Por que se demoram as greves da educação?

Elaine Tavares – Palavras Insurgentes

A semana que chega apresenta mais uma greve na educação. Em Florianópolis, estão parados os trabalhadores municipais – incluindo professores – os professores estaduais e, agora, o técnico-administrativos em educação da UFSC.  E, no geral, essas greves que envolvem trabalhadores da educação demoram demais. Algumas chegam a durar três meses. Nesse meio tempo não há aulas e se acontecem, são precárias. A pergunta então que não quer calar é justamente essa: por que são tão longas essas greves? (mais…)

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Morreram mais três operários? Sem problema. É só repor, por Leonardo Sakamoto

No Blog do Sakamoto

Três trabalhadores morreram, neste sábado (30), nas obras da usina hidrelétrica de Belo Monte. Um silo para armazenamento de cimento com capacidade para 1200 toneladas caiu sobre Denivaldo Soares Aguiar, José da Conceição Ferreira da Silva e Pedro Henrique dos Santos Silva. Um inquérito foi instaurado para identificar as causas do acidente. (mais…)

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Tese de doutora paraense conquista primeiro lugar por análise de trabalho infantil doméstico

Danila Cal ganha um prêmio inédito por análise sobre trabalho infantil doméstico

Em O Liberal 

As mulheres, meninas ou adultas, que passam ou já passaram por situações de trabalho infantil doméstico no Brasil, em particular no Estado do Pará, precisam ser ouvidas no debate público acerca dessa temática, especificamente em suas propostas para políticas públicas, a fim de que a sociedade possa aprofundar o olhar sobre as causas, efeitos e busca de soluções para essa prática contumaz no País. Essa é a proposição básica da tese de doutorado da pesquisadora paraense Danila Gentil Rodriguez Cal, 32 anos, professora da Universidade da Amazônia (Unama), defendida em 2014 e que acaba de conquistar um prêmio inédito para o Estado do Pará: a de melhor tese na área de Comunicação do País, sendo distinguida pelo Prêmio Compós de Teses e Dissertações Eduardo Peñuela – 2015. O resultado foi divulgado na sexta-feira, 22, pela Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação – Compós. (mais…)

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MP do Rio quer esclarecimentos sobre licença para projeto turístico em Maricá

Isabela Vieira – Repórter da Agência Brasil

A licença ambiental concedida para o complexo turístico e residencial na Restinga de Maricá, Fazenda São Bento da Lagoa, com dois campos de golfe, hotel, shopping e centro hípico, será avaliada pelo Ministério Público (MP) do Estado do Rio de Janeiro. O órgão quer saber se a Secretaria Estadual do Ambiente incorporou a lista de recomendações feitas ao projeto pelo MPRJ, indicadas em relatório de 66 páginas. O MP considera o empreendimento incompatível com o ecossistema local. (mais…)

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Suicídios de jovens indígenas motiva denúncia internacional

Por Cristina Fontenele, na Adital

A onda de suicídios e de automutilações entre indígenas foi levada à Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York [Estados Unidos]. A tendência atinge todas as regiões do mundo e, em especial, o Ártico, as Américas e o Pacífico. Entre as causas desses atos extremos estariam: a crise gerada pelo afastamento das raízes culturais, os conflitos de terra e a negação de direitos humanos aos indígenas. A ONU recomenda uma série de ações aos países para lidarem com a questão.

Na abertura do Fórum Permanente da ONU sobre Assuntos Indígenas, realizado recentemente, o vice-secretário-geral da organização, Jan Eliasson, afirmou que 2015 representa um ano fundamental para a segurança e a prosperidade dos povos indígenas no mundo. “Agora, é o momento dos povos indígenas estarem na vanguarda de uma agenda transformadora, que não deixa ninguém para trás”.

Em entrevista à Adital, Cleber Buzatto, secretário executivo do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), faz uma avaliação positiva do Fórum. Segundo ele, que esteve presente no evento, as lideranças tiveram a oportunidade de exporem suas demandas, resultando numa série de articulações entre as organizações.

