En el día de la “hispanidad” descolonicemos España

Por Ollantay Itzamná*, em Servindi

Cuando el 12 de Octubre de 1492, Cristóbal Colón y sus acompañantes fueron recibidos por los hospitalarios aborígenes de la Isla La Española (actual Haití y Republica Dominicana), aquellos no se presentaron como españoles, sino como cristianos, emisarios de los reyes católicos. Es decir, no tenían conciencia de España como una comunidad o proyecto político.

No podía ser de otra manera. Las circunstancias del siglo XV hicieron que musulmanes y judíos “abandonasen” la Iberia para que los reyes católicos se aventurasen al mundo “desconocido” (sin ningún proyecto, ni para adentro, ni para las colonias), en busca de la ruta comercial alterna hacia el Oriente, provistos únicamente de una supersticiosa fe en el Dios desconocido. (mais…)

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Retratos da morte num país sem guerra

Por Camila Moraes, em El País

Uma pessoa certamente gabaritada para identificar uma guerra é aquela que viu com os próprios olhos as mazelas de uma – ou de várias. O fotógrafo paulista André Liohn não nasceu em um país em guerra, mas passou 10 anos cobrindo conflitos, especialmente no leste e no norte da África. Quando voltava para casa, depois de longos períodos na estrada, somava uma perturbação às tantas que trazia na mala: “O Brasil vive uma guerra velada”. “Será esse o problema?”, pensava. E assim passou a tratar de buscar respostas não com palavras, mas com imagens, que é o que sabe fazer.

Desse questionamento surgiu o impulso para a mostra Revogo, que entra em cartaz na Caixa Cultural de São Paulo em 10 de outubro. Ela expõe 60 trabalhos de Liohn, o primeiro fotojornalista sul-americano a receber da indústria fotográfica, em 2012, o prêmio Robert Capa (um dos mais respeitados do setor) por seu registro da guerra civil da Líbia. Aqui, ele é responsável por fotografias da violência no Brasil feitas com a técnica da cobertura de guerra e que dispensam sangue para ser chocantes. (mais…)

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Crônica de um jornalismo que regrediu ao Facebook

Incapaz de examinar e debater grandes temas nacionais, velha mídia compartilha comentário de rede social como furo de reportagem e busca curtidas ao invés de leitores

Por Viegas Fernandes da Costa, no Observatório da Imprensa/Outras Palavras

Nestas últimas semanas venho tentando me afastar das redes sociais e, principalmente, do jornalismo mainstream brasileiro. Não se trata de uma tentativa de alienação, ou de proteção contra o mundo caótico que diuturnamente nos apresentam (afinal, este mundo sempre foi caótico), mas de tentar manter um mínimo de sobriedade reflexiva. (mais…)

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Gélidas e gordas…, por Alceu Castilho

Mais uma vez o ex-ministro Alexandre Padilha é agredido verbalmente em um restaurante em São Paulo. (Talvez até fisicamente, eu diria, a se pensar nas prováveis parábolas expelidas por aquelas bocas salivantes). Ver aqui.

Primeiro tendo a enxergar uma crítica involuntária ao movimento de desmanicomialização. Mas tento abdicar do meu tema-fetiche (vejo a saúde mental como anterior ao capitalismo ou outros assuntos estruturantes…) e ver naquela cena grotesca mais fascismo, fenômeno de massas, do que indivíduos potencialmente insanos. Organizadamente perigosos, digamos. Covardes em turma, sim. Ao mesmo tempo personagens, avatares, símbolos. (mais…)

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Smartphones estão arruinando nossa capacidade de conversar e de sentir empatia, diz especialista em tecnologia

Blogueiro, por sua vez, sugere que conectividade e novas tecnologias espantam solidão e amplia horizontes: estará o copo meio cheio ou meio vazio?

