Perú: Carta del padre Miguel Garnett Johnson sobre conflicto en Cajamarca

A través de estas líneas, quisiera expresar lo siguiente:

Primero: mi apoyo incondicional al Reverendo Padre Marco Arana Zegarra por su postura clara y bien razonada contra el Proyecto Conga. Sé que ha estudiado la problemática minera a fondo y presenta sus argumentos en forma contundente, con calma y claridad.

Segundo: me llama la atención la opinión de algunas personas expresada desde la capital, diciendo que los cajamarquinos han sido secuestrados por un reducido grupo ideológico. Veo aquí una falsa politización de un problema social. No se trata de ideología, sino de agua. Nadie puede tomar ideología para vivir, pero todos tomamos agua; y es la defensa del agua, no de una ideología, que ha promovido las protestas y el paro en Cajamarca.

Tercero: quisiera felicitar a los organizadores del paro por haber logrado hasta ahora, evitar en general desmanes y actos de violencia; y, a la vez, rechazar el argumento de que hace falta declarar un estado de emergencia en Cajamarca para suprimir la violencia. Si no hay mayor violencia, no hay nada que suprimir.

Cuarto: una pequeña reflexión sobre desarrollo. He leído algunas comunicaciones que dicen que por ignorancia los cajamarquinos están rechazando el desarrollo y los beneficios económicos que traen la minería. Si miramos La Oroya y Cerro de Pasco es un tanto difícil ver cuales son los beneficios; y si tomamos el caso más cercano, de Hualgayoc, vemos que un pueblo que tuvo un boom minero a fines del siglo XVIII, quedaba como uno de los pueblos más pobres y desafortunados del Departamento de Cajamarca. (mais…)

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Lei define hip hop como movimento cultural popular

Foi sancionada, na semana passada, a Lei 5.472/2010 que define o hip hop como movimento cultural de caráter popular, no Rio de Janeiro. A lei proíbe qualquer tipo de discriminação ou preconceito de natureza social, racial, cultural ou administrativa contra o gênero musical na cidade.

Os artistas deste estilo passam, então, a ser declarados como agentes da cultura popular, recebendo o mesmo tratamento, por exemplo, de artistas de samba.

Confira a lei clicando aqui.

Enviada por Ricardo Álvares.

http://www.palmares.gov.br/2012/07/lei-define-hip-hop-como-movimento-cultural-popular/

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Os 11 do Xingu – Ato contra a criminalização da luta contra Belo Monte, São Paulo, quinta, 05, às 17:30

“Durante a realização do evento, a polícia civil do Pará solicitou à Justiça a prisão preventiva de 11 pessoas acusadas de participar dos protestos. Entre os acusados no inquérito estão integrantes e assessores do Movimento Xingu Vivo para Sempre, um padre que rezou uma missa e abençoou o encontro, uma freira, um pescador que teve sua casa destruída pelo Consórcio poucos dias antes, missionários indigenistas e um documentarista de São Paulo. Sem provas, a concessionária responsável pela usina (CCBM) acusa essas pessoas de roubo, formação de quadrilha e perturbação, entre outros crimes.”

Toda ação deles terá uma reação nossa. A perseguição aos ativistas que lutam contra a construção da usina de Belo Monte leva a uma série de reflexões sobre o que está, de fato, ocorrendo em Altamira, oeste do Pará. O resultado da resistência dos grupos que apoiam a luta pelo Xingu Vivo trouxe à tona a violência e perseguição do Consórcio Construtor de Belo Monte (CCBM), da Norte Energia e da polícia do estado, que decretou a prisão preventiva de onze pessoas ligadas à luta em prol do Xingu.

De 13 a 17 de junho, cerca de 300 pessoas se reuniram no encontro Xingu+23 na comunidade de Santo Antonio, 50km de Altamira – Pará. Um dos objetivos foi reviver um marco da resistência dos povos da Amazônia que, há 23 anos, impediu a construção da usina. Além disso, havia um grito entalado na garganta de todos ali, um grito de que a Rio+20 não lhes representava – nem a nós! O Xingu+23 buscou formas e estratégias de lutar contra Belo Monte, dando visibilidade aos atingidos pela obra – ribeirinhos, indígenas, pescadores, quilombolas e outros –, em contraste com o cinismo do governo brasileiro. (mais…)

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CE – Tapebas bloqueiam rodovia em protesto

Trânsito ficou lento e complicou a vida das pessoas que passavam pelo local durante o protesto dos índios Tabepas (Foto: Edimar Soares)

Aline Moura, Especial para O POVO

Passar pela BR-222 durante o dia de ontem, na altura do km 17, foi um problema devido às manifestações dos índios Tapebas, no município de Caucaia, que bloquearam a via com troncos de árvores, lonas e até um trator. A manifestação reivindicava a demarcação das terras onde vivem as 17 comunidades indígenas da região.

