Ações integradas buscam mudar realidade dos índios Maxakali em Minas Gerais

Falta de energia e de água tratada, violência, condições precárias de alimentação e até alcoolismo são alguns problemas enfrentados pelos Maxakali, símbolo de resistência indígena em Minas Gerais. Desde 2010, o Comitê Gestor de Ações Integradas para a Promoção e Defesa dos Direitos Humanos do Povo Maxakali, criado pelo Governo de Minas, desenvolve ações para mudar esta realidade.

Os índios Maxakali, com população de cerca de 1.700 pessoas, vivem em uma área de 5.293 hectares distribuídas nas regiões Norte, Jequitinhonha e Mucuri de Minas Gerais, nos municípios de Santa Helena de Minas, Bertópolis, Ladainha e Teófilo Otoni. Graças ao trabalho do Comitê, a Cemig já levou energia elétrica para as aldeais de Córrego Água Boa, Maria Diva, Gilmar e Bueno Pinheiro, localizadas em Santa Helena de Minas. Escolas indígenas do munícipio de Bertópolis devem ser beneficiadas pela ação até julho deste ano.

Apesar das dificuldades, preservam a língua tradicional e vivem da produção de pequenas roças de subsistência e artesanato, vendidos ou trocados por outros alimentos, nas feiras das cidades vizinhas. (mais…)

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MPF/TO denuncia servidor da Funai por fraude em benefício de indígena falecido

Em posse dos documentos entregue pelos familiares, foram efetuados saques fraudulentos referentes à aposentadoria, mesmo após a morte do beneficiado

O Ministério Público Federal no Tocantins propôs ação penal à Justiça Federal contra o servidor da Funai Raimundo Alves Garcês pelo recebimento da aposentadoria de um indígena, após o seu falecimento. Raimundo está sujeito às penalidades previstas no artigo 171, § 3º, do Código Penal Brasileiro.

Segundo a denúncia, entre junho de 2006 e junho de 2007, na qualidade de chefe do posto da Funai em Tocantinópolis, Raimundo teria recebido os valores da aposentadoria do indígena Domingos de Sousa Apinajé, que faleceu em 19 de junho de 2006, no município de Tocantinópolis.

Consta dos autos que após a morte de  Domingos Apinajé, seu neto Osvaldo Dias de Souza e sua ex-companheira Sebastiana Coelho Apinajé, repassaram todos os documentos do falecido, inclusive o cartão do Banco Bradesco e a senha bancária, ao denunciado Raimundo Garcês, para que este, em razão do exercício de seu cargo, requeresse a respectiva pensão por morte. (mais…)

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Estudo denuncia como indústria de ferro e aço lucra com escravidão e desmatamento

Relatório aponta que 60% do carvão vegetal utilizado vem de matas nativas e não de reflorestamento.  Exploração de trabalhadores marca produção nacional

A produção de ferro-gusa e aço no Brasil tem em sua base problemas graves que precisam de soluções urgentes e mudanças drásticas.  É o que aponta o estudo “Combate à devastação ambiental e ao trabalho escravo na produção do ferro e do aço”, feito pelas organizações Repórter Brasil e Papel Social, a pedido de WWF-Brasil, Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, Rede Nossa São Paulo e Fundación Avina.  O documento, resultado de mais de dois anos de pesquisas, foi apresentado terça-feira, dia 12, durante a Conferência Ethos Internacional, em São Paulo (SP). Clique aqui para obter uma versão digital em PDF.

Com exemplos detalhados e bem documentados, o estudo apresenta problemas recorrentes no setor com especial atenção para o desmatamento e os impactos provocados na Amazônia, Pantanal e Cerrado, bem como para os casos de flagrantes de escravidão, que afetam principalmente trabalhadores pobres sem alternativas de emprego e renda.

