Marcos Coimbra
O pensamento conservador brasileiro – na política, na mídia, no meio acadêmico, na sociedade – tem horror ao Bolsa Família. É só colocar dois conservadores para conversar que, mais cedo ou mais tarde, acabam falando mal do programa.
Não é apenas no Brasil que conservadores abominam iniciativas desse tipo. No mundo inteiro, a expansão da cidadania social e a consolidação do chamado “Estado do Bem-Estar” aconteceu, apesar de sua reação.
Costumamos nos esquecer dos “sólidos argumentos” que se opunham contra políticas que hoje em dia são vistas como naturais e se tornaram rotina. Quem discutiria, atualmente, a necessidade da Previdência Social, da ação do Estado na saúde pública, na assistência médica e na educação continuada?
Mas todas já foram consideradas áreas interditas ao Estado. Que melhor funcionariam se permanecessem regidas, exclusivamente, pela “dinâmica do mercado”. Tem quem pode, paga quem consegue. Mesmo se bem-intencionado, o “estatismo” terminaria por desencorajar o esforço individual e provocar o agravamento – em vez da solução – do problema original.
O axioma do pensamento conservador é simples: a cada vez que se “ajuda” um pobre, fabricam-se mais pobres. (mais…)
Será realizado nos dias 26 a 29 de junho, no campus de Goiabeiras da Ufes, o I Congresso Nacional de Africanidades e Brasilidades. Com objetivo promover maiores discussões sobre a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira” na Rede de Ensino, baseado na lei 10639/2003, o encontro contará com a participação de Patrício Langa, professor e sociólogo da Universidade Eduardo Mondlane; e de Lourenço Rosário, reitor da Universidade Politécnica de Moçambique.
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