“Somos um povo unido. Atingiu uma, atingiu todas”, disse o cacique Alberto Tapeba, referindo-se a ordem judicial de reintegração de posse que autorizou a demolição de 10 casas da parte sul da aldeia Sobradinho.

Após as demolições, as comunidades Tapebas vivem em clima de tensão, conforme Iolanda Ambrósio, indígena e professora de uma das aldeias. “Enquanto não sair a demarcação, o povo Tapeba não vai estar seguro dentro suas casas”, afirma o cacique. (mais…)

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É pau, é pedra – a luta é o caminho

Tadeu Breda

“Se precisar, a gente vai pro pau”, diz Maria Elisete Barbosa de Sousa, uma das três pessoas que se revezam na portaria do edifício Mauá, no centro de São Paulo, ocupado por três movimentos sem-teto desde 2007. Por ali circulam diariamente cerca de mil pessoas. “Conheço todos”, diz Elisete, garantindo: “Aqui só entra morador.” Sua memória fotográfica é uma das armas da coordenação para evitar problemas com visitas indesejadas – mas não a única.

Há mais ou menos dois anos, a assembleia dos moradores decidiu pela instalação de câmeras de vigilância. São oito no total: uma na rua, uma na portaria e mais uma em cada um dos seis andares do prédio. Elisete ocupa o posto das sete da manhã às sete da noite, quando é substituída por um colega. A porteira explica que as câmeras servem para quando alguém apronta e ninguém vê: Elisete já cansou de ver morador descumprir o regimento interno e, depois, tirar o corpo fora. “Com a câmera, a gente pega direitinho. Eu monitoro tudo por aqui e passo qualquer problema pra coordenação.”

As regras na ocupação Mauá são rígidas, e algumas não podem ser infringidas de jeito nenhum. Usar drogas, por exemplo, está terminantemente proibido – e dá expulsão. “Pegou usando? Alguém viu? É rua”, explica Ivaneti Araújo, 39, militante do Movimento Sem-Teto do Centro (MSTC) desde 1998 e coordenadora geral do edifício. “Só que a gente não exclui ninguém: é a pessoa que está se excluindo, porque a assinatura das famílias mostra que estão de acordo com as normas.” (mais…)

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Morre aos 62 anos o historiador Antônio Brand, estudioso da causa indígena

Mato Grosso do Sul perdeu na manhã de hoje um dos maiores defensores e estudiosos da causa indígena. Historiador, a professor Antônio Brand, de 62 anos, faleceu por volta das 8h, após complicações em cirurgia cardíaca, realizada em hospital de Porto Alegre (RS).

As informações iniciais, repassadas por companheiros de trabalho, são de que Brand foi submetido a cirurgia para corrigir um problema em válvula do coração. O procedimento teve complicações e ele sofreu infarto.

O velório está previsto para acontecer na cidade natal de Brand, Montenegro, no RS. Ele era casado e deixa uma filha.

Durante a sessão na Assembleia Legislativa, nesta manhã, o deputado estadual Pedro Kemp lamentou a morte de Brand, lembrando dele como uma referência na causa indígena, principalmente por seus estudos relativos aos guarani-caiuá.

A UCDB (Universidade Católica Dom Bosco) publicou nota de falecimento do professor e pesquisador. (mais…)

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Mundo: La inseguridad alimentaria afecta tres veces más a los indígenas que a otra población

“En toda la región las comunidades indígenas tienen una prevalencia de la inseguridad alimentaria tres veces superior a la del resto” indicó Raúl Benitez, representante regional de la Organización de las Naciones Unidas para la Alimentación y Agricultura (FAO en inglés) para América Latina y el Caribe.