Pesquisas de campo realizadas em Brasília (DF), Montes Claros (MG), Rio Pardo de Minas (MG), Várzea da Palma (MG), Sete Lagoas (MG), Belo Horizonte (MG), Conceição do Pará (MG), Campo Grande (MS), Aquidauna (MS), Marabá (PA), São Luís (MA), e Imperatriz (MA) permitiram não só traçar e demonstrar a ligação direta entre algumas das principais fabricantes de ferro e aço do país com a produção de carvão clandestino, como também detalhar mecanismos comumente utilizados para driblar a fiscalização. (mais…)

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Tortura Nunca Mais oferece acervo com processos da ditadura para a Comissão da Verdade

Daniel Mello, Repórter da Agência Brasil

São Paulo – O Grupo Tortura Nunca Mais se reuniu ontem (12) com a Comissão Nacional da Verdade para oferecer o acervo com 707 processos instaurados pelo Superior Tribunal Militar durante a ditadura (1964-1985). O material, gravado em microfilme e enviado para o exterior, foi repatriado no ano passado. Ele está sendo digitalizado e será disponibilizado ao público pela internet no site do Ministério Público Federal (MPF).

A presidenta do Grupo Tortura Nunca Mais, a jornalista Rose Nogueira, explicou que o trabalho ainda não foi concluído porque parte dos arquivos está danificado. Segundo ela, a dimensão do projeto demonstra a importância da sociedade civil para preservação da memória do período ditatorial. “ É um trabalho enorme da sociedade civil”, ressaltou.

O grupo aproveitou a oportunidade para reivindicar da comissão que também investigue as violações de direitos humanos cometidas contra os povos indígenas. “Que os povos nativos em geral sejam, na minha opinião, objeto de uma subcomissão”, defendeu Rose Nogueira. (mais…)

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Ensaio sobre a cegueira ambiental e social

Por Débora F. Calheiros*

Parafraseando José Saramago, tomo a liberdade de comparar o universo criado pelo autor com o que vivemos atualmente às vésperas da Rio + 20. O Brasil poderia estar à frente em termos mundiais, dando exemplo de como conservar seu patrimônio natural, crescer economicamente de forma qualitativa, detentor do que deveria ser uma combinação eficiente: uma das maiores reservas de biodiversidade e de água do planeta, associadas a uma legislação ambiental primorosa. Contudo fez opção pelo oposto.

A revisão do Código Florestal deveria ser elaborada sim, atendendo às inovações tecnológicas e ao aumento do conhecimento científico. Óbvio. Mas não da forma que foi feita, de forma meramente política para atender um setor privilegiado econômica e politicamente da sociedade brasileira, com objetivos meramente econômicos e de curtíssimo prazo. Deveria ter sido feita com base na Ciência, com “C” maiúsculo, como o foi à época realizado o Código das Águas (1934) e o Código Florestal (1969), editados por um Ministério da Agricultura à frente de seu tempo e preocupado com a conservação dos recursos hídricos e naturais indispensáveis à própria atividade agrícola. (mais…)

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Quitutes na Cúpula

Os quiosques ficarão abertos das 9h às 19h durante todos os dias do evento.

Já que as programações da Cúpula vão durar o dia todo, nada melhor que um lanchinho entre uma atividade e outra, certo?

Dentro do território da Cúpula, no Parque (Aterro) do Flamengo, haverá três praças de convivência. Cada uma delas terá três quiosques para alimentação. Esses espaços serão administrados por movimentos sociais e por organizações que preocupados com alimentação sustentável, agroecologia e agricultura familiar. São eles:

– Economia Solidária
– Maré de Sabores
– Abio
– Zungu Quilombola
– Terra Viva
– HareBurguer

Você pode conferir o cardápio de cada quiosque aqui – eles ainda não estão totalmente fechados, mas vamos mantê-los atualizados. Fique de olho! (mais…)

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ES – De carona na Rio+20, Paulo Hartung aborda questão ambiental no Estado

Flavia Bernardes

A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que começa nesta quarta-feira (13), no Rio de Janeiro, trouxe à tona no Espírito Santo a opinião do ex-governador Paulo Hartung sobre o meio ambiente. Marcado por um governo autoritário, quando licenciamentos ambientais foram concedidos à revelia da vontade popular e de seus próprios técnicos ambientais, no texto, o governador ignora pontos importantes de suas gestões.

