Escuchar, por Gustavo Esteva

textinhoLa Jornada

El momento trágico que estamos viviendo plantea continuamente una pregunta angustiosa: ¿por qué la gente no ha reaccionado? Las movilizaciones de protesta han sido aisladas, inconsistentes y escasas. Parece reinar en el país un estado de apatía y desorientación, cuyas causas se han estado examinando.

Es útil preguntarnos por la pregunta. ¿Es verdad que la gente no ha reaccionado? ¿Está la mayoría presa de la confusión y desorientación que causan el discurso oficial y los medios? ¿Vive en el miedo? ¿Está paralizada por la miseria?

No hay duda del inmenso descontento de la mayor parte de la gente. Pero, ¿qué debería estar haciendo? La pregunta supone una hipótesis sobre cuál debería ser la reacción. ¿Protestar en la calle? ¿Que haya millones, decenas de millones, en marchas, bloqueos y plantones? ¿Aventar tomates y huevos podridos a funcionarios y candidatos en los actos públicos? ¿Gritarle al Presidente? ¿Que cundan movilizaciones masivas contra el gobierno y sus reformas ­estructurales?

¿Firmar? ¿Que no sean dos ni cuatro, sino 40 millones de firmas? Supongamos que se hace la consulta y se gana. Tras un par de años de parálisis, éste y el que sigue, habría un mandato moral, político y legal para modificar leyes. La nueva legislación debería considerar que mientras tanto se habrían producido hechos irreversibles o cuya reversión tendría un costo insoportable. ¿Es posible afirmar, seriamente, que por esta vía se remediará el actual desastre? ¿O que ese triunfo parcial preparará el camino para que se produzca al fin el recambio y que el nuevo equipo, en los tres poderes, salvará al país? (mais…)

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Ditaduras e Democracias: Estudos sobre poder, hegemonia e regimes políticos no Brasil (1945-2014) – [para baixar]

livro ditaduras

Organizado por Gilberto Cail, Carla Luciana Silva e Márcio Both Silva, “Ditaduras e Democracias: Estudos sobre poder, hegemonia e regimes políticos no Brasil (1945-2014)” está sendo lançado em versão digital pela FCM, de Porto Alegre. A edição é financiada pela Capes, e pode ser lida online ou baixada na íntegra AQUI.

SUMÁRIO:

DITADURA, DEMOCRACIA E A QUESTÃO AGRÁRIA: 1946-1964 – Vagner José Moreira

OS TRABALHADORES E SUA VISIBILIDADE NA CENA POLÍTICA BRASILEIRA: as Greves de 1946 e o imediato pós-Estado Novo – Clarice Gontarski Speranza

DEMOCRACIA E MILITÂNCIA COMUNISTA NO PERÍODO DA LEGALIDADE DO PCB (1945-1947) – Claudia Monteiro

CONTRARREVOLUÇÃO, DITADURA E DEMOCRACIA NO BRASIL – Renato Luís do Couto Neto e Lemos

O CARÁTER DE CLASSE DO GOLPE DE 1964 E A HISTORIOGRAFIA – Demian Bezerra de Melo

LUTAS CAMPONESAS NO SUL DO BRASIL: Terra e Saberes – Paulo Zarth

UMA PESQUISA NECESSÁRIA: a ditadura no Oeste do Paraná – Carla Luciana Silva

MEMÓRIA, MEDO E ESQUECIMENTO: a ditadura civil-militar na Região Oeste do Paraná, fatos e reflexões sobre a pesquisa no Arquivo da Delegacia da Policia Federal de Foz do Iguaçu – Aluizio Palmar

A REVOLUÇÃO CHILENA E O GOLPE DE ESTADO DE 1973 – Mário Maestri

CRISE DO DESENVOLVIMENTISMO E TRANSIÇÃO POLÍTICA NO BRASIL – David Maciel

O AUTORITARISMO CIVIL NO BRASIL PÓS-1988 – Danilo Enrico Martuscelli

A DEMOCRACIA E A REPRESSÃO NAS JORNADAS DE JUNHO DE 2013 – Gilberto Grassi Calil

CAPITALISMO, LUTA DE CLASSES E DEMOCRACIA NO BRASIL CONTEMPORÂNEO – Virgínia Fontes

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Observatórios verificarão impacto da indústria extrativista sobre os mapuches

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AditalO Observatório Cidadão de Temuco (OC), no Chile, e o Observatório de Direitos Humanos e Povos Indígenas (ODHPI), de Neuquén, na Argentina, se uniram em favor dos direitos dos povos indígenas mapuche que se encontram nos dois países. Um projeto conjunto visa a recolher evidências concretas sobre os impactos das indústrias extrativistas nos direitos desses povos e, a partir daí, promover as transformações legais, políticas, institucionais e culturais que possam proteger seus direitos humanos e territoriais.

