A tortura na poesia de Alex Polari

Alex Polari hoje. Foto: Bruno Torturra
Alex Polari hoje. Foto: Bruno Torturra

Por Cynara Menezes, Carta Capital

Nascido em João Pessoa (PB) em 1951, Alex Polari de Alverga tinha 20 anos de idade e era membro da organização clandestina VPR (Vanguarda Popular Revolucionária), responsável pelo sequestro do embaixador alemão Ehrenfried Von Holleben, quando caiu preso, no Rio. Barbaramente torturado, Alex testemunhou e escreveu da prisão uma carta à estilista Zuzu Angel onde narrava as atrocidades cometidas pelos militares contra seu filho, Stuart, militante do MR-8. Aos 26 anos, em 1971, Stuart foi arrastado por um jeep pelo pátio interno da base aérea do Galeão com a boca no cano de descarga do veículo. Seu corpo nunca foi encontrado. Supõe-se que tenha sido jogado em alto-mar ou enterrado como indigente. (mais…)

Ler Mais

Belo Horizonte: Levante Popular da Juventude escracha torturador da ditadura

 Foto: Mídia NINJA
Foto: Mídia NINJA

Levante Popular da Juventude

Na manhã deste 1º de abril, marco dos 50 anos do Golpe Militar, o Levante Popular da Juventude realizou mais um escracho na cidade de Belo Horizonte.

Às 7 horas da manhã, cerca de 50 pessoas se reuniram na porta da residência do coronel aposentado Pedro Ivo dos Santos Vasconcelos. O ex-coronel atuou no DOPS de Belo Horizonte e é apontado pelos relatórios do projeto “Brasil: Nunca Mais” como o autor de inúmeros crimes durante os anos de 1969 e 1971.

No documento, o militar é citado 17 vezes por ex-presos políticos. Em muitos dos arquivos, Pedro Ivo é apontado como autor de tortura durante a realização de depoimentos dos presos. Há passagens em que as vítimas afirmam terem sofrido choques elétricos, espancamentos, assédio moral e queimaduras. (mais…)

Ler Mais

“Forças Armadas aceitam investigar centros de tortura”

Exercito_resposta (Copy)Requerimento ao Ministro da Defesa foi apresentado pela CNV em fevereiro

Comissão Nacional da Verdade

O ministro Celso Amorim comunicou hoje, por telefone, ao coordenador da CNV, Pedro Dallari, que as Forças Armadas instauraram comissões de sindicância para investigar o uso de instalações militares para a prática de graves violações de direitos humanos. As sindicâncias foram requeridas pela Comissão Nacional da Verdade no último dia 18 de fevereiro. Veja o pedido da CNV aqui.

Também hoje, a CNV recebeu ofício do ministro da Defesa que traz como anexos as respostas enviadas ao ministério pelos comandantes da Marinha, Exército e Aeronáutica, por meio dos quais cada força informa as providências tomadas.

O Ministério da Defesa encaminhou o requerimento da CNV às três forças no dia 19 de fevereiro. O Exército informou em 25 de março ter aberto a sindicância e, na véspera, já havia informado que buscará as informações disponíveis sobre o tema nos “órgãos de direção setorial” e junto aos comandos militares de área e que conduzirá as diligências necessárias solicitadas pela CNV. (mais…)

Ler Mais

Superintendente de Rondônia é presa por formação de quadrilha e peculato

Agenda, telefone e documentos reunidos na Operação Trama. (Foto: Divulgação/PF)
Agenda, telefone e documentos reunidos na Operação Trama. (Foto: Divulgação/PF)

Servidora é a mesma que foi denunciada por auditores por interferência política em fiscalizações. Sindicato dos auditores havia pedido ao ministro sua substituição

Por Daniel Santini, Repórter Brasil

Ludma de Oliveira Correa Lima, superintendente do Ministério do Trabalho e Emprego em Rondônia, foi presa temporariamente em operação conjunta realizada pelo Ministério Público Federal (MPF), pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria Geral da União na manhã da última sexta-feira, dia 28. Ela foi uma das investigadas pela Operação Trama, organizada com o “objetivo de desarticular organização criminosa composta por servidores públicos, empresários e particulares responsáveis por fraudes no pagamento com cartões corporativos, pagamento de diárias sem o correspondente deslocamento a serviço e possíveis fraudes em licitações”, conforme informe da PF.

