Atentado em Paris é fruto de décadas de incentivo ocidental ao fundamentalismo no Oriente Médio, por Atílio Boron

Por Atílio A. Boron*, no Correio da Cidadania

O atentado terrorista perpetrado na redação da revista Charie Hebdo deve ser condenado sem atenuantes. É um ato brutal, criminoso, que não tem justificativa alguma. É a expressão contemporânea de um fanatismo religioso que – desde tempos imemoriais e em quase todas as religiões conhecidas – recheou a humanidade de mortes e sofrimentos indizíveis.

A barbárie perpetrada em Paris causou o repúdio universal. Mas, parafraseando um enorme intelectual judeu do século 17, Baruch Spinoza, diante de tragédias como esta não basta chorar, é preciso compreender. Como dar conta do ocorrido? (mais…)

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Capitalismo real: Em 2016, 1% da população mundial terá mais que o resto

Diário Liberdade

São previsões da organização não governamental Oxfam Intermón no seu relatório “Riqueza: ter tudo e querer mais”. O estudo sai à luz antes da próxima reunião anual do Forum Econômico de Davos, que reúne a elite econômica mundial nessa cidade suíça.

Os dados e previsões difundidos por Oxfam são contundentes: daqui a um ano, o aumento das desigualdades levará o mundo capitalista atual a que 1% das pessoas mais ricas tenham maior riqueza do que as restantes 7.000 milhões de habitantes do planeta. (mais…)

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Muçulmano com tarjas racistas

França: República da Islamofobia

“Na França contemporânea, a palavra “imigrante” carrega uma série de preconceitos raciais implícitos contra a população francesa norte-africana e seus descendentes (…) A oposição entre valores republicanos e muçulmanos fixada por atores em todo o espectro político serve para legitimar o preconceito na sociedade como um todo. Assim, com a colusão dos principais partidos, a Frente Nacional alcançou seu principal objetivo numa estratégia de acentuar diferenças culturais, não raciais: o racismo ganhou respeitabilidade!”

Por Jim Wolfreys, em Blog do Liberato*

Em março de 2014, um partido abertamente racista, com raízes profundas na tradição fascista francesa, a Frente Nacional (fr. Front National – FN), foi eleito para uma dúzia de governos locais. Dois meses depois, ganhou mais assentos que qualquer outro partido nas eleições europeias, com ¼ dos votos totais. Pesquisas de opinião em 2014 até identificaram a líder desse partido, Marine Le Pen, como a figura com mais altas probabilidades de ser eleita nas eleições presidenciais de 2017. Le Pen já prometeu pôr as mesquitas sob vigilância, gravar telefonemas de “proselitistas” e banir de todos os serviços e prédios públicos todos os símbolos religiosos “ostensivos”. Comparou a visão de muçulmanos rezando nas ruas à ocupação nazista na França e prometeu “pôr de joelhos” a “gangrena” ou o “fascismo verde” do Islã radical. (mais…)

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Projeto multimídia propõe reflexão sobre questão indígena

Por Paulo Virgílio,  da Agência Brasil

Um projeto multimídia ocupa desde a última quinta-feira (15) o teatro e o cinema da Caixa Cultural do Rio de Janeiro com a proposta de promover uma reflexão crítica e poética sobre a questão indígena. Com o nome de Tupy or Not To Be: Teatro, Cinema e Novas Mídias, a iniciativa é do grupo teatral Boa Companhia, que atua desde 1992 no estado de São Paulo com foco na pesquisa da linguagem cênica a partir do trabalho do ator.

