Estudantes da Unifesp são presos em reintegração de posse

Na última quarta-feira (6), 43 estudantes da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), campus da Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas em Guarulhos, foram detidos durante a reintegração de posse do campus. Os alunos estavam acampados no local desde o dia 22 de março em protesto contra as más condições do campus: ali, eles montaram barracas e ocuparam o refeitório e a reitoria

Os detidos foram levados pela polícia em um ônibus cedido pela reitoria da universidade. A operação foi executada pela tropa de choque da Polícia Militar e acompanhada pela Polícia Federal (PF). (mais…)

Ler Mais

Juíza: Estado é conivente com humilhação de preso pela imprensa

No último dia 10 de maio, o programa Brasil Urgente Bahia exibiu, e a Band reprisou nacionalmente, a matéria “Chororô na delegacia: acusado de estupro alega inocência”, feita pela repórter Mirella Cunha

Por Conceição Lemes, no Vi o Mundo

Porém, só a partir de 21 de maio, quando o vídeo caiu nas redes sociais, o episódio ganhou repercussão nacional.

O jornalista e blogueiro Renato Rovai foi o primeiro a denunciar a barbaridade: A repórter loira, o suposto negro estuprador e uma sequência nojenta.

Um grupo de jornalistas enviou carta aberta ao governador, ao Ministério Público e à Defensoria Pública do Estado condenando os abusos de programas policialescos na Bahia. O Ministério Público Federal decidiu investigar o caso.

Indignado, o baiano Gerson Carneiro, leitor do Viomundo e defensor de causas lúcidas e injustiçadas, nos mandou o link do vídeo, com esta mensagem:

“Poxa, independentemente de qualquer culpa do rapaz, isso não se faz. Todos os preconceitos estão aí. Um negro, pobre, acusado de estupro, sem advogado, algemado, acuado por uma loira detentora da situação naquele momento. O rapaz indefeso responde ingenuamente aos deboches da moça. Jornalismo tinha que ter um órgão regulador como tem Direito, Medicina, Engenharia, Arquitetura…”. (mais…)

Ler Mais

Mino Carta: A mídia e a marcha dos marcianos

Quando O Globo via o golpe como retorno à democracia / Foto: Carta Capital

Recebi de um leitor a imagem que ilustra este editorial. Primeira página de O Globo pós-golpe de 1964, Presidência interina de Ranieri Mazzilli, enquanto os donos do poder e seus gendarmes decidem o que virá. Treze dias depois o então presidente da Câmara volta a seu assento de congressista e a ditadura é oficialmente instalada. Comentário do amável leitor: eis aí os defensores midiáticos da democracia sem povo

Por Mino Carta, em Carta Capital

De fato, acabava de ser desferido um golpe de Estado, mas seus escribas, arautos e trompetistas declamam e sinfonizam a história oposta. O marciano que subitamente descesse à Terra, diante da página de O Globo, e de todas as dos jornalões, acreditaria que o Brasil vivera anos a fio uma ditadura e agora assistia à sua derrubada. Em editorial, nosso colega Roberto Marinho celebrava: “Ressurge a Democracia!” (mais…)

Ler Mais

Tese sobre quilombolas é eleita a melhor do país

Estudo desenvolvido pelo professor Carlos Alexandre dos Santos mostra como aspirações camponesas ainda organizam as comunidades quilombolas do Mato Grosso do Sul

Luciana Barreto*

A melhor tese de doutorado do país em Antropologia foi produzida na Universidade de Brasília. A história dos quilombolas no Mato Grosso do Sul, sob a perspectiva do campesinato e da memória de seus idosos, além da luta política pelo direito à terra dessas comunidades, resultou em mérito e reconhecimento à pesquisa desenvolvida pelo professor-substituto do Departamento de Antropologia da Universidade de Brasília, Carlos Alexandre Plínio dos Santos. O estudo foi selecionado pelo Prêmio Capes de Tese Edição 2011, divulgado nesta semana. Foram eleitas as 45 melhores teses de doutorado, defendidas em 2010, em diferentes áreas do conhecimento.

Sob a orientação da professora Ellen Fensterseifer Woortmann, Carlos Alexandre demonstrou em sua tese que as aspirações camponesas que orientaram a formação dos primeiros quilombolas são as mesmas que até hoje mantêm as 17 comunidades rurais negras que investigou, no Mato Grosso do Sul. São ideais como acesso à terra, formação de famílias e controle do processo de trabalho.

