O Brasil envenenado: alimentos para a vida ou para a morte?

Alimentos Contaminados por Agrotóxicos. Fonte: www.pratoslimpos.org.br.

Por Thiago Lucas Alves da Silva*

1-Uso de agrotóxicos no Brasil

Brasil é Bicampeão Mundial no uso de Agrotóxicos. Tanto em 2008 quanto em 2009, o Brasil foi o maior consumidor de agrotóxicos do mundo.

Na safra de 2008/2009, foram vendidos 7,125 bilhões de dólares em agrotóxicos. O uso dos agrotóxicos no Brasil é tão intenso que, fazendo uma distribuição da quantidade de veneno (920 milhões de toneladas) utilizado no ano de 2009 por habitante (192 milhões), chega-se à conclusão de que cada brasileiro consumiu uma média de 4,7 kg de agrotóxicos. Em 2010, mais de um milhão de toneladas (o equivalente a mais de 1 bilhão de litros) de venenos foram jogados nas lavouras, ou seja, cada brasileiro teria consumido estarrecedores 5,2kg/ano, segundo o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Defesa Agrícola (SINDAG, 2010). Vejamos abaixo como o Brasil chegou a esse título nada lisonjeador.

2- Revolução Verde – A gênese do atual modelo predatório agrícola brasileiro

A ideia de uma produção capitalista em larga escala no campo surge no contexto da Revolução Verde, que teve origem após as grandes guerras mundiais, quando a indústria química fabricante de venenos então usados como armas químicas encontrou na agricultura um novo mercado para os seus produtos (LONDRES, 2011). A partir da década de 1950, tornou-se o paradigma dos países desenvolvidos e modelo de desenvolvimento a ser seguido pelos países periféricos como o Brasil. (mais…)

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“Quilombos, Terreiros e Juventude: justiça ambiental e práticas culturais africanas e afrodescendentes” – seminário, dia 16

A Fundação Cultural Palmares (FCP) realizará sábado, dia 16, das 9 às 19 horas, no Galpão da Cidadania (Rua Barão de Tefé, nº 75, Gamboa), o seminário Quilombos, Terreiros e Juventude: justiça ambiental e práticas culturais africanas e afrodescendentes, que tem por objetivo promover a integração cultural, econômica e política do negro no contexto social, além de dar visibilidade às suas práticas culturais.

Os negros brasileiros representam, na atualidade, cerca de 52% da população, o que os torna foco nos debates sobre desenvolvimento. No encontro serão tratadas questões relacionadas aos quilombos, aos terreiros, à juventude e à justiça ambiental, como as formas de preservação do meio ambiente e a valorização da cultura negra como alternativa para a erradicação da pobreza.

A Rio+20 marca os vinte anos de realização da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92) e fortalece a agenda do desenvolvimento sustentável para as próximas décadas. Neste grande encontro mundial, a FCP tem com perspectiva a promoção da cidadania e o combate ao racismo e à discriminação por meio da valorização da cultura afro-brasileira. Confira a programação: (mais…)

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Fortaleza é a 3ª capital do País com maior índice de trabalho infantil

Segundo o levantamento feito pelo Ministério Público do Trabalho, com dados do Censo 2012, Fortaleza registra mais de 8 mil crianças trabalhando. É o terceiro pior índice do Brasil em números absolutos. No Ceará, são 58 mil nessa situação

Ao invés de estudar e brincar, mais de 8 mil crianças entre 10 e 14 anos estão trabalhando na capital cearense. Segundo um levantamento feito pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), com base nos dados divulgados pelo Censo 2012 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Fortaleza registra o terceiro pior índice no País, em números absolutos. Fica atrás apenas de São Paulo (30.869) e Rio de Janeiro (10.989).

O procurador do trabalho Antônio de Oliveira Lima aponta a predominância de crianças atuando em estabelecimentos comerciais e industriais, além de residências. “Muitos trabalham em lava-jatos, oficinas, vendas ambulantes, coleta de material reciclável ou trabalho doméstico”, elenca.

Ele alerta para a elaboração de novas estratégias para a erradicação do problema. “Há uma necessidade de implementação da educação integral. As crianças precisam de atividades educacionais e complementares de lazer, esporte e cultura”, diz. (mais…)

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Favela Fábrica

Desde 2004 tramita na Câmara dos Deputados um projeto de lei que visa regulamentar a terceirização do trabalho no Brasil. O PL 4330, de autoria do deputado federal Sandro Mabel (PMDB-GO), é criticado por sindicatos de trabalhadores, para quem ele vai levar à precarização do trabalho. (mais…)

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Caos na Educação Escolar Indígena – apuração (punição) urgente

“Nesta manhã está sendo lançado pelo Cimi, o relatório de Violências contra os povos indígenas, do ano de 2011. Mais uma vez o Mato Grosso do Sul é o Estado mais violento contra os povos indígenas. Porém algumas formas de violência como a sistemática negação ao uma educação diferenciada, específica e de qualidade, ainda parece estar mmuito distante. Quem sabe essa violência contra a cultura e forma de vida dos mais de 240 povos indígenas, comece a se tornar realidade, a partir de uma apuração séria do descalabro no funcionamento do sistema de educação escolar indígena e do Programa Nacional de Educação Indígena, dentre outros”, escreve Egon Heck, CIMI-MS, ao enviar o artigo que publicamos a seguir. Eis o artigo.

