Ação contra uso de agrotóxicos surpreende evento da CNA na Rio + 20

“Agronegócio é a mentira do Brasil”. Com essa palavra de ordem cerca de 250 militantes da Via Campesina Brasil e Internacional ocuparam o espaço da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), montado no píer Mauá, para desmascarar o discurso do agronegócio de uma agricultura sustentável. O stand, intitulado AgroBrasil, promovido pela CNA, Embrapa, Sebrae e por multinacionais como Monsanto e JBS, propõe a promoção de novas tecnologias para produzir alimentos e, segundo eles, preservar o meio ambiente. Além disso, será construído um documento de convergência de propostas das várias empresas do agronegócio, para ser apresentado à Rio + 20. (mais…)

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Instalado comitê para intensificar atenção à saúde indígena

Yara Aquino, Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Comitê de Gestão Integrada de Atenção em Saúde e Segurança Alimentar para a População Indígena, que tem o objetivo de reduzir a mortalidade materna e infantil entre os indígenas, foi instalado ontem (21), durante reunião na Casa Civil. O decreto que cria o comitê foi publicado no Diário Oficial da União do último dia 5.

De acordo com informações do Ministério da Saúde, o trabalho do comitê irá ampliar as ações de saúde indígena com foco na atenção básica. O público-alvo são crianças de até 6 anos e mulheres de 10 a 49 anos. Para intensificar as ações, profissionais contratados pela Secretaria de Saúde Indígena, do Ministério da Saúde, vão fazer exames pré-natal, atualização do cartão vacinal, avaliações nutricionais, controle do crescimento e desenvolvimento, consultas médicas e odontológicas, e testes rápidos para HIV, sífilis, hepatites B e C.

O comitê tem ainda o objetivo de promover a articulação dos órgãos e entidades do governo federal responsáveis pela execução e pelo desenvolvimento de ações de atenção à saúde e de segurança alimentar para a população indígena. Fazem parte do comitê os ministérios da Saúde, do Desenvolvimento Social, do Desenvolvimento Agrário, da Defesa, da Justiça, a Casa Civil e a Secretaria-Geral da Presidência. (mais…)

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Movimentos sociais pedem a Equador asilo político para Assange

Em reunião realizada com o presidente do Equador, Rafael Correa, uma delegação dos movimentos sociais da Aliança Bolivariana das Américas (Alba) manifestou solidariedade ao processo de transformações no país e pediu que dê asilo a Julian Assange, fundador Wikileaks, que está na sede da Embaixada do Equador em Londres.

A reunião dos movimentos sociais pela Alba e Correa foi realizada no âmbito da Cúpula dos Povos, que acontece paralelamente à Rio+20, no Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (20/6).

O documento entregue ao presidente do Equador diz que “a revolução está travando uma batalha pública pela democratização das comunicações e da verdadeira liberdade de expressão. Por essa razão, acreditamos que o Equador deve se manter na vanguarda dessa luta e, como tal, conceder asilo político a Julian Assange, agora perseguido nos Estados Unidos e os interesses que procuram privar os povos direito de ser informado”.

João Pedro Stedile, do MST, disse no encontro que “Assange lidera a batalha contra o império estadunidense e o monopólio da informação. Então, nós pedimos, em nome dos movimentos sociais, que o Equador possa recebê-lo”. (mais…)

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Luto na Kari-Oca: Morte de índio interrompe cerimônias festivas na Rio+20

Até o início da tarde, todos os indígenas que participaram dos eventos da aldeia Kari-Oca, em Jacarepaguá, planejam voltar para suas

A morte de um líder indígena da aldeia Karajá interrompeu as cerimônias festivas que marcariam o último dia da Kari-Oca, onde estão reunidos 420 índios que participaram da Rio+20. Ismael Karajá, de 48 anos, passou mal ontem e foi medicado no posto de saúde da Kari-Oca depois se queixar de dores no peito e na cabeça e apresentar vômito, febre e rigidez na nuca.