De acordo com a assessoria de imprensa da PF, a servidora foi presa com base nos artigos 288 do Código Penal, que trata de formação de quadrilha; e 312, que versa sobre peculato, ou seja, desvio de dinheiro ou bens por funcionários públicos. A Repórter Brasil tentou ouvir a superintendente na manhã dessa segunda-feira, 31, mas seu celular está desligado e, de acordo com a PF, ela segue detida. (mais…)

Ler Mais

III Feira de Sementes: A tradição da semente sustenta o povo

sementesAscon-CIR

A equipe de trabalho da terceira Feira de Sementes Tradicionais dos Povos Indígenas de Roraima intensifica a articulação e organização do evento, priorizando as inscrições dos trabalhos, iniciadas durante a 43ª Assembleia Geral dos Povos Indígenas de Roraima, 11 a 14, no Lago Caracaranã e encerram no próximo dia 10 de abril.

A terceira feira, que esse ano vem como tema ” A tradição da semente que sustenta o povo“, será realizada no período de 1 a 4 de maio, novamente, no Centro Indígena de Formação e Cultura Raposa Serra do Sol (CIFRSS), na comunidade indígena Barro, região do Surumu. As comunidades indígenas, estudantes, lideranças indígenas e demais participantes estão sendo mobilizados a participarem de mais essa edição da Feira. (mais…)

Ler Mais

Portaria publicada no DOE regulamenta Certificação dos Fundos e Fechos de Pasto

FOTO-FUNDO-E FECHO DE PASTOSEPROMI

Além do Estatuto da Igualdade Racial, foi publicado nesta segunda-feira (31/03), no Diário Oficial da Bahia e na Assembleia Legislativa  a portaria que regulamenta a Certificação dos Fundos de Fechos de Pasto. Desta forma,  regulamentando a Lei 12910/2013, que dispõe sobre a regularização fundiária de terras públicas estaduais, rurais e devolutas, ocupadas tradicionalmente por Comunidades Remanescentes de Quilombos e por Fundos de Pastos ou Fechos de Pastos.

Veja a portaria:

Portaria SEPROMI nº 007 – Certificação dos Fundos e Fechos de Pasto

Saiba mais sobre a Lei 12910/2013

Enviada para Combate Racismo Ambiental por Diosmar Filho.

Ler Mais

Moção de Apoio ao Projeto de Lei 4471/12 (Pelo fim dos Autos de Resistência)

PL-4471Evolução Hip Hop

Entidades do movimento negro da Bahia manifestam apoio ao Projeto de Lei 4471/12 que prevê a investigação das mortes e lesões corporais cometidas por policiais. Atualmente estes casos são registrados pela polícia como autos de resistência ou resistência seguida de morte e não são investigados.

As organizações defendem a exaustiva apuração de casos de letalidade derivada do emprego da força policial no intuito de reduzir os casos de execuções cometidas por policiais. O apoio foi manifestado em forma de moção enviada para todos os deputados e deputadas solicitando que o projeto entre em pauta de votação e seja aprovado.

