Igreja afasta Frei de Paróquia por enfrentar a Vale

Conhecido na região do Planalto, em Belo Horizonte (MG), pelo apoio aos movimentos que lutam por reforma agrária, o Frei Gilvander Luis Moreira assumirá a Reitoria de um seminário carmelita e deixará de ser Pároco da Igreja do Carmo. A transferência deverá ser oficializada na próxima semana.  Segundo o Frei, seu afastamento está relacionado às criticas feitas por ele contra a mineradora MDR, comandada pela Vale.

O frei também revela que seu afastamento é resultado do enfrentamento às multinacionais. Segundo informa, essa postura teve início em 1984, quando ele iniciou uma campanha para a construção de cisternas na região do semi-árido brasileiro. As ações se intensificaram em 2008, quando assumiu a direção paroquial.

“Assumimos a proposta concreta de lutar pela preservação dos mananciais de Capão Xavier e da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Aí, tivemos que entrar duro numa luta contra a mineradora MDR, que atualmente pertence a Vale. A partir daí, surgiram perseguições e ameaças de morte. Incomodamos muita gente entre os poderosos.” (mais…)

Ler Mais

Petrobras é proibida de explorar reserva de índios isolados no Peru

Empresas de exploração de petróleo e gás foram proibidas de operarem numa reserva de índios isolados localizada na remota Amazônia peruana.  De acordo com a ONG britânica Survival International, a decisão foi anunciada esta manhã em Londres pela Perupetro, a empresa estatal responsável pela promoção da exploração de petróleo e gás no Peru.

A maioria da reserva havia sido aberta para exploração pela empresa brasileira Petrobras, em uma área conhecida como Lote 110.  Estima-se a existência de 15 povos indígenas isolados na floresta amazônica peruana.

Há dois anos, lideranças ashaninka da Terra Indígena Kampa do Rio Amônia, no Brasil, denunciaram que a Petrobras estava preparada para iniciar atividades de prospecção e exploração de petróleo e gás, no alto rio Juruá, no Peru, em lote sobreposto a territórios de comunidades nativas e de índios isolados. (mais…)

Ler Mais

Argentina: Marcha indígena llegó a Buenos Aires para conmemorar Bicentenario

Telesur, 21 de mayo, 2010.- Luego de recorrer unos 2 mil km desde distintos puntos del país, diferentes etnias originarias se reunieron en la Plaza de Mayo de Buenos Aires como parte de la conmemoración del Bicentenario (Foto: Telam).
Una gran concentración indígena proveniente de diferentes puntos de Argentina, se aglomeró en la Plaza de Mayo de Buenos Aires, para conmemorar el Bicentenario de la Independencia y reclamar su demanda histórica de un “Estado Pluricultural”.

Desde el pasado 12 de mayo, los aborígenes comenzaron a marchar hacia la capital, divididos en dos grupos, uno del norte y otro del sur, que finalmente se fusionaron en Buenos Aires.

Comunidades indígenas como wichi, toba y mocovi del centro del pais (Chaco), mapuche del sur (Patagonia), huarpe del oeste, guaraní del nordeste, coya del extremo norte (Jujuy), entre otras, forman parte de la iniciativa.

Parte de la manifestación está encabezada por la dirigente del movimiento Tupac Amaru, Milagro Sala, quien fue recibida por las Madres de Plaza de Mayo.

También organizaciones sociales y estudiantiles se unieron a los originarios, quienes distinguen con sus gorros de lana típicos de la región del altiplano, bufandas, sombreros, ponchos multicolores y banderas que identifican a cada étnia. (mais…)

Ler Mais

Los indios

/fotos/20100515/notas/na40fo01.jpg
Por Sandra Russo

Como muchos argentinos de mi generación, conocí primero a los siouxs que a los mapuches. De los indios no nos hablaban en la escuela, pero en la televisión pasaban películas del Far West. Las caravanas de colonos, llenas de mujeres, niños y cacharros, avanzaban siempre destartaladas en territorio hostil, custodiadas por los hombres del rifle. Acechaban los indios. Sus alaridos espantaban en la noche.

Los espectadores nos identificábamos con los colonos. La colonización era, así, visible como una cuña blanca en el enigma de un mundo desconocido, habitado por seres fascinantes que incluso eran coleccionables en sus versiones plásticas, pero que pese a su fascinación había que aniquilar. Reducían cabezas, arrancaban cueros cabelludos y hacían sacrificios humanos a sus dioses. Los blancos también, aunque siempre lo negaron. Aquí no hubo colonización sino conquista. Los blancos ofrecieron en sacrificio a su único dios a millones de seres humanos, como sin darse cuenta de lo que hacían, como simples inconscientes y amorales. Siempre hablaban de otra cosa. Una nación, una cultura, la civilización, la razón, la ciencia, la religión.

Cuando –hace tanto tiempo– yo era adolescente, en el ámbito rockero y literario en el que me movía, no se hacían fiestas de quince, pero había, a los dieciocho, viajes al Machu Picchu. Era un programita de valores de emergencia, toda vez que la política nos estaba prohibida. Fui adolescente en un país con miedo real, en un país en el que no se hablaba del miedo. (mais…)

Ler Mais

Manifesto em favor dos quilombolas

A ASSERA-BR – Associação dos Servidores da Reforma Agrária, que congrega servidores ativos, aposentados e pensionistas do INCRA – divulgou o Manifesto abaixo:

“Diante das polêmicas relativas às demarcações de territórios quilombolas, imputando às comunidades negras inúmeras “falsidades” e aos antropólogos “oportunismo”, e pondo em questionamento as políticas públicas de reconhecimento de direitos constitucionais, às vésperas de julgamento da questão pelo Supremo Tribunal Federal ( STF), os abaixo assinados vêm declarar o seguinte:

1. A Constituição de 1988 afirmou o compromisso com a diversidade étnico-cultural do país, com a preservação da memória e do patrimônio dos “diferentes grupos formadores da sociedade” e reconheceu a propriedade definitiva dos “remanescentes de comunidades de quilombos” às terras que ocupam.

