MPF vai recorrer contra liberdade para dois dos principais alvos de operações antidesmatamento no Pará

Acusados atuavam no oeste do Estado

MPF PA

O Ministério Público Federal (MPF) divulgou nesta quarta-feira, 30 de dezembro, que irá entrar com recursos contra decisões judiciais que concederam liberdade a dois dos principais alvos de operações realizadas no último ano contra desmatamento no oeste do Pará.

Neste final de ano, a defesa do acusado Giovany Marcelino Pascoal, que estava foragido, conseguiu a suspensão do mandado de prisão preventiva contra ele, e a defesa do acusado Luiz Bacelar Guerreiro Júnior, que estava preso, conseguiu alvará de soltura. (mais…)

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Antônio Isídio Pereira da Silva. Foto de Diogo Cabral / SMDH

Morte de liderança rural no Maranhão revela falha sistêmica do Estado brasileiro, afirma a Anistia Internacional

Anistia

Antônio Isídio Pereira da Silva, liderança rural da comunidade de Vergel, no Maranhão, foi encontrado morto no dia 24 de dezembro. Ele estava desaparecido desde o dia 20 deste mês.

Um dia antes de seu desaparecimento, Antônio Isídio havia dito que iria denunciar o forte desmatamento na área. Vergel, a 50Km da cidade de Codó, no interior do Maranhão, é uma comunidade de pequenos agricultores e produtores rurais que enfrentam a pressão constante de “grileiros” e madeireiros que querem expulsá-los de suas terras. Antônio Isídio era uma das lideranças comunitárias que vinham denunciando a ação de madeireiros e grileiros nos últimos anos na região, sofrendo ameaças de morte e intimidações por conta disso. (mais…)

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Indígena Kaapor passa por estacas de madeira retiradas próximo ao território indígena Alto Turiaçu. Foto: Lunae Parracho.

Indígenas Ka’apor do Maranhão estão sob violento ataque de madeireiros

Por Conselho Indigenista Missionário MA, em Vias de Fato

Desde o dia 18 de dezembro, vinte e seis indígenas Ka’apor, realizam o controle do incêndio na região sudoeste e oeste do território Alto Turiaçu no Maranhão, por conta da finalização do trabalho do Prevfogo do Ibama, após 10 dias na região.

No domingo (20), pela manhã, os indígenas depararam-se com madeireiros em um dos ramais que tinha sido fechado pelos indígenas. Para continuarem com a retirada ilegal da madeira, os madeireiros construíram uma ponte sobre o rio Turi. Os indígenas então, atearam fogo em um caminhão e 2 motocicletas e apreenderam sete não indígenas para entregar para o Ibama. Um deles, escapou e avisou outros madeireiros no povoado Nova Conquista, município de Zé Doca. (mais…)

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Os guerreiros Ka’apor imobilizam invasores durante a operação realizada em 7 de agosto de 2014. Foto de Lunaé Parracho /Reuters

MA – Dois guardas ambientais Ka’apor são feridos por invasores e 4 estão desaparecidos na Terra Indígena Alto Turiaçu

Por Luiz Cláudio Brito Teixeira, em Combate Racismo Ambiental

Mesmo com a floresta em chamas, invasores continuam cortando madeira na Terra Indígena Alto Turiaçu. Uma equipe de 26 guardas ambientais Ka’apor, com o apoio de uma equipe do Prevfogo vinda do Ceará, estão na mata combatendo os incêndios na floresta. A chuva que caiu na região nos últimos dias ajudou a apagar muitos focos, mas em alguns locais a ação dos guardas ainda se faz necessária.

Neste domingo, 20/12, a equipe de guardas Ka’apor flagrou invasores que vieram do povoado de Nova Conquista, município de Zé Doca, cortando madeira dentro da terra indígena, próximo a aldeia Turizinho. Esses invasores fazem parte de um contingente maior que já foi expulso do território dos Awá-Guajá em ação do Ibama junto com a Polícia Federal. (mais…)

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Foto de Madalena Borges

Chuva ameniza fogo na Terra Indígena Caru, no MA, mas situação ainda é crítica

Com as TIs Caru e Awá – onde habitam indígenas dos povos Guajajara e Awá Guajá e há grupos de Awá Guajá isolados – já são cinco os territórios indígenas que sofreram queimadas em 2015 no Maranhão. O caso mais grave foi o da TI Arariboia, que teve 45% de seu território devastado pelo fogo

No Cimi

Depois da chuva que caiu ontem na Terra Indígena (TI) Caru, no Maranhão (MA), os focos de incêndio que ameaçavam mais diretamente o grupo de indígenas Awá Guajá isolados na área foram controlados. Ainda assim, muitas áreas de caça e coleta, indispensáveis à sobrevivência dos indígenas, foram queimadas, e outros focos ainda resistem em outras partes deste e de outros territórios tradicionais. Apesar da chuva, ação reduzida do Estado no combate ao fogo coloca matas e povos indígenas em risco. (mais…)

