Moradores podem ser desalojados para abrigar igreja

Edvaldo e Raickson fizeram denúncia ao Ministério Público para que suas casas não sejam vendidas à igreja

Dois primos, vizinhos há 30 anos, estão prestes a perder o lar se os vereadores aprovarem projeto de lei que pretende vender a uma igreja três ruas no Bairro São Cristóvão, em BH

Alice Maciel

No meio da Rua Ipê, ameaçada de sumir do mapa de Belo Horizonte se for aprovado o projeto de lei que prevê a sua venda, estão duas casas. Os primos Raickson Costa e Edvaldo Costa lutam desde o ano passado contra a aprovação da proposta que entra amanhã para votação em segundo turno na pauta da Câmara. Há 51 anos, Raickson mora na via, que fica no Bairro São Cristóvão, na Região Nordeste. O primo está lá há 30 anos. Se o projeto virar lei e os trechos forem vendidos, as moradias ficarão presas pela construção do novo templo da Igreja Batista da Lagoinha, prevista para o local. Apesar de o projeto já estar tramitando há dez meses na Câmara, só agora o seu autor, João Oscar (PRP), diz ter conhecimento da existência dos imóveis de números 514 e 498. Na justificativa do texto, ele alega que as ruas Ruas Ipê, Samuel Salles Barbosa e Serra Negra “estão totalmente inseridos no perímetro de área particular de propriedade da Igreja Batista da Lagoinha”. (mais…)

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Pedido de apoio internacional para o Cacique Raoni e os representantes dos povos indígenas do Xingu (Brasil), contra o projeto Belo Monte

Cacique Bet Kamati Kayapó, Cacique Raoni Kayapó, Yakareti Juruna, representando 62 lideranças indígenas da Bacia do Xingu

O presidente Lula disse na semana passada que ele se preocupa com os índios e com a Amazônia, e que não quer ONGs internacionais falando contra Belo Monte. Nós não somos ONGs internacionais. (mais…)

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Chico Buarque, aos 68 anos, vive momento novo e inspirado

Chico Buarque, como brincou um amigo, não pega mais fila no banco

Cantor, compositor e escritor, Francisco Buarque de Hollanda completou, nesta terça-feira, 68 anos. Filho do historiador Sérgio Buarque de Holanda, Chico, tímido, de sorriso leve, comemora a data com a discrição que lhe é típica. Mas agiganta-se na carreira com um momento novo, sem abrir mão da qualidade de vida. Na política, o intelectual participou ativamente da luta contra a ditadura no Brasil e segue de perto os rumos do país.

Seu interesse pela música começou aos cinco anos de idade, quando recortava dos jornais e colava em um álbum os retratos dos principais artistas do rádio. Ainda na infância, mudou para a Itália devido ao trabalho do pai. Lá, além de aprender outras línguas, teve contato com diversos artistas que frequentavam a casa da família, como Vinícius de Moraes. Compôs pequenas operetas em 1956, quando a família já estava de volta ao Brasil. (mais…)

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Homenagem a pesquisadores, na Cúpula, vira ato “Fora TKCSA”

Alexandre, Mônica, Eliomar, Hermano e Freixo ao final da homenagem na Cúpula dos Povos

A tenda Carmem da Silva, na Cúpula dos Povos, ficou lotada, anteontem (18/06), na homenagem do mandato Eliomar Coelho aos pesquisadores que foram processados porque denunciaram danos ao meio ambiente, à população de Santa Cruz e aos pescadores de Sepetiba. Receberam Medalha Pedro Ernesto, o pneumologista Hermano Albuquerque de Castro e o engenheiro sanitarista Alexandre Pessoa Dias (ambos da Fiocruz) e a bióloga Mônica Lima, da Uerj. O tom era de manifestação e a palavara de ordem foi “Fora TKCSA”. (mais…)

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Índios protestam contra “grandes” obras na sede do BNDES

 

Centenas de índios promoveram uma manifestação na sede do BNDES, no centro do Rio de Janeiro. Eles são contra o banco financiar as grandes obras, que provocam impacto ambiental.

http://tvuol.uol.com.br/assistir.htm?video=indios-protestam-contra-grandes-obras-na-sede-do-bndes-04020D1A366ADCC12326

Enviada por José Carlos.

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Brasil detalha acordos do documento ‘Futuro que Queremos’

Após anunciar o “Futuro que Queremos”, documento final da Rio+20, o Governo brasileiro detalhou os pontos mais críticos que vinham travando as negociações. As delegações chegaram hoje (19/06) a um consenso sobre questões-chaves como o fortalecimento do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), a manutenção dos princípios do Rio, incluindo o “princípio das responsabilidades comuns, mas diferenciadas” e a criação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável para 2015.

Acesse aqui o documento “O Futuro que Queremos“.