2. Ao Estado competiria emitir os respectivos títulos relativamente a tais terras. Não se criavam condições constitucionais para efetivação de tal direito, exceto a opressão histórica advinda do processo de escravidão e a posse de tais terras.

3. A primeira regulamentação somente veio a ocorrer em 2001, quase treze anos pós-Constituiçã o, exigindo, no entanto, a comprovação da ocupação desde 1888 para garantia do direito. Seria, em realidade, estabelecer condições mais rigorosas para a aquisição de propriedade definitiva que aquelas estabelecidas para usucapião. Quis, também, congelar o conceito de quilombo no regulamento de 1740, norma evidentemente repressiva do período colonial. Um evidente contrassenso e uma afronta ao reconhecimento de um direito constitucional. Não à toa o decreto não se manteve, por inconstitucionalidade flagrante. (mais…)

Ler Mais

As usinas do Rio Tapajós em debate na Cartilha. Entrevista especial com Edilberto Sena

[Unisinos] – Criada com o intuito de sensibilizar as populações da região do Tapajós de maneira educativa, a Cartilha em Defesa do Rio Tapajós ilustra as verdades e mentiras sobre a construção de cinco hidrelétricas na Amazônia pelo governo federal. O documento está sendo distribuído para movimentos sociais e comunidades que devem ser atingidas pelas hidrelétricas, e foi alvo de uma polêmica na mídia nacional.

Acusada de incentivar a violência, elucidando possíveis brutalidades por parte dos povos indígenas da região, a cartilha foi condenada pelo jornal Folha de S. Paulo por ser negativa e incriminadora. Nesta entrevista, concedida por telefone, padre Edilberto Sena, idealizador do documento e coordenador da Rádio Rural AM de Santarém no Pará, diz que uma eventual reação violenta por parte dos Munduruku seria apenas uma resposta à maneira como o governo federal vem lidando com esta questão, sem qualquer tipo de diálogo e preocupação com o povo. Confira a entrevista.

IHU On-Line –  Como foi o episódio em que a Folha noticiou a Cartilha em Defesa do Rio Tapajós?

Edilberto Sena – Alguém do jornal Folha de São Paulo viu alguma informação sobre nossa cartilha e me telefonou pedindo esclarecimentos. Perguntou se eu era, de fato, um dos membros do Frente em Defesa da Amazônia, um movimento popular de nossa região, e se fazíamos parte da produção da cartilha. Expliquei que sim, que nossa cartilha tem uma função educativa para sensibilizar as populações da região, já que o governo está fazendo um trabalho sorrateiro para implantar hidrelétricas no Rio Tapajós, sem negociar e dialogar com o povo. (mais…)

Ler Mais

Saiba o que é o capitalismo. Análise de Atilio A. Boron

Ver imagem em tamanho grande

“Depois de cinco séculos de existência, o que esperamos para mudar o sistema [capitalista]? Se a humanidade tem futuro, será claramente socialista. Com o capitalismo, em troca, não haverá futuro para ninguém.”

[Unisinos/Ecodebate] – A análise é de Atilio A. Boron, politólogo e sociólogo argentino, diretor do PLED, Programa Latino-Americano de Educação à Distância em Ciências Sociais, em artigo publicado em seu site pessoal (http://www.atilioboron.com), 12-05-2010. A tradução é de Moisés Sbardelotto. Eis o texto:

O capitalismo tem legiões de apologistas. Muitos o fazem de boa fé, produto de sua ignorância e pelo fato de que, como dizia Marx, o sistema é opaco, e sua natureza exploradora e predatória não é evidente aos olhos de mulheres e homens.

Outros o defendem porque são seus grandes beneficiários e acumulam enormes fortuna graças às suas injustiças e iniquidades. Além disso, há outros (“gurus” financeiros, “opinólogos”, “jornalistas especializados”, acadêmicos “bem-pensantes” e os diversos expoentes do “pensamento único”) que conhecem perfeitamente bem os custos sociais que, em termos de degradação humana e ambiental, o sistema impõe. Mas são muito bem pagos para enganar as pessoas e prosseguem incansavelmente em seu trabalho. (mais…)

Ler Mais

O direito privado de saquear os bens comuns. Análise de Antonio Negri

 

[Unisinos/Ecodebate] – A lei era o instrumento para proteger a propriedade privada. E, se no início da revolução industrial era usada nos países europeus, nos Estados Unidos, em seguida começou a legalizar a pilhagem da matéria-prima no sul do planeta. Agora, esse mesmo dispositivo consente a privatização da água, dos serviços sociais, do conhecimento.

A análise é de Antonio Negri, filósofo político marxista italiano e autor dos livros “Império” e “Multidão”, ambos escritos em co-autoria com seu ex-aluno Michael Hardt. O artigo foi publicado pelo jornal Il Manifesto, 12-05-2010. A tradução é de Anete Amorim Pezzini. Eis o texto:

Finalmente, surge um “livro enfurecido” e ”corajoso” por parte de um grande jurista e de uma antropóloga de bom calibre (Ugo Mattei e Laura Nader, O saque. Regime de direito e transformações globais, Ed. Bruno Mondadori). A relação entre pensamento jurídico e a apologia das instituições da ordem, da propriedade e da exploração raramente é posta em questão, e, quando isso acontece, é fora do mundo jurídico e em nome de ideologias moralizantes ou politicamente obsoletas. Este, ao contrário, é um livro de crítica do direito provindo de dentro do direito. (mais…)

Ler Mais