Código Florestal ameaça mangues

Karina Ninni

Prestes a voltar para a Câmara dos Deputados, o Código Florestal tem no aumento da vulnerabilidade dos manguezais um de seus pontos mais polêmicos. Alterações feitas pelo Senado no projeto de lei, em dezembro, abriram a possibilidade da ocupação de apicuns – uma parte dos manguezais. Pelo acordo, os produtores de camarões e de sal poderão ampliar sua atividade em até 10% na Amazônia e 35% no Nordeste.

O Brasil é o segundo país com maior cobertura de manguezais – cerca de 9% –, perdendo para a Indonésia (21%), de acordo com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). No País, eles ocorrem do Amapá até Santa Catarina.

Considerados pelo atual Código Florestal como áreas de preservação permanente (APPs), os manguezais são estratégicos para a sobrevivência da população que vive no litoral e para a manutenção dos sistemas costeiros e das praias. Berçário de espécies marinhas, eles fixam carbono, protegem a linha da costa e alimentam aves migratórias e mamíferos, incluindo o homem.

Entre as pressões sofridas pelos manguezais estão a poluição por químicos e petróleo e a especulação imobiliária. No Nordeste, também são pressionados pela criação de camarão e, no Sudeste, pela ampliação portuária, como está prevista na Baixada Santista e em São Sebastião (SP). (mais…)

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CONDEPI envia carta aos desembargadores do TRF/SP, em defesa dos Kaiowá-Guarani

O Comitê Nacional de Defesa dos Povos Indígenas de Mato Grosso do Sul (CONDEPI) enviou carta ao Relator ANDRÉ NEKATSCHALOW e a todos os demais desembargadores federais da 5º Turma do TRF da Terceira Região (SP), manifestando sua preocupação em relação a nova possibilidade de expulsão dos Kaiowá-Guarani da terra indígena  Laranjeira Nhanderú. O CONDEPI pede seja dado provimento aos recursos interpostos pela FUNAI, pelo MPF  e pela Comunidade, e que a ordem de despejo contra ela emitida seja suspensa. A questão deverá estar na pauta do TRF amanhã, 6 de fevereiro.

A comunidade, composta em 60% por crianças, vem sofrendo graves violações de direitos humanos, com repercussões nacionais e internacionais. Suas terras foram invadidas, as decisões da Justiça são conflitantes, e eles já foram expulsos diversas vezes ao tentar retomar parte de seu território tradicional. Na última tentativa, suas casas foram queimadas por ordem do fazendeiro, e seus animais de estimação e criação foram mortos. Atualmente, os Kaiowá-Guarani vivem na margem da BR-163 (o que já ocasionou diversas mortes por atropelamento),  separados por cercas de arame farpado do território que deveria ser reconhecido como seu. Abaixo, a íntegra da Carta, com a assinatura de 79 entidades. TP.

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GO – Nasce o Instituto de Pesquisa, Direito e Movimentos Sociais

Intelectuais se reunirão para fundar o Instituto em Goiás Velho, no mês de abril.

Professores e estudantes das principais universidades brasileiras, junto com movimentos sociais do campo e da cidade, profissionais do Direito e assessores populares, fundarão o instituto durante o II Seminário Direito, pesquisa e Movimentos Sociais,  que será realizado entre os dias 26 e 28 de abril, na cidade de Goiás Velho, em Goiás. A ideia de criação do instituto começou a ser discutida no I Seminário, realizado na Faculdade de Direito da Universidade de Sao Paulo (USP) em 2011. Esse primeiro encontro fortaleceu a articulação dos grupos envolvidos e a concepção de que os movimentos sociais são atores fundamentais na construção, fortalecimento e aperfeiçoamento dos instrumentos e mecanismos de intervenção do Estado nos conflitos sociais.

Em 2011, a atividade foi organizada pela Rede Nacional de Advogados e Advogadas Populares (Renap), Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF), por professores da USP  e pelo Centro Acadêmico XI de Agosto e contou com a participação de inúmeros grupos de pesquisadores autônomos e outros ligados a universidades, institutos de pesquisa e ao Estado brasileiro, como grupos de assessoria jurídica universitária, escritórios de advocacia popular. Também participaram representantes da Turma especial para beneficiários da Reforma Agrária e agricultores familiares tradicionais Evandro Lins e Silva da UFG, do Observatório da Justiça Brasileira da UFMG, da procuradoria federal do INCRA, da Secretaria de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça e da Defensoria Pública do Estado do RJ.

Neste II Seminário ocorrerão três mesas de debates sobre Direito, pesquisa e Movimentos Sociais, nas quais poderão ser inscritas comunicações orais nos grupos de trabalho. Informações sobre as inscrições e para apresentações de trabalhos podem ser obtidas pelo correio eletrônico [email protected], ou então no endereço do blogue http://www.ipdms.blogspot.com/. Enviada por Rodrigo de Medeiros Silva.

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Estamos ficando superficiais?

“Nicholas Carr argumenta que a internet está mudando para pior os padrões de pensamento”

João Paulo

Garanto que você já passou pela mesma experiência de Nicholas Carr: um belo dia, no meio da leitura de um livro, perdeu a concentração e o fio da meada da argumentação do autor. Só que o jornalista americano, ao perceber que não estava dando conta de ir além de umas poucas páginas, desconfiou que seu cérebro estava perdendo a acuidade. Pensou, em primeiro lugar, que poderia ser sintoma de perda natural em decorrência da idade. Ele tem 50 anos. Acabou concluindo que o decréscimo de sua capacidade de atenção vinha do uso intensivo da internet e de seu padrão dispersivo. Foi a fundo, pesquisou e escreveu o livro A geração superficial – O que a internet está fazendo com nossos cérebros (Editora Agir, 384 páginas, R$ 49,90), que acaba de ser lançado no Brasil.

