E também foi o foco de um mapeamento de soluções charrette (oficina de design) entre os participantes.

Na apresentação sobre o Vale Encantado, feita pelo arquiteto Luis Felipe Vasconcellos da RVBA Arquitetos, a urbanista Theresa Williamson da Comunidades CatalisadorasOtávio Barros, Presidente da Cooperativa Vale Encantado, foram listados e descritos os princípios de sustentabilidade naturalmente presentes nas favelas e foi explorado como que as metodologias LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) podem contribuir para urbanizá-las tanto de uma maneira sustentável quanto participativa. (mais…)

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Rechaço ao Prêmio Vale-Capes de Ciência e Sustentabilidade

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Rio de Janeiro, 14 de novembro de 2014

 Ao Exmo. Sr. Jorge Almeida Guimarães – Presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – CAPES

 

Prezado Sr. Jorge Almeida Guimarães,

Nós, organizações sociais, sindicatos, movimentos sociais, ambientalistas, religiosos do Brasil, Canadá, Moçambique, Peru, Chile, Indonésia e Argentina, integrantes da Articulação Internacional dos Atingidos pela Vale, manifestamos através desta carta o nosso rechaço à parceira entre a CAPES, instituição pública de grande relevância na produção de conhecimento do país, e a mineradora Vale S.A., através do Prêmio Vale-Capes de Ciência e Sustentabilidade”, que tem como objetivo premiar dissertações de mestrado e teses de doutorado associadas a temas ambientais e socioambientais.

 A Articulação Internacional dos Atingidos pela Vale foi formada em 2009 para dar visibilidade e denunciar os impactos ambientais e violações de direitos humanos cometidos pela mineradora. Como comprovação e sistematização de todos os casos referentes à empresa foi publicado em 2010 o Dossiê dos Impactos e Violações da Vale no Mundo[1] e em 2012 o Relatório de InSustentabilidade da Vale 2012[2]. Em ambos os documentos[3] podem ser acessados inúmeros casos do desrespeito socioambiental da empresa no Brasil e no mundo. Nesta perspectiva, em 2012, a empresa foi eleita a pior do mundo pela votação internacional da iniciativa Public Eye Awards[4] e em 2013 a relatoria de meio ambiente da Plataforma DHESCA Brasil produziu um documento referente às violações de direitos humanos no contexto do projeto S11D, ao longo do corredor de Carajás, nos Estados de Pará e Maranhão[5].

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