Carta Denúncia dos jovens indígenas Xakriabá

Com o tema “Vivendo a diferença para fazer diferente”, jovens indígenas Xakriabá se reuniram no II Encontro de Jovens Tradicionais que aconteceu na Aldeia Morro Vermelho, no território Xakriabá, município de São João das Missões, no Norte de Minas Gerais. O encontro aconteceu nos dias 11 e 12 de maio e contou com a presença de jovens indígenas das aldeias Caatinguinha, Barreiro Preto, Imbaúba, Brejo Mata Fome, São Domingos, Santa Cruz, Rancharia/Tenda, Sapé, Riacho de Brejo, Morro Falhado, Forges, Pindaíba, Boqueirão, Dizimeiro, Sumaré I, Sumaré III, Barra do Sumaré, Catito, Prata, Morro Vermelho e Terra Preta. Participaram também jovens quilombolas das comunidades Brejo dos Crioulos e Purí, estudantes e professores da Escola Vila Florentina, agentes do Conselho Indiginista Missionário (CIMI), Irmãs da Divina Providência, colaboradores do Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas (CAA-NM), além de lideranças e o cacique, somando aproximadamente 270 pessoas.

Após os dois dias de encontro, os participantes produziram uma carta denúncia onde comunicam seus principais desafios. Leia abaixo o documento na íntegra:

Nós, jovens indígenas do Povo Xakriabá estivemos reunidos nos dias 11 e 12 de Maio de 2012 na Aldeia Morro Vermelho, Território do Povo Xakriabá, Município de São João das Missões MG, para realizar o nosso II encontro de Jovens Tradicionais com o tema, Vivendo a diferença para fazer diferente. (mais…)

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Fim do comércio ambulante ou fim dos ambulantes?

por Raquel Rolnik*

No mês passado, a Prefeitura de São Paulo caçou as licenças de trabalho de 470 ambulantes que trabalhavam na região da Rua 25 de Março e da Praça da Sé, no centro. Outros 512 ambulantes perderam a permissão que tinham para trabalhar nos bairros de Pinheiros e da Lapa, na zona oeste, e em São Miguel Paulista. Entre estes, um grande número de idosos e pessoas com deficiência. De acordo com reportagem do Estadão, nos últimos seis anos, 15 mil ambulantes foram retirados das ruas. O objetivo da prefeitura, agora, é acabar com todos os camelôs da cidade.

A Defensoria Pública de São Paulo tem atuado para tentar reverter a situação. Há mais de um mês, o órgão entrou com uma ação contra a revogação das licenças dos ambulantes de São Miguel Paulista. No dia 24, a Justiça concedeu uma liminar favorável aos trabalhadores. No início desta semana, a Defensoria entrou com uma nova ação, pedindo a anulação da revogação da licença de mais trabalhadores.

Obviamente que ninguém quer que a cidade seja inteiramente tomada por camelôs, nem que as pessoas possam vender o que quiserem, onde quiserem, sem nenhuma organização e planejamento. Mas também é óbvio que a cidade precisa de espaços comerciais que não são os espaços das lojas. Isso pode ser equacionado, mas não simplesmente retirando os comerciantes da rua, caçando a permissão e impedindo-os de trabalhar, sem nenhum diálogo e sem ofertas concretas de alternativas. (mais…)

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Abertura de porto para minério provoca polêmica no sul da Bahia

foto:Paulo Rezende

Os ambientalistas estão preocupados com o futuro dos pescadores e agricultores e com as espécies nativas da região.

No sul da Bahia, ambientalistas, empresários e autoridades discutem o projeto de implantação de um porto para escoamento de minério de ferro.

No centro da discussão, está um empreendimento de R$ 3,5 bilhões. O Porto Sul deve ser construído na Praia de Aritaguá, cinco quilômetros ao norte de Ilhéus. Por ele, seria escoado principalmente minério de ferro, que viria do sudoeste baiano pela ferrovia oeste-leste, uma obra do PAC.

Ao todo, serão sete audiências públicas em cidades diferentes da região para discutir com a comunidade o projeto do porto e o relatório de impacto ambiental, apresentado pela multinacional que pretende fazer o investimento.

