“As elites não evoluíram. Ainda é muito parecido com 1964”, afirma historiadora

Por Rafael Tatemoto  – Brasil de Fato

Maria Aparecida de Aquino é professora titular aposentada da Universidade de São Paulo (USP). Atualmente, colabora com o Programa de Pós-Graduação em História Social da mesma instituição. Durante a carreira, se dedicou ao estudo da repressão política durante o período da ditadura civil-militar no Brasil, especialmente a censura exercida sobre os veículos de comunicação. (mais…)

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Maranhão: Escolas que homenageiam militares serão rebatizadas

Segundo o governador Flávio Dino, que determinou as mudanças, as próprias instituições de ensino escolheram os novos nomes; alterações valerão a partir de hoje, data em que o golpe militar completa 51 anos

Por Redação Revista Fórum

Nesta terça-feira (31), data em que o golpe militar completa 51 anos, escolas estaduais do Maranhão cujos nomes homenageiam ditadores serão rebatizadas por determinação do governador Flávio Dino (PCdoB). “Amanhã, data do golpe de 1964, vamos trocar os nomes de escolas alusivos aos generais-ditadores. Não merecem homenagens. Ditadura nunca mais”, disse Dino em posts nas redes sociais. (mais…)

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Cinema, ditadura e feminismo: um resgate necessário

Resgatar as vivências, articulações e militâncias de mulheres que resistiram ao período de ditadura militar no Brasil, é de extrema importância, pois raramente na história do nosso país as mulheres aparecem como precursoras e como combatentes, relegando apenas aos homens uma trajetória política de enfrentamento com governos ditatoriais. Muitas histórias foram apagadas, sequer contadas, vivências foram silenciadas.

Camila Galetti, Esquerda Diário

No Brasil dos anos 1960/70, a presença das mulheres na luta armada, e no movimento revolucionário em geral, representou uma profunda transgressão ao que era designado como próprio do sexo feminismo. A transgressão de gênero teve, na repressão e na tortura, uma dimensão específica, pois o fato de ser mulher e revolucionária, era visto como um ato de atrevimento, como se as mulheres estivessem ocupando um espaço que não estava destinado a elas e por isso, elas foram consideradas subversivas pelo Estado, a repressão voltada para as mulheres adquiriu um caráter específico. As mulheres eram estupradas, submetidas a choques elétricos mesmo estando grávidas; objetos eram introduzidos no seu órgão sexual, ou mesmo a violência psicológica, talvez a mais praticada. (mais…)

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Acervo da família sobre Vladimir Herzog será aberto ao público

Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil

A família de Vladimir Herzog, jornalista assassinado nas dependências do Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi) durante a ditadura militar, doou seu acervo, com documentos, fotos, matérias publicadas e até cartas pessoais, ao Centro de Documentação e Memória (Cedem) da Universidade Estadual Paulista (Unesp) ontem (26). O acervo estará disponível ao público para consulta até o mês de outubro, quando a morte de Herzog completa 40 anos. (mais…)

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MPF/MG requer anistia política para o Povo Indígena Krenak

Expulsos de suas terras, onde foi instalado um reformatório indígena durante a ditadura militar, os Krenak sofreram profunda desintegração de sua cultura

O Ministério Público Federal em Minas Gerais (MPF/MG), por meio do Grupo de Trabalho Violações dos Direitos dos Povos Indígenas e Regime Militar, requereu ao Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que conceda anistia política ao Povo Indígena Krenak, conforme prevê o artigo 2º da Lei 10.559/2002. (mais…)

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89ª Caravana de Anistia começa nesta terça-feira, em Belo Horizonte

Evento inclui homenagens aos perseguidos políticos da ditadura e entrega de documentos inéditos

Ministério da Justiça

Para lembrar o Dia Internacional do Direito à Verdade e os 51 anos do Golpe de Estado que interrompeu a democracia brasileira em 1964, a Comissão de Anistia do Ministério da Justiça realizará nesta semana, em Belo Horizonte (MG), a 89ª Caravana de Anistia, a primeira do ano. O evento será no Morro do Papagaio, tradicional comunidade da cidade, e também na futura sede do Memorial da Anistia, no bairro de Santo Antônio. (mais…)

