Guatemala: Grupo paramilitar tenta desalojar comunidade indígena

Um grupo paramilitar tenta desocupar 90 famílias Q’eqchi’es que recuperaram suas terras na propriedade San Miguel Cotoxja, no município de Estor, departamento de Alta Verapaz. Segundo denuncia, 300 homens fortemente armados avançam até a propriedade e comunitários pediram a intervenção da Polícia Nacional e do Ministério Público. Mas até o momento, não receberam nenhum apoio para resguardar a segurança das 90 famílias.

Os comunitários denunciam que o grupo paramilitar se aproximou da comunidade durante o transcurso da noite do 30 de junho. “Denunciamos à comunidade nacional e internacional o perigo das vidas de mais de 90 famílias se este grupo paramilitar incursiona dentro da propriedade”, afirma a comunidade.

Fonte: Adital

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Fim do desmatamento trará ganhos para a agricultura brasileira

A organização americana Avoided Deforestation Partners (ADP) divulgou ontem novo estudo, explicando que a conservação da floresta amazônica, além de favorecer a economia norte-americana, resulta em ganhos para a agricultura brasileira.

A ADP gerou polêmica no Brasil ao produzir a pesquisa “Florestas lá, plantações aqui”, divulgada no mês passado, segundo a qual a proteção de florestas no Brasil traria ganhos em competitividade à agricultura dos Estados Unidos. O objetivo do relatório era convencer senadores norte-americanos ligados ao agronegócio a aprovarem uma lei de mudanças climáticas, que prevê, entre outras coisas, incentivos a políticas de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD) em países com florestas.

No entanto, a conclusão do estudo vem sendo usada como argumento, no Congresso Nacional brasileiro, para justificar a aprovação de mudanças no Código Florestal.  Os deputados federais Valdir Colatto (PMDB-SC) e Luis Carlos Heinze (PP-RS) citaram o relatório, na Câmara dos Deputados, como prova de que proteger florestas brasileiras é atender a interesses dos Estados Unidos.  Os parlamentares fazem coro ao discurso de que ONGs estrangeiras atuariam no país para “barrar o progresso” brasileiro, propondo leis ambientais. (mais…)

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Terra indígena barra a destruição

Era agosto de 2003.  O povo indígena Deni voltava a cantar e dançar com gosto.  A demarcação de suas terras fora, enfim, concluída.  Antes de os órgãos oficiais fincarem as placas de identificação, no entanto, muita água – ou madeira – rolou naquele sudoeste do Amazonas.

Em 1999, uma equipe do Greenpeace seguia rio acima numa investigação sobre a extração ilegal de madeira na região.  Uma madeireira da Malásia, a WTK, havia comprado 313 mil hectares de floresta por ali.  Quase 50% da área se sobrepunha à terra Deni.

Informados de que 150 mil hectares de suas florestas poderiam sumir, os Deni decidiram: querendo o governo ou não, a área seria demarcada.  O poder público não agiu.  E os indígenas foram à luta.  Com o apoio do Greenpeace e de organizações indigenistas, como o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), eles começaram, em 2001, a demarcar a área por conta própria. (mais…)

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Índios marcados para viver

Tudo começou com um simples registro de vacinação dos índios.  Mas o projeto de Claudia Andujar cresceu e ganhou vida própria.

O Salão Arte Pará de 2010 já definiu o nome de uma das convidadas deste ano: trata-se da artista Claudia Andujar, que tem o maior acervo brasileiro de fotos sobre os índios Yanomami.  Ela vai trazer, para o Salão, parte de seus trabalhos, que são reconhecidos internacionalmente.

As fotos dos índios, feitas nos Estados de Roraima e Amazonas, abrangem décadas – vão de 1971 até o ano de 2000.  Tudo começou quando Claudia, na época repórter fotográfica da revista Realidade, da Editora Abril, teve contato com os Yanomami, tribo que começou a fotografar desde então.  Era a época do Milagre Brasileiro e a região estava sendo rasgada por duas grandes estradas, a Perimetral Norte e a Transamazônica. (mais…)

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Atuação da Serquip volta a ser questionada por comissão na ALMG

Depois de ter sido banida de Belo Horizonte, onde operava no bairro Camargos, região Noroeste da cidade, a empresa Serquip volta a ser tema de audiência na Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Por solicitação do deputado Durval Ângelo (PT) a comissão se reúne nesta quarta-feira (7/7/10), às 9 horas, no Auditório, para discutir problemas com a empresa em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte e que tem atividades também em Montes Claros. (mais…)

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Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas

Publicação foi traduzida para o Guarani e será lançada, hoje, no Mato Grosso do Sul

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Será realizado nesta quinta-feira, dia 1º de julho, o lançamento da primeira Cartilha Ilustrada da Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas. A Cartilha, cuja ilustração foi produzida a partir de um concurso, aberto à participação dos países do Mercosul e realizado dentro do projeto cultural Ava Marandu – Os Guarani convidam, foi editada em guarani, português e espanhol.  O Projeto Ava foi realizado de janeiro a junho deste ano e teve a participação direta de sete aldeias Guarani do Mato Grosso do Sul.