Asimismo resaltó que las mujeres rurales generalmente tienen medios de trabajo precarios. “Por lo general son las mujeres las que se encargan de tener el pan en la mesa todos los días. Ellas cumplen un rol fundamental en la lucha contra el hambre” señaló. (mais…)

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Cúpula dos Povos. Propostas “demasiadamente teóricas”. Entrevista especial com Jeremias Vunjanhe

“As mudanças urgentes que precisamos nunca virão dos governos, muito menos dos espaços de negociação das Nações Unidas”, opina o jornalista moçambicano

Apesar da pluralidade dos atores envolvidos na Cúpula dos Povos, “as propostas apresentadas pecaram por serem demasiadamente teóricas, com poucas ações práticas, e alternativas ousadas para ultrapassar a atual e profunda crise que a humanidade enfrenta”. É assim que o jornalista Jeremias Vunjanhe resume a atuação dos representantes da sociedade civil e dos movimentos sociais que participaram do evento paralelo à Rio+20, no aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro.

Vunjanhe é membro da ONG Justiça Ambiental, de Moçambique, e acompanha de perto os impactos sociais e ambientais da mineradora Vale do Rio Doce, em Moçambique. Durante o evento da Cúpula dos Povos, ele participou da Marcha anticorporações, que culminou com o “lançamento do Relatório de Insustentabilidade da Vale, e com várias intervenções e testemunhas de pessoas que sofrem todos os dias com os impactos destrutivos das grandes corporações junto à sede da Vale”.

Na entrevista a seguir, concedida por e-mail para à IHU On-Line, o jornalista, que foi deportado para Moçambique ao chegar no Brasil para participar da Cúpula dos Povos, mas que no dia seguinte conseguiu retornar, avalia que “o tema dos atingidos pela Vale foi superficialmente tratado e inserido dentro das pautas agendadas”. E dispara: “Sinceramente, confesso que esperava que a questão do avanço das grandes mineradoras sobre os territórios e comunidades de todo o mundo fosse uma questão central nas discussões sobre meio ambiente e sustentabilidade”.  (mais…)

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Belo Horizonte terá centro de assistência para 10 mil jovens

O CRJ será erguido na Casa das Fábricas, ao lado da Praça da Estação

Izabela Ventura – Do Hoje em Dia

Em dois anos, Belo Horizonte terá um dos maiores Centros de Referência da Juventude (CRJ) da América Latina, que vai atender a 10 mil pessoas, de 15 a 29 anos. O espaço será construído na Casa das Fábricas, antiga sede do Projeto Miguilim, ao lado da praça da Estação, no Centro.

O protocolo de intenções para a obra foi assinado nesta segunda-feira (2) por representantes da prefeitura e do governo de Minas. No espaço serão oferecidas oficinas de artes, prática de esportes, capacitação profissional, prestação de serviços e utilidade pública. O objetivo é afastar a juventude da violência. (mais…)

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Asfoc repudia assassinato de pescadores, se solidariza a familiares e se une ao movimento pela justiça socioambiental

Os movimentos sociais e organizações da sociedade civil lançaram, na última sexta-feira (29/06), na Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro (OAB-RJ), um manifesto de repúdio, assinado pela Asfoc-SN, pelo brutal assassinato dos pescadores artesanais Almir Nogueira de Amorim, 45 anos, e João Luiz Telles Penetra, o Pituca, 40 anos.

Integrantes da Associação Homens e Mulheres do Mar (Ahomar, organização que luta contra os impactos socioambientais gerados por grandes empreendimentos econômicos que inviabilizam a pesca artesanal na Baía de Guanabara), os dois foram encontrados afogados, com pés e mãos amarrados, próximos aos seus barcos submersos em praias do Rio de Janeiro, no mês de junho – essa foi a quarta morte de pescadores desde 2009 e até o momento não houve conclusão sobre as investigações. Poucos dias antes da morte dos pescadores, Almir e Pituca participaram de uma atividade organizada pela Fiocruz na Cúpula dos Povos, em 18 de junho, no Aterro do Flamengo.

A Asfoc, que esteve presente na Rio+20 participando do Fórum de Saúde do Rio de Janeiro e atua fortemente no movimento de resistência pela justiça ambiental junto aos movimentos sociais, se solidariza às famílias das vítimas, cobra das autoridades o esclarecimento dos crimes e punição aos responsáveis, além de ampliação de medidas de proteção aos pescadores ameaçados.

Durante reunião preparatória para o lançamento do manifesto, o Sindicato foi indicado a compor o Fórum de Entidades para atuar nas questões relativas aos graves impactos socioambientais e à saúde, decorrentes dos grandes empreendimentos, como, por exemplo, o risco de extinção da pesca artesanal.

Clique aqui para ler o manifesto na íntegra!

http://www.asfoc.fiocruz.br/publi/comunicados/2012/jul-02a.htm

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