Homens [?] colocam fogo em colchão e queimam pernas de senegalês no RS

Crime aconteceu na manhã deste sábado (12), no centro de Santa Maria. O imigrante foi atendido pelo Samu e teve queimaduras superficiais.

Por G1 RS

Três homens colocaram fogo no colchão em que um imigrante senegalês dormia na manhã deste sábado (12), no centro de Santa Maria, na Região Central do Rio Grande do Sul. De acordo com a Brigada Militar, CheCheikh Oumar Foutyou Diba, de 25 anos, ainda teve os seus pertences levados pelos trio. Ele pediu ajuda aos funcionários de uma padaria na Avenida Rio Branco, por volta das 9h. (mais…)

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Quem é esta mulher?

Por Bárbara Reis, em Público

O gesto apanhou todos de surpresa. Sobretudo as redacções de Budapeste, onde Petra Laszlo era conhecida como uma mulher tranquila. Operadora de câmara com 20 anos de experiência na tv estatal da Hungria, Laszlo filmava refugiados quando decidiu dar pontapés a crianças sírias que fugiam da polícia, forçando o caminho para Budapeste. Um jornalista alemão deixou de filmar os refugiados e passou a filmá-la a ela. Em segundos, as imagens tornaram-se virais. Primeiro vemos a jornalista dar um forte pontapé a uma criança. Depois a fazer uma rasteira a este homem de barbas brancas que leva o filho ao colo. Vale a pena olhar para a cara do rapaz. Vai assim, neste estado de medo, e ainda nem foi atirado para o chão. Noutra, Laszlo dá outro pontapé a outro rapaz. Continua sempre a filmar e mantém a máscara na boca, como se receasse apanhar doenças. No mesmo dia, foi despedida. O autor do vídeo-denúncia recebeu centenas de perguntas. A mais comum: quem é esta mulher? (mais…)

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Pesquisa revela que índio foi a primeira vítima de crime homofóbico no Brasil

Tibira, da tribo dos tupinambás, foi morto a mando do capuchinho francês Yves d’Évreux. Seu corpo foi colocado na boca de um canhão e estraçalhado. Seu “crime”: era homossexual

Por Euler de França Belém, no Jornal Opção

A reportagem “Amor de índio”, de André Bernardo, publicada na excelente revista “Aventuras na História”, revela que o índio Tibira foi a primeira vítima de crime homofóbico no Brasil. “No ano de 1614, o missionário francês Yves d’Évreux (1577-1632), da Ordem dos Capuchinhos, ordenou a prisão, tortura e execução do índio Tibira, da tribo dos tupinambás, sob o pretexto de ‘purificar a terra do abominável pecado da sodomia’”, relata André Bernardo. (mais…)

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STF nega liberdade a sargento da PM do RJ acusado de torturar Amarildo

Reinaldo Gonçalves responde por 3 crimes no processo sobre o pedreiro. Para ministro do STF, manutenção da prisão visa garantir a ordem pública.

G1 Rio

O Supremo Tribunal Federal (STF) negou o pedido de revogação da prisão preventiva do sargento da Polícia Militar do Rio de Janeiro Reinaldo Gonçalves dos Santos, um dos 25 PMs envolvidos no desaparecimento e morte do pedreiro Amarildo de Souza. (mais…)

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Após atitude racista em Londrina, uma senhora dá exemplo de civilidade

Um senegalês foi vítima desse ato hediondo, mas acabou sendo ‘consolado’ por uma transeunte, que numa atitude exemplar, pediu desculpas pelo crime cometido por outra pessoa

João Paulo Martins,  Encontro Digital

Quem nunca ouviu dizer que o racismo não existe no Brasil? Claro que isso não procede. São inúmeros os casos desse crime registrados no Brasil. O mais recente aconteceu na cidade de Londrina, no Paraná, no dia 9 de setembro. O senegalês Ngale Ndiaye, que trabalha vendendo bijuterias em frente a um shopping no centro da cidade, foi chamado de “macaco” e agredido por uma mulher, que chegou até a jogar bananas contra ele. Segundo familiares e atendentes do Samu, a paranaense sofre com esquizofrenia. Mas, o que chamou a atenção não foi apenas o crime hediondo registrado em Londrina, e sim, a atitude de uma senhora que passava pelo local. (mais…)

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Filme “Elas Falam” apresenta a experiência de professoras negras

O documentário traz à tona a corporalidade das professoras, ou seja, a forma de pensar, de agir e dá voz às suas memórias

EBC

O filme-documentário “Elas Falam” mostra a experiência de professoras negras do Distrito Federal e traz à tona a identidade, a forma de pensar, de agir e dá voz à memória delas.