Segundo Paulo Hartung, em entrevista ao Folha Vitória, o governo implementado por ele no Espírito Santo a partir de 2003, além de se consolidar como um novo paradigma de desenvolvimento sustentável, tratou-se de um modelo socialmente inclusivo. Baseado em uma política desenvolvida a partir da Eco 92, Hartung afirmou ter inserido em solo capixaba um modelo de desenvolvimento ambientalmente responsável e, sobretudo, desconcentrado.

Contexto bem diferente da realidade do Espírito Santo. Conforme relatado pela sociedade civil organizada no Estado, a Era Hartung, pelo contrário, foi marcada pela exclusão das classes sociais nos debates sobre o meio ambiente.

Em artigo recente, afirmou o professor e especialista em Políticas Públicas, Roberto Garcia Simões: o sustentável entrelaça “três pilares”, ambiental, econômico e social. Segundo ele, um dos pré-requisitos para atingir o desenvolvimento sustentável é a ampla participação pública nos processos decisórios – o que não se pratica no Estado.  (mais…)

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Oficina sobre Avaliação de Equidade Ambiental como instrumento de promoção de justiça ambiental: dia 17

Vivemos um processo de permanente flexibilização da normativa ambiental, do qual o novo Código Florestal é, talvez, o exemplo que maior notoriedade. Esse processo se apóia na construção de uma retórica na qual a legislação ambiental e os procedimentos previstos em lei para o licenciamento de projetos representam “entraves ao desenvolvimento”. A oficina proposta pretende discutir, na contramão desse processo, a importância dos procedimentos de planejamento sobre o uso dos recursos naturais considerarem as desigualdades ambientais existentes nos territórios e corrigi-las, através da garantia de tratamento justo e de envolvimento efetivo dos grupos sociais nos processos de tomada de decisão acerca do território em que vivem e dos recursos naturais que acessam.

Para tanto, serão apresentados os resultados de cinco estudos de caso – desenvolvidos entre 2005 e 2009, através de uma parceria entre a FASE e o IPPUR/UFRJ – que acompanharam experiências concretas de licenciamento de projetos de desenvolvimento, que revelam que os processos de avaliação de impacto e de tomada de decisão tendem a não considerar, apropriadamente, a diversidade sociocultural das formas de apropriação do meio e a não incluir a perspectiva diferenciada dos grupos sociais potencialmente atingidos. (mais…)

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Tendas Temáticas na Cúpula: Egídio Brunetto

Egídio Brunetto (créditos: mst.org.br)

As tendas que ocuparão o Parque (Aterro) do Flamengo durante a Cúpula dos Povos para as atividades autogestionadas e plenárias receberam nomes de figuras importantes na luta pela igualdade e nas reivindicações por transformações sociais em todas as esferas.

Nós decidimos, então, aproveitar o espaço para tentar contar para vocês como cada uma destas pessoas contribuiu para a sociedade. Desta vez, apresentamos o brasileiro Egídio Brunetto, fundador da Via Campesina Internacional. Na tenda Egídio Brunetto, serão realizadas atividades autogestionadas de articulação.

Serão montadas, no total, cinco plenárias, 36 tendas de atividades autogestionadas e 14 tendas financiadas por entidades específicas (CUT, FBOMS, Rebea etc.).

História

Egídio Brunetto nasceu numa família de camponeses sem terra, trabalhou desde criança na roça e envolveu-se com a Pastoral da Terra na região de Xanxerê, em Santa Catarina. Foi na década de 1980 que Egídio tornou-se um militante. (mais…)

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