Tania Pacheco
Foi Alexandre Anderson, incansável lutador, que repassou as notícias revoltantes, no final da noite de ontem, domingo. Na primeira, informava que dois pescadores e lideranças do Grupo Homens do Mar estavam desaparecidos desde a noite de sexta-feira, quando haviam saído para pescar: Almir, fundador e liderança local da AHOMAR, e Pituca, também um dos fundadores, líder e único articulador da resistência na Ilha de Paquetá. Alexandre Anderson escrevia ainda que estava indo para a praia, “organizar as buscas da noite”, e que faria novos contatos.
O novo contato chegou pouco tempo depois, e nele Alexandre soltava sua revolta: Almir havia sido encontrado morto, com as mãos amarradas nas costas e marcas claras de execução. Não poderia haver dúvida quanto ao assassinato. Pituca continuava desaparecido.
Com as notícias, a mensagem desesperada: “Nos ajude! Estão matando nossos amigos! Nosso sonho! O pior é que não tem polícia em Mauá, onde que moro!”
Alexandre Anderson faz parte, a duras penas, do Programa de Defensores dos Direitos Humanos, depois de muitas ameaças e alguns atentados. Mal ou bem, Almir e (provavelmente) Pituca não tiveram essa “sorte”.
Nossa solidariedade para as famílias e amigos de Almir e Pituca. Que ele, pelo menos, apareça vivo, é o que desejamos. Mas é inadmissível que essa situação continue! É urgente que se faça Justiça!



Se quiser receber nosso boletim diário, é só inscrever-se na aba "Quem somos", clicando