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Unesp recebe acervo sobre o jornalista Vladimir Herzog

Solenidade ocorre com apresentação de resultados da Comissão da Verdade da Unesp dia 26/3

UNESP

Em 26 de março de 2015, às 18h, ocorre, a doação pelo Instituto Vladimir Herzog ao Cedem (Centro de Documentação e Memória) da Unesp, em São Paulo, SP, do acervo sobre o jornalista.

Em seguida, às 18h30, a Comissão da Verdade da Universidade (CV-Unesp), instalada há um ano para examinar e esclarecer, principalmente, os impactos da Ditadura Civil-Militar (1964-1985) no interior da instituição apresentará seus resultados. Em consonância com a Comissão Nacional da Verdade, a Comissão da Unesp cobre o período histórico que vai de 1946-1988. Na sequência, haverá um Debate sobre esses resultados. (mais…)

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Contra marco temporal e tutela, lideranças Terena pedem ao STF revalidação de Portaria Declaratória

Por Renato Santana, Assessoria de Comunicação – Cimi

Lideranças do povo Terena peticionaram no Supremo Tribunal Federal (STF) pedido de nulidade de decisão da 2ª Turma da própria Corte que inutiliza a Portaria Declaratória da Terra Indígena Limão Verde, localizada no município de Aquidauana, Mato Grosso do Sul. Os Terena alegam que não foram chamados para discutir, no processo judiciário, a legitimidade do título de propriedade “em terras que, imemorial e atualmente, são suas e por isso a comunidade é imediatamente afetada pela decisão”, conforme os argumentos da petição. Na decisão da Corte, tutela e marco temporal aparecem como justificativas para a desclassificação da portaria. Na prática, o Judiciário corrobora para a inexistência da comunidade Terena.   (mais…)

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Os Ecos de Itaipu

No oeste do Paraná, índios Guarani querem retomar as terras de onde foram expulsos em nome da construção da hidrelétrica de Itaipu pelo regime militar

Por Isabel Harari e Stefano Wrobleski, em A Pública

Pedro Alves pega uma vareta para mostrar as antigas aldeias guarani no oeste paranaense. O xeramõi – uma espécie de autoridade espiritual, ancião sábio – serpenteia o pedaço de pau pelo chão de terra batida da Tekoha Y’Hovy, aldeia onde vive, no município de Guaíra, e relembra onde cada parente morava e por onde corria o rio antes do alagamento para a construção da hidrelétrica de Itaipu. Em frente à sua roça, Pedro equilibra-se em um banquinho de madeira colocado no único rastro de sombra que resistiu ao sol do meio dia. “Naquela época a mata era quase virgem. Tinha mata, caça, palmito”, recorda. Seu Pedro apaga o desenho com as mãos e risca novamente o chão, dessa vez com várias linhas saindo de um ponto em direção a diversas regiões. Cada linha representa a direção tomada por seus parentes Guarani para fugir do alargamento do Rio Paraná, em 1982. (mais…)

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“Meu pai sabia demais”

Filha do então embaixador do Brasil no Paraguai acredita que denúncia de corrupção em Itaipu pode ter provocado morte de seu pai

por  e , em A Pública

Em novembro de 2014, o Instituto João Goulart encaminhou denúncia ao MPF- RJ sobre a morte do embaixador José Jobim em 1979. O documento alega que agentes da ditadura assassinaram o político, que declarara publicamente estar escrevendo um livro de memórias no qual denunciaria o esquema de corrupção na construção da Usina Hidrelétrica de Itaipu. Jobim iniciou sua carreira como jornalista mas logo enveredou para a diplomacia. Foi embaixador do Brasil no Paraguai, Equador, Colômbia, Argélia, Vaticano, Malta e no Marrocos. (mais…)

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