Além do lançamento da Cartilha, a cerimônia, que será realizada na sede do Pontão Guaicuru, terá ainda a premiação dos vencedores dos concursos de Redação, Poesia, História em Quadrinhos e Desenho – Cultura e Direitos Humanos dos Povos Guarani, também realizados no âmbito do Projeto Ava Marandu, e do vencedor do Concurso de Ilustração da Cartilha da Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas. A Cartilha foi traduzida para o Guarani pela equipe de professores da aldeia Te’ýikue formada por Eliel Benites, Edson Alencar, Cajetano Vera e Lídio Cavanha Ramires. (mais…)

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‘Mudar o Código Florestal prejudicará agricultor no futuro’, afirma ambientalista

O novo relatório do Código Florestal torna mais flexíveis as regras de preservação para agricultores, mas pode tirar a credibilidade da agricultura brasileira no exterior, afirma o Superintendente de Conservação da WWF Brasil, Carlos Alberto de Mattos Scaramuzza em entrevista a Dayanne Sousa do Terra Magazine, 30-06-2010.

Eis a entrevista.

A WWF se uniu com várias outras Ongs contestando o relatório do deputado Aldo Rebelo. Qual o principal argumento? A questão da redução do percentual obrigatório de preservação em margens de rios?

Antes de tratar do conteúdo, temos uma crítica a forma como o relatório foi elaborado. Sem assegurar nenhuma participação representativa de todas as partes interessadas. Num levantamento do Greenpeace ficou claro que foram privilegiados uma série de representantes dos governos locais e de agricultores. Nem a comunidade científica foi devidamente ouvida. Estas considerações estão se apoiando muito mais numa pressão política ou numa postura predominantemente eleitoreira dos deputados que estão tratando do assunto. (mais…)

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Belo Monte e a seca como presente

“Serão dois anos de abundância e depois a fome”. A opinião é de Mario Osava sobre Belo Monte, em artigo na Agência IPS/Envolverde, 01-07-2010.

Eis o artigo.

Serão dois anos de abundância e depois a fome. A lógica do índio José Carlos Arara desnuda a retórica que promete manter as condições de vida dos que serão afetados pela hidrelétrica de Belo Monte, a ser construída no Rio Xingu. A gigantesca obra, que consumirá cinco anos, inundará uma área 58% menor do que a prevista no projeto original, resguardando terras indígenas, afirma o governo brasileiro. Se limitará a 516 quilômetros quadrados, um quinto da superfície que inundou Tucuruí, hidrelétrica de potência similar que foi construída há 26 anos nesta mesma Amazônia oriental.

Mas o trecho subtraído da inundação – cem quilômetros da Volta Grande do Xingu, uma curva do rio em forma de ferradura – sofrerá efeito inverso, a estiagem permanente, pois perderá a maior parte de suas águas retidas em uma represa e desviadas por um canal para uma segunda represa geradora de energia. Neste trecho vivem cerca de 180 índios em duas reservas, Paquiçamba e Arara, e centenas de famílias camponesas, que têm o rio como principal fonte de proteínas e meio de transporte. (mais…)

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Rejeição dos produtores do Brasil faz Bayer adiar planos de lançar arroz transgênico no país

Empresa alemã, que vende no Brasil soja e milho geneticamente modificados, desiste temporariamente de obter licença para arroz transgênico. Brasileiros não querem ser os primeiros do mundo a oferecer esse tipo de grão.

A reportagem é de Nádia Pontes e publicada pela Agência Deutsche Welle, 30-06-2010.

A reunião da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), que debateu aprovações comerciais de novos produtos geneticamente modificados no mercado brasileiro em 23 de junho último, era para ter sido sem surpresas.

Mas não foi: a aprovação dada como “certa” do arroz LibertyLink (semente tolerante ao herbicida glufosinato de amônio), da Bayer, não chegou sequer a ser discutida pelos membros da comissão. Por iniciativa da própria empresa alemã, o processo foi retirado temporariamente da pauta de decisões técnicas. (mais…)

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Vendrán más pesadillas energéticas al estilo de BP

Cuatro panoramas para el próximo mega-desastre energético

Introducción del editor de TomDispatch

¿No es extraño que, no importa lo terribles sean las noticias del Golfo, los medios todavía no pueden dejar de presentar una narrativa de esperanza influenciada por BP? Mi periódico local publicó hace poco el siguiente titular: “Señales de esperanza al capturar BP cantidades récord de petróleo”. El artículo se basa en un informe de BP de que, el jueves pasado, su tristemente inadecuado y mal ajustado “tapón” había capturado más de 25.000 barriles de la fuga de petróleo –es decir, cinco veces más de lo que afirmó durante mucho tiempo que se derramaba de su pozo averiado (25 veces más de lo que había sugerido originalmente).

Ante cálculos semioficiales del orden de 35.000 a 60.000 barriles vertidos por día (y esas cifras aumentan regularmente), esto representa una extraña versión de noticias esperanzadoras. No presagia nada bueno que, a finales de julio, cuando un nuevo “tapón”, más grande, “más ajustado” se haya instalado, BP apunta a capturar hasta 80.000 barriles al día (es decir 20.000 barriles más de lo que había reconocido públicamente que podía salir del fondo del Golfo). En todos los artículos semejantes, la verdadera narrativa de esperanza, sin embargo, involucra los pozos de alivio, el primero de los cuales está ahora dentro de “60 metros” del pozo averiado. Usualmente, la fecha indicada para que uno de esos pozos alivie el derrame se indica como “comienzos de agosto” o “mediados de agosto” y se dice regularmente que la perforación de esos pozos avanza “más rápido de lo previsto”. (mais…)

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