La territorialidad indígena está estancada y amenazada por gobiernos de derecha e izquierda

– La amenza es principalmente ideológica y sostiene que los indígenas “tienen mucha tierra” y son “un freno para el desarrollo”.

Servindi, 25 de junio, 2012.- El proceso de territorialización de los pueblos indígenas es un proceso que se encuentra estancado y amenazado advirtió el especialista Chris van Dam en un artículo publicado en el portal web Territorio indígena y gobernanza.

Van Dam sostuvo que la principal amenaza es la ideológica, que se expresa en el discurso que se instala en la opinión pública y que sostiene que “los indígenas tienen mucha más tierra de la que requieren” y que por esto son “un freno para el desarrollo”.

Se trata del artículo: Territorios Indígenas en América Latina: lecciones aprendidas y desafíos a futuro, escrito por Chris van Dam,  consultor asociado en Manejo de Recursos Naturales y Desarrollo Rural  de Helvetas Swiss Intercooperation y coordinador de la Iniciativa Territorio Indigena y Gobernanza.

Precisó que los exponentes mas conocidos de ese pensamiento son el expresidente del Perú Alan García Pérez con su tesis del “perro del hortelano” y el economista Hernando de Soto con “La Amazonia no es Avatar”. (mais…)

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Mineradora Vale despejou 1.300 famílias em Moçambique e tenta calar denúncias

Da Comunicação da Via Campesina

Jeremias Vunjanhe, da ONG Justiça Global, foi impedido na última semana de entrar no Brasil para participar do Encontro Internacional de Atingidos pela Vale. Em entrevista, ele explica como foi a sua deportação, o seu trabalho de denúncia na África dos impactos da atuação da empresa sobre as comunidades africanas.

Crítico do processo de expropriação implementado pela Vale em vários países, Jeremias vem há cerca de três anos denunciando esse processo e circulando imagens da degradação a que as famílias de Moçambique estão submetidas. Por causa de seu trabalho, ele tem recebido ameaças e acredita que sua deportação tenha a ver com isso.

Como se deu a sua deportação?

No aeroporto internacional de São Paulo, todos estavam fazendo o processo de imigração e, quando chegou a minha vez, entreguei meu passaporte e simplesmente disseram que eu não poderia entrar no país e já acionaram a polícia federal, para quem foi entregue o meu passaporte. Tive que esperar uns 30 minutos, em seguida vieram mais três policiais e simplesmente falaram que eu teria que retornar para Moçambique. Sem dar nenhuma explicação. Eu tentei argumentar, mas eles não aceitaram. Depois de três horas de espera, me colocaram em um avião de volta para Moçambique e somente dentro da aeronave me devolveram meu documento, que estava com uma notificação dentro, do governo federal do Brasil, de que eu estava impedido de entrar no país. (mais…)

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28a. RBA – Desafios Antropológicos Contemporâneos: 2 a 5 de julho, na PUC-SP

“Sob a chancela Desafios Antropológicos, temos procurado estimular durante a nossa gestão (2011-2012) análises críticas e propositivas sobre os dilemas, desafios e perspectivas que permeiam os atuais processos de expansão e transformação da antropologia no Brasil. Visamos, assim, apresentar e problematizar não só as transformações e reconfigurações da antropologia como disciplina acadêmica per se, mas, também, as relações entre essas reconfigurações e as políticas científicas em voga, a formação de antropólogos e as demandas no mercado de trabalho e, ainda, a relação da pesquisa antropológica com a ação política.

Julgamos também de suma importância incitar reflexões críticas sobre a política da antropologia. Estamos contribuindo cada vez mais para a formulação de políticas públicas e propostas para a sociedade. Entretanto, confrontamos ainda o desafio de organizar e afirmar criticamente nossa produção intelectual com o intuito de expor a dimensão humana da ciência, da tecnologia e da inovação, inclusive no que concerne ao tipo de desenvolvimento que queremos para o Brasil. Uma outra dimensão desse desafio implica a necessidade de divulgarmos a nossa produção antropológica para audiências mais amplas. (mais…)

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Quito espelho América

Tadeu Breda

No dia 22 de março, a capital do Equador, Quito, é um dos retratos mais fiéis da atualidade política, econômica e social da América Latina. Isso porque, hoje, duas grandes concentrações populares ocorrem na cidade.

