Famílias assinaram documentos do Dnocs aceitando valores menores para indenizações de terras
Melquíades Júnior, do Diário do Nordeste
Potiretama – A demora nas indenizações das famílias devido à construção da Barragem do Figueiredo e o atraso na entrega de uma agrovila se soma a outra questão apurada pela Defensoria Pública da União, Ministério Público e, agora, a Ouvidoria Agrária Nacional: possíveis atos de corrupção no processo de regularização fundiária. Não bastasse a subvalorização dos terrenos de famílias (o Dnocs chegou a pagar só R$ 34 mil por um terreno produtivo de 97 hectares), a Defensoria Pública da União acolheu denúncia de que uma advogada estaria indevidamente envolvida no processo de indenização das terras. A advogada Sofia Quirino, filha da servidora do Dnocs, Socorro Quirino (chefe do setor de serviços ambientais), teria atuado para conseguir que moradores assinassem um documento do Dnocs aceitando os valores oferecidos para indenização.
De acordo com a denúncia oficiada pela defensora Gislene Frota, em abril de 2011, Sofia Quirino compareceu às comunidades de Lapa e Vila São José em um veículo do próprio Dnocs com o intuito de agilizar o recebimento das indenizações fruto da desapropriação. Ao menos dez expropriados assinaram procuração outorgando poderes à Maria Sofia Quirino da Cunha Farias. Além de chegar num carro do Dnocs, a denunciada é filha de funcionária do Dnocs cuja função tem destacado papel na construção da Barragem. (mais…)







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