O ambientalista Sérgio Ricardo convida para a Marcha em solidariedade à Vila Autódromo, ao lado do RioCentro, dia 20 de junho, às 9h, e para a “Marcha Mundial em Defesa dos Bens Comuns e Contra a Mercantilização da Vida”, às 15h, na Av. Rio Branco, acontecimentos organizados pelos movimentos sociais na Cúpula dos Povos na Rio+20. (mais…)
Month: junho 2012
Antes do dilúvio. Entrevista com o urbanista Mike Davis
Florescem cenários apocalípticos nas críticas do urbanista norte-americano Mike Davis, para quem o futuro está sendo gestado em megalópoles convulsionadas. E será um futuro noir, solapado por catástrofes superlativas, guerras e pandemias de toda sorte. “A Rio+20 tem tanta chance de salvar o mundo como uma convenção de entusiastas do esperanto”, ironiza o também historiador e fundador da New Left Review. (mais…)
Tecnologia ajuda índios da Krukutu
Cadu Proieti – Do Diário do Grande ABC
Uma das principais metas da aldeia indígena guarani Krukutu, localizada na divisa de São Bernardo com Parelheiros, na Zona Sul da Capital, é não deixar a cultura dos primeiros moradores do Brasil ser esquecida. Porém, para isso acontecer, os índios utilizam ferramenta do homem moderno: a tecnologia.
Sem deixar de lado as tradições, a tribo, que vive em 2,9 hectares (equivalente a três campos de futebol) de Área de Proteção Ambiental próxima à represa Billings, possui energia elétrica, carro, computador, telefone e internet. Todos esses aparatos são de extrema necessidade para a sobrevivência dos nativos.
A alimentação é comprada em mercados fora da tribo, com dinheiro conquistado pelo trabalho nos equipamentos públicos existentes na aldeia, como unidade de Saúde, escola estadual e Ceci (Centro de Educação Cultural Indígena). (mais…)
Indígena critica construção de Belo Monte no RJ
Uma das estrelas da conferência, Raoni apresentou carta de intenção de vários povos indígenas
A aparição foi como a de uma estrela pop, com todos querendo posar para fotos ao lado dele. Mas a missão era menos mundana. O cacique Raoni apresentou na Cúpula dos Povos a carta de intenção dos povos Kayapó, Juruna, Tapayuna, Panara, Kayabi, Apiaka, Trumai e Terena, em relação às discussões feitas na conferência. “Nós recusamos qualquer iniciativa do Governo Federal que resulte na diminuição das Terras Indígenas já demarcadas e homologadas no Xingu. As que já foram demarcadas e homologadas devem permanecer com seus limites respeitados”, afirmou.
São nove terras nessa situação. No documento, os índios reiteram que o governo brasileiro tem de ‘respeitar e proteger’ os costumes indígenas, cumprindo a Constituição de 1988 e a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), visando defender os direitos dos povos indígenas. “É isso que queremos dizer para o mundo”, diz Raoni.
Os povos indígenas são os que mais tem chamado a atenção da Cúpula dos Povos, no Aterro do Flamengo. Em grande número e organizados, têm apresentado uma série de reivindicações a respeito da garantia dos próprios direitos. (mais…)
Estado de Minas: Presidente lê reportagem sobre tortura e opta pelo silêncio
Um esclarecimento: recebemos ontem cedo de José Carlos, que também enviou a matéria abaixo, a íntegra da reportagem especial publicada pelo Estado de Minas. Optamos por não postá-la, já que vemos uma distância cada vez maior entre a Dilma nela presente e a de hoje. É possível que tenhamos errado, mas os links para ela podem ser encontrados ao final deste texto. TP.