Representantes dos Observatórios se reuniram, nos dias 21 e 22 de agosto deste ano, em Temuco, para coordenar as ações principais que serão desenvolvidas no marco do projeto “Indústrias extrativistas e o Povo Mapuche: documentação, defensoria legal e empoderamento para a proteção dos direitos”. A iniciativa está sendo apoiada pelo Grupo Internacional de Trabalho sobre Assuntos Indígenas (IWGIA). (mais…)

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Lançamento do relatório Conflitos no Campo Brasil 2013 reúne pesquisadores e estudantes

Ruben falando CPT

O lançamento aconteceu no Instituto de Geociências da UFBA, em Salvador.

CPT BA

Estudantes, professores e pesquisadores estiveram reunidos na sexta-feira, 29 de agosto, no Instituto de Geociências da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Salvador, para o lançamento do relatório Conflitos no Campo Brasil 2013, elaborado pela Comissão Pastoral da Terra (CPT).

O evento, organizado pela CPT Bahia e o Programa de Pós-Graduação em Geografia, através do Grupo de Pesquisa GEOGRAFAR – Geografia dos Assentamentos na Área Rural, da UFBA contou com apresentação do sociólogo Ruben Siqueira e da advogada Tatiana Gomes, ambos da CPT, que interpretaram os dados nacionais e locais. Tiago Rodrigues, do GEOGRAFAR, fez uma reflexão sobre reforma agrária nos últimos anos.

O encontro teve ainda a participação do Cacique Ramon, dos Tupinambás, de Olivença, que falou sobre a luta do seu povo para garantir seus direitos. “Nós estamos lutando há anos pela demarcação do nosso território e por isso temos que unir forças para atingir o nosso objetivo”, disse. (mais…)

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Prefeito de Maricá suspende obras de duto do Comperj e cobra contrapartida da Petrobras

Vista aérea do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), em abril de 2014 - Custudio Coimbra / Agência O Globo/02-04-2014
Vista aérea do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), em abril de 2014 – Custudio Coimbra / Agência O Globo/02-04-2014

Determinação de Washington Quaquá interrompe, nesta sexta, construção de emissário até a praia de Itaipuaçu

por Gustavo Schmitt – O Globo

NITERÓI — A prefeitura de Maricá determinou na quinta-feira, dia 28, a paralisação, nas frentes de obras do município, da construção do emissário do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). O duto de 40 quilômetros de extensão vai levar efluentes de resíduos químicos, já tratados, da refinaria, em Itaboraí, à Praia de Itaipuaçu, em Maricá. A determinação para suspender as obras partiu do prefeito Washington Quaquá (PT), que cobra da Petrobras o pagamento de uma contrapartida de R$ 20 milhões para reduzir o impacto do empreendimento na região. O dinheiro, cujo repasse foi acertado em abril, por meio de um convênio, seria usado para o asfaltamento de ruas e a construção de uma escola técnica. Ele disse que, na última quarta-feira, a estatal apresentou uma contraproposta, sugerindo apenas recuperar as vias danificadas pelas intervenções.

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Usina força saída de índias de ‘Bye Bye Brasil’

Índia Maria Xipaia no portão de casa (Foto: Lucas Reis)
Índia Maria Xipaia no portão de casa (Foto: Lucas Reis)

Lucas Reis – Folha de S.Paulo

ENVIADO ESPECIAL A ALTAMIRA (PA)

A caravana mambembe interrompe a viagem pela Amazônia, em 1978, ao encontrar uma família indígena perdida, que pede carona até Altamira (PA), marco da rodovia Transamazônica.

“Depois que os brancos chegaram, minha aldeia se acabou”, relata o cacique.

A história se repete no interior do Pará 36 anos depois da passagem da trupe fictícia de Lorde Cigano (José Wilker) e Salomé (Betty Faria), personagens de “Bye Bye Brasil” (1979), de Cacá Diegues.

Mãe e filha, índias que participaram das filmagens, serão retiradas de onde vivem há 30 anos por causa da usina de Belo Monte. A casa de alvenaria e porta de madeira será inundada pelo reservatório da hidrelétrica.

“A gente é acostumada a ter o rio por perto desde sempre. Como vai ser agora? Para onde vão nos levar?”, lamenta Maria Antônia Xipaia Curuaia, 52, ao lado da mãe, Maria Xipaia, 87.
Sentadas na varanda de casa, elas observam o que sobrou da vista do rio Xingu, um vão no muro da frente.

“Era tão bonito aqui, não tinha nada, não tinha casa na frente, era só o rio. A gente se banhava, lavava roupa, a água era tão limpa. Agora não dá mais”, diz Maria, a mãe.

Maria tinha 50 anos, e Maria Antônia, 15, quando Cacá Diegues chegou à cidade, de 20 mil habitantes à época, para iniciar o seu novo filme. (mais…)

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Pai compra tênis à vista para os filhos, é tratado como ladrão e dá uma aula de resistência negra para a PM

Pai defende os filhos com o próprio corpo, em São José dos Campos. Foto captada de vídeo de Fabiana Leal, na internet
Pai defende os filhos com o próprio corpo, em São José dos Campos. Foto captada de vídeo de Fabiana Leal, na internet. (Tania Pacheco)

Por Maria Frô

As cenas de racismo explícito que vemos nos vídeo nos indignam. Mas a reação do pai à abordagem dos policiais que praticam racismo institucional como das pessoas que assistiram-na, dá-nos algum alento.  Tanto as vítimas como as pessoas ao redor dão nome aos bois. Há um dado momento que um coro grita uníssono: preconceito! Preconceito! Preconceito!