“Fizemos nosso papel para que os Chefes de Estado cheguem à Cúpula (com um texto acordado pelas delegações)”, afirmou o Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Antonio Patriota. “Trata-se de um texto de consenso que aponta direções.” (mais…)

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Ato de solidariedade entre os povos latinoamericanos

No marco da Cúpula dos Povos, evento paralelo à Rio +20, realizou-se no Aterro do Flamengo um grande ato de solidariedade com os povos da Colômbia, Honduras, Guatemala, Venezuela, Cuba, Haiti e Paraguai, com a presença de mais de 500 pessoas

A atividade, organizada pela Articulação Continental de Movimentos Sociais para a ALBA e Via Campesina, contou com a presença das delegações da ALBA que, depois de participar das reuniões oficiais, se juntaram aos Movimentos Sociais para discutir a problemática ambiental.

O ideal de integração latinoamericana percorreu o painel durante as duas horas que durou a atividade. Na ocasião Francisco Toloza (Colômbia), Salvador Zuñiga (Honduras), Jean Baptiste Chavannes (Haiti), Pérola Alvarez (Paraguai), Rafael Gonzalez (Guatemala), Jesus Cegarra (Venezuela) e Carlos Zamora (Cuba) falaram sobre os desafios dos Movimentos Sociais em nosso continente, e as diversas lutas em curso contra o imperialismo, dando ênfase na rejeição à “economia verde” como uma não-solução aos problemas ambientais de nossas sociedades. (mais…)

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Cúpula dos Povos: Escracho expõe mais um torturador do período da ditadura

Ação ocorreu na manhã desta terça feira, 19 de junho, e foi realizada por organizações presentes da Cúpula dos Povos, no Aterro do Flamengo

Por Rafael Soriano

Rio de Janeiro, Botafogo, avenida Lauro Müller, número 96, apartamento 1409. Neste endereço vive confortavelmente o militar reformado Dulene Aleixo Garcez dos Reis, que, durante os anos de chumbo da Ditadura Civil-Militar no Brasil, torturou e assassinou militantes da esquerda, nas dependências do famigerado DOI-CODI, na Tijuca. Entre suas vítimas, o jornalista e secretário-geral do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR), Mário Alves.

Dulene Aleixo foi capitão da Infantaria do Exército em 1970 e serviu no ano seguinte no Batalhão de Infantaria Blindada (BIB) de Barra Mansa. Das 20 horas da noite do dia 17 de janeiro de 1970 até às 4 horas da manhã do dia seguinte, Dulene participou da tortura de Mário Alves, capturado no mesmo dia, o que culminou com a morte do dirigente por perfuração do intestino e hemorragia interna, provocadas por empalamento com cassetete de madeira e estrias de ferro.

Demandando Memória, Verdade e Justiça, mais de três mil pessoas realizaram uma manifestação de “Escracho” em frente ao prédio onde vive o ex-torturador. A experiência, herdada de países como Argentina e Chile (onde o protesto se chama Funa), tem sido praticada no Brasil por organizações de juventude e de direitos humanos, como o Coletivo Tortura Nunca Mais e o Levante Popular da Juventude, para pressionar a recém instalada Comissão da Verdade, do Governo Federal. (mais…)

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Massacre no Paraguai: 13 Sem Terra mortos

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Na região de Curuguaty, departamento (Estado) de Canindeyú, onde a maior parte de seus quilômetros quadrados é latifúndio em mãos de ricos mafiosos do Paraguai e fazendeiros brasileiros e de outras nacionalidades estrangeiras foram massacrados 13 camponeses sem terra na sexta feira da semana passada. Na tentativa de despejar os sem terra, acampados numa fazenda, 6 polícias militares perderam também a vida ao se deparar com uma forte resistência de parte dos camponeses.

Os camponeses pertencem ao movimento dos sem terra, chamados de “carperos”, que faz alusão aos barracos de lonas pretas utilizadas nos acampamentos. A organização dos “carperos” tem três anos de existência e surge quase ao mesmo tempo do que o governo do presidente Fernando Lugo, com a intenção de exercer uma maior pressão sobre o governo em busca da reforma agrária. O governo do ex-bispo utilizou de forma oportunista o novo movimento para projetar uma pretensa imagem popular ao manter como interlocutor ao movimento campesino paraguaio em busca de resolver a injusta estrutura fundiária do país. Os “carperos”, sem se declarar “Luguistas” partiram para ações mais diretas na esperança de que o governo iria dar respostas para eles perante os poderosos fazendeiros aos que se enfrentavam. Até o momento, foi todo o contrário. Importante esclarecer que no país existem outras organizações camponesas históricas, como a Federação Nacional Campesina (FNC), a mais forte e de oposição frontal ao governo Lugo; e o Movimento Campesino Paraguaio (MCP); a Mesa Coordinadora de Organizaciones Campesinas (MCNOC); a Coordinadora Nacional de Mujeres Indígenas e Campesinas (CONAMURI); todas elas mantendo uma postura de apoio condicionado ao Lugo. (mais…)

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