Para o pesquisador, as interações ocorridas entre ex-escravos da região pesquisada e das fazendas escravocratas do Triângulo Mineiro e do sul de Goiás ocasionaram o que ele chamou de “irmandade”, ou seja, “uma união que tem como principal objetivo a preservação de um projeto camponês”. A partir desse processo, novos núcleos se fortalecem e se organizam, “interligando, até mesmo, territorialidades espacialmente descontínuas”. (mais…)

Ler Mais

Advogado de jovem ironizado por repórter na TV diz que prisão foi irregular

‘Não há provas materiais. A suposta vítima do estupro fez exame de corpo de delito e não havia nenhum vestígio desse crime’, afirmou José Raimundo dos Santos Silva ao iG

João Paulo Gondim, iG Bahia

O advogado de um jovem preso no final de março e alvo de deboche em uma reportagem do programa “Brasil Urgente”, da TV Band Bahia, pode ter sido detido erroneamente. É o que sustenta o advogado do rapaz, exposto em rede nacional e alvo de gozações e ironias da repórter Mirella Cunha, que o entrevistava, em conversa com o iG.

“Não há provas materiais. A suposta vítima do estupro fez exame de corpo de delito e não havia nenhum vestígio desse crime, nada foi atestado. A única testemunha do caso não presenciou o suposto crime, apenas ouviu relatos do que havia acontecido”, afirmou o advogado do rapaz, José Raimundo dos Santos Silva.

Paulo Sérgio Silva Souza, de 18 anos, foi preso no dia 31 de março por suspeita de estupro. Desde então, ele está detido na 12ª Delegacia (Itapuã). Em meados de maio, uma entrevista que ele deu um mês antes para a repórter Mirella Cunha, da versão baiana do programa “Brasil Urgente”, da Band, repercutiu em todo o Brasil. A jornalista ironizou a baixa instrução do entrevistado e declarou que ele queria estuprar a mulher. Enquanto ele falava, a sonoplastia inseriu barulho de choro. Em determinado momento, a repórter disse “Paulo Sérgio estuprador”. O apresentador do programa, Uziel Beueno, declarou que o detido era “metido a estuprador”. (mais…)

Ler Mais

Indígenas exigem melhorias

Uma negociação mediada pelo Ministério Público Federal (MPF) colocou um ponto final na ocupação da sede do Departamento de Saúde Indígena (Dsei) – que funciona na sede da Funasa em Porto Velho, por indígenas que são atendidos pelo Polo Base de Humaitá e da Casai (Casa do Índio) da Capital. A manifestação foi iniciada na terça-feira e encerrada na quinta-feira desta semana, com a promessa de destinação de três veículos para fazer o transporte de pacientes e equipe médica no Polo Base de Humaitá, onde as viaturas disponíveis estão em precárias condições. Outra viatura foi disponibilizada para a Casai de Guajará-Mirim. Um novo protesto é programado para o fim do mês.

Os veículos ainda estão em fase de emplacamento. Além disso, o Dsei está fechando um contrato para aluguel de carros que serão utilizados no atendimento à saúde indígena. A negociação também incluiu a garantia de participação de 10 lideranças em uma reunião na prefeitura de Ji-Paraná para falar sobre a execução de verbas destinadas à saúde indígena. (mais…)

Ler Mais

Mais trabalho escravo em BH

Sem estrutura. Alojamento era dividido por dezenas de operários, que só tinham seus colchões FOTOS STIC-BH/DIVULGAÇÃO

Construtoras foram obrigadas a fazer acerto de operários resgatados de obras

Daniel Leite e Natália Oliveira

A promessa é tentadora: emprego numa cidade grande, bom salário, um lugar para morar e a chance de dar uma vida melhor às famílias que ficam para trás. A realidade, porém, é outra: os R$ 1.500 mensais às vezes viram só R$ 200, a comida é só arroz, o alojamento são colchões amontoados ou papelão no chão. Mais uma denúncia de que trabalhadores da construção civil estavam em situação análoga à escravidão resultou ontem em acordo, no Ministério do Trabalho. (mais…)

Ler Mais