De um lado estão indígenas, ambientalistas, setores do movimento camponês, estudantil e docente, que finalizam uma marcha de 15 dias após terem cortado o país de sul a norte. O protesto é encabeçado pela Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador (Conaie) e pede o fim das políticas extrativistas do governo. Sobretudo, estão contra a mineração industrial.

Na outra ponta estão os apoiadores do presidente Rafael Correa, gente que compartilha os ideais da Revolução Cidadã. A manifestação governista é liderada pelo próprio mandatário, que, nas ruas, conta com o apoio de ministros, membros de sua administração, parlamentares e militantes de seu partido, Alianza País.

Na capital equatoriana, no dia 22, estão em disputa duas noções distintas de desenvolvimento, dois projetos políticos, duas visões de mundo, duas maneiras de entender riqueza e bem-estar. Parecem irreconciliáveis — e esperemos que a disputa se dê apenas no nível discursivo. As autoridades anunciaram haver tomado todas as medidas possíveis para evitar que os grupos se encontrem. Suas ideias, porém, estão em embate claro e aberto. (mais…)

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Antigo torturador fala sobre a ‘Casa da Morte’

Objetivo era coagir presos políticos a virarem agentes infilitrados. Como alternativa, a morte.

Celso Lungaretti

O jornal carioca O Globo publica entrevista do tenente-coronel reformado Paulo Malhães, torturador que o Centro de Informações do Exército incumbiu em 1970 de implantar a Casa da Morte de Petrópolis e de ser um dos oficiais que nela tentariam converter presos políticos em agentes infiltrados.

Segundo ele, a libertação de Inês Etienne Romeu, sobrevivente da Casa, teria sido um erro dos agentes: iludidos por ela, acreditaram que iria colaborar com a repressão.

Dentre os presos políticos que por lá passaram, Inês era tida como a única que saiu com vida, enquanto os mortos totalizariam 22. Malhães afirma, entretanto, que houve quem tenha se colocado a serviço das Forças Armadas, passando inclusive a receber ajuda financeira: “Na lista de desaparecidos tem  RX  [infiltrados]”. Mas, não identificou nenhum nem apresentou provas. (mais…)

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Urgente: Quilombola desaparecido no Rio de Janeiro. Ajudem, por favor!

Alvani Gonçalves Pereira, de aproximadamente 50 anos, da delegação do Quilombo de Brejo dos Crioulos, Varzelândia, Minas Gerais, desapareceu durante a Grande Marcha da Cúpula dos Povos do dia 21 de Junho de 2012, por volta das 15h.

Alvani usava calça jeans e boné camuflado do exército. Segundo vizinhos, ele tem um possível distúrbio mental.

Quem encontrá-lo, por favor entre em contato com Ticão, telefones (38) 9834-9583/3212-7019, ou Israel Evangelista (CONEM), fones (21) 9556-7392/8176-0188.

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Desmatamento no mercado de ações

O Deutsche Bank está procurando investidores para o corte raso. Em vez de florestas tropicais surgirão mais monoculturas de óleo de palma na Indonésia e na África

“O Deutsche Bank ajuda FELDA a roubar a nossa terra e destruir a floresta”, diz Mazlan Aliman. O camponês é a voz corajosa  da oposição na Malásia. Sua cooperativa é contra a oferta pública do grupo FELDA no mercado de ações, que vai ser realizado no dia 28 de juno de 2012. O dinheiro vai ser usado para destruição, em grande escala, das florestas tropicais.