Buzatto cita que os suicídios indígenas estão acima das médias nacionais e são uma questão preocupante. “Estão associados a uma condição de vulnerabilidade social e cultural”, explica. Ele destaca que situações como a alta densidade populacional, os conflitos de terra e o isolamento de algumas comunidades, como é o caso da tribo Guarani-Kaiowá, no Estado do Mato Grosso do Sul, Brasil, potencializam o suicídio.

De acordo com o secretário, o Brasil vive uma situação emblemática nos últimos quatros anos quanto aos direitos territoriais indígenas. “Está havendo uma reinterpretação restritiva das terras tradicionalmente ocupadas pelos indígenas”, denuncia. Para ele, os três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) têm promovido “ataques” por meio de instrumentos administrativos, movidos por interesse econômicos pelas terras indígenas. A PEC [Proposta de Emenda Constitucional] 215 seria um exemplo. Esta Proposta tenta transferir do Executivo para o Legislativo a prerrogativa constitucional de autorizar a demarcação de terras indígenas.

Suicídio é multifatorial

As causas dos suicídios e da autoflagelação estão diretamente relacionadas a questões históricas enfrentadas pelos indígenas, como a desapropriação de suas terras e recursos e a negação dos direitos humanos. Sociólogos afirmam que há a perda do “vínculo sagrado com a terra”, gerando a falta de um “lugar de pertencimento”. Tudo isso, combinado à redução da autentificação e ao afastamento de suas raízes culturais e dos modos de vida, prova o isolamento sociocultural.

É como se o indígena estivesse em um “não lugar”, negociando entre culturas e com a sociedade de entorno. Os estudiosos apontam uma crise na escolha entre a tradição e a modernidade. Alguns índios acabam fugindo de suas tribos para as periferias das cidades. Enfrentam o alcoolismo, a pobreza, violência e a discriminação por serem indígenas.

A falta de oportunidades de trabalho e de representação na política, assim como de reconhecimento da importância dos povos indígenas, geram também altos níveis de pobreza e interferem na estrutura social indígena. Lutas por território e interesses econômicos de proprietários rurais são freqüentes. Há relatos de perseguição, torturas, incêndio de aldeias. Nesse contexto, a falta de esperança e de perspectiva têm levado jovens indígenas ao suicídio.

Entre os métodos mais utilizados para o suicídio estão o enforcamento e o envenenamento.

Em janeiro de 2015, a TV ONU produziu um documentário abordando o drama vivido pelos jovens indígenas brasileiros. Assista ao vídeo:

Recomendações

O Fórum Permanente da ONU exorta todos os Estados a elaborarem programas nacionais para estudarem, investigarem e prevenirem o comportamento suicida e a autoflagelação entre crianças e jovens indígenas. Pede à Organização Mundial de Saúde (OMS) que elabore uma estratégia de combate ao suicídio indígena em nível mundial.

Segundo o Fórum, os Estados devem melhorar a reunião de dados e recursos para desenvolverem programas de conscientização sobre a saúde mental indígena.

Recomenda ainda que a comunidade internacional trabalhe, ativamente, com os indígenas na formulação de indicadores chaves, relativos aos direitos sobre a terra e recursos naturais, ao empoderamento das mulheres indígenas, ao acesso à justiça e a medidas especiais relativas à saúde, educação e ao desenvolvimento socioeconômico indígena.

Estudo

De acordo com o relatório “Suicídio adolescente entre povos indígenas”, do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), o suicídio de jovens indígenas lidera as taxas entre os diferentes grupos populacionais latino-americanos. Os maiores índices são registrados entre os jovens de 15 e 24 anos de idade. O estudo, publicado em 2014, analisou o suicídio entre os indígenas da Colômbia, Peru e Brasil, especialmente entre as tribos Embera, Awajún e Guarani, respectivamente.