Em Itacaré, o clima ficou tenso. Os ambientalistas estão preocupados com o futuro dos pescadores e agricultores e com as espécies nativas da região. “Não dá para calcular o tamanho do impacto na biodiversidade que vai ser suprimida, da riqueza que vamos deixar de dar para outras gerações futuras”, aponta o estudante Marcel dos Santos. (mais…)

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OIT: 20,9 milhões de pessoas no mundo são vítimas de trabalho forçado

Daniella Jinkings, Repórter da Agência Brasil

Brasília – Cerca de três em cada mil pessoas em todo o mundo são vítimas de trabalho forçado, segundo estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgado hoje (1º). O número total de pessoas presas em empregos que lhes foram impostos por meio de coação ou de engano chega a 20,9 milhões. Nessas situações também podem ser incluídos o tráfico de seres humanos ou práticas análogas à escravidão. O último relatório da organização sobre o assunto foi divulgado em 2005.

“O tráfico de seres humanos também pode ser considerado trabalho forçado e, assim, essa estimativa capta o tráfico de seres humanos para exploração laboral e sexual ou o que alguns chamam de escravidão moderna”, diz o estudo.

De acordo com o levantamento, mulheres e meninas representam 55% (11,4 milhões) do total de trabalhadores forçados, enquanto homens e meninos representam 9,5 milhões (45%). Além disso, os adultos são mais afetados do que as crianças, pois 74% (15,4 milhões) das vítimas são maiores de 18 anos e 26% (5,5 milhões) estão abaixo dessa faixa etária.

A região da Ásia e do Pacífico apresenta o número mais alto de trabalhadores forçados no mundo, 11,7 milhões (56%). A África vem em seguida, com 3,7 milhões (18%), e a América Latina, com 1,8 milhão de vítimas (9%). Nos países da Europa Central e do Leste Europeu são registrados 1,6 milhão (7%) de pessoas trabalhando de forma forçada. Nas economias desenvolvidas e na União Europeia há 1,5 milhão (7%) de trabalhadores forçados, enquanto no Oriente Médio, o número de vítimas é estimado em 600 mil (3%). (mais…)

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Especial Blog – Patrícia Magno: “Justiça é muito mais que um valor. É um serviço público ao qual todos os cidadãos têm direito”

Ontem postamos a palestra do Procurador da República Felício Pontes Júnior, na abertura do II Mosaico Ambiental “Rumo à Rio+20?.

Hoje, apresentamos a fala da Defensora Pública Patrícia Magno, uma das organizadoras do Fórum Justiça. Das mais dignas Defensoras Públicas  do Rio de Janeiro, ela fala exatamente sobre a importância da democratização do Sistema de Justiça, tema caro a este Blog pela sua imensa importância política.

O seminário, organizado pela Professora Elane Maria Farias de Carvalho,  termina esta noite, no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFF) de Campos, Rio de Janeiro. Mas postaremos ainda outra palestra, também feita em gravação doméstica no dia da abertura. Abaixo, a fala de Patrícia Magno, em duas partes. TP.

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Movimento nacional defende criação de territórios exclusivos para pesca artesanal

Alex Rodrigues, Repórter Agência Brasil

Brasília – O Movimento de Pescadores e Pescadoras Artesanais do Brasil (MPP) promete reunir, a partir da próxima segunda-feira (4), em Brasília, ao menos 2 mil trabalhadores de todo o país, dando início a uma campanha nacional pelo reconhecimento e regularização dos territórios tradicionalmente explorados por comunidades pesqueiras.

Além de mobilizar os profissionais autônomos e demonstrar à sociedade a viabilidade econômica da pesca artesanal, a campanha tem o objetivo de recolher, até 2015, 1,3 milhão de assinaturas, para apresentar ao Congresso Nacional proposta de lei de iniciativa popular. O objetivo é propor a garantia do direito das comunidades pesqueiras sobre espaços tradicionalmente ocupados pela pesca artesanal, além de regulamentar a questão.

Segundo a presidenta da União dos Pescadores da Caponga, praia da cidade de Cascavel (CE)), Maria Martilene Rodrigues, uma das coordenadoras do movimento nacional, que já se encontra em Brasília, os territórios tradicionais de pesca seriam reconhecidos e homologados pela União da mesma forma como já ocorre com as reservas indígenas e quilombos.

“Queremos preservar os lugares onde as comunidades de pescadores, há décadas ou há centenas de anos, preservam não só costumes e tradições, mas também o meio ambiente”, disse Martilene à Agência Brasil, explicando que a proposta do movimento prevê a concessão de títulos de propriedade ou de usufruto às organizações locais criadas e administradas pelos moradores da comunidade eventualmente beneficiada. (mais…)

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“Tempo em Curso” está disponível, com os últimos indicadores do mercado de trabalho

Enquanto o portal do LAESER não volta ao ar, você pode acessar a edição de fevereiro de 2012 do boletim eletrônico mensal de nosso Laboratório clicando AQUI.