Perguntas: Foi prestada queixa contra a abordagem racista praticada pelo Estado?

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, a corregedoria da polícia fará algo em relação a isso?

A formação de uma nova polícia para substituir esses desqualificados vai se iniciar quando?

O vídeo foi postado por Fabiana Alves em seu Facebook. De acordo com ela, o fato aconteceu dia 29 de agosto no calçadão de São José dos Campos, São Paulo: “Um homem e dois garotos foram abordados por policiais que disseram que tinham recebido uma denúncia de roubo.” Para mentes racistas, os primeiros negros vistos só poderiam ser os ladrões e para mentes racistas a abordagem violenta dos mesmo se justifica.

Fabiana relata que indignado, o pai dos garotos mostrou  a nota fiscal dos tênis que havia comprado a vista. Cheio de revolta e desespero o pai informa aos policiais racistas que seus filhos são trabalhadores e estudam, um deles inclusive é bolsista do PROUNI. (mais…)

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Comité de Naciones Unidas recomienda combatir el racismo y la discriminación en el Perú

Imagen: Amnistía.org.pe
Imagen: Amnistía.org.pe

También evitar y sancionar el excesivo uso la fuerza contra pueblos indígenas por parte de fuerzas del orden

Servindi – El Comité de las Naciones Unidas para la Eliminación de la Discriminación Racial (CERD) recomendó al Estado peruano adoptar una política nacional integral de lucha contra el racismo y la discriminación racial.

Esto con el fin de promover la inclusión social y reducir los altos niveles de desigualdad y pobreza que afectan a los pueblos indígenas y afroperuanos.

Esta demanda forma parte del cuerpo de recomendaciones contenida en el documento Observaciones finales sobre los informes periódicos decimoctavo a vigésimo primero de Perú difundido con fecha del 29 de agosto.

Las observaciones fueron aprobadas por el Comité en su 85° período de sesiones realizado del 11 al 29 de agosto de 2014 y se encuentran disponibles en internet (dar clic a este enlace).

En su informe, los expertos y expertas del Comité recomendaron la definición legal del concepto de discriminación racial y la tipificación en la legislación penal del delito de discriminación racial, acorde a los estándares internacionales de derechos humanos. (mais…)

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Perú: Protesta denuncia abuso y contaminación de minera china Chinalco

Fotos: Iván Herrera /Servindi
Fotos: Iván Herrera /Servindi

ServindiOrganizaciones sociales protestaron frente a la embajada china en Lima contra el proyecto minero Toromocho de la empresa de origen chino Chinalco, en Morococha, Junín y en respaldo a una dirigenta enferma de cáncer presuntamente por exposición a uranio en la referida empresa.

Como se recuerda, la población de Morococha afronta un prolongado conflicto con la minera Chinalco por las condiciones en que ésta pretende desplazar el pueblo para realizar sus actividades extractivas en la ciudad.

En ese contexto y en simultáneo a una mesa de diálogo entre ambas partes que se llevaba cabo en Junín, el pasado jueves 28 de agosto, un grupo de manifestantes se movilizaron por las calles del distrito limeño de San Isidro hacia la embajada china. (mais…)

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SEPPIR busca ação conjunta contra racismo no futebol

Indignada, a ministra da Igualdade Racial contatou dirigentes da CBF e do Santos para discutir medidas de combate à violência racial nos campos do Brasil

SEPPIR – “Diante do racismo, o jogo não pode continuar, assim como o Brasil não pode continuar a tolerar o racismo”. Esta foi a reação da ministra Luiza Bairros (Igualdade Racial) ao saber da agressão racista sofrida pelo goleiro Mário Lúcio Duarte Costa, o Aranha do Santos, em disputa pela Copa do Brasil no último dia 28 contra o Grêmio, em Porto Alegre-RS. O jogador foi chamado de macaco, entre outros insultos racistas, pela torcida do Grêmio.
 
Hoje, a SEPPIR entrou em contato com dirigentes da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e do Santos para dialogar sobre medidas mais permanentes de prevenção ao racismo, que vem se repetindo nos campos de futebol no Brasil.
 
“Existe uma grande tolerância para práticas de racismo como essa que, aliás, já são esperadas, como revelou Aranha depois do jogo”, afirma a chefe da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República – SEPPIR. Segundo ela, tanto os árbitros, quanto os jogadores, a própria torcida e as instituições ligadas ao futebol, devem acionar mecanismos de reação dentro do campo, no momento em que ocorre o ato de violência racial, que reprimam e punam esse tipo de atitude. (mais…)

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