BA – Jagunços incendeiam carro do IFBA, ameaçam [email protected] e espancam Edson Kayapó, próximo a Buerarema

Veículos foram queimados em ato de fazendeiros. Foto: José Carlos Concessor / Arquivo Pessoal
Veículos queimados em ato de fazendeiros, em Buerarema. Foto: José Carlos Concessor / Arquivo Pessoal

Por Edson Kayapó

Mais um carro (oficial) incendiado e professores e motorista da Licenciatura Intercultural Indígena do Instituto Federal da Bahia (IFBA) ameaçados. Foi hoje, por volta das 11h: um grupo de quatro capangas interceptou  o carro do IFBA, em São José da Vitória, nas proximidades de Buerarema.

Eu estava com os professores João Veridiano (Antropólogo), a professora Julia Rosa (História Indígena) e o motorista. Tínhamos concluído atividades da LINTER em Olivença e estávamos a caminho de Pau Brasil, onde teríamos atividades na aldeia Caramuru (Pataxó Hã Hã Hae). Os capangas pararam o carro e disseram: “tem um índio no carro” e, em seguidas, fomos violentamente expulsos do carro e o veículo foi levado por eles.

Fui orientado pelos colegas de trabalho a voltar de táxi para Itabuna, uma vez que os capangas demonstravam ódio contra índios. Foi o que eu fiz. No entanto, o taxi foi interceptado em Buerarema e lá fui espancado e ameaçado de morte por pessoas desconhecidas.

O carro do IFBA foi incendiado e jogado no meio da BR, na cidade de São José da Vitória. Os colegas de trabalho estão bem, na delegacia da cidade. E eu, nem sei onde estou… Escondido? De quê mesmo? Não cometi nenhum crime.

A violência contra nossos povos não recua e toma proporções alarmantes.

As autoridades pouco esforços mobilizam contra esse estado de coisas.

Comments (7)

  1. Pois bem eu, vivi em Angola 52 anos os melhores da minha vida antes da guerra entre movimentos Unita e MPLA. Andei na escola com negros que se tornaram mais tarde meus amigos. Havia racismo em Angola de parte a parte sim havia infelizmente, mas não era êsse racismo que eu vejo infelizmente no Brasil contra INDIO nesta época do seculo 21. Lamento que o próprio governo Brasileiro não tome medidas drasticas contra esses CAPANGAS!!As pessoas não se vêm pela cor da pele mas sim pelos seus sentimentos, como seres humanos que somos deviamos ter vergonha de hoje ainda haver pessoas sem sentimentos para com os outros seres humanos que vivem neste planeta TERRA!!

  2. Realmente a minha discriminação é grande, estou arrependido eu é que sou um merda! desculpe pelo os meus comentários!!!!
    sem mais perdão!!!

  3. E mais, o Candomblé, manifestado na Bahia, já absorveu, ao longo desses 5 séculos as próprias formas de religiosidade do povo Tupinambá, isso fica claro na presença física dos caboclos Tupinambás nos candomblés de Angola… vcs tem medo porque estupraram e violentaram o povo Tupinambá no passado e ainda o fazem no presente… a nação Tupinambá se ergue diante da morte e se levanta!!!!!

  4. Sr João. Nada impede que indígenas compartilhem da religiosidade africana do Candomblé… não faz deles menos índios, digo, menos Tupinambás… o povo Tupinambá não está extinto e se ergue, mesmo diante de toda violência de pessoas como vcs!

  5. Joáo, ninguém é obrigado a dialogar com sua ignorância… Mas do que isso, seu fascismo é desprezível… Contra toda ação há uma reação, diz o ditado popular…

  6. Era isso que Babau queria, espalhando a morte no seio dos burareiros? Estuprando, humilhando, matando e invadindo as terras de pobre coitados! Agora já tem! O povo baiano é pacífico, mas quando a injustiça e a criminalidade. Vocès ficam aí ressuscitando Tupinambás extintos, agora aguentem as consequencias! Os pais de Babau, D. Maria e Seu Lírio, eram do Candomblé! Como viraran índios?

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