Obras de transposição do São Francisco geram violência e incerteza no semiárido nordestino

Pedro Leal David, Informe ENSP

O governo federal vem descumprindo compromissos assumidos com o Ibama para diminuir os impactos ambientais da transposição das águas do Rio São Francisco, levando a um cenário de violação aos direitos fundamentais da população local. Está é a conclusão a que se chegou durante uma oficina sobre justiça ambiental no território da transposição, organizada pela Fiocruz, em abril. Fizeram parte das discussões diversas entidades e movimentos sociais, como a Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA), o MST, além profissionais da Fundação. Marcelo Firpo, pesquisador do Cesteh/ENSP, é um dos pesquisadores que debatem o tema. Para ele, o início das obras de transposição, há oito anos, já representou uma derrota para os que lutam contra as injustiças ambientais. Agora, segundo Firpo, é preciso que se retome a mobilização em torno do assunto. (mais…)

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Encontro debate produção agroecológica e preservação das sementes crioulas

O encontro pretende afirmar que a produção agroecológica tem que ser da nação para a nação, visando à soberania alimentar, a saúde humana e a preservação das sementes crioulas

Por Antonio Kanova
Da Página do MST

Durante os dias 26 à 28 de maio, a Rede de Sementes Agroecológicas Bionatur realiza seu 7° encontro nacional de sementes agroecológicas, no Assentamento Roça Nova, município de Candiota (RS), fronteira gaúcha. (mais…)

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Pastorais do Campo do Nordeste realizam Encontro para articular comunidades tradicionais

Por CPP, na CPT

Acontece hoje e amanhã (26), em Olinda, Pernambuco, o Encontro das Pastorais do Campo do Nordeste. O Conselho Pastoral dos Pescadores (CPP), a Comissão Pastoral da Terra (CPT), o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), a Pastoral da Juventude Rural (PJR), a Cáritas e o Serviço Pastoral dos Migrantes (SPM) reúnem seus regionais dos estados do Nordeste com o propósito de fortalecer as articulações locais e regionais no que diz respeito à ação missionária das Pastorais do Campo na atual difícil conjuntura, bem como refletir como apoiar as lutas das comunidades e dos povos tradicionais. (mais…)

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Bunge quer premiar trabalhos para recuperar “solos degradados para a agricultura”?!

Tania Pacheco – Combate Racismo Ambiental

A Agência FAPESP divulgou hoje notícia sobre quatro prêmios que a Fundação Bunge está oferecendo para acadêmicos e pesquisadores, nas áreas de Ciências Agrárias e de Ciências Biológicas, Ecológicas e da Saúde. Os trabalhos devem ter como temas “Recuperação de solos degradados para a agricultura” ou “Saneamento básico e manejo de água”, e os vencedores receberão, ao todo, R$ 420 mil.

No seu saite, a Bunge se apresenta como “Uma empresa global e integrada de agronegócio, alimentos e bioenergia, que opera em toda a cadeia produtiva do campo à mesa do consumidor”. E mais: “como uma das maiores exportadoras do país (a primeira em agronegócio)”. O que ela não comenta é o estrago que faz com seus monocultivos, agrotóxicos etc Brasil afora e, ainda, sua reiteradamente denunciada colaboração na extinção do Cerrado.  (mais…)

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Descaso do governo pela vida de indígenas demonstra sua política genocida

Laura Vicuña, coordenadora do Cimi/RO

O total descaso do governo brasileiro, pela vida de inúmeros indígenas, que circulam pelas aldeias, acampamentos e cidades, demonstra a monstruosidade de uma política genocida, que beneficia somente a grupos econômicos. Em Rondônia, no Noroeste do Mato Grosso e no Sul do Amazonas, a situação não é diferente. A força da soja e do boi tem mais valor que a vida de um ser humano. (mais…)

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Educação no campo: a estratégia dos usurpadores

Em parcerias com as secretarias de educação, as gigantes dos agrotóxicos e transgênicos querem ensinar nossas crianças como cultivar os alimentos

Najas Tubino – Carta Maior / MST

Usurpar significa apossar-se, para este texto, foi o sinônimo melhor adequado para tratar dos projetos socioambientais das corporações dos agrotóxicos no Brasil. A maior parte deles realizado em parcerias com as secretarias de educação dos municípios e de governos estaduais. O mais antigo deles é o da Syngenta chamado Educação no Campo, que nos últimos anos atendeu milhares de alunos nos principais estados produtores. Além disso, a Associação Nacional de Defesa Vegetal (ANDEF), que reúne 14 empresas, sendo as sete maiores do mundo – Syngenta, Bayer, Basf, Dupont, Dow, Monsanto e FMC. As seis maiores faturaram em 2013 mais de US$ 62,74 bilhões. O único dado de 2014 é da Bayer – 9,464 bilhões de euros. No Brasil elas faturaram US$12,2 bilhões em 2014, crescimento de 6%, conforme informações do presidente da ANDEF, Eduardo Daher – “nós esperávamos crescer 9%”. Em 2010, as mesmas seis corporações tinham faturado US$52,1 bilhões. (mais…)

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Ministério Público do Trabalho denuncia produtores de agrotóxico por desrespeito às leis trabalhistas

As indenizações podem chegar a R$ 50 milhões. A ação civil pública foi ajuizada contra oito empresas, a Associação dos Engenheiros Agrônomos de Sapezal e o Instituto de Processamento de Embalagens Vazias.

Da Redação Brasil de Fato*

O Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso (MPT-MT) ajuizou uma ação civil pública com pedido de liminar contra as maiores produtoras de agrotóxicos do mundo. As empresas Basf, Du Pont, Monsanto, Nufarm, Syngenta, Adama, Nortox e FMC foram denunciadas pela exposição de trabalhadores a risco de contaminação no manuseio de embalagens de agrotóxicos. (mais…)

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A polêmica ferrovia que a China quer construir na América do Sul

Uma ferrovia que começa no Rio de Janeiro banhada pelo Oceano Atlântico, atravessa a Floresta Amazônica e a Cordilheira dos Andes e termina na costa peruana em pleno Oceano Pacífico: este é o ambicioso plano que a China quer consolidar na América do Sul.

O projeto ganhou novo impulso com a visita do primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, à região, que começou na noite da última segunda-feira no Brasil e ainda inclui escalas na Colômbia, no Peru e no Chile. (mais…)

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Educação no campo: a estratégia dos usurpadores

Em parcerias com as secretarias de educação, as gigantes dos agrotóxicos e transgênicos querem ensinar nossas crianças como cultivar os alimentos.

Por Najar Tubino, na Carta Maior

Usurpar significa apossar-se, para este texto, foi o sinônimo melhor adequado para tratar dos projetos socioambientais das corporações dos agrotóxicos no Brasil. A maior parte deles realizado em parcerias com as secretarias de educação dos municípios e de governos estaduais. O mais antigo deles é o da Syngenta chamado Educação no Campo, que nos últimos anos atendeu milhares de alunos nos principais estados produtores. Além disso, a Associação Nacional de Defesa Vegetal (ANDEF), que reúne 14 empresas, sendo as sete maiores do mundo – Syngenta, Bayer, Basf, Dupont, Dow, Monsanto e FMC. As seis maiores faturaram em 2013 mais de US$ 62,74 bilhões. O único dado de 2014 é da Bayer – 9,464 bilhões de euros. No Brasil elas faturaram US$12,2 bilhões em 2014, crescimento de 6%, conforme informações do presidente da ANDEF, Eduardo Daher – “nós esperávamos crescer 9%”. Em 2010, as mesmas seis corporações tinham faturado US$52,1 bilhões. (mais…)

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