Por Lloyd Alter, Mother Nature Network/Opera Mundi

O último livro de Sherry Turkle se chama Sozinhos Juntos: Por que esperamos mais da tecnologia e menos uns dos outros, título que basicamente descreve sua tese sobre as novas tecnologias. Ela vem estudando no MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), há muitos anos, a forma como as pessoas usam a tecnologia e, mais recentemente, analisou como os smartphones estão mudando a comunicação e os relacionamentos entre as pessoas. (mais…)

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Países do Brics partilham sistema de mídia que defende interesses da elite, diz pesquisadora

Raquel Paiva, coordenadora de estudo que mapeia a mídia no bloco emergente e professora da UFRJ, aponta similaridades do jornalismo nos cinco países

Por Dodô Calixto, no Opera Mundi

Raquel Paiva é a pesquisadora responsável por coordenar o núcleo brasileiro de pesquisa que faz um mapeamento da mídia nos Brics. Em entrevista a Opera Mundi, a professora de comunicação da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) apresentou os primeiros resultados do estudo comparativo do Brasil com Rússia, Índia, China e África do Sul. (mais…)

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Massacre do Carandiru, 23 anos: “Bandido bom é o morto”, diz um povo doente, por Leonardo Sakamoto

No Blog do Sakamoto

O Massacre do Carandiru, quando 111 presos foram executados por forças policiais que invadiram o Pavilhão 9 da Casa de Detenção de São Paulo, completa, nesta sexta (2), 23 anos. E mesmo que a Justiça tenha sido – parcialmente e temporariamente – feita nesse caso, sinto um certo desalento. Pois a sociedade e o poder público aprenderam menos do que deveriam com ele. Carne de pobre continua sendo de segunda e soluções rasas e mágicas para problemas complexos, como o da segurança pública, seguem sendo a preferência do eleitorado e da classe política. (mais…)

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O campeonato na língua Paumari e o revigoramento político dos povos do Médio Purus, por Oiara Bonilla*

“para haver um mundo basta haver pessoas e emoções.
as emoções chovendo internamente no corpo das pessoas,
desaguam em sonhos. (…)
a esse mundo pode chamar-se “vida”.”
Ondjaki – Os Transparentes

*para o Combate Racismo Ambiental

Entre os dias 16 e 18 de setembro de 2015 aconteceu o segundo Campeonato na Língua Paumari, organizado na aldeia Santa Rita, na beira do rio Purus, Terra Indígena Paumari do Lago Marahã, no município de Lábrea (AM). Esta segunda edição da experiência levada a cabo pela primeira vez em julho do ano passado demonstrou que os Paumari estão se organizando e se fortalecendo politicamente, processo que pode ser observado na região toda, desde a fundação da Federação das Organizações e Comunidades Indígenas do Médio Purus (FOCIMP), em 2011, e do renascimento do movimento indígena regional que havia sido fortemente abalado, na década de 2000, pela extinção da primeiro organização indígena (OPIMP – Organização dos Povos Indígenas do Médio Purus) por conta dos processos decorrentes dos convênios de saúde firmados na época com a Fundação Nacional de Saúde (FUNASA). (mais…)

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Ser íntegro es saberse uno con el universo

Por José Carlos García Fajardo*, em Servindi

La naturaleza de la integridad propia del ser humano cabal es la de estar siempre presente. La palabra salud significa “total, completo”. Total implica integración, interconexión y vinculación de todas las partes de un sistema, de un organismo, una inseparabilidad.

Si a una persona le han amputado un brazo, pierna, otra parte del cuerpo o tenga que enfrentarse a la muerte, sigue básicamente completo aunque tenga que adaptarse a la situación. (mais…)

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Mia Couto: “Nunca tivemos tanto medo do desconhecido”

Por Brenno Tardelli, em Justificando

Ontem, 25, em noite de gala da Associação dos Advogados de São Paulo (AASP), o auditório ficou lotado para ver o bate papo entre os escritores Mia Couto e José Eduardo Agualusa, fechando a segunda noite da Pauliceia Literária. A conversa que foi mediada pelo jornalista Manuel da Costa Pinto abordou a amizade entre os dois, a identidade da escrita em língua portuguesa e temas atuais, como o medo pelo outro.

Mia, moçambicano, e Agualusa, angolano, possuem mais que o continente africano como coisas  em comum. Ambos são amigos de longa data, nutrem uma admiração pelo poeta brasileiro Manoel de Barros e escreveram peças de teatro juntos – uma comédia e uma tragédia muito má, brincou Mia.  (mais…)

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