
As mulheres estiveram no centro dos debates da Arena Encontros Globais nesta quarta-feira. Para os debatedores, a pobreza tem cor e sexo e buscar equidade significa considerar as dimensões étnico-raciais e de gênero nas políticas públicas de inclusão social
A filósofa da educação, feminista e uma das criadoras do Geledés, Sueli Carneiro fez críticas contundentes ao persistente racismo institucional que vitimiza jovens negros criando déficit censitário deste grupo na faixa dos 15 aos 24 anos; ao racismo que atinge todas as dimensões da vida das mulheres negras, que viola direitos humanos e territoriais: “Comunidades tradicionais, como indígenas e quilombolas, não podem permanecer sendo tratados como obstáculos ao desenvolvimento”, pois “a relação desses povos com a natureza permitiu criar formas de sustentabilidade que hoje se afiguram decisivas para a sobrevivência do planeta”.
Sueli lembrou do caso do jornalista moçambicano Jeremias Vunjanhe, ativista que foi barrado no aeroporto de São Paulo quando tentava vir para a Rio+20. “Só teremos desenvolvimento sustentável quando a dimensão racializada da exclusão social do mundo e, particularmente do Brasil, for enfrentada.” (mais…)






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