Escolas caindo, professores indígenas sendo demitidos em massa, fechamento de escolas em aldeias, desvio dos recursos da educação indígena que vão para ralos nas prefeituras e  secretarias de educação de estados, cooptação de professores, o mato tomando conta de escolas, escolas transformadas em carcaças, deterioradas sem serem concluídas, educação escolar indígena em situação caótica,Conselheiros distritais funcionários públicos sem compromisso com  a comunidade, saque dos recursos, nepotismo, descaso, abandono, criminalização dos saberes indígenas, chantagem para com os professores indígenas…Todas essas expressões relatadas na oficina  sobre educação escolar indígena realizado no Centro de Formação Vicente Cañas, em Luziânia neste início de junho. Participaram membros de todo país. No mesmo sentido foram as denúncias levadas ao MEC por delegações indígenas que estiveram em Brasília ultimamente. (mais…)

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20 anos de Eco92: Diretora da Funai alerta para retrocesso e inconstitucionalidade da PEC 215

Índios querem apoio de órgãos internacionais no decorrer do ciclo de conferências Rio+20 para impedir o avanço da tramitação da PEC 215

Por Viviane Monteiro – Jornal da Ciência

Depois de avançar no processo de reconhecimento dos direitos indígenas nas últimas duas décadas, o Brasil pode enfrentar um novo retrocesso nessa área caso seja homologada a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 215, de 28 de março de 2000, que transfere da União para o Congresso Nacional a responsabilidade de aprovar e ratificar a demarcação de terras indígenas. Essa é a avaliação da diretora de Proteção Territorial da Funai, Maria Auxiliadora de Sá Leão. “A medida é inconstitucional e representa um grande retrocesso para o País”, disse ela ao Jornal da Ciência. “Enquanto a Constituição Federal avança no reconhecimento dos direitos e na definição da identidade dos povos indígenas, o espírito da PEC 215 promove uma volta ao passado. Não podemos aceitar”, alerta. (mais…)

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Articulador indígena critica local onde as comitivas de índios vão ficar para Rio+20

Da Agência Brasil

Rio de Janeiro – O local escolhido para receber as delegações indígenas que vão participar da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, foi criticado por Marcos Terena, articulador indígena no evento.

Segundo ele, a Colônia Juliano Moreira, em Jacarepaguá, onde está instalada a Aldeia Kari-oca, é insalubre e coloca em risco a saúde dos índios. “A gente não vai se responsabilizar por isso. Eles não são como eu que moro em Brasília e tenho outro tipo de resistência. Virão velhos, mulheres e crianças participar da Rio+20”, alertou.

Terena disse que um terreno próximo à colônia, também em Jacarepaguá, seria ideal para se construir o alojamento. De acordo com o líder indígena, o lugar abrigou os índios durante a Rio92.

Edição: Aécio Amado

http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-06-12/articulador-indigena-critica-local-onde-comitivas-de-indios-vao-ficar-para-rio20

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Rio+20: Só 4 de 90 metas ambientais têm avanço

Apenas quatro dos 90 objetivos ambientais mais importantes acertados nos últimos 40 anos tiveram avanços significativos. O número é inferior ao de objetivos que tiveram retrocesso: oito no total. Outros 40 registraram poucos avanços e 24 praticamente não apresentaram nenhum progresso. Além disso, 14 não puderam ser avaliados devido à falta de dados mensuráveis. As informações são da quinta edição do relatório Panorama Ambiental Global, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente.

Jornal da Ciência/EcoAgência

No momento em que o mundo negocia um novo acordo sobre desenvolvimento sustentável, a ser assinado na cúpula Rio+20, a ONU afirmou que apenas quatro dos 90 objetivos ambientais mais importantes acertados internacionalmente nos últimos 40 anos tiveram avanços significativos. O número é inferior ao de objetivos que tiveram retrocesso: oito no total. Outros 40 registraram poucos avanços e 24 praticamente não apresentaram nenhum progresso. Além disso, 14 não puderam ser avaliados devido à falta de dados mensuráveis.

As informações constam da quinta edição do relatório Panorama Ambiental Global, o GEO-5, divulgado no dia 6 de junho pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). Segundo o órgão, houve avanço significativo nos objetivos de erradicação do uso de substâncias nocivas à camada de ozônio, eliminação do uso de chumbo em combustíveis, ampliação do acesso a fontes de água potável e aumento das pesquisas sobre a poluição dos mares. Mas os esforços para o combate às mudanças climáticas e para a preservação dos estoques pesqueiros, por exemplo, praticamente não deram resultado. E a proteção dos recifes de corais teve retrocesso – desde 1980, eles sofreram redução de 38%. (mais…)

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Presidente da Funai promete interação com Frente Parlamentar Indígena

Marta Azevedo reconheceu os problemas na saúde indígena que, para o coordenador da Frente Parlamentar, deputado Padre Ton, resultam de falhas na gestão

Presidente da Funai há pouco mais de um mês, a antropóloga Marta Maria do Amaral Azevedo recebeu anteontem (11) em audiência o coordenador da Frente Parlamentar em Defesa dos Povos Indígenas, deputado federal Padre Ton (PT-RO), encontro solicitado pelo parlamentar para tratar das demandas da Frente e buscar apoio da instituição para reverter pauta legislativa negativa para os povos indígenas.

O deputado entregou à presidente os documentos Ações Prioritárias da Frente, Relatório do Seminário sobre Mineração em Terra Indígena realizado em Espigão do Oeste e Cronograma das Atividades que serão desenvolvidas pela Comissão Especial encarregada de oferecer um parecer ao Projeto de Lei (PL 1610/96), que regulamenta a mineração em terra indígena. (mais…)

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