Nota da Articulação [email protected] [email protected]: Mais um rastro de destruição e morte na história da mineração e da empresa Vale S.A.

Duas barragens da mineradora Samarco Mineradora S.A., joint venture da Vale S.A (50%) e da BHP Billiton Brasil Ltda (50%), e também recebedora de rejeitos de outras minas da Vale S.A na região, dentre as quais a mina de Alegria, se romperam no estado de Minas Gerais, no distrito de Bento Rodrigues, entre as cidades de Mariana e Ouro Preto.

O Distrito encontra-se completamente soterrado por lama tóxica, sendo o acesso ao local apenas possível por helicóptero. Há inúmeros desabrigados e até o momento foram contabilizados ao menos 16 mortos, 45 desaparecidos e inúmeros soterrados. A situação no local continua muito grave e há riscos de novos desmoronamentos. Inicialmente, somente o distrito de Bento Rodrigues havia sido afetado, mas a enxurrada de rejeitos segue atingindo outros distritos e municípios, tendo chegado a 60 km do local. (mais…)

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Mineração e tragédias em Minas Gerais. Até quando? , por Marcos Paulo de Souza Miranda*

Minas Gerais tem o seu próprio nome ligado à mineração, atividade que durante o apogeu do ouro e do diamante sustentou, em boa parte, a economia de Portugal. Nos dias de hoje, sem a fartura de pedras e metais  preciosos, o minério de ferro é uma das bases  da economia do Estado.

Mas um lado funesto decorrente das atividades minerárias ao longo de mais de três séculos de exploração é ainda pouco conhecido: a perda de vidas humanas e a destruição do meio ambiente em episódios recorrentes na história do povo mineiro. (mais…)

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Canjerê: 1º Festival de Cultura Quilombola de Minas Gerais – 6 a 8 de novembro, em BH

De 6 a 8 de novembro, será realizado em Belo Horizonte o Canjerê – 1o Festival de Cultura Quilombola de Minas Gerais. Ao longo dos três dias, o público poderá conferir feira de artesanato, produtos agrícolas e da culinária quilombola, apresentações de grupos culturais, shows com artistas reconhecidos da música afro-mineira, debates, oficinas e cortejo (veja abaixo programação completa).

Do Festival, que será realizado na Funarte MG (Rua Januária, 68, Floresta) e terá entrada gratuita, farão parte 60 comunidades quilombolas vindas de 27 municípios mineiros. O Canjerê é uma iniciativa da Federação das Comunidades Quilombolas de Minas Gerais (N’Golo), que articula as comunidades de todas as regiões do estado. A abertura oficial será no dia 6, às 18h. (mais…)

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Irmandades Negras: outro espaço de luta e resistência (São Paulo: 1870 – 1890)

História Hoje

O Cedem, Centro de Documentação e Memória da Unesp, promoverá debate sobre o livro de Antônia Aparecida Quintão: “Irmandades Negras: outro espaço de luta e resistência (São Paulo: 1870 – 1890), 1ª edição – Editoras Annablume e Fapesp, 2002.

A autora discute, a partir de levantamento e análise histórica de documentos, o papel das irmandades religiosas negras no século XIX como espaço de solidariedade, resistência cultural, religiosidade e identidade racial, a despeito das tentativas da classe senhorial e das elites de controlá-las, conformando-as à estrutura da sociedade escravista. A análise sustenta-se na configuração de três seções nucleares – a constituição e organização das irmandades religiosas, o papel destas organizações ante a ingerência do catolicismo tradicional, bem como as mudanças provenientes da implantação do catolicismo ultramontano e a relação entre as irmandades negras e o movimento dos caifazes de Antonio Bento. (mais…)

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Nota do Centro Acadêmico do curso de Ciências Socioambientais da UFMG acerca do crime ambiental em Mariana

No último dia 05 de Novembro de 2015, ocorreu um dos maiores desastres socioambientais do Estado de Minas Gerais, em Bento Rodrigues distrito da cidade de Mariana. O ocorrido ressalta duas realidades em relação ao meio ambiente e sociedade: o desmazelo das mineradoras e a conivência do poder público ao defender os interesses das multinacionais e não o povo de Minas e o meio ambiente, sendo negligente em relação ao controle e fiscalização de atividades de alto risco para as comunidades do entorno de empreendimentos minerários. Não foi acidente.

Nós estudantes de Ciências Socioambientais consideramos inadmissível uma falha técnica, como da empresa Samarco/Vale, atingir tais proporções. As comunidades que vivem próximas a empreendimentos minerários não podem conviver com o medo, com a insegurança e a negligência do poder público. A sociedade não pode aceitar a mineração nos moldes atuais com foco no desenvolvimento econômico em detrimento da dignidade e integridade humana. Exigimos a devida punição às empresas responsáveis e a garantia do resgate da cidadania e integridade das famílias afetadas. (mais…)

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A mortalidade de crianças indígenas

A sentença é clara. Nascer em uma aldeia aumenta em duas vezes a probabilidade de morrer antes de completar 1 ano. Se for xavante ou ianomâmi, pior ainda – as chances de sobreviver até os 5 anos são quase nove vezes menores. Entre principais motivos estão fome, diarreia, desnutrição, miséria e condições precárias de saúde e de saneamento

Por Maria Clara Vieira, em Revista Crescer

Mato Grosso. Terra Indígena Marechal Rondon. Aldeia Darcy Bethania, bem no coração do Brasil. É nesse pequeno ponto do mapa que vive a professora xavante Eliadina Pedzadarutu’o, 29 anos. Entre seus poucos pertences, ela tem dezenas de livros. É mãe de dois filhos e de uma grande saudade. (mais…)

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Eduardo Cunha sofre derrota na Justiça da Suíça

Por Graciliano Rocha, na Folha de São Paulo

A Suíça rejeitou recurso impetrado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que visava anular o ato de cooperação que autorizou envio das provas de existência das contas secretas naquele país e torná-las inválidas perante a Justiça brasileira.

Como não há possibilidade de recurso, a decisão enterra a possibilidade do congressista obter, pela via judicial suíça, paralisação do inquérito que corre no STF (Supremo Tribunal Federal), em Brasília. (mais…)

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Líder indígena denuncia garimpo ilegal na Terra Yanomami em Roraima

Região de garimpo fica no município de Alto Alegre, Noroeste do estado. Polícia Federal e Funai ainda não se pronunciaram sobre a denúncia.

Por Valéria Oliveira, do G1 RR

O líder indígena Carlos Nailson Xirixana, da Comunidade Ninam, procurou o G1 nesta sexta-feira (6) para denunciar que garimpeiros invadiram a Terra Indígena Yanomami (TIY) para explorar ilegalmente ouro. O crime ambiental, segundo ele, ocorre na região do Rio Mucajaí, no município de Alto Alegre, ao Noroeste do estado. (mais…)

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