“Queremos o reconhecimento dos territórios para garantir nossa existência”, afirma quilombola no IV Congresso da CPT

“Nós queremos garantir o direito de existir. Queremos o reconhecimento e a titulação dos nossos territórios para garantir a existência das comunidades”. O depoimento de Naldo Braga Correia, integrante do Movimento Quilombola do Maranhão (Moquibom), ecoou alto na Tenda Rio Guaporé, onde se discutiu o eixo “Esperança”, na quarta-feira (15), durante o IV Congresso Nacional da Comissão Pastoral da Terra (CPT), realizado em Porto Velho, Rondônia.

Equipe de Comunicação João Zinclar – IV Congresso Nacional da CPT

Em sua fala, Correia destacou a importância das comunidades se organizarem para conquistar os direitos que lhes cabem. “Em outros tempos, nós só recebíamos migalhas de organizações e órgãos públicos responsáveis por acompanhar os quilombolas. Hoje, com a criação do Moquibom, nós mesmos somos os protagonistas de nossas batalhas”, disse. (mais…)

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Audiência na Câmara debate regularização de área quilombola em MG

SEPPIR participou de audiência pública promovida pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira

SEPPIR

O processo de regularização do Quilombo Gurutuba, distribuído pelos municípios mineiros de Pai Pedro, Jaíba, Janaúba, Gameleira, Porteirinha e Catuti foi tema de debate nesta quarta-feira (15) na Câmara dos Deputados. A audiência pública foi realizada pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara com o objetivo de esclarecer para pequenos agricultores e quilombolas os critérios e metodologias da demarcação e contou com a presença da secretária de Comunidades Tradicionais da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Givânia Silva. (mais…)

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Fila do Povo: As rebeldias nas falas dos camponeses e camponesas

Durante a quarta-feira, 15, os participantes do IV Congresso Nacional da CPT expressaram, na Fila do Povo, o que entendem como Rebeldia e como ela se expressa em seus cotidianos. Na ocasião, foram realizadas críticas profundas ao Estado e suas variadas instâncias – poderes Executivo, Judiciário, polícia e exército -, que mostraram o esgotamento na crença das vias institucionais. Os depoimentos também reafirmaram a necessidade do espírito de Rebeldia para a luta pela conquista e permanência na terra e no território. Confira alguns trechos da fila do povo:

Equipe de Comunicação João Zinclar – IV Congresso Nacional da CPT

“Falar de Rebeldia é falar da retomada do território de Benfica, de Charco e Cruzeiro. Já fazemos essa rebeldia na retomada dos nossos territórios. É importante dizer que não invadimos terra, nós ocupamos e retomamos os territórios que nos foram roubados”. Naildo Braga – Santa helena, Maranhão, membro do Movimento dos Quilombolas do Maranhão (Moquibom) (mais…)

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quilombo

MPF/MA propõe ação contra Incra por atraso na titulação em área quilombola

A ação pretende promover a tutela dos direitos territoriais do quilombo São Pedro, em São Luís Gonzaga, região em constante conflito de posse

MPF/AM

O Ministério Público Federal no Maranhão (MPF/MA) propôs ação civil pública, com pedido de liminar, contra o Instituto Nacional de Reforma Agrária (Incra) devido a sua omissão nas medidas administrativas necessárias à identificação, reconhecimento, delimitação e titulação da área ocupada pelos integrantes remanescentes do quilombo São Pedro, em São Luís Gonzaga, distante a 209 km da capital. (mais…)

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Em apenas dez minutos, a beleza do puxirão do Quilombo do Morro Seco, no Vale do Ribeira

Tania Pacheco – Combate Racismo Ambiental

No dia 28 de maio, republicamos notícia do ISA sobre a retomada do ‘puxirão’ pela comunidade quilombola do Morro Seco, em Iguape, Vale do Ribeira (SP). O mutirão tradicional havia sido abandonado há décadas, mas no seu renascimento reuniu também representantes dos quilombos Nhunguara, Pedro Cubas, São Pedro, Ivaporunduva e Piririca para a colheita do arroz, além de parceiros. Não faltaram, ainda, a roda de conversas, o almoço coletivo com alimentos produzidos pelas comunidades e, para comemorar, a festa. (mais…)

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ES – Maiores poluidoras do ar do Estado são a Vale, Arcelor, Samarco e Aracruz Celulose

Por Ubervalter Coimbra, Século Diário

Acorda, CPI do Pó Preto: as maiores poluidoras do ar do Espírito Santo são a Vale, Arcelor Mittal, Samarco e Aracruz Celulose (Fibria). Todos sabem, todos veem os poluentes saindo das chaminés. Entretanto, nesta segunda-feira (13), o presidente da comissão, deputado Rafael Favatto (PEN), retomou o discurso da importância de outras fontes poluentes, como a re-suspensão das vias, a  construção civil e os carros como contribuintes relevantes da poluição do ar. (mais…)

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MPF/MA propõe ação contra Incra e Governo do Maranhão

Foi construído um presídio em uma área que aguardava a conclusão de processo para delimitação e titulação do território quilombola, pelo Incra

MPF/MA

O Ministério Público Federal no Maranhão (MPF/MA) propôs ação civil pública, com pedido de liminar, contra o Governo do Maranhão, que recentemente construiu um presídio no interior da área denominada quilombola, e o Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra) que deixou de proceder às medidas administrativas necessárias à identificação, reconhecimento, delimitação e titulação da área. (mais…)

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Comunidade quilombola Furnas da Boa Sorte anexa mais dois imóveis à sua área em Mato Grosso do Sul

Incra/MS

A Comunidade Quilombola Furnas da Boa Sorte, localizada no município de Corguinho (MS), deu mais um importante passo rumo a reaver a totalidade do seu território tradicional. Isso, por que a Superintendência Regional do Incra em Mato Grosso do Sul recebeu, no último dia 8 de julho, a posse de dois imóveis rurais que fazem parte do território quilombola, totalizando 326,9 hectares. (mais…)

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Participe de documentário longo sobre comunidade quilombola de Rio dos Macacos (BA), sua história e o conflito com a Marinha pela posse da terra

A comunidade quilombola de Rio dos Macacos reúne cerca de 60 famílias de agricultores e pescadores que vivem em território rural na divisa de Salvador e Simões Filho (BA). No final da década de 1950 e início de 60 as fazendas em que nasceram e viviam foram doadas pela prefeitura de Salvador à Marinha do Brasil[1].

No início dos anos 1970, a Marinha construiu a Vila Naval da Barragem, condomínio residencial de suboficiais da Força, em área da Fazenda Macaco. Desde então, tornaram-se frequentes  os conflitos com os agricultores e pescadores da área. As relações entre fuzileiros, oficiais e suboficiais da Marinha com os moradores da “Roça” foram marcadas por vários episódios de violência física e psicológica e só fizeram recrudescer nos últimos anos. (mais…)

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Comunidade do Rio dos Macacos recebe comitiva do Governo Federal

Equipe formada pela Seppir e Secretaria Geral da Presidência foi até o local para negociar melhorias

SEPPIR

A secretária de políticas para comunidades tradicionais da Seppir, Givânia Maria da Silva, e a secretária nacional de articulação social da Presidência, Erika Borges, estiveram na comunidade Rio das Cobras [sic] nesta semana para discutir melhorias e o processo de demarcação de terra dos quilombolas. (mais…)

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