Governo divulga atualização da “lista suja” do trabalho escravo

Fonte: Repórter Brasil
Link: http://www.reporterbrasil.org.br/

Promovida pelo Ministério do Trabalho e Emprego, a atualização semestral incorporou seis casos primários, dois reincidentes e uma reinclusão após a perda de efetividade da liminar judicial.  Ao todo, 14 nomes saíram da relação definitivamente por terem quitado suas pendências com o governo

Bianca Pyl

Atualizada nesta sexta feira (2), o cadastro de empregadores flagrados com mão-de-obra escrava do governo federal, que ficou conhecido como a “lista suja”, passa a contar com oito novos nomes e uma reinclusão.  Entre eles, um empreendimento agropecuário do grupo empresarial cearense Edson Queiroz e a Construtora Almeida Sousa, de Teresina (PI).

Promovida pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a atualização semestral incorporou seis casos primários, dois reincidentes e uma reinclusão após a perda de efetividade da liminar judicial que mantinha o empregador fora da “lista suja”.  Ao todo, 14 nomes saíram da relação definitivamente por terem quitado suas pendências com o MTE e não reincidido no crime.  O empregador Ronaldo Machado Correia Junior ME foi excluído por decisão judicial (liminar). (mais…)

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Brasil: Indígenas Enawene Nawe protestan contra las presas hidroeléctricas

El Mercurio, 4 de julio, 2010.- Los indígenas Enawene Nawe de Brasil están protestando contra una serie de presas hidroeléctricas, que están matando a los peces de los que dependen.

Unos 300 indígenas se congregaron en la ciudad de Sapezal, en el estado amazónico de Mato Grosso, armados con arcos y flechas para protestar contra el proyecto de la presa.

Survival International está haciendo un llamamiento para que los derechos de los enawene nawe sobre su tierra se respeten.

A diferencia de otros pueblos indígenas de la Amazonía, los enawene nawe no se alimentan de carne, por lo que el pescado es fundamental en su dieta.

Está prevista la construcción de un total de 77 pequeñas presas hidroeléctricas en el río Juruena, río arriba de la tierra de este pueblo indígena. Cinco de ellas, de hecho, ya están en construcción.

A los enawene nawe no se les ha consultado sobre el proyecto, y dicen que desde que comenzaron los trabajos de construcción, el Juruena y sus afluentes se han contaminado. (mais…)

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Violência contra os povos indígenas: índices continuam alarmantes

Cimi lança Relatório de Violência Contra Povos Indígenas no Brasil. Dados são referentes a 2009

São 60 casos de assassinatos, 19 casos de suicídio, 16 casos de tentativa de assassinato, e a lista não pára. Estes são apenas alguns dos críticos dados que serão apresentados pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi) através do Relatório de Violência Contra Povos Indígenas no Brasil – 2009. Muitas informações se igualam às do relatório de 2008, o que não diminui a gravidade da questão, pois a repetição de números apenas confirma o cotidiano de violência vivido por povos indígenas em todas as regiões.

No dia 9 de julho, o Cimi apresenta mais um alarmante relatório sobre as violências sofridas pelos povos indígenas no país. O lançamento da publicação será na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), às 15h, com a presença do secretário geral da CNBB, dom Dimas Lara, da doutora em Antropologia pela PUC-SP, Lúcia Helena Rangel – que coordenou a pesquisa -, do presidente e vice-presidente do Cimi, dom Erwin Kräutler e Roberto Antônio Liebgott, e do conselho da entidade.

Violências diversas

Como ressalta em seu texto de apresentação, Roberto Liebgott coloca que o Relatório vem mostrar “a omissão como opção política do governo federal em relação aos povos indígenas”. Tal atitude implica em diferentes formas de violências, como a não demarcação de terras, falta de proteção das terras indígenas, descaso nas áreas de saúde e educação e a convivência com a execução de lideranças, ataques a acampamentos e outras agressões por agentes de segurança, ataques a indígenas em situação de isolamento, tortura por policiais federais, suicídios entre outras. (mais…)

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Ceará: Pesca ilegal reduz estoque da lagosta no mar

Ceará: Pesca ilegal reduz estoque da lagosta no mar
Infográfico do Diário do Nordeste. Para acessar o infográfico no tamanho original clique aqui.
Enquanto um pescador artesanal captura 12 quilos de lagosta no dia, o ilegal pesca 250kg/dia