O líder foi encontrado morto na rede onde dormia na manhã desta sexta-feira pelo cacique karajá. O mais provável é que ele tenha tido um ataque cardíaco. Segundo Marcos Terena, um guerreiro da aldeia levará o corpo de volta para a Aldeia Santa Izabel, em São Felix do Araguaia, na divisa entre Mato Grosso e Tocantins.

“Em solidariedade ao parente que faleceu, todos as etnias resolveram ir embora mais cedo. A cerimônia do fogo, de despedida, está mantida mas não será festiva. Estão todos muito tristes”, disse Terena.

Até o início da tarde, todos os indígenas que participaram da Rio+20 pela Aldeia Kari-Oca, em Jacarepaguá, deverão ter embarcado nos ônibus de volta para as suas aldeias.

http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/morte-de-indio-interrompe-cerimonias-festivas-na-rio-20

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Índios ocupam área de construção da hidrelétrica de Belo Monte

Área do sítio Pimental, distante da obra, foi ocupada nesta quinta-feira (21).
Consórcio construtor informa que ocupação não afeta os trabalhos.

Cerca de 100 indígenas ocuparam uma das áreas de construção da hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, nesta quinta-feira (21). Segundo o Consórcio Construtor de Belo Monte (CCBM), a região ocupada é chamada de ensecadeira e fica no sítio Pimental, a 50 km da sede da obra, em Altamira. A ensecadeira é um tipo de barragem de terra.

Os manifestantes querem a paralisação das obras da hidrelétrica e confiscaram equipamentos da equipe de construção. Eles pedem a presença de um representante do governo federal para negociar a desocupação do local.

De acordo com o CCBM, a manifestação não afetou os trabalhos na usina, já que o local ocupado está desativado, aguardando autorização ambiental do Ibama. (mais…)

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Assembleia define soluções dos povos para crise global

Na tarde de quinta-feira (21) aconteceu a penúltima Assembleia dos povos, onde foram apresentadas soluções para combater a crise mundial. Hoje acontecerá a terceira e última assembleia que revelará as metas, compromissos e lutas das organizações envolvidas na Cúpula para os próximos anos.

Ao longo desta matéria, você poderá conferir todos os documentos apresentados na Assembleia, formulados durante as cinco Plenárias de Convergência, realizadas, nos dias 16 e 17 de junho. Por ora, apresentamos um breve resumo do que ficou definido e servirá de base para o documento que será entregue  para o secretário geral da ONU, Ban Ki-moon.

No âmbito dos Direitos (por justiça social e ambiental), que corresponde à Plenária 1, ficou acordado que para garantir esses direitos é preciso, dentre outras medidas, fortalecer os direitos humanos e mudar as políticas públicas, o sistema de produção capitalista que domina, oprime e promove o etnocídio das culturas populares. (mais…)

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Apoiar o desenvolvimento sustentável de Pernambuco não é investir em Suape

Heitor Scalambrini Costa*

A motivação em escrever este artigo foi à propaganda institucional da CHESF-Companhia Hidro Elétrica do Rio São Francisco publicada na mídia. É dito que a inauguração de novas subestações e linhas de transmissão que atenderão o complexo industrial e portuário de Suape, com investimentos de 200 milhões de reais, implica que ”apoiar o desenvolvimento de Pernambuco é investir em Suape”.

Aqui cabem alguns comentários sobre esta afirmativa inserida em um contexto onde se evidencia o crescimento econômico do Estado, e não seu desenvolvimento. O que se verifica de fato é a desproporcional concentração e priorização de investimentos que estão sendo realizados no território de Suape em detrimento de outras regiões do Estado que conta com 185 municípios. Não é a intenção do autor questionar a importância que esta empresa teve e tem para o Nordeste, mas sim criticá-la por apoiar hoje um modelo de crescimento concentrador, excludente e predatório com relação as pessoas e ao meio ambiente, fazendo renascer o velho jargão utilizado na época da ditadura militar, onde se dizia que é necessário fazer “o bolo crescer para depois dividi-lo”.