A/C deputados e deputadas
Câmara Federal

Moção de Apoio ao Projeto de Lei 4471/12

Nós, organizações de movimento negro do estado da Bahia, manifestamos nosso apoio à aprovação do PL 4471/12, que altera os arts. 161, 162, 164, 165, 169 e 292 do Decreto-Lei nº3.689, de 3 de outubro de 1941- Código de Processo Penal, prevendo assim o fim dos “autos de resistência” e “resistência seguida de morte”. (mais…)

Ler Mais

A influência da mídia no período da ditadura – Ver TV

Em 1º de abril de 1964, a democracia brasileira foi interrompida por um golpe de estado que contou com o apoio quase total da mídia. Após a derrubada do governo de João Goulart e com o estabelecimento da ditadura, censores passaram a controlar o que era noticiado na imprensa e a censurar programas de entretenimento. O Ver TV desta semana discute o papel da televisão no golpe de 64 e sua atuação durante os vinte e um anos de ditadura.

Participam do programa a historiadora Beatriz Kushnir, diretora geral do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro e autora do livro Cães de guarda: jornalistas e censores, do AI-5 à constituição de 88, que mostra a ação da censura, as motivações, os temas censurados e a pressão de segmentos da sociedade contra a censura; o jornalista Álvaro de Moya, ex-diretor da TV Excelsior, emissora fechada pelo governo durante o regime militar; e a professora de Sociologia da UNESP Anita Simis, autora do livro Estado e Cinema no Brasil, um estudo dos filmes produzidos e exibidos no cinema e na televisão durante a ditadura. (mais…)

Ler Mais

MPF apura violações cometidas contra indígenas durante o regime militar

destaque_gigante_64_materiasSerão objetos de atuação quatro casos específicos em 2014

EcoDebate – O Ministério Público Federal (MPF) apura as violações de direitos humanos cometidas contra indígenas durante a ditadura militar. Este ano, serão objetos de atuação quatro casos: as violações aos direitos do Povo Waimiri-Atroari, no Amazonas; as violações aos direitos do Povo Guarani em razão da construção da Hidrelétrica de Itaipu, no Oeste do Paraná; as atividades desenvolvidas durante o funcionamento do Reformatório Krenak; e as atividades da Guarda Rural Indígena (GRI), em Minas Gerais.

Os procuradores atuantes nestes casos são membros do Grupo de Trabalho (GT) Violação dos Povos Indígenas e Regime Militar, ligado à 6ª Câmara de Coordenação e Revisão (povos indígenas e comunidades tradicionais) do Ministério Público Federal. O GT foi criado com objetivo de apurar as violações de direitos humanos cometidas contra indígenas durante a ditadura militar, estabelecendo a verdade e trazendo o conhecimento dos fatos à sociedade.

Grupos de trabalho – A atuação do MPF na investigação da violência cometida na ditadura militar começou em 1999 na busca de restos mortais de desaparecidos políticos. Em 2007, iniciou medidas de responsabilização civil e criminal de autores de desaparecimento forçados de pessoas, execuções sumárias e torturas. Em 2009, foi criado o GT Memória e Verdade e, em 2011, o GT Justiça de Transição. Com a instituição da Comissão Nacional da Verdade em 2012, surgiu no debate nacional a questão específica da violação de direitos dos povos indígenas pela ditadura militar brasileira. (mais…)

Ler Mais

Por que a data do golpe é 1º de abril de 1964, e não 31 de março, por Mário Magalhães

destaque_gigante_64_materiasBlog do Mário Magalhães* – Ninguém deveria perder fios de cabelos, colecionar mais rugas e encrencar por conta uma controvérsia que não altera o essencial: em 31 de março ou 1º de abril de 1964, o presidente constitucional João Belchior Marques Goulart foi deposto por um golpe de Estado que fuzilou a democracia e pariu uma ditadura.

A controvérsia não altera o essencial, mas existe.

Algumas versões difundidas recentemente, com o propósito ou não de referendar o dia 31 como “a data”, não encontram lastro nos fatos.

Um historiador afirma que as tropas golpistas do Exército começaram a descer de Minas rumo ao Rio ainda no dia 30 de março de 1964. Falso.

Um jornal sustenta que a queda de Jango ocorreu em 31 de março. Se a data do golpe permite legítimas interpretações, constitui equívoco grave estabelecer o dia 31 como o da saída do presidente. (mais…)

Ler Mais