Icapuí. O mar é azul no fundo, verde no raso, e se pinta de vermelho quando dois diferentes grupos de homens entram no embate de fogo para decidir quem está mais correto, quando ao final o que mais querem é levar lagosta para comprar o feijão do almoço. “Entre morrer de fome e morrer porque tô trabalhando, prefiro sair pro mar e trazer o sustento”, é no que resume um pescador enraivecido por ser chamado de ilegal, pirata, predador. Utilizando equipamentos proibidos como compressores de ar e marambaia, esses pescadores travam uma guerra com os pescadores artesanais. Balas, mortes, incêndios, protestos, e os órgãos estatais do poder pouco intervêm no conflito social, econômico e até de saúde pública, em que a ilegalidade na pesca só tem beneficiado os atravessadores comerciais da lagosta. Reportagem de Melquíades Júnior, no Diário do Nordeste.

À primeira vista (e só até aí) não há nada mais eficiente e lucrativo economicamente do que pescar mergulhando no mar com auxílio de compressores de ar. É o que faz o pescador ilegal, que num só dia pode pescar até 250kg de lagosta. E nada menos alentador do que quem só tem um barco a vela com gaiolas de madeira e náilon para capturar o crustáceo. É o que faz o pescador artesanal, legal, que em um dia inteiro consegue pescar em média 12 quilos de lagosta. É essa diferença (o pescador ilegal conseguir em um dia de pesca o que o artesanal conquista em um mês) o principal atrativo para a pesca predatória, que responde por grande parte da produção e venda da lagosta no Ceará, bem como a redução desse produto no mar. (mais…)

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Mapa da Violência no Brasil 2010: Dez mulheres são mortas por dia no País

Média registrada em dez anos fica acima do padrão internacional; motivação geralmente é passional

Em dez anos, dez mulheres foram assassinadas por dia no Brasil. Entre 1997 e 2007, 41.532 mulheres morreram vítimas de homicídio – índice de 4,2 assassinadas por 100 mil habitantes. Elas morrem em número e proporção bem mais baixos do que os homens (92% das vítimas), mas o nível de assassinato feminino no Brasil fica acima do padrão internacional.

Os resultados são um apêndice, ainda inédito, do estudo Mapa da Violência no Brasil 2010, do Instituto Zangari, com base no banco de dados do Sistema Único de Saúde (Datasus). Reportagem de Bruno Paes Manso, de O Estado de S.Paulo.

Os números mostram que as taxas de assassinatos femininos no Brasil são mais altas do que as da maioria dos países europeus, cujos índices não ultrapassam 0,5 caso por 100 mil habitantes, mas ficam abaixo de nações que lideram a lista, como África do Sul (25 por 100 mil habitantes) e Colômbia (7,8 por 100 mil).

Algumas cidades brasileiras, como Alto Alegre, em Roraima, e Silva Jardim, no Estado do Rio, registram índices de homicídio de mulheres perto dos mais altos do mundo. Em 50 municípios, os índices de homicídio são maiores que 10 por 100 mil habitantes. Em compensação, mais da metade das cidades brasileiras não registrou uma única mulher assassinada em cinco anos. (mais…)

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Atingidos pela Transposição participam do plenário do São Francisco

Plenarinho sobre o rio São Francisco durante a 33ª Romaria da  Terra e das Águas.
Plenarinho sobre o rio São Francisco durante a 33ª Romaria da Terra e das Águas.
O avanço das obras da Transposição tem gerado uma série de transtornos para as populações que vivem ao longo das áreas por onde estão sendo construídos os canais. Foram essas informações que foram compartilhadas com os 200 participantes do plenarinho do São Francisco, que teve como tema esse ano “O São Francisco e o negócio da água”.

Moradores de Cabrobó (PE), na região do afluente Pajeú, Ana Maria Callou e Valdenis Brito contaram, de maneira emocionada, a triste experiência que estão vivendo. Valdenis faz parte da comunidade quilombola Jatobá e já começa a perceber problemas sérios nos cultivos de cebola, uma das principais culturas da região. “Antes colhíamos duas safras por ano. Desde que iniciaram as desapropriações de terra, isso não acontece mais.”, lamenta. Morando à 3 kilômetros do canal da Transposição, Valdenis não acredita que terá acesso a água e lamenta as desapropriações que estão acontecendo. “Será que eles pensam que é só indenizar? Que a casa onde as pessoas moraram não tem valor?” questiona. “Quando a máquina passa pelas nossas casas destrói a nossa vida”, finaliza. (mais…)

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33a Romaria da Terra e das Águas lança Campanha pelo Limite da Propriedade da Terra

Campanha pelo Limite da Propriedade da Terra

Censo Agropecuário de 2006: 15,6% dos estabelecimentos dos grandes proprietários ocupam 75,7 % das terras, enquanto que 84,4% dos estabelecimentos da agricultura familiar ocupam apenas 24,3% das terras.