A pesquisa revela que, no Brasil, calcula-se que 38% da população indígena vivam em extrema pobreza, em contraste com os 15,5% da população total; a taxa de mortalidade infantil, em 2000, era de 51,4 por 1 mil habiantes, enquanto a média nacional era de 30,1 por mil.

No Peru, os índios são afetados pela expansão da cultura da coca, pela política de concessões petroleiras e florestais e pelas atividades mineradoras. Segundo o relatório, existem concessões petroleiras de mais de 50 milhões de hectares, cobrindo 72% da Amazônia peruana e já loteadas em sua totalidade. As cifras para as concessões mineradoras e madeireiras superam 2 milhões e 15 milhões de hectares, respectivamente, e o montante das terras desmatadas já supera os 10 milhões.

Destaque: Entre as causas de suicídio indígena estão a perda de “vínculo com a terra” e o sentimento de não pertencimento, que provocam isolamento sociocultural. Segundo a ONU, existem 370 milhões de indígenas no mundo, sendo mais de 70 milhões de jovens. Este ano, os debates focaram nos esforços dos indígenas pelo reconhecimento dos seus direitos.

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Margaridas seguem em marcha!

5ª Marcha das Margaridas acontece no mês de Agosto em Brasília-DF, mas mulheres já estão organizadas em todo o país. A expectativa é de que 100 mil mulheres marchem por igualdade e justiça.

Catarina de Angola – ASA

“Olha Brasília está florida, estão chegando as decididas.
Olha Brasília está florida, é o querer, o querer das Margaridas”.
Canto das Margaridas – Loucas de Pedra Lilás.

“A gente tem que estar em marcha pra que todas nós sejamos livres! Livres pelo direito de ir e vir, por salários dignos, por trabalho justo. Uma só pra buscar esses direitos é mais difícil, mas juntas é bem mais fácil conseguir”. Assim a agricultora Vânia Maria Rocha dos Santos, da comunidade Pereiro, em Flores, Sertão do Pajeú de Pernambuco, fala da importância de marchar com outras Margaridas. (mais…)

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MAB conquista regularização fundiária de área ameaçada pela barragem de Marabá

A conquista da antiga Vila Espírito Santo é um passo importante na resistência dos atingidos diante da Usina Hidrelétrica de Marabá

MAB

Na noite dessa segunda-feira (25), a antiga Vila do Espírito Santo conquistou uma vitória inédita. Em ato político realizado no município de Marabá (PA), a comunidade recebeu o documento oficial da regularização fundiária de suas terras. (mais…)

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Pastorais do Campo do Nordeste realizam Encontro para articular comunidades tradicionais

Por CPP, na CPT

Acontece hoje e amanhã (26), em Olinda, Pernambuco, o Encontro das Pastorais do Campo do Nordeste. O Conselho Pastoral dos Pescadores (CPP), a Comissão Pastoral da Terra (CPT), o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), a Pastoral da Juventude Rural (PJR), a Cáritas e o Serviço Pastoral dos Migrantes (SPM) reúnem seus regionais dos estados do Nordeste com o propósito de fortalecer as articulações locais e regionais no que diz respeito à ação missionária das Pastorais do Campo na atual difícil conjuntura, bem como refletir como apoiar as lutas das comunidades e dos povos tradicionais. (mais…)

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Se o referendo da Irlanda fosse no Brasil, o resultado provocaria vergonha, por Leonardo Sakamoto

No Blog do Sakamoto

A católica Irlanda tornou-se, neste sábado (23), o primeiro país do mundo a garantir, através de referendo popular, que o casamento de duas pessoas do mesmo sexo seja previsto na Constituição.

A união civil estável já era permitida desde 2010. Agora, todos e todas terão acesso à adoção conjunta, guarda compartilhada e concessão de benefícios sociais, entre outros. Circulam na rede histórias de irlandeses que, morando fora do país, retornaram apenas para votar pelo “sim” e ajudar a escrever a história do seu tempo. (mais…)

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