Entrevista pelo Revista Brasília desta quarta-feira (2), produtora do filme e diretora de Ações Afirmativas e Assuntos Intersetoriais da Secretaria Adjunta de Políticas para Mulheres, Renata Parreira, diz que o filme conta várias histórias reais de professoras renomadas e reconhecidas pela sua trajetória na educação e com trabalhos intensos pela implementação do ensino da história da cultura africana e afro-brasileira nas escolas. (mais…)

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Um negro em eterno exílio, por Eliane Brum

A longa travessia de Carlos Moore, o ativista e intelectual que denunciou o racismo em Cuba e passou a vida perseguido pelos dois lados da Guerra Fria, até chegar ao Brasil e encontrar um país mergulhado numa crescente tensão racial

Eliane Brum* – El País

Aos 22 anos, Carlos Moore já tinha vivido mais do que a maioria das pessoas numa existência inteira. Já tinha conhecido a fome e a violência na pequena cidade cubana onde nasceu, já tinha desejado não ser preto e se esforçado por alisar o cabelo, clarear a pele com produtos arriscados e desachatar o nariz com prendedores, já tinha emigrado para os Estados Unidos e descoberto a luta pelos direitos civis, já tinha se apaixonado por Patrice Lumumba, o célebre líder congolês, e planejado um atentado ao consulado belga em Nova York para vingar-se de seu assassinato, já tinha se encantado com a revolução depois de um encontro com Fidel Castro, já tinha se tornado comunista e voltado a Cuba para colaborar com o processo revolucionário, já tinha descoberto que o regime cubano era tão racista quanto aquele que tinha derrubado, já tinha sido encarcerado uma vez por denunciar que o racismo persistia na revolução, já tinha sido condenado a quatro meses num campo de trabalhos forçados uma segunda vez pelo mesmo motivo, depois de abordar o próprio Fidel Castro em público, já tinha feito uma confissão, para não ser morto, de que havia se equivocado e de que não havia racismo em Cuba, já tinha se refugiado na embaixada da Guiné quando percebeu que seria executado de qualquer modo, já tinha fugido para o Egito e depois para a França, sem nenhum documento, já tinha sido rejeitado por um Jean-Paul Sartre convencido de que ele era “agente do imperialismo”, já tinha sido acolhido por um dos ideólogos da negritude, o grande poeta surrealista martinicano Aimé Césaire, já tinha virado segurança do ativista negro Malcolm X, quando este esteve em Paris, e já tinha sofrido de todas as formas pelo seu assassinato. Isso tudo aconteceu até os seus 22 anos. Depois, aconteceu muito mais. (mais…)

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Sem um nome, como dizer que eu nasci?

Fábio Mariano*, Ponte Jornalismo

Vivemos sob o império da heteronormatividade, ou seja, o reconhecimento de padrões de comportamento que devem se dar somente entre pessoas de sexos opostos, de maneira compulsória. O Estado, detentor de políticas sobre o corpo, é quem estipula, a partir do viés biológico, quem é quem.

Da indignidade da vida à indignidade da morte, a verdade é que a despeito de toda luta pelo reconhecimento de direitos, muitas travestis e transexuais homens e mulheres são mortos sem o reconhecimento a sua identidade de gênero. Não fosse isso, o Brasil não seria campeão de crimes homo-lesbo-bi-transfóbicos, na comparação com o resto do mundo. (mais…)

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Lançada revista Animus sobre “Comunicação, Identidades Raciais e Racismo” (para baixar)

Nota editorial

Curadores: Liv Sovik e Thiago Ansel*

O convite da revista Animus aos pesquisadores em Comunicação para submeter trabalhos para um dossiê sobre o tema “Comunicação, Identidades Raciais e Racismo”, veiculado pela lista da COMPÓS, recebeu um numero recorde de submissões na experiência da revista. O tamanho da vontade de publicar sobre o tema fala, ao nosso ver, de uma demanda represada, principalmente entre pós-graduandas e
pós-graduandos que constituíram a maioria desses autores. Demanda represada porque o tema está muito vivo na sociedade brasileira e nas experiências de um crescente número de estudantes negros e negras, matriculados nos programas de pósgraduação em Comunicação, mas pouco discutido na área. (mais…)

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Brasil continua sendo uma sociedade branca e colonizadora, afirma Deborah Duprat

A subprocuradora destacou, em encontro da 6ª CCR, que o país está longe de abranger a interculturalidade na educação

PGR/MPF

A coordenadora da 6ª Câmara de  Coordenação e Revisão (Populações Indígenas e Comunidades Tradicionais) do Ministério Público Federal, subprocuradora-geral da República Deborah Duprat, afirmou, durante a abertura do seminário Visões e desafios da educação intercultural no Brasil, que “o Brasil continua sendo uma sociedade branca, hegêmonica e colonizadora”. Para a subprocuradora, “as políticas públicas brasileiras, mesmo as mais recentes, estão longe de abranger a interculturalidade. Num país de múltiplas culturas, temos que ter uma legislação que seja resultado do diálogo entre diversos grupos”, frisou.

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