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Em carta, Povo Krepym Kateje, da T.I. Geralda Toco Preto, MA, denuncia ação de madeireiros e desrespeito a seus direitos

A carta-requerimento abaixo foi enviada pelo Povo Krepym Kateje à Presidenta da República, Dilma Rousseff, a Alexandre Silva Soares, procurador da República no Maranhão, a Suvamy Vivekananda Meireles, Corregedor-Geral de Justiça do Ministério Público do estado, e a entidades da sociedade civil e parceiros, que por sua vez estão também auxiliando na sua divulgação. (TP)  

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TERRA INDIGENA GERALDA TOCO PRETO
Itaipava do Grajaú, 04 de dezembro de 2015.
URGENTE: REQUERIMENTO Nº 04/POVO KREPYM KATEJE

Nós, povo Krepym Kateje, viemos ao povo do Maranhão, por meio desta, tornar publico que a Terra Indígena Geralda Toco Preto, localizada no municipio de Itaipava do Grajaú, historicamente foi simbolo da preservação da floresta. localiza-se na região Pré-Amazônica do Estado do Maranhão. No interior dos seus limites localizam-se tres aldeias cadastradas pela FUNAI. O cadastramento das famílias, foi realizado em todo Território. (mais…)

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Incêndio na Terra Indígena Caru, MA. Foto de Rosilene Guajajara

Fogo avança sobre as terras indígenas Caru e Awá, no Maranhão

No Cimi

Há praticamente um mês, a Terra Indígena Caru, no Maranhão, está com vários focos de incêndio não controlados. Na vizinha Terra Indígena Awá, a mata queima há cerca de uma semana. Depois da queimada que recentemente consumiu metade da Terra Indígena Arariboia, os indígenas combatem o fogo sozinhos e, com suspeitas de incêndio criminoso, estão preocupados com a possibilidade do fogo se alastrar e atingir grupos de indígenas que vivem isolados no interior destas áreas.

Na TI Caru, há as aldeias Awá e Tiracambu, do povo Awá Guajá, e a aldeia Maçaranduba, do povo Guajajara. Na TI Awá fica a aldeia Juriti, dos Awá Guajá. Além disso, em ambas as áreas existe a presença de grupos Awá Guajá isolados, e as duas sofrem com as constantes invasões e a exploração ilegal de madeira, motivo pelo qual os Guajajara resolveram organizar grupos de guardiões. (mais…)

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Foto capturada de vídeo

Incêndio atinge terras da etnia Awa-Guajá no Maranhão

Há dois dias, o fogo de origem suspeita está pondo em risco o território da tribo mais ameaçada do mundo

Agência Museu Goeldi

Um incêndio de grandes proporções está avançando por áreas de floresta da Amazônia Oriental, no Estado do Maranhão, e desde ontem (26) queima na aldeia Juriti, lar de membros da etnia Awá-Guajá. Suspeita-se que o fogo tenha sido causado por grupos de madeireiros que agem ilegalmentepróximo à terra indígena (TI). Até o momento, nenhum órgão estadual ou instituição responsável pela proteção da TI chegou ao local para intervir na contenção das chamas. Clicando aqui você pode ver a situação de queimadas em Juriti e em todo o Brasil. (mais…)

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mpf logo

CPT denuncia mais uma execução em Anapu

O Ministério Público Federal recebeu hoje da Comissão denúncia de que um jovem contratado pelo Incra para fazer segurança no PDS Esperança foi assassinado a tiros na estrada

MPF

A Comissão Pastoral da Terra em Anapu denunciou mais uma execução com características de pistolagem na região. Um jovem identificado por enquanto apenas como Willis, funcionário de uma empresa de segurança contratada pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), foi encontrado morto na estrada que leva ao Projeto de Desenvolvimento Sustentável Esperança, o assentamento fundado por Dorothy Stang. (mais…)

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istvan varga

Por que a Amazônia Legal maranhense está reduzida a menos de vinte por cento? Ótima matéria da TV Brasil

Combate Racismo Ambiental

Em pouco mais de 4 minutos, a TV Brasil aproveitou a realização do seminário Amazônia Maranhense para ouvir pesquisadores brasileiros e estrangeiros e, a partir de suas denúncias, mostrar o que está acontecendo nas terras indígenas e reservas biológicas do estado. Na reportagem, são mostrados as diferentes consequências da ação das madeireiras, da devastação causada pelo desmatamento e pelos incêndios criminosos às ameaças e aos assassinatos de lideranças. (mais…)

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