Antes de deixar o Brasil ontem, rumo ao México, Dilma lê reportagem do EM sobre a violência sofrida por ela em Juiz de Fora. Matéria repercute entre setores do governo e da sociedade civil
Por Bertha Maakaroun, Denise Rothenburg e Renata Mariz
Logo de manhã, antes de deixar o Brasil rumo ao México, onde participa de reunião do G20, a presidente Dilma Rousseff leu a reportagem do Estado de Minas sobre a tortura por ela sofrida em Juiz de Fora (MG), em 1972, mas preferiu o silêncio. Entre setores do governo e da sociedade civil, entretanto, os relatos contundentes da mandatária do país foram motivo de muita repercussão. Secretário nacional de Justiça e presidente da Comissão de Anistia do Ministério de Justiça, Paulo Abrão destacou a importância de testemunhos como o de Dilma ao Conselho Estadual de Indenização às Vítimas de Tortura para desconstruir as verdades produzidas pela ditadura.
O depoimento de Marilena Chauí no ato pela criação da Comissão da Verdade na USP
Revista Forum – Confira abaixo a íntegra do depoimento da filósofa, que defende um resgate histórico para que se possa democratizar a universidade de fato
Boa noite a todos e a todas, obrigada pelo convite. Quero começar fazendo duas colocações. A primeira, certamente você sabe, mas sou avó, como alguns colegas de colegial e faculdade. Nós [ela e Heleny Guariba] estudávamos juntas, ela que escolheu o meu namorado, com quem eu casei. Estive com ela na véspera do dia da prisão, foi a minha casa e tivemos uma longa conversa, fizemos planos, íamos nos ver no dia seguinte, mas eu não a vi mais. Entendo o que a Vera [Paiva] diz, levei muitos anos para enterrar, não podia admitir.
A segunda é de um outro colega meu, o [Luiz Roberto] Salinas, que não morreu na prisão, mas morreu por causa da prisão. Foi preso, torturado, e, na época, ele não fazia parte de nenhum movimento ou grupo, nada. Mas tinha feito muito antes, na altura de 64, e isso aconteceu no final dos anos 70. A esposa dele era jornalista e havia publicado uma matéria, os policiais, militares, não entenderam algumas palavras e interpretaram como um código. Foram ao apartamento deles e, como ela não estava, pegaram Salinas, que foi torturado no pau de arara dias a fio para dizer qual era o deciframento do código, das palavras do artigo da mulher dele. Não era código, não havia o que dizer e ele foi estraçalhado. O resultado dessa prisão: foi anulado, evidentemente, o estado físico do Salinas e o seu estado psíquico. Foram anos para ele se refazer, e nunca conseguiu realmente se refazer. Teve trombose nas duas pernas, tendo que cortar dedos dos pés e morreu com uma síncope. Ou seja, foi morto pela tortura. Amigo meu do coração, entramos juntos no Departamento de Filosofia e, juntos, nos tornamos professores no departamento. (mais…)
ONGs denunciam contaminação em minas de urânio na Bahia
Isabela Vieira, Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro – Organizações não governamentais (ONGs) cobram transparência das atividades que envolvem energia nuclear no país. Durante a Cúpula dos Povos, evento paralelo à Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), representantes de ONGs denunciaram que são ignorados os casos de trabalhadores contaminados por urânio no município de Caetité, na Bahia.
Durante debate da Articulação Antinuclear Brasileira e da Coalizão contra Usinas Nucleares no Brasil, a representante do grupo, Zoraide Vilas Boas, disse que recebe muitos relatos de contaminação por radioatividade. Ao lembrar do acidente de 2010, quando milhares de litros de licor de urânio vazaram, cobrou a divulgação de exames sobre a saúde dos trabalhadores e da população.
“Temos dificuldade de ter acesso à realidade do que acontece naquele complexo mínero-industrial. O setor nuclear é muito fechado, e eles não têm diálogo com a sociedade. Pelo contrário, procuram minimizar qualquer problema “, afirmou Zoraide, informando que, desde 2000, quando a mineração de urânio teve início em Caetité, o Poder Público foi acionado diversas vezes. (mais…)




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