O livro é polêmico e chegou a ser finalista do Prêmio Pulitzer no ano passado. Quem acha que a tese de Carr é uma ladainha ludista contra a tecnologia se engana. O autor não defende o passado romanticamente, mas se preocupa pelas opções que vêm sendo tomadas contemporaneamente. Para ele, a superficialidade frenética da busca de informações gera um padrão que acaba por autossabotar as possibilidades intelectuais do usuário da rede. Nos habituamos a muita informação, com curto investimento de atenção, em processo de contínua ligação com outros conteúdos. O cérebro não apenas acompanha nossas escolhas, mas acaba por oferecer novas respostas. (mais…)

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BA – Todo apoio ao Quilombo Rio dos Macacos: amanhã, 6/2, 19h, no Teatro Vila Velha

A comunidade quilombola do Rio dos Macacos que está sendo ameaçada de expulsão pela Marinha do Brasil. A Justiça deu até 4 de março para a área ser delimitada e titulada, mas o trabalho do INCRA está sendo dificultado pela Base Naval de Aratu, que aposta no não cumprimento do prazo. Por isso o apoio ao ato político de amanhã, a partir das 19 horas, é fundamental. Estarão presentes os grupos culturais Macota Valdina, Lazzo Matumbi, Juliana Ribeiro, Tonho Matéria,  Ilê Aiyê, Negões, Banda de Teatro do Olodum, entre outros. Mas a sua contribuição é essencial. Não falte!

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Mais uma: “Incêndio atinge favela na zona norte de São Paulo”

Bombeiros estão no local e tentam controlar chamas com 24 viaturas. Fogo começou por volta das 7h50 nesta manhã

Um incêndio atinge a Favela do Corujão, na rua João Veloso Filho, altura do número 100, na Vila Guilherme, zona norte de São Paulo. Segundo a Polícia Militar, a ocorrência foi registrada nesta manhã, por volta das 7h50. Bombeiros estão no local com 24 viaturas e tentam controlar as chamas. O helicóptero Águia da Polícia Militar também está no local. Às 9h23, não havia informação sobre possíveis vítimas. Equipes da Eletropaulo, responsável pela rede elétrica, e da Defesa Civil já foram acionadas, informaram os bombeiros.

http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/sp/incendio-atinge-favela-na-zona-norte-de-sao-paulo/

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TJ de São Paulo dá ‘auxílio-tablet’ de R$ 2.500 para juízes

O Tribunal de Justiça de São Paulo criou em janeiro um auxílio para seus desembargadores e juízes no valor de R$ 2.500 para a compra de notebooks, netbooks ou tablets, informa reportagem de Flávio Ferreira, publicada na Folha deste sábado.

O benefício pode ser usado a cada três anos.

Se os mais de 2.500 magistrados do Estado pedirem o auxílio, que será dado na forma de reembolso, o custo para o tribunal será de cerca de R$ 6,2 milhões.

De acordo com a direção do tribunal paulista, a criação do auxílio “implica medida de economia de recursos financeiros e administrativos”.

http://www1.folha.uol.com.br/poder/1043913-tj-de-sao-paulo-da-auxilio-tablet-de-r-2500-para-juizes.shtml. Enviada por José Carlos.

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Corte mais cara do País, TJ-DF gasta com pessoal 5 vezes mais que Supremo

Folha de pagamento será de R$ 1,4 bi neste ano; contracheque supera R$ 400 mi no caso de um desembargador

Alana Rizzo, de O Estado de S. Paulo

A folha de pagamento do tribunal estadual mais caro do País vai custar R$ 1,4 bilhão aos cofres públicos este ano. Custeado pela União, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJ-DF) vai gastar cinco vezes mais que o Supremo Tribunal Federal (STF) com a folha de pagamento e o dobro das despesas do Superior Tribunal de Justiça (STJ) com pessoal. Essas cortes também são custeados pelo Orçamento da União.

Assim como nos tribunais de Justiça de São Paulo e do Rio de Janeiro, a folha de subsídios da corte do DF (o mais caro entre todos os estaduais) é engordada com as chamadas “vantagens eventuais”. Em dezembro passado, os cofres federais pagaram salários milionários aos magistrados e servidores do tribunal na capital federal.

Naquele mês, um dos desembargadores recebeu de uma só vez R$ 370,3 mil em benefícios, que, incorporados ao salário de R$ 24,1 mil, garantiram ao magistrado um total de R$ 401,3 mil. No mesmo mês, um juiz substituto ganhou R$ 240,5 mil só em vantagens. (mais…)

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Polícia inicia remoção de protesto “Ocupe Washington”

Ian Simpson, em Washington (EUA)

Com base na lei que proíbe acampamento em praça pública, a polícia removeu no sábado a maioria das barracas do local de protesto do “Ocupe Washington” a poucos quarteirões da Casa Branca, que tem abrigado manifestantes durante meses.

Dezenas de policiais isolaram a McPherson Square e entraram no local antes do amanhecer para fazer cumprir o regulamento de não acampar. Os manifestantes estão na praça desde outubro, em protesto contra a desigualdade social, a ganância corporativa e que eles veem como uma estrutura tributária injusta que favorece os norte-americanos mais ricos. (mais…)

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