Manifesto das mulheres e demais moradores de Altamira, vítimas da Norte Energia

Nós, moradores (as) dos bairros de Altamira: Tufi, Sudam I, Açaizal, Invasão dos padres, Aparecida, Olarias, Peixaria, Centro, Beco do Afonsinho,  Boa Esperança e  Brasília, nós  moradores da ilhas destruídas do Xingu e barqueiros, representados pelas mulheres, pais de família, crianças e jovens  nascidos e criados nesta terra, vivendo de maneira digna no espaço conquistado pelo trabalho honesto de nossas mãos calejadas, sobrevivendo do que o rio e a floresta nos deram, estamos hoje assistindo e vivenciando o maior sofrimento causado pela terceira maior hidrelétrica do mundo: Belo Monte, que há cinco anos vem massacrando o povo e transformando vidas, rios e matas em deserto. (mais…)

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Belo Monte: a violência na compensação

O que uma mãe perde ao ser indenizada pela maior hidrelétrica em construção no Brasil

Letícia Leite – ISA

Mais de cinco mil casas devem ser demolidas na cidade Altamira (PA), antes que o Rio Xingu seja barrado definitivamente. Cerca de três mil já foram abaixo. As ruas próximas à orla estão repletas de entulho de construção. A negociação para a demolição de outras duas mil casas prossegue entre os que vivem onde será o reservatório da usina de Belo Monte e a empresa que a está construindo, a Norte Energia. (mais…)

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Cuidado: se você disser que conhece alguém expulso pela Norte Energia…

Tania Pacheco – Combate Racismo Ambiental

Curiosa, a Norte Energia! Certamente no intuito de garantir os legítimos direitos das pessoas atingidas pelo desastre socioambiental que está causando, ela decidiu agora exigir que todas consigam declarações de que existem e moram há tantos anos nas casas e/ou áreas das quais estão sendo expulsas! Mas não só: para isso ela criou um formulário que é um convite ao não preenchimento. Obviamente ciente de que na maioria dos casos estará lidando com pessoas mais humildes e, em boa parte das vezes, temerosas de coisas que não dominam, a gentil Nesa optou não por um texto acessível e de fácil preenchimento, mas, bem ao contrário, por algo que pode ter um efeito intimidatório. (mais…)

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Potencialidade mineral na região da planejada hidrelétrica São Luiz do Tapajós. Um risco para o rio Tapajós, por Telma Monteiro

Por Telma Monteiro

Ao analisar o processo de licenciamento da hidrelétrica São Luiz do Tapajós, que tramita no Ibama, encontrei um mapa do potencialidade mineral. Editei um pedaço que mostra todo o futuro reservatório, se ela sair do papel. A grande surpresa ficou por conta da extensão da potencialidade de ouro.

A legenda do mapa mostra a potencialidade de ouro, diamante, calcário, argila e granito e a sua gradação.  (mais…)

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Movimentos, entidades e ativistas solicitam criação de escritório da DPU em Altamira

Movimentos sociais, entidades, organizações e ativistas encaminharam abaixo assinado ao Defensor Público-Geral Federal, Haman Tabosa de Morais e Córdova, pedindo a permanência da Defensoria Pública da União em Altamira. Os diversos problemas decorrentes da ação da Norte Energia na região vinham sendo minimizados com a ajuda de Defensores Públicos em missão especial, uma vez que a cidade não tem escritório da DPU. Em abril, a missão termina, entretanto, e as comunidades ficariam a partir daí sem essa assistência. Abaixo, o texto da Carta e as assinaturas.

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Nós, abaixo-assinado, afetados direta ou indiretamente pelos irreversíveis impactos da construção do complexo Belo Monte, no Rio Xingu, vimos através deste denunciar as violações dos direitos humanos e ambientais, a falta de respeito, a negação de direitos das indenizações e moradia digna, entre tantos direitos negados pela empresa Norte Energia (NESA), responsável por este empreendimento do Governo Federal.

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Guatemala: Revelan impactos del proyecto hidroeléctrico Xalalá en territorio maya q’eqchi’

El martes 24 de marzo se presentará en el Hotel Royal Palace de la capital

Servindi, 18 de marzo, 2015.- “La hidroeléctrica Xalalá en territorio maya q’eqchi’ de Guatemala. ¿Qué pasará con nuestra tierra y agua sagradas?” se titula el informe presentado el lunes 16 de marzo en el Centro Regional Nimlajaco de Cobán, Alta Verapaz, Guatemala. (mais…)

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Os Ecos de Itaipu

No oeste do Paraná, índios Guarani querem retomar as terras de onde foram expulsos em nome da construção da hidrelétrica de Itaipu pelo regime militar

Por Isabel Harari e Stefano Wrobleski, em A Pública

Pedro Alves pega uma vareta para mostrar as antigas aldeias guarani no oeste paranaense. O xeramõi – uma espécie de autoridade espiritual, ancião sábio – serpenteia o pedaço de pau pelo chão de terra batida da Tekoha Y’Hovy, aldeia onde vive, no município de Guaíra, e relembra onde cada parente morava e por onde corria o rio antes do alagamento para a construção da hidrelétrica de Itaipu. Em frente à sua roça, Pedro equilibra-se em um banquinho de madeira colocado no único rastro de sombra que resistiu ao sol do meio dia. “Naquela época a mata era quase virgem. Tinha mata, caça, palmito”, recorda. Seu Pedro apaga o desenho com as mãos e risca novamente o chão, dessa vez com várias linhas saindo de um ponto em direção a diversas regiões. Cada linha representa a direção tomada por seus parentes Guarani para fugir do alargamento do Rio Paraná, em 1982. (mais…)

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“Meu pai sabia demais”

Filha do então embaixador do Brasil no Paraguai acredita que denúncia de corrupção em Itaipu pode ter provocado morte de seu pai

por  e , em A Pública

Em novembro de 2014, o Instituto João Goulart encaminhou denúncia ao MPF- RJ sobre a morte do embaixador José Jobim em 1979. O documento alega que agentes da ditadura assassinaram o político, que declarara publicamente estar escrevendo um livro de memórias no qual denunciaria o esquema de corrupção na construção da Usina Hidrelétrica de Itaipu. Jobim iniciou sua carreira como jornalista mas logo enveredou para a diplomacia. Foi embaixador do Brasil no Paraguai, Equador, Colômbia, Argélia, Vaticano, Malta e no Marrocos. (mais…)

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Antes de Itaipu

Indígenas sofriam com violência e expulsão mesmo décadas antes do alagamento do Rio Paraná

por  e , em A Pública

De acordo com o relatório do CTI, que subsidiou os trabalhos da CNV, a pressão sobre os indígenas começou, no oeste do Paraná, no início do século XX. A ocupação das terras por não-índios era, até então, restrita à região central do estado, delimitada pelas áreas onde hoje estão os municípios de Santo Antônio da Platina, ao norte, e Francisco Beltrão, ao sul. (mais…)

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Audiência sobre Barragem no Guapiaçu mostra mobilização e organização da população local

Serra Queimada, Cachoeira de Macacu [1]

Articulação de Agroecologia do Rio de Janeiro

Numa terra de belezas e trabalho, a luta pela permanência no território se apresenta como uma história constante para muitas das famílias da Bacia do Rio Guapiaçu. No último dia 6 de março, em audiência com o secretário do Meio Ambiente do Estado do Rio de Janeiro, André Corrêa, a população juntou forças para mostrar o que fazem e querem daquele lugar. (mais…)

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