Um dos aspectos da crítica ao modelo adotado baseia-se na concentração de investimentos em Suape. Segundo dados oficiais, de 2007 a 2014 serão investidos no Complexo, mais de 60 bilhões de reais, com recursos públicos e privados. Montante que poderia ser mais bem aplicado se distribuído em empreendimentos descentralizados, menores, sustentáveis, atingindo um número maior de municípios. (mais…)

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‘A Rio+20 que não queremos’

“O futuro que queremos não passa pelo documento que carrega este nome, resultante do processo de negociação da Rio+20”, afirma manifesto publicado ontem por Organizações Não-Governamentais

A integra do manifesto é publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, 22-06-2012. Eis o manifesto.

O futuro que queremos não passa pelo documento que carrega este nome, resultante do processo de negociação da Rio+20.

O futuro que queremos tem compromisso e ação – e não só promessas. Tem a urgência necessária para reverter as crises social, ambiental e econômica e não postergação. Tem cooperação e sintonia com a sociedade e seus anseios – e não apenas as cômodas posições de governos.

Nada disso se encontra nos 283 parágrafos do documento oficial que deverá ser o legado desta conferência. O documento intitulado O Futuro que Queremos é fraco e está muito aquém do espírito e dos avanços conquistados nestes últimos 20 anos, desde a Rio-92. Está muito aquém, ainda, da importância e da urgência dos temas abordados, pois simplesmente lançar uma frágil e genérica agenda de futuras negociações não assegura resultados concretos. (mais…)

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ONGs vão à ONU contra resultado da cúpula

Severn Suzuki voltou a discursar no Riocentro. Vinte anos depois de ter calado os líderes mundiais na Eco-92, a menina canadense, hoje uma mãe de 32 anos, engrossou as críticas feitas por ambientalistas ao texto produzido pela conferência, “O Futuro que Queremos’.

Suzuki é uma das personalidades que assinaram ontem uma carta declarando que não endossam o texto da conferência do Rio. Será entregue hoje ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

A reportagem é de Cláudio Angelo e publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, 22-06-2012.

“Essa declaração, a menos que tenhamos nela uma reintegração da democracia, será prova de um colapso na governança mundial”, declarou Suzuki na reunião onde a carta “A Rio +20 que Nós Não Queremos” foi apresentada.

O tempo longo decorrido entre o anúncio da conclusão do documento da conferência, na segunda-feira, e sua adoção formal pela cúpula de chefes de Estado, hoje, permitiu que vários setores da sociedade civil fizessem críticas públicas ao texto. (mais…)

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MG lidera assassinatos de moradores de rua no país

Catador de material reciclável e na rua há 14 anos, João relata agressões no Centro de BH

São 61 dos 195 casos em 15 meses. Conselho propõe soluções

Tiago de Holanda

“Há uns quatro meses mataram um companheiro nosso. Ele estava ali, perto daquela lixeira. Um cara meteu cinco tiros nele, não sei por quê”, conta João (nome fictício) em uma calçada da Avenida do Contorno, na Região Centro-Sul da capital. A poucos metros dali, sob o Elevado Castelo Branco, uma menina dormia quando deram “ferrada na cabeça dela”, lembra. “Rachou o crânio em seis pedaços. Acho que foi vingança”, especula o catador de material reciclável de 36 anos que mora na rua há 14 nas contas dele.

Em Minas, as cenas brutais descritas por João não são tão raras quanto podem parecer. Nos últimos 15 meses, entre fevereiro de 2011 e maio de 2012, foram assassinados pelo menos 61 moradores de rua no estado. Quase todos os casos (54) ocorreram em Belo Horizonte. No mesmo período, pelo menos 195 mortes de moradores de rua foram registradas em todo o país. O levantamento foi feito pelo Centro Nacional de Defesa dos Direitos Humanos da População em Situação de Rua e Catadores de Material Reciclável (CNDDH), composto por representantes do Ministério Público, da Secretaria de Direitos Humanos do governo federal, da Pastoral da Rua e de duas organizações ligadas a moradores de rua. (mais…)

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