O “Tempo em Curso” é dedicado ao estudo dos indicadores do mercado de trabalho metropolitano brasileiro desagregado pelos grupos de cor ou raça e gênero. A origem dos dados é a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Esta edição do “Tempo em Curso”, além de dados da conjuntura do mercado de trabalho no período, corresponde ao último número do estudo especial realizado pelo LAESER na comparação entre os indicadores do mercado de trabalho gerados pelas estatísticas do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e as bases de dados do IBGE.

Dessa vez, foram comparados os indicadores selecionados sobre as desigualdades de cor ou raça nas seis maiores Regiões Metropolitanas (RMs) do Brasil, segundo as bases da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e da PME. Também foi investigado o comportamento das desigualdades de cor ou raça e gênero nos indicadores do saldo de contratações e demissões e da taxa de rotatividade, segundo as bases de dados do CAGED de dezembro de 2011. (mais…)

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“Mais e Melhor Justiça para Todos”

Pensar a expansão da Defensoria Pública com base em critérios objetivos que permitam melhor estudar sua efetividade. Este é o objetivo dos Indicadores de Vulnerabilidade Municipal desenvolvidos pelo Projeto “Mais e Melhor Justiça Para Todos”, que serão apresentados no próximo dia 18 de junho de 2012, na sede da Defensoria Pública de São Paulo.

O estudo em questão teve por finalidade avaliar a presença da Defensoria Pública de acordo com a qualidade de vida dos Municípios nas seguintes Unidades da Federação: Acre, Bahia, Ceará, Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul. (mais…)

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Contagem: MPMG mira impacto em lagoa

Destruição. Lagoa do Sanguessuga diminuiu quase quatro vezes de área e está completamente seca

Natália Oliveira

O assoreamento da lagoa do Sanguessuga no bairro Cabral, em Contagem, na região metropolitana, causado pela expansão imobiliária no entorno, é alvo de ação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). De acordo com o órgão, intervenções feitas pela construtora MRV Engenharia em uma Área de Preservação Permanente (APP) teriam afetado gravemente a Sanguessuga, afluente da lagoa da Pampulha. A empresa foi multada em R$ 1,3 milhão.

No mês passado, o promotor de Meio Ambiente de Contagem, Leonardo Barreto, fez um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) afirmando que a construtora realizou intervenções na APP durante a construção do residencial Giardino Di Siena que teve início em 2010. Pelo documento, o valor da multa deve começar a ser pago, em parcelas, a partir do mês que vem e deverá ser depositado no Fundo Municipal de Meio Ambiente. Um outro condomínio construído próximo a lagoa, também terá que ajudar a MRV a fazer o projeto de desassoreamento do local, em contrapartida pelo impacto do empreendimento.

De acordo com o vereador Ivayr Soalheiro (PDT), antes das construções, a lagoa tinha cerca de 800 m² e hoje a área passou a ser de 200 m². A profundidade da Sanguessuga era de 3 m e agora tem apenas 5 cm. “Como parte da vegetação foi destruída por esses empreendimentos, a terra começou a descer para a lagoa e a assoreou. Além disso, os entulhos da obra desceram para a água”, disse.  (mais…)

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Arquivada reclamação contra ampliação de terra indígena

O ministro Ricardo Lewandowski negou seguimento (arquivou) à Reclamação (RCL) 13769, na qual o Município de Amarante do Maranhão alegou que a sentença proferida pelo Juízo da 20ª Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal, em mandado de segurança impetrado pelo município maranhense, teria desrespeitado a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) no processo envolvendo a Terra Indígena Raposa Serra do Sol (PET 3388/RR).

O município pretendia obter a declaração de nulidade de duas portarias da Fundação Nacional do Índio (Funai), que determinaram a formação de grupos técnicos para fazer os estudos necessários para verificar a ocorrência de eventual equívoco na delimitação da área da Terra Indígena Governador, demarcada em 1982. Com base nesses estudos, a área poderá ser ampliada.

No STF, o município pediu liminar para suspender o processo administrativo de ampliação da reserva até o julgamento final da Reclamação e, no mérito, a sua integral anulação. Para isso, alegou que, ao manter os estudos que visam à ampliação de reserva já demarcada e homologada, mediante o acréscimo de área não ocupada por índios em 1988, a sentença da 20ª Vara Federal do DF teria contrariado o entendimento do STF de que 5 de outubro de 1988 é o marco temporal para aferição da ocupação territorial por uma determinada etnia indígena. (mais…)

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