Na sala teatral, o espetáculo Cartas do Paraíso, dirigido por Verônica Fabrini, tem como base de sua dramaturgia as cartas escritas por jesuítas, exploradores e viajantes nos primeiros tempos da então conhecida como Terra de Santa Cruz ou Pindorama. Os personagens são um cartógrafo, um padre, um degredado e um cômico, vividos pelos atores Alexandre Caetano, Eduardo Osorio, Gustavo Valezi e Moacir Ferraz. (mais…)

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A Lei de Barros: “Na política é permitido mentir e enganar”, por Alceu Castilho

Existe ética na política? Sim, mas uma ética diferente. Por exemplo: vale enganar, mentir. Pelo menos é o que diz Luiz Carlos Mendonça de Barros, nesta entrevista ao Estadão que passou despercebida: Levy é um ‘diabo’ mais inteligente.

A repórter pergunta sobre a adoção, pelo governo Dilma Rousseff, da política econômica do PSDB, a qual ela se opôs durante a campanha. Resposta do economista tucano (em defesa de Joaquim Levy):

– É aí que vem o meu cinismo. Eu aprendi uma coisa com Sérgio Motta (falecido ex-ministro das Comunicações), no tempo em que trabalhamos juntos no governo de Fernando Henrique. A política tem um código de ética diferente. Na política é permitido mentir e enganar. Todo mundo faz isso. Evidente que há certos limites. Mas Sérgio dizia: não há um linha ética na política, há uma faixa ética. Aquilo que para nós, cidadãos comuns, ou é ético ou não é ético – não tem outra opção –, na política é diferente. (mais…)

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Ricardo Melo: Ateu, graças a deus

Ricardo Melo, na Folha de S. Paulo

A barbárie estampada na chacina parisiense suscita inúmeras questões. O ponto de partida: sob nenhum ponto de vista é possível justificar o ataque dos fanáticos contra a Redação do Charlie Hebdo. Agiram como facínoras, quaisquer que tenham sido suas motivações. Não merecem nenhum tipo de comiseração. Invocar atenuantes é renunciar aos (poucos) avanços que a civilização humana proporcionou até agora. (mais…)

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Quando as ideologias (religiões) perdem o senso do humano, artigo de Roberto Malvezzi (Gogó)*

EcoDebate

Gramsci, um dos maiores estudiosos das ideologias, nos dizia que o “senso comum, as religiões e as filosofias são tipos de ideologias”. Dizia ainda que o senso comum é a mais precária delas, as religiões são um pouco mais elaboradas e a filosofia era a ideologia melhor acabada.

A identificação da religião como uma ideologia nunca foi aceita, por exemplo, pelo magistério católico. Todos os documentos originados no Vaticano vão fazer distinção entre religião e ideologia. (mais…)

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Discutindo Charlie – Parte 1: “Je Suis Quem?”, por Plínio Zúnica (Zuni)

Em Descolonizações

A questão Charlie Hebdo levantou muitas discussões, seja nos comentários do meu blog, seja em textos de outros autores ou nas redes sociais mundo afora. Por isso, quero discutir aqui alguns dos pontos principais que me foram trazidos por diversas pessoas. São muitos pontos importantes, que merecem uma atenção detalhada, então farei o meu melhor pra aborda-los em textos separados, uma vez que uma reclamação constante sobre o meu último texto foi que ele ficou longo demais. Hoje faço uma rápida reflexão sobre a briga entre “Je suis Charlie” e “Je ne suis pas Charlie”

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”Cuidar de quem é pobre não é comunismo, é Evangelho.” Entrevista com o Papa Francisco

Antecipamos aqui um trecho de Papa Francesco. Questa economia uccide [Papa Francisco. Esta economia mata], o livro sobre o magistério social da Bergoglio escrito por Andrea Tornielli, coordenador do sítio Vatican Insider, e Giacomo Galeazzi, vaticanista do jornal La Stampa.

O livro reúne e analisa os discursos, os documentos e as intervenções de Francisco sobre pobreza, imigração, justiça social, proteção da criação. E confronta especialistas em economia, finanças e doutrina social da Igreja – entre eles o professor Stefano Zamagni e o banqueiro Ettore Gotti Tedeschi –, relatando também as reações que certos posicionamentos do papa despertaram. O livro conclui com uma entrevista que Francisco concedeu aos autores no início de outubro de 2014. (mais…)

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