Con(S)erto das Águas reúne artistas e ambientalistas em defesa dos mananciais mineiros e em solidariedade aos atingidos pela tragédia em Mariana

É inegável que vivemos um momento crítico devido às mudanças climáticas, ao desmatamento crescente e à crise de água. O Con(S)erto das Águas  tem o propósito de chamar a atenção do público e das autoridades sobre a importância da proteção integral de nossos rios e nascentes e para a urgente necessidade de uma gestão inteligente e participativa, bem como do uso consciente das águas. O show coletivo será no Teatro Bradesco, dia 19 de novembro, quinta-feira, às 20h30.

Artistas e ambientalistas de expressão no cenário de Minas buscam difundir valores baseados no respeito pela Natureza, visando à sensibilização e à tomada de consciência de todos os setores da sociedade. (mais…)

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Cheiro podre e visão fantasmagórica tomam conta de Bento Rodrigues

Comunidade devastada pelos dejetos vazados das barragens não espelham mais a alegria de desvendar a história de Minas e a emoção de visitar monumentos dos tempos coloniais

Por  Gustavo Werneck, no EM

Os caminhos que levam a Bento Rodrigues não espelham mais a alegria de desvendar a história de Minas, a emoção de visitar monumentos dos tempos coloniais e o prazer de saborear iguarias com os sabores da terra.

Tudo agora é passado – com o cheiro podre da lama, a visão fantasmagórica dos prédios destruídos e o lamento de quem conheceu a comunidade devastada pelos dejetos vazados das barragens do Fundão e Santarém, da Samarco. (mais…)

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Minas de tristeza

Por Caetano Manenti, do Jornalismo em Pé, para os Jornalistas Livres, com fotos de Bruno Bou, do Cuca da UNE

Doeu ouvir tanta gente lembrar com nostalgia do restaurante que ficava sob as sombras das mangueiras de Bento Rodrigues. Doeu ouvir tanta gente falar de um lugar que não existe mais e que talvez nunca mais volte a existir. Foi assim durante toda esta sexta-feira: uma dor profunda nos olhos de todos que subiram e desceram as ladeiras de chão batido dos distritos que ficam ao norte do centro de Mariana, primeira capital de Minas Gerais.

Foto: Bruno Bou
Foto: Bruno Bou

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Nota da Articulação d@s Atingid@s: Mais um rastro de destruição e morte na história da mineração e da empresa Vale S.A.

Duas barragens da mineradora Samarco Mineradora S.A., joint venture da Vale S.A (50%) e da BHP Billiton Brasil Ltda (50%), e também recebedora de rejeitos de outras minas da Vale S.A na região, dentre as quais a mina de Alegria, se romperam no estado de Minas Gerais, no distrito de Bento Rodrigues, entre as cidades de Mariana e Ouro Preto.

O Distrito encontra-se completamente soterrado por lama tóxica, sendo o acesso ao local apenas possível por helicóptero. Há inúmeros desabrigados e até o momento foram contabilizados ao menos 16 mortos, 45 desaparecidos e inúmeros soterrados. A situação no local continua muito grave e há riscos de novos desmoronamentos. Inicialmente, somente o distrito de Bento Rodrigues havia sido afetado, mas a enxurrada de rejeitos segue atingindo outros distritos e municípios, tendo chegado a 60 km do local. (mais…)

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Mineração e tragédias em Minas Gerais. Até quando? , por Marcos Paulo de Souza Miranda*

Minas Gerais tem o seu próprio nome ligado à mineração, atividade que durante o apogeu do ouro e do diamante sustentou, em boa parte, a economia de Portugal. Nos dias de hoje, sem a fartura de pedras e metais  preciosos, o minério de ferro é uma das bases  da economia do Estado.

Mas um lado funesto decorrente das atividades minerárias ao longo de mais de três séculos de exploração é ainda pouco conhecido: a perda de vidas humanas e a destruição do meio ambiente em episódios recorrentes na história do povo mineiro. (mais…)

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Nota do Centro Acadêmico do curso de Ciências Socioambientais da UFMG acerca do crime ambiental em Mariana

No último dia 05 de Novembro de 2015, ocorreu um dos maiores desastres socioambientais do Estado de Minas Gerais, em Bento Rodrigues distrito da cidade de Mariana. O ocorrido ressalta duas realidades em relação ao meio ambiente e sociedade: o desmazelo das mineradoras e a conivência do poder público ao defender os interesses das multinacionais e não o povo de Minas e o meio ambiente, sendo negligente em relação ao controle e fiscalização de atividades de alto risco para as comunidades do entorno de empreendimentos minerários. Não foi acidente.

Nós estudantes de Ciências Socioambientais consideramos inadmissível uma falha técnica, como da empresa Samarco/Vale, atingir tais proporções. As comunidades que vivem próximas a empreendimentos minerários não podem conviver com o medo, com a insegurança e a negligência do poder público. A sociedade não pode aceitar a mineração nos moldes atuais com foco no desenvolvimento econômico em detrimento da dignidade e integridade humana. Exigimos a devida punição às empresas responsáveis e a garantia do resgate da cidadania e integridade das famílias afetadas. (mais…)

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A mortalidade de crianças indígenas

A sentença é clara. Nascer em uma aldeia aumenta em duas vezes a probabilidade de morrer antes de completar 1 ano. Se for xavante ou ianomâmi, pior ainda – as chances de sobreviver até os 5 anos são quase nove vezes menores. Entre principais motivos estão fome, diarreia, desnutrição, miséria e condições precárias de saúde e de saneamento

Por Maria Clara Vieira, em Revista Crescer

Mato Grosso. Terra Indígena Marechal Rondon. Aldeia Darcy Bethania, bem no coração do Brasil. É nesse pequeno ponto do mapa que vive a professora xavante Eliadina Pedzadarutu’o, 29 anos. Entre seus poucos pertences, ela tem dezenas de livros. É mãe de dois filhos e de uma grande saudade. (mais…)

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Sem sirenes, empresa diz que usou telefone para alertar a população

Procurador abre inquérito e trabalha com a hipótese de descumprimento de norma técnica

Por Dandara Tinoco e Mariana Sanches, no Globo

MARIANA (MG) — Embora regras de emergência em barragens preconizem o uso de sirenes para alertar a população sobre acidentes, a Samarco, empresa responsável pelas barragens de Fundão e Santarém que se romperam na quinta-feira, não possuía o instrumento e informou que optou por telefonar para pessoas da comunidade para avisar da tragédia em marcha. Questionados diversas vezes em entrevista coletiva nesta sexta-feira, os porta-vozes da empresa não souberam nominar os seus interlocutores, dizendo apenas que avisou “líderes comunitários, e nem a mensagem passada. (mais…)

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Samarco: Dona de barragens é uma das líderes da mineração mundial

Samarco é 11ª exportadora do país. No mundo, tem 2% da produção de pelotas

Por Danielle Nogueira, no Globo

A Samarco responde por 2% da produção mundial de pelotas (bolinhas de ferro concentrado usadas na produção de aço) e é uma das maiores exportadoras do Brasil. Em 2014, ficou em 10º lugar no ranking das empresas que exportam. Este ano, até outubro, embarcou US$ 1,8 bilhão, descendo um degrau na lista. (mais…)

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