Plebiscito Popular pelo limite da propriedade da terra. A região oeste da Bahia vive um momento de celebração, fé e intensa discussão política. Ontem, dia 2 de julho, foi oficialmente aberta a 33ª Romaria da Terra e das Águas, na cidade de Bom Jesus da Lapa. Na oportunidade, aconteceu o lançamento estadual da Campanha pelo Limite da Propriedade da Terra.

O lançamento foi feito por Paulo Demeter, da FASE Solidariedade e Educação e membro da Coordenação Estadual da Campanha. De acordo com Demeter, a campanha pretende mostrar e mudar a desigualdade que há no Brasil com relação à propriedade da terra. “Há poucas pessoas com muita terra e milhares de brasileiros sem ou com pouca terra. Então, o objetivo desta campanha é mudar essa realidade e democratizar a propriedade da terra”, afirmou. (mais…)

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X Encontro de Culturas da Chapada dos Veadeiros

O X Encontro de Culturas da Chapada dos Veadeiros traz para São Jorge a IV Aldeia Multiétnica. São 10 etnias indígenas vindas de diversas regiões do país que se encontram para celebrar e vivenciar uma experiência única, em conjunto com os visitantes da Aldeia.Neste ano a Aldeia contará com a presença das etnias indígenas Kayapó, Krahô, Avá-canoeiro, Kamayurá, Xavante, Fulni-ô, Dessana, Xerente, Ashaninka e Ingarikó. Essas etnias estarão reunidas 16 a 22 de julho, na Aldeia da Lua, espaço localizado a 5 km da Vila de São Jorge.

MAIORES INFORMAÇÕES SITE: http://www.encontrodeculturas.com.br/2010/index.php

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Índios se sentem ameaçados com projeto madeireiro do Ratinho

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Grupo que pertence a Ratinho pode ter autorização para explorar 150 mil hectares de floresta nativa (Foto: A Gazeta)
Dulcinéia Azevedo, do jornal A Gazeta

Em carta enviada ao governador os índios alegam que não têm conhecimento da realização de estudos de impacto ambiental

Líderes das sete aldeias do povo Yawanawá da Terra Indígena do Rio Gregório, localizada na região entre Tarauacá e Cruzeiro do Sul, na BR-364, encaminharam carta ao governador Binho Marques (PT) cobrando esclarecimentos acerca da licença ambiental concedida a um grupo ligado ao apresentador Carlos Massa, o Ratinho, para a exploração de 150 mil hectares de floresta nativa no Acre.

“[…] estamos nos sentindo ameaçados com o projeto madeireiro do Ratinho no entorno de nossa terra indígena, que, junto com a pavimentação da BR-364, vai afetar direta e indiretamente todo o nosso povo Yawanawa. Ficamos ainda mais preocupados com o apoio efetivo que o Governo da Floresta vem dando para implementar e consolidar um projeto madeireiro dessa magnitude nas vizinhanças de nosso território”, diz um dos trechos da carta. (mais…)

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“Livre comércio agrícola é máquina de fabricação de pobreza”

Marcel Mazoyer (Carta Maior)

Para o pesquisador francês Marcel Mazoyer, do Instituto Nacional Agronômico Paris-Grignon, em alguns países a política de liberalização do mercado agrícola tem levado até 80% da população à pobreza. As regiões mais ricas, nas quais os produtores conseguem se apropriar de técnicas de aumento de produtividade, se tornam mais competitivas e aos poucos eliminam os pequenos. “Trata-se de desenvolvimento desigual, que termina no empobrecimento e exclusão dos camponeses”, disse. “Em muitos lugares, como no Brasil, o capitalismo agrário está impedindo a agricultura familiar e camponesa”.

Bia Barbosa

Está no Brasil o pesquisador francês Marcel Mazoyer, professor emérito de agricultura comparada e de desenvolvimento agrícola no Instituto Nacional Agronômico Paris-Grignon. Mazoyer veio ao país participar de uma série de debates de lançamento do livro História das Agriculturas no Mundo – do Neolítico à Crise Contemporânea, escrito em parceria com Laurence Roudart, mestre em economia política agrícola e alimentar pelo mesmo instituto francês. (mais…)

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