A empresa malaia FELDA Global Holding Ventures irá recolher três mil milhões de dólares para plantações de óleo de palma no mercado de ações da Malásia na próxima semana. O banco alemão ajuda na busca de investidores. FELDA é o terceiro maior proprietário mundial de monoculturas de óleo de palma, o maior comerciante mundial de óleo de palma e líder na produção de açúcar. (mais…)

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Lugo e ex-ministros montam gabinete de governo “paralelo” e reúnem-se hoje

Guilherme Balza
Do UOL, em Assunción

O ex-presidente deposto do Paraguai Fernando Lugo se reúne nesta segunda-feira (25), a partir de 6h, com ex-ministros que integravam seu governo em uma espécie de “gabinete paralelo”. A reunião será na sede do Partido País Solidário (PPS), que integra a Frente Guasú –organização que reúne siglas e movimentos que apoiam do ex-ministro.

Segundo Ricardo Canese, presidente da Frente, a reunião terá caráter deliberativo e tratará de questões do âmbito do governo paraguaio. “Só existe um presidente no Paraguai, e ele chama-se Fernando Lugo. O nosso gabinete de governo é constitucional”, afirmou.

O senador Carlos Filizolla, um dos quatro que foram contra a destituição de Lugo, afirmou que a Corte Suprema paraguaia e a Corte Interamericana dos Direitos Humanos serão acionadas para que o ex-mandatário volte ao poder. “Nosso objetivo é restaurar a ordem democrática. E isso significa Lugo voltar à presidência.” (mais…)

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Documento da Frente Nacional em Defesa dos Territórios Quilombolas na Cúpula dos Povos

Considerando que o a Cúpula dos Povos na Rio+20  será um processo de construção  de diálogos e convergências  para construção das verdadeiras soluções sustentáveis  e para a  mobilização de lutas que unifiquem bandeiras  em torno da Luta por Direitos e  da Justiça Social e Ambiental, propomos :

  1. A luta contra o racismo como causa estruturante da divisão desigual do trabalho e dos acesso aos bens comuns, o racismo ambiental, bem como das constantes ameaças aos territórios quilombolas e indígenas, os assassinato de várias lideranças, a  expulsão dos mesmos de seus territórios e processo de violência e genocídio dos povos negros e indígenas no campo e na cidade.
  2. A luta por Direitos e por Justiça Social e Ambiental  no país, desvendando engodos e hipocrisias, sempre atualizados, dos discursos oficiais da data de 13 de maio e denunciando sobretudo o Genocídio da Juventude Negra, o Racismo Institucional e Ambiental, a ADI 3239 do DEM contra os Quilombolas no país e a tentativa de desconstituição das Ações Afirmativas; referendando o 20 de Novembro, Aniversário da Morte de Zumbi, como o principal dia de LUTA E RESISTÊNCIA NEGRA E QUILOMBOLA NO PAÍS .
  3. A defesa da luta pela terra com Reforma Agrária por parte de todas as camadas populares rurais em seus territórios no campo, denunciando o uso excessivo de agrotóxicos causador de graves crimes ambientais, Contra o Latifúndio e pela Soberania Territorial e Alimentar no país, Pelo Limite da Propriedade da Terra; (mais…)

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Carta de Princípios da Frente Nacional em Defesa dos Territórios Quilombolas

A presente Carta de Princípios foi tirada em assembleia realizada pela Frente Nacional em Defesa dos Territórios Quilombolas durante a Cúpula dos Povos/Rio +20, evento ocorrido entre os dias 15 e 21 de junho de 2012, no Rio de Janeiro/RJ.

A Frente Nacional em Defesa dos Territórios Quilombolas consolida-se a partir da resistência das Comunidades Quilombolas e do Movimento Social Negro, colocando-se contra a retirada de direitos e contra os racismos institucional e ambiental implementados pelo Estado e Governo Brasileiro.Essa situação se expressa através do descaso, corte orçamentário, retardo e demora nos processos de demarcação e titulação das comunidades, em flagrante descumprimento dos artigos 215 e 216 da Constituição Federal de 1988; do artigo 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, também da Constituição Federal de 1988; do Decreto 4887/2003 e da Convenção 169 da OIT.Entendemos que tal situação se dá por uma opção política do Governo e Estado Brasileiros. Esses optam por favorecer o agronegócio, as mineradoras, as empreiteiras e os grandes capitais nacionais e internacionais em detrimento das comunidades quilombolas e de todos os demais povos tradicionais e originários, promovendo a continuidade do nosso massacre. (mais…)

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