A discussão das cotas raciais pelo Supremo Tribunal Federal reacendeu um debate que, em verdade, nunca deixou de ter importância em nossa realidade como um todo, refletindo seus efeitos no contexto universitário. O racismo – sua definição, seus limites – ainda é um tema extremamente mal compreendido. Não bastasse isso, tem um papel central na distribuição de poder, riqueza, e mesmo vida e morte, na sociedade.
É relativamente fácil perceber a discriminação direta, o racismo declarado e identificado com totalitarismos ultrapassados, ou com o já distante (será?) colonialismo. Por outro lado, é necessário aprofundar tal conceito para entender porque temos uma distribuição racial do poder e dos espaços de poder. Universidade branca, prisão negra são apenas um pequeno exemplo disso.
Há também a necessidade de contestar a dita democracia racial, que diz ter abolido as raças em prol da mistura. Num país de maioria preta e parda, continua-se tendo uma auto-imagem (propagandística, televisiva, estética) aproximada de padrões europeus, onde o negro, antes trazido à força, vira mercadoria de exportação, mulata globeleza, preto trabalhador.
Mas não só na desigualdade de presença física em espaços de poder reside o problema. Também na sub-representação cultural do pensamento e valores de matriz afro-brasileira: criminalização do candomblé, do funk, do hip hop, das roupas, da linguagem, e de tudo que escape da imagem passada quase à força do país branco, masculino, heterossexual e cristão. Não entender esses mecanismos de distribuição de poder é incorrer no erro de naturalizar situações construídas, e que, portanto, podem ser desconstruídas. (mais…)



Os guerreiros da imensa floresta amazônica, os povos indígenas yanomami, comemoraram, no dia 25 de maio, 20 anos de homologação da Terra Indígena Yanomami. A comemoração vem marcar os 20 anos de luta, conquista e resistência de um povo indígena, habitante da maior terra indígena já homologada no Brasil, com mais de nove milhões de hectares, por meio do Decreto de 25 de maio de 1992.
O Fórum Nacional de Reforma Urbana (FNRU), a Comissão de Direitos Humanos e Minoriais (CDHM) e a Frente Parlamentar pela Reforma Urbana convidam para o lançamento da Campanha pela Função Social da Propriedade Urbana: a cidade não é um negócio, a cidade é de todos nós e ato de apoio às Propostas de Emenda ao Projeto de Lei 8.046/2010, que dispõe sobre o novo Código de Processo Civil